Espero sinceramente que já se tenham apercebido que esta "jogada do plebiscito" de Jardim não é nada mais nem menos do que a preparação do tema que ocupará a posição central do palco das próximas Eleições Autárqicas.
Será o mote de campanha típico de Jardim: o "Nós contra Eles" no qual o "nós" englobará seguramente os Autonomistas, os que amam a Madeira e os Madeirenses (i.e. PSD-M) e os "eles", os Colonialistas, os Lacaios de Lisboa que só querem Mal à Madeira e ao Povo Madeirense (i.e. toda a oposição mas em particular o PS-M). Uma dicotomia mesmo à moda de Jardim e que assenta que nem uma luva num (segmento do) eleitorado madeirense que não nem cabeça nem paciência para temas de campanha mais complexos.
Na minha opinião é urgente combater esta estratégia (um autêntico caixão político feito à medida do PS-M) o mais cedo possível! É claro que afirmações como "o referendo é ilegal" ou "inconstitucional" complicam a tarefa e ajudam imenso o PSD-M. Continuo a achar que ir contra 85,9% dos eleitores num tema como aprofundamento da Autonomia só para colocar-se numa posição de confronto com PSD-M não equivale apenas a suicídio político, abre as portas a críticas de hipocrisia contra um PS-M que se queixa frequentemente da política de "terra-queimada" do Governo.
Importa pois ao PS-M abrir o partido ao público e mostrar que nas suas fileiras e nos seus apoiantes não há escassez de Autonomistas, de Pessoas Comuns que Amam e Defendem altruísticamente a sua Terra. Que no PS há muito que se defendem causas que são queridas aos Madeirenses, mesmo quando "não estava na moda" fazê-lo.
É preciso fazer com que as pessoas entendam que o PS-M não se opõe a qualquer tipo de aprofundamento Autonomia, opõe-se sim a um aprofundamento Estúpido. Um aprofundamento Autonómico que não contemple uma Autonomia Económica, Energética, Alimentar e Social é um aprofundamento Estúpido. Mutila a Autonomia, converte-a numa palavra oca, num slogan de campanha. Este é o verdadeiro legado dos que se intitulam de "Autonomistas": uma mão cheia de nada.
Por fim nunca é de mais enfatizar que o combate eleitoral na Região não se resume a uma luta de Autonomistas vs. Colonialistas, Lisboa vs. Madeira, nem sequer é uma luta entre socialistas e social-democratas... É, isso sim e para desespero de Jardim e do PSD-M, uma luta do Passado contra o Futuro.
Deixo uma última reflexão aos leitores deste blogue: Uma vez que muitas das técnicas de campanha utilizadas pelo Dr. Jardim e pelo PSD-M são retiradas de um livro de guerra psicológica, concebido para ser usado sobre populações hostis e sobre o inimigo, o que é isso torna o Povo Madeirense aos olhos de Jardim?
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sábado, 5 de julho de 2008
Acção psicológica 2009
Carlos França disse... in http://www.farpasdamadeira.blogspot.com/
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quarta-feira, 2 de julho de 2008
AJJ visto pelos seus pares!
James Dean in http://www.thinkfn.com/forum/viewtopic.php?t=14800
E obvio que a Madeira mudou radicalmente nestes ultimos 30 anos.
E obvio, que quando chegamos a esta ilha, vemos vias rapidas por
todo o lado, vemos tuneis e mais tuneis, vemos um aeroporto novo
e moderno, vemos marinas por toda a ilha, piscinas publicas.
Quando um dia almocava com ele,perguntei-lhe se nao havia verbas
para o social. Ele respondeu-me, estou a fazer as infrastruturas, para
que os vindouros,venham a ter qualidade de vida. Eu vou ficar na
historia desta ilha, pelas obras que fiz, nao pela sopa dos pobres,
como fez o Sidonio Pais.
Mas e tambem obvio, os 54% que vivem no limiar da pobreza, con-
forme estudo do Bruto da Costa. Tambem e obvio, que a pobreza
nao se ve,s ente-se. Tambem e obvio, que quando chegamos a
Punta da Cana, Bali, Jamaica, vemos lindos hoteis, turistas nas
esplanadas, e nao vemos aquilo que nao convem ser visto.
Ontem foi o dia da regiao. Houve festa,mas a oposicao foi proibida
de falar. O parlamento e regido por um homem, todo o resto sao
marionetes.
Sou amigo de infancia dele, mas custa-me calar, o despotismo, a
culpa do que corre mal, ser de Lisboa, o enrequecimento de alguns,
mormente ligados as obras e ao cimento, em detrimento de uma
populacao.
Agora a televisao diz, que vai haver referendo regional. Quer a
independencia? E o futuro constitucional da Madeira. E mais uma
patacoada, e mais uma forma de criar confusao, e a forma de se evidenciar de forma erratica.
Sera que se esta a preparar para sair? ou arranjar pressao, confusao, para sair em beleza. Talvez com a ajuda do Chavez, onde proferiu esta declaracao, de independencia capotada.
E obvio que a Madeira mudou radicalmente nestes ultimos 30 anos.
E obvio, que quando chegamos a esta ilha, vemos vias rapidas por
todo o lado, vemos tuneis e mais tuneis, vemos um aeroporto novo
e moderno, vemos marinas por toda a ilha, piscinas publicas.
Quando um dia almocava com ele,perguntei-lhe se nao havia verbas
para o social. Ele respondeu-me, estou a fazer as infrastruturas, para
que os vindouros,venham a ter qualidade de vida. Eu vou ficar na
historia desta ilha, pelas obras que fiz, nao pela sopa dos pobres,
como fez o Sidonio Pais.
Mas e tambem obvio, os 54% que vivem no limiar da pobreza, con-
forme estudo do Bruto da Costa. Tambem e obvio, que a pobreza
nao se ve,s ente-se. Tambem e obvio, que quando chegamos a
Punta da Cana, Bali, Jamaica, vemos lindos hoteis, turistas nas
esplanadas, e nao vemos aquilo que nao convem ser visto.
Ontem foi o dia da regiao. Houve festa,mas a oposicao foi proibida
de falar. O parlamento e regido por um homem, todo o resto sao
marionetes.
Sou amigo de infancia dele, mas custa-me calar, o despotismo, a
culpa do que corre mal, ser de Lisboa, o enrequecimento de alguns,
mormente ligados as obras e ao cimento, em detrimento de uma
populacao.
Agora a televisao diz, que vai haver referendo regional. Quer a
independencia? E o futuro constitucional da Madeira. E mais uma
patacoada, e mais uma forma de criar confusao, e a forma de se evidenciar de forma erratica.
Sera que se esta a preparar para sair? ou arranjar pressao, confusao, para sair em beleza. Talvez com a ajuda do Chavez, onde proferiu esta declaracao, de independencia capotada.
sábado, 14 de junho de 2008
Uma história do dia (continuação) 3
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Uma história do dia (continuação) 2

Colocada: 2008-06-13 23:19 Assunto: a inauguracao | |||||||
As 5 la estava eu e o povo,os politicos com o Alberto a frente so chegaram as 5.30. Alberto cumprimenta o povo, um a um, com o seu chapeu de palha a tapar a careca. Olha para mim, da-me um grande abraco, palmadas nas costas, e pergunta, o que fazes aqui? O presidente da camara antecipa, estas terras onde esta a estrada pertencem ao dr.dean. A televisao filmava, a musica soava, e Alberto levanta a voz e diz para o povo, o meu amigo James, e um grande latifundiario e um grande fascista. O povo sorri, eu nao! Comecamos a descer a estrada nova e ingreme, eu la atras, ele a frente. Manda o presidente da camara me chamar, quer que eu esteja ao seu lado, naquela dificil descida, filmada para o noticiario das 9 da tv local. Era povo e mais povo, deputados, presidentes de isto e mais aquilo. Pega no microfone, ia comecar o discurso, e ia-me lixar..... -continua
| |||||||
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sexta-feira, 13 de junho de 2008
sábado, 7 de junho de 2008
O Governo Regional interessa-se mais pelos "seus animais" do que pelos madeirenses!
Uma vez que o sr. AJJ pretende fugir ao buzinão, recomendo à CDU que arranje os meios técnicos para que um carro de som leve o buzinão onde ele estiver! Não seria má ideia gravar o slogan acima e usar como palavra de ordem!
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terça-feira, 3 de junho de 2008
Sondagem: Debates televisivos
Lembra-se de ter visto, nestes trinta anos, algum debate televisivo entre o "nosso" presidente do Governo Regional e algum membro da oposição? Acha "normal" que os eleitores não tenham oportunidade de avaliar os candidatos políticos num frente-a-frente?
Realmente não me lembro e não acho normal
23 (79%)
Lembro-me e acho normal que não tenham essa oportunidade
3 (10%)
Não me lembro e acho normal.
2 (6%)
Lembro-me e não acho normal
1 (3%)
Votos até o momento: 29
Enquete encerrada
Realmente não me lembro e não acho normal
23 (79%)
Lembro-me e acho normal que não tenham essa oportunidade
3 (10%)
Não me lembro e acho normal.
2 (6%)
Lembro-me e não acho normal
1 (3%)
Votos até o momento: 29
Enquete encerrada
quarta-feira, 14 de maio de 2008
A lista dos suspeitos !
O que pensará AJJ sobre as razões daqueles militantes que subscreveram a petição para a sua candidatura fracassada à liderança do PSD?
http://www.albertojoaoapresidentedopsd.pt.vu/
http://www.albertojoaoapresidentedopsd.pt.vu/
domingo, 27 de abril de 2008
As piruetas do sr. Jardim
"PSD: Jardim recusa enfrentar Manuela?
Embora na mesma linha de orientação que tenho mantido - a de que recuso revelar as minhas fontes, pelo que as pessoas acreditarão ou não no que escrevo, conforme o entenderem - constou-me que Alberto João Jardim para além de continuar a manter o silêncio - ainda hoje foi abordado pelos jornalistas no Funchal, no final de um acto público, e recusou falar do assunto - não está interessado em enfrentar Manuela Ferreira Leite, não por ter receio de qualquer tipo de confronto político interno, mas por entender que, por uma questão de princípio, não o deve fazer. A se confirmar esta ideia, Alberto João Jardim, cada vez mais apontado como o candidato das bases do partido, recusaria envolver-se, no caso se se manter Ferreira Leite na corrida. A minha interpretação - e atenção porque isto, em linguagem jornalística, já é o "nariz de cera" próprio deste tipo de notícias - é que dada a conotação de Manuela Ferreira Leite com Cavaco Silva, de quem é conselheira (Conselho de Estado) e foi ministra (Educação e Finanças), João Jardim, sobretudo depois da visita oficial de Cavaco Silva à Madeira, recusa correr o risco de ser acusado de, enfrentando Manuela Ferreira Leite numas "directas" no partido, estar indirectamente a enfrentar o próprio Cavaco Silva."
in http://ultraperiferias.blogspot.com
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quinta-feira, 24 de abril de 2008
Humilhado publicamente graças à vaidade "jornalística" do Ultraperiferias

-O blog Ultraperiferias tentou criar a ilusão de que haveria uma genuína onda de apoio ao AJJ.
-Manipulou as declarações de líderes do PSD, que não passariam de palavras de circunstância ditas de forma a não hostilizar AJJ e os votos que este representaria, por forma a parecerem declarações genuínas de apoio. Essa onda artificial atraiu aquilo que o próprio AJJ chamaria de “idiotas úteis” mas não foi suficiente para transformar a pseudo onda numa verdadeira onda nas condições exigidas pelo próprio. Habituado a navegar num universo em que tudo controla não teve coragem para enfrentar este desafio apesar de, supostamente, ter o apoio das maiores distritais do PSD (Lisboa, Porto, Algarve, Madeira, Açores, etc).
-“Traído” por Santana Lopes, ao qual prometeu apoiou no discurso partidário da Ribeira Brava – num acto oficial de Presidente do Governo Regional – não vejo como é que Jardim poderá “entregar o ouro ao bandido”! Ouro que na verdade não é só seu como se pôde ver nas últimas directas. Jardim apoiou Marques Mendes no entanto Miguel Albuquerque roeu-lhe a corda e com isso conseguiu um lugar na equipa de Menezes! Se AJJ não se candidatar só lhe restará apoiar a Manuela Ferreira Leite. Esta candidata será o alibí que usará para esconder a sua cobardia política. Aparentemente tem pudor (sic) em disputar as directas contra uma candidata que supostamente é apadrinhada por Cavaco Silva. Sr. Silva que é o mais recente amigo do AJJ!
-Perante o trio Cavaco Silva, Sócrates – se não virar ligeiramente à esquerda – e Manuela Ferreira Leite (líder da oposição) só restará ao eleitorado de esquerda votar no BE ou na CDU.
-A imagem pública na Madeira do AJJ não sairá minimamente beliscada por razões que a psicologia de massas e o medo explicam. O cidadão comum é incapaz de descortinar os fracassos tácticos e estratégicos do seu líder de sempre por falta de informação e por razões do foro psicológico e também porque os fazedores de opinião receiam perder as benesses ou o ganha-pão que legitimamente possuem!
-Apesar de tudo não percebo porque não se candidata. Sei que é filho único, que não está habituado a fracassar publicamente no entanto não vejo razões para temer colher o fruto que supostamente tantos lhe põem ao alcance da boca. Cobardia política, amor à Madeira, momento astrologicamente desfavorável?!
-Por amor à Madeira não será porque como Primeiro Ministro poderia pagar a dívida da Madeira (c/ três mil milhões de euros) que acumulou nos últimos anos.
-Manipulou as declarações de líderes do PSD, que não passariam de palavras de circunstância ditas de forma a não hostilizar AJJ e os votos que este representaria, por forma a parecerem declarações genuínas de apoio. Essa onda artificial atraiu aquilo que o próprio AJJ chamaria de “idiotas úteis” mas não foi suficiente para transformar a pseudo onda numa verdadeira onda nas condições exigidas pelo próprio. Habituado a navegar num universo em que tudo controla não teve coragem para enfrentar este desafio apesar de, supostamente, ter o apoio das maiores distritais do PSD (Lisboa, Porto, Algarve, Madeira, Açores, etc).
-“Traído” por Santana Lopes, ao qual prometeu apoiou no discurso partidário da Ribeira Brava – num acto oficial de Presidente do Governo Regional – não vejo como é que Jardim poderá “entregar o ouro ao bandido”! Ouro que na verdade não é só seu como se pôde ver nas últimas directas. Jardim apoiou Marques Mendes no entanto Miguel Albuquerque roeu-lhe a corda e com isso conseguiu um lugar na equipa de Menezes! Se AJJ não se candidatar só lhe restará apoiar a Manuela Ferreira Leite. Esta candidata será o alibí que usará para esconder a sua cobardia política. Aparentemente tem pudor (sic) em disputar as directas contra uma candidata que supostamente é apadrinhada por Cavaco Silva. Sr. Silva que é o mais recente amigo do AJJ!
-Perante o trio Cavaco Silva, Sócrates – se não virar ligeiramente à esquerda – e Manuela Ferreira Leite (líder da oposição) só restará ao eleitorado de esquerda votar no BE ou na CDU.
-A imagem pública na Madeira do AJJ não sairá minimamente beliscada por razões que a psicologia de massas e o medo explicam. O cidadão comum é incapaz de descortinar os fracassos tácticos e estratégicos do seu líder de sempre por falta de informação e por razões do foro psicológico e também porque os fazedores de opinião receiam perder as benesses ou o ganha-pão que legitimamente possuem!
-Apesar de tudo não percebo porque não se candidata. Sei que é filho único, que não está habituado a fracassar publicamente no entanto não vejo razões para temer colher o fruto que supostamente tantos lhe põem ao alcance da boca. Cobardia política, amor à Madeira, momento astrologicamente desfavorável?!
-Por amor à Madeira não será porque como Primeiro Ministro poderia pagar a dívida da Madeira (c/ três mil milhões de euros) que acumulou nos últimos anos.
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segunda-feira, 14 de abril de 2008
AJJ: rei no seu nicho político !
É impressionante a forma como o dr. Jardim consegue manter refém da sua todo-poderosa vontade o presidente da República e a Assembleia Legislativa da Madeira. Impressionante e, devo dizê-lo, lamentável. Então o presidente da República vem à Madeira em visita oficial, o parlamento não o recebe em sessão solene porque alberga "um bando de loucos", de acordo com as mimosas palavras do chefe do governo madeirense, e o chefe de Estado aceita e nada diz? Estranho. Cavaco Silva engole a afronta de só poder encontrar-se com o tal "bando de loucos" à mesa da informalidade de um jantar. O presidente da Assembleia Legislativa aceita passar pela vergonha de ser apresentado ao chefe de Estado como o homem que dirige o manicómio. Os deputados vergam-se sem um um pio perante a sua pública desconsideração. E quem os elegeu rebola-se de gozo por mais uma demonstração do desconchavo verbal do seu divertido líder.
Estranho? Se calhar, nem por isso. Jardim tem, de facto, um poder imenso. Para além de praticamente inamovível (sem que possa cair-se em rupturas capazes de, no limite dos limites, fazer perigar a unidade do Estado) o presidente do Governo Regional goza de um privilégio que nenhum outro poder eleito detém neste país: governa sem ónus. Para ele a governação só tem benefícios: não há medidas impopulares para aplicar; não há impostos para lançar e cobrar (ainda que a lei o admita); não obstante, há dinheiro suficiente, e ainda bem, para fazer obras e resolver problemas a pessoas eternamente agradecidas.
No caso específico da Madeira, a configuração constitucional da Autonomia permitiu, na verdade, este pequeno monstro democrático: o presidente do Governo regional consegue ter a vida mais facilitada do que um autarca ou do que um mebro do estado central. Porque está suficientemente distante da enxurrada e do buraco da estrada para não ter de aturar a indignação popular; porque se encontra suficientemente próximo da grande obra pública para açambarcar louros e méritos que nem sempre são seus; e porque anda alegre e suficientemente à margem das grandes decisões de política económica para poder responsabilizar o estado central por tudo o que de mau nos possa acontecer.
Isto é, o actual figurino constitucional da Autonomia permitiu à Quinta Vigia ter-se transformado numa espécie de bunker dotado de dois preciosos amortecedores de impopularidade: as Câmaras municipais, por um lado, e o Governo central, por outro. Quer isto dizer que Jardim não tem mérito? Nada disso. O que isto quer dizer é que o poder de Jardim se exerce, no plano formal, numa espécie de terra de ninguém (onde não há culpas, responsabilidades, ou pecados originais) que ele soube perceber, ocupar e fazer sua. É por isso que não acredito que fale com grande convicção quando reivindica para a Madeira uma autonomia tendencialmente ilimitada. Não obstante, toda a gente parece recear a chantagem. Até, pelos vistos, o presidente da República. Pelo que ninguém neste país parece sentir-se com suficiente força política e legal para explicar ao dr. Jardim que a democracia tem regras e o seu poder tem limites. E assim vamos andando de desconchavo em desconchavo.
Bernardino da Purificação
segunda-feira, 7 de abril de 2008
O farol da democracia
Luísa Pires in DN (Madeira)
Jardim discrimina
Data: 21-08-2007
Dr. Alberto João, como é do seu conhecimento existem muitos casais gays e lésbicos que construíram toda uma vida conjugal em conjunto, com trabalho, esforço e suor, e que desse modo merecem algum respeito, sem que para isso vossa excelência, venha chamar às relações conjugais entre homossexuais, um 'deboche' e uma 'decadência'. Independentemente se concorde ou não com o casamento civil (não religioso) entre homossexuais, não lhe fica bem insultar pessoas que nada fizeram para ter a orientação sexual que têm, para insultar pessoas que vivem em harmonia e orgulho naquilo que são, pessoas que em nada prejudicam o próximo. A melhor moral dos dias de hoje é respeitarmos e convivermos com a nossa própria diversidade, só assim seremos seres civilizados como o demais mundo moderno. E ser civilizado é acima de tudo progresso. Dessa forma, Dr. Alberto João Jardim, aqui fica a lembrança, que no Artº 13º - Princípios da Igualdade da Constituição Portuguesa, vem lá explicito, a não discriminação de cidadãos, por motivos de orientação sexual. A vida também pode ser vivida em paz.
Jardim discrimina
Data: 21-08-2007
Dr. Alberto João, como é do seu conhecimento existem muitos casais gays e lésbicos que construíram toda uma vida conjugal em conjunto, com trabalho, esforço e suor, e que desse modo merecem algum respeito, sem que para isso vossa excelência, venha chamar às relações conjugais entre homossexuais, um 'deboche' e uma 'decadência'. Independentemente se concorde ou não com o casamento civil (não religioso) entre homossexuais, não lhe fica bem insultar pessoas que nada fizeram para ter a orientação sexual que têm, para insultar pessoas que vivem em harmonia e orgulho naquilo que são, pessoas que em nada prejudicam o próximo. A melhor moral dos dias de hoje é respeitarmos e convivermos com a nossa própria diversidade, só assim seremos seres civilizados como o demais mundo moderno. E ser civilizado é acima de tudo progresso. Dessa forma, Dr. Alberto João Jardim, aqui fica a lembrança, que no Artº 13º - Princípios da Igualdade da Constituição Portuguesa, vem lá explicito, a não discriminação de cidadãos, por motivos de orientação sexual. A vida também pode ser vivida em paz.
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quinta-feira, 3 de abril de 2008
segunda-feira, 31 de março de 2008
Quem não se sente não é filho de boa gente!
Porque quem não se sente não é filho de boa gente o PS/M devia tomar as seguintes medidas:
-Enviar para o Largo do Rato as chaves das várias sedes que tem na RAM, com a respectiva identificação do Concelho;
-Enviar uma cópia da lista dos militantes com uma capa com o título: Militantes socialistas traídos;
-Enviar uma série de dossiers do que foi dito por actuais governantes e dirigentes socialistas, ao longo dos anos, a propósito do AJJ e de tudo o que este disse a propósito daqueles e das instituições da República por forma a que eles tenham vergonha na cara quando vierem à Madeira;
-E por fim e não menos importante, baptizar os WC da nova sede do partido com os nomes respectivamente de Jaime Gama e Almeida Santos. LOL!
-Enviar para o Largo do Rato as chaves das várias sedes que tem na RAM, com a respectiva identificação do Concelho;
-Enviar uma cópia da lista dos militantes com uma capa com o título: Militantes socialistas traídos;
-Enviar uma série de dossiers do que foi dito por actuais governantes e dirigentes socialistas, ao longo dos anos, a propósito do AJJ e de tudo o que este disse a propósito daqueles e das instituições da República por forma a que eles tenham vergonha na cara quando vierem à Madeira;
-E por fim e não menos importante, baptizar os WC da nova sede do partido com os nomes respectivamente de Jaime Gama e Almeida Santos. LOL!
quarta-feira, 26 de março de 2008
L`État, c` est moi!
Já percebemos que pensa ser uma reencarnação de Luís XIV, o Rei Sol, que sabe falar francês, mas saberá tocar piano? Se não percebe de teclas está comprovado que sabe manobrar marionetas!
terça-feira, 18 de março de 2008
Uma questão de estilo?
Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)
O Dr. Jardim e os raios ultravioleta
Data: 16-08-2007
O calor do sol, os raios UV e a poeira da areia amarela do Porto Santo contribuem decisivamente para os episódios mais "garotescos" que o Dr. Alberto João protagoniza. É bem verdade que ele ao longo da sua carreira política nunca demonstrou uma educação esmerada para bem da imagem da Madeira no exterior, porém, é no areal, talvez por influência do clima, que essa aparente educação desequilibrada e as declarações extremistas atingem o auge dando origem a sequelas políticas para mais tarde recordar. Foi o episódio do ex-presidente da C.M.F. Virgílio Pereira em 1993, a vergonha das "universidades da má-língua", ou será de "Verão" (também não interessa porque é tudo a mesma caldeirada de falta de vergonha e bom senso), até o ultimo episódio, mostrado pelas imagens da RTP-M no telejornal de 13/08/07 onde o Dr. Aberto João Jardim, bem ao estilo do bom "western" americano, mostrou uma vez mais o seu verdadeiro carácter quando se dirigiu aos jornalistas que o inquiriam sobre o episódio vice-presidente do Governo versus C.M.F. ao responder numa linguagem imprópria para consumo: "O relacionamento entre as duas partes sempre esteve óptimo para desgosto dos comunas do Diário de Notícias", e a uma questão colocada por uma senhora jornalista, respondeu-lhe grosseiramente com um gesto de desprezo, "a senhora não me chateie". Não a respeitou como profissional no desempenho da sua missão de informar o Povo nem a respeitou como mulher e ser humano. Dir-me-ão: há, aquilo é mesmo o estilo do Sr. Presidente do Governo Regional! Mas será que todos os madeirenses se têm que rever naquele estilo? Será que queremos passar uma imagem de povo primata, estúpido, rude e sem educação de uma ilha perdida no Oceano? Não será mais fácil o senhor presidente moderar esta linguagem de dono e senhor da ilha e do seu povo? Sinceramente juro que não sei que praga ou maldição se abateu sobre esta terra para que 60% dos eleitores votantes depositem confiança num homem tão politicamente insensato. Estou até tentado a compreender o que leva ao desnorte do Dr. Alberto João Jardim. Ele vê o controle do PSD-M a fugir-lhe entre os dedos como a areia fina do Porto Santo, sabe que o partido que o sustentou todos estes anos no poder, mesmo que se queira demonstrar o contrário, está irremediavelmente a rebentar por dentro porque ele na sua inexorável sede de poder absoluto não permitiu que ninguém se chegasse à frente em tempo oportuno e agora tenta a todo o custo controlar e esconder as inevitáveis quezílias. No entanto nada justifica estes desaforos públicos mesmo que sejam protagonizados por quem são. Se hoje estou mais uma vez a escrever contra os excessos do Dr. Alberto João Jardim é porque a minha educação se recusa determinantemente a pactuar com uma linguagem baixa e ofensiva para qualquer ser humano, seja político, jornalista ou varredor, por isso, se necessário for subirei ao cume da montanha mais alta da minha terra e gritarei bem alto para que seja ouvido nos quatro cantos do Mundo: eu não me revejo nas palavras ofensivas, arrogantes, malcriadas e populistas que o Sr. Presidente do Governo Regional da Madeira profere. Espero que as pessoas de bom senso e educadas façam coro comigo porque é a imagem da nossa Madeira que está a ser posta em causa por esse mundo fora. O comportamento egoísta do Sr. Presidente apenas demonstra o desespero de um homem que já nada tem a perder, porém, ele passará mas a Madeira ficará para as gerações vindouras.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Obsessões de quem não tem espelho!
Martins Júnior in DN (Madeira)
Sócrates não dorme
Data: 29-07-2007
Lembram-se daquele tempo (há uns 20-30 anos) em que manhã sim, tarde sim, o inveterado vigia da Quinta perdia o tino e deitava língua e olhos de fora contra Machico e contra o signatário, o que motivou larachas como estas: o homem está obcecado por Machico, a família Martins é a sua macabra obsessão?... Dizia-se mais: o vigia da quinta dorme com os dois émes - Machico e Martins - debaixo do travesseiro. E a obsessão tornou-se quando o homem descobriu que lá em casa vivia com família também Martins, comia com ela à mesa e dormia com ela na cama. Obsessão sem limite e sem cura, como um incesto. Passadas duas, três décadas, vem agora o inveterado herdeiro da Quinta armar o simiesco traje e repetir a mesmíssima imprecação: "Sócrates anda obcecado pela ilha, a sua obsessão é a Madeira". "Digam lá, ó sábios da Escritura/Que segredos são estes da natura"? --- Perguntaria Camões. E o povo responde: Não há mestre como o Tempo…Cá se fazem, cá se pagam… Mas coitado de José Sócrates. Não mastiga, não pára, não dorme com esta obsessão. Também não responde. Só treme de suores frios. Dizem que, numa das últimas reuniões de Primeiros-ministros europeus, Sarkozy foi dar com Sócrates debruçado em cima dos 10.368.099 km do "minúsculo" mapa da Europa, desmaiado e lívido perante os "gigantescos" 700Km da ilha do senhorio. Durão Barroso deixou logo de lado os problemas das potências europeias e segredou a Sócrates aquilo mesmo que dissera alguns anos antes quando em Lisboa ouviu as atoardas do vigia: "Eu já passei por isso… Não se agaste, homem. É preciso muita paciência para ser líder deste partido PSD". Sócrates não pensava noutra coisa aquando da grande cimeira Europa-Brasil e não se conteve. Pegou no braço do presidente Lulu da Silva: " Tome cuidado com esse rato chamado Mickey e a antena traseira que ele traz feita de autoclismos cromados que enrolam toda a ilha e vai agora enfiar o focinho sanhudo para vender retretes mil no seu Brasil. Cuidado com ele!" … A sala tremeu! Sócrates não dorme. Desde que foi anunciada para Dezembro a cimeira africana, anda de binóculo debaixo do casaco e até já foi surpreendido no alto da gávea das naus a olhar o infinito: Adamastor? Robert Mugabe? … Não, não - balbuciou transido de medo. O que me assusta é um "Idi Amim" pintado de branco que dizem estar na ilha, em cima da muralha. Sócrates não dorme, com a obsessão da lagoa da quinta e do olheiro da horta mas também não responde. E é isso que lhe enfurece o umbigo (do tamanho do mundo) e o põe a fumegar e a deitar lava de entulho. Enfim, Sócrates só respondeu e só se lembrou do nome do umbigo do olheiro quando falou do aborto...
Sócrates não dorme
Data: 29-07-2007
Lembram-se daquele tempo (há uns 20-30 anos) em que manhã sim, tarde sim, o inveterado vigia da Quinta perdia o tino e deitava língua e olhos de fora contra Machico e contra o signatário, o que motivou larachas como estas: o homem está obcecado por Machico, a família Martins é a sua macabra obsessão?... Dizia-se mais: o vigia da quinta dorme com os dois émes - Machico e Martins - debaixo do travesseiro. E a obsessão tornou-se quando o homem descobriu que lá em casa vivia com família também Martins, comia com ela à mesa e dormia com ela na cama. Obsessão sem limite e sem cura, como um incesto. Passadas duas, três décadas, vem agora o inveterado herdeiro da Quinta armar o simiesco traje e repetir a mesmíssima imprecação: "Sócrates anda obcecado pela ilha, a sua obsessão é a Madeira". "Digam lá, ó sábios da Escritura/Que segredos são estes da natura"? --- Perguntaria Camões. E o povo responde: Não há mestre como o Tempo…Cá se fazem, cá se pagam… Mas coitado de José Sócrates. Não mastiga, não pára, não dorme com esta obsessão. Também não responde. Só treme de suores frios. Dizem que, numa das últimas reuniões de Primeiros-ministros europeus, Sarkozy foi dar com Sócrates debruçado em cima dos 10.368.099 km do "minúsculo" mapa da Europa, desmaiado e lívido perante os "gigantescos" 700Km da ilha do senhorio. Durão Barroso deixou logo de lado os problemas das potências europeias e segredou a Sócrates aquilo mesmo que dissera alguns anos antes quando em Lisboa ouviu as atoardas do vigia: "Eu já passei por isso… Não se agaste, homem. É preciso muita paciência para ser líder deste partido PSD". Sócrates não pensava noutra coisa aquando da grande cimeira Europa-Brasil e não se conteve. Pegou no braço do presidente Lulu da Silva: " Tome cuidado com esse rato chamado Mickey e a antena traseira que ele traz feita de autoclismos cromados que enrolam toda a ilha e vai agora enfiar o focinho sanhudo para vender retretes mil no seu Brasil. Cuidado com ele!" … A sala tremeu! Sócrates não dorme. Desde que foi anunciada para Dezembro a cimeira africana, anda de binóculo debaixo do casaco e até já foi surpreendido no alto da gávea das naus a olhar o infinito: Adamastor? Robert Mugabe? … Não, não - balbuciou transido de medo. O que me assusta é um "Idi Amim" pintado de branco que dizem estar na ilha, em cima da muralha. Sócrates não dorme, com a obsessão da lagoa da quinta e do olheiro da horta mas também não responde. E é isso que lhe enfurece o umbigo (do tamanho do mundo) e o põe a fumegar e a deitar lava de entulho. Enfim, Sócrates só respondeu e só se lembrou do nome do umbigo do olheiro quando falou do aborto...
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Jogos de guerra !
Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008
Andesman in http://opalanegra.blogs.sapo.pt/
GUERRA E FICÇÃO
Há quem promova guerras de pólvora seca inventadas à sua medida, para depois dizer que as ganhou.
Há quem fale constantemente que a sua terra está a ser atacada.
Há quem invente que ele e seu povo estão debaixo de fogo.
Há quem peça à Marinha para invadir o seu território.
Há quem fale tanto de guerra, e nunca tenha estado numa zona operacional, ou debaixo de fogo real.
Há quem sempre a puxar para a fanfarronice, inicie sucessivas guerras e depois tenha que levantar a bandeira branca. E apesar disso continue a cantar vitória.
Todas as guerras de Gonçalves jardim são palacianas, todo o seu conhecimento guerrilheiro, limita-se à Acção Psicológica do tempo da guerra colonial, que já afirmou ter-lhe sido muito útil na política.
É neste contexto que o senhor Gonçalves Jardim, se deslocou há dias a Lisboa, pela segunda vez desde que está no poder, numa situação idêntica à de Egas Moniz, embora por razões muito menos nobres.
A primeira vez que se deslocou ao "rectângulo", com a corda ao pescoço, foi no tempo do governo do Bloco Central.
A sua política tinha levado a Região à beira da bancarrota (o senhor Gonçalves Jardim dizia, ruptura financeira), Gonçalves Jardim implorava a Ernâni Lopes 1 milhão de contos com a máxima urgencia .
Gonçalves Jardim confessou mais tarde, ter sido o momento mais difícil da sua governação, que nem conseguia dormir, pois já nem dinheiro tinha para pagar à Função Publica. Ernâni Lopes não estava de acordo, valeu a intervenção de Mário Soares.
Ernâni Lopes o austero Ministro das Finanças, elogiado pelos ingleses pelo seu rigor, exigiu que Gonçalves Jardim lhe levasse as contas da Região para análise.
Ernâni Lopes adiantou-lhe um milhão de contos por conta das transferências do OE do ano seguinte; mas as contas foram expostas até na TV e Gonçalves Jardim nunca perdoou a Ernâni Lopes a humilhação.
As eleições antecipadas, foram justificadas perante o povo, serem para combater esse perigoso "general" inimigo, que se disfarça sob o nome de filósofo grego, e que sitiara a sua terra com uma força militar especial; a LFR.
Pouco depois das eleições, já os chefes "militares", do seu monolítico exército diziam, que nunca esperaram que a antecipação das eleições resolvesse o "garrote" imposto pelo cerco da LFR.
Em mais uma acção de Acção Psicológica, o senhor Gonçalves Jardim, engana mais uma vez o seu povo. Estraga o calendário daqueles que afirmaram extemporâneamente, terem como objectivo ganhar as eleições regionais já em 2008. Como se sabe, o senhor Gonçalves Jardim é um viciado no poder; aproveita o momento emocional que causara ao povo, reforça e prolonga o seu poder até 2011.
Nesta "guerra" o mestre da Acção Psicológica, enfrenta o experiente "general" Teixeira dos Santos, que ao contrário dos seus antecessores Campos e Cunha, Miguel Cadilhe, Catroga, João salgueiro, Constâncio e outros, além de equivalente competência técnica, entende ainda as manhas da política.
Como em tudo neste mundo e nesta vidinha que nos deram; há crédulos e incréus. Eu pertenço aos segundos, sou do tipo S.Tomé.
Há quem ainda acredite que o senhor Gonçalves Jardim pode ainda mudar e tornar-se um pacifista das suas próprias guerras psicológicas.
Ora esta paz é mais fácil de sabotar do que a paz Israelo-Árabe, em que cada uma das partes, não só desconfia da outra, como não acredita vir a cumprir a sua parte.
Se hipotéticamente o senhor Gonçalves Jardim conseguisse tudo o que quer, nem precisaria de chegar às eleições e voltaria "à pedra", mandando a paz às urtigas, promovendo mais uma guerra para mostrar que é indomável e que o "rectângulo" é inimigo do "Povo Superior" e que só ele é a salvação.
Se nestas negociações não conseguir "solidariedade" que para si é uma estrada de sentido unico, receber: a guerra segue de imediato.
Guterres quando foi PM, além de de transferir para a Região o que era de lei, ainda pagou 75% da dívida regional, qualquer coisa assim como 160 milhões de contos, segundo a imprensa da época. O senhor Gonçalves Jardim já nem conseguia sequer, pagar o que chamava serviço da dívida ou seja; os juros.
Os agradecimentos do senhor Gonçalves Jardim, são conhecidos: por antecipação, quando Guterres era apenas secretário-geral do PS, chamou-lhe tonto. Depois, e apesar da "solidariedade" de 160 milhões; aldrabão, vigarista e mafioso.
Nas eleições regionais seguintes, não podendo acusar o governo central, o PS e o PS-M de inimigos; o senhor Gonçalves Jardim, pede aos madeirenses todos mesmo áqueles que nunca tinham votado nele, que dessa vez votem, que é o seu ultimo mandato.
O crédulo povo acreditou e votou, e o senhor Gonçalves Jardim continuou no lugar até hoje.
Diz o povo que dizem ser sábio, que "burro velho não aprende línguas". Depois não é a caminho dos 70 que um homem muda.
Andesman in http://opalanegra.blogs.sapo.pt/
GUERRA E FICÇÃO
Há quem promova guerras de pólvora seca inventadas à sua medida, para depois dizer que as ganhou.
Há quem fale constantemente que a sua terra está a ser atacada.
Há quem invente que ele e seu povo estão debaixo de fogo.
Há quem peça à Marinha para invadir o seu território.
Há quem fale tanto de guerra, e nunca tenha estado numa zona operacional, ou debaixo de fogo real.
Há quem sempre a puxar para a fanfarronice, inicie sucessivas guerras e depois tenha que levantar a bandeira branca. E apesar disso continue a cantar vitória.
Todas as guerras de Gonçalves jardim são palacianas, todo o seu conhecimento guerrilheiro, limita-se à Acção Psicológica do tempo da guerra colonial, que já afirmou ter-lhe sido muito útil na política.
É neste contexto que o senhor Gonçalves Jardim, se deslocou há dias a Lisboa, pela segunda vez desde que está no poder, numa situação idêntica à de Egas Moniz, embora por razões muito menos nobres.
A primeira vez que se deslocou ao "rectângulo", com a corda ao pescoço, foi no tempo do governo do Bloco Central.
A sua política tinha levado a Região à beira da bancarrota (o senhor Gonçalves Jardim dizia, ruptura financeira), Gonçalves Jardim implorava a Ernâni Lopes 1 milhão de contos com a máxima urgencia .
Gonçalves Jardim confessou mais tarde, ter sido o momento mais difícil da sua governação, que nem conseguia dormir, pois já nem dinheiro tinha para pagar à Função Publica. Ernâni Lopes não estava de acordo, valeu a intervenção de Mário Soares.
Ernâni Lopes o austero Ministro das Finanças, elogiado pelos ingleses pelo seu rigor, exigiu que Gonçalves Jardim lhe levasse as contas da Região para análise.
Ernâni Lopes adiantou-lhe um milhão de contos por conta das transferências do OE do ano seguinte; mas as contas foram expostas até na TV e Gonçalves Jardim nunca perdoou a Ernâni Lopes a humilhação.
As eleições antecipadas, foram justificadas perante o povo, serem para combater esse perigoso "general" inimigo, que se disfarça sob o nome de filósofo grego, e que sitiara a sua terra com uma força militar especial; a LFR.
Pouco depois das eleições, já os chefes "militares", do seu monolítico exército diziam, que nunca esperaram que a antecipação das eleições resolvesse o "garrote" imposto pelo cerco da LFR.
Em mais uma acção de Acção Psicológica, o senhor Gonçalves Jardim, engana mais uma vez o seu povo. Estraga o calendário daqueles que afirmaram extemporâneamente, terem como objectivo ganhar as eleições regionais já em 2008. Como se sabe, o senhor Gonçalves Jardim é um viciado no poder; aproveita o momento emocional que causara ao povo, reforça e prolonga o seu poder até 2011.
Nesta "guerra" o mestre da Acção Psicológica, enfrenta o experiente "general" Teixeira dos Santos, que ao contrário dos seus antecessores Campos e Cunha, Miguel Cadilhe, Catroga, João salgueiro, Constâncio e outros, além de equivalente competência técnica, entende ainda as manhas da política.
Como em tudo neste mundo e nesta vidinha que nos deram; há crédulos e incréus. Eu pertenço aos segundos, sou do tipo S.Tomé.
Há quem ainda acredite que o senhor Gonçalves Jardim pode ainda mudar e tornar-se um pacifista das suas próprias guerras psicológicas.
Ora esta paz é mais fácil de sabotar do que a paz Israelo-Árabe, em que cada uma das partes, não só desconfia da outra, como não acredita vir a cumprir a sua parte.
Se hipotéticamente o senhor Gonçalves Jardim conseguisse tudo o que quer, nem precisaria de chegar às eleições e voltaria "à pedra", mandando a paz às urtigas, promovendo mais uma guerra para mostrar que é indomável e que o "rectângulo" é inimigo do "Povo Superior" e que só ele é a salvação.
Se nestas negociações não conseguir "solidariedade" que para si é uma estrada de sentido unico, receber: a guerra segue de imediato.
Guterres quando foi PM, além de de transferir para a Região o que era de lei, ainda pagou 75% da dívida regional, qualquer coisa assim como 160 milhões de contos, segundo a imprensa da época. O senhor Gonçalves Jardim já nem conseguia sequer, pagar o que chamava serviço da dívida ou seja; os juros.
Os agradecimentos do senhor Gonçalves Jardim, são conhecidos: por antecipação, quando Guterres era apenas secretário-geral do PS, chamou-lhe tonto. Depois, e apesar da "solidariedade" de 160 milhões; aldrabão, vigarista e mafioso.
Nas eleições regionais seguintes, não podendo acusar o governo central, o PS e o PS-M de inimigos; o senhor Gonçalves Jardim, pede aos madeirenses todos mesmo áqueles que nunca tinham votado nele, que dessa vez votem, que é o seu ultimo mandato.
O crédulo povo acreditou e votou, e o senhor Gonçalves Jardim continuou no lugar até hoje.
Diz o povo que dizem ser sábio, que "burro velho não aprende línguas". Depois não é a caminho dos 70 que um homem muda.
publicado por Andesman às 21:37
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
O poder é viciante !
Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)
Mais do mesmo
Data: 21-02-2007
O Dr. Alberto João Jardim é daquelas personagens carismáticas que ou se ama ou se odeia, tal como Che Guevara, Fidel de Castro, Marcelo Caetano, Pinochet, Franco, Hugo Chaves, que começa a entrar pelo mesmo caminho e ainda outros que pelo seu carisma e apego ao poder marcaram a história com bons e maus momentos. E para demonstrá-lo, ficará por muito tempo nos ouvidos dos madeirenses, aquando da sua inútil demissão para de seguida voltar a recandidatar-se, esta caricata frase: "Ao me demitir provo não estar agarrado ao poder". Imaginemos se estivesse! Nada na Madeira mudará com eleições antecipadas porque os madeirenses sabem que Alberto J. Jardim tem um eleitorado fixo sobretudo nas camadas mais idosas da população que já se habituou ao seu estilo e o seguem sem impor condições. Estes não votam PSD-M mas sim Alberto João. Daí que o PS-M manterá mais ou menos o seu eleitorado, assim como os outros partidos da oposição. A diferença residirá no voto dos abstencionistas e nos jovens. Se estas duas franjas do eleitorado quiserem participar com o seu voto na vida actual e no futuro da Madeira, creio que aí haverá surpresas. Por outro lado, os que gravitam à sua volta, governantes, deputados e figuras graúdas do PSD-M, acomodar-se-ão e nada farão para mudar o curso dos acontecimentos porque sabem que a figura de Alberto J. Jardim funciona como um satélite que com a sua força gravitacional os mantém à sua volta, não os deixando cair. Mesmo que para muitos ele seja um inimigo de estimação, enterrarão a cabeça na areia usando aquela máxima "se não podes com o inimigo junta-te a ele". Todos sabemos que as eleições antecipadas não mudarão nada na vida da RAM em termos políticos ou financeiros e apenas servirão para gastar dinheiro do contribuinte e paralisar a economia madeirense pelo menos até o Verão, por isso pergunta-se: não serão essas eleições apenas por interesses partidários, por um capricho, por uma vingança ou até mesmo uma desesperada demonstração de força perante um Governo da República que ele sabe que nunca se submeterá à sua vontade e à sua chantagem política? (...).
Mais do mesmo
Data: 21-02-2007
O Dr. Alberto João Jardim é daquelas personagens carismáticas que ou se ama ou se odeia, tal como Che Guevara, Fidel de Castro, Marcelo Caetano, Pinochet, Franco, Hugo Chaves, que começa a entrar pelo mesmo caminho e ainda outros que pelo seu carisma e apego ao poder marcaram a história com bons e maus momentos. E para demonstrá-lo, ficará por muito tempo nos ouvidos dos madeirenses, aquando da sua inútil demissão para de seguida voltar a recandidatar-se, esta caricata frase: "Ao me demitir provo não estar agarrado ao poder". Imaginemos se estivesse! Nada na Madeira mudará com eleições antecipadas porque os madeirenses sabem que Alberto J. Jardim tem um eleitorado fixo sobretudo nas camadas mais idosas da população que já se habituou ao seu estilo e o seguem sem impor condições. Estes não votam PSD-M mas sim Alberto João. Daí que o PS-M manterá mais ou menos o seu eleitorado, assim como os outros partidos da oposição. A diferença residirá no voto dos abstencionistas e nos jovens. Se estas duas franjas do eleitorado quiserem participar com o seu voto na vida actual e no futuro da Madeira, creio que aí haverá surpresas. Por outro lado, os que gravitam à sua volta, governantes, deputados e figuras graúdas do PSD-M, acomodar-se-ão e nada farão para mudar o curso dos acontecimentos porque sabem que a figura de Alberto J. Jardim funciona como um satélite que com a sua força gravitacional os mantém à sua volta, não os deixando cair. Mesmo que para muitos ele seja um inimigo de estimação, enterrarão a cabeça na areia usando aquela máxima "se não podes com o inimigo junta-te a ele". Todos sabemos que as eleições antecipadas não mudarão nada na vida da RAM em termos políticos ou financeiros e apenas servirão para gastar dinheiro do contribuinte e paralisar a economia madeirense pelo menos até o Verão, por isso pergunta-se: não serão essas eleições apenas por interesses partidários, por um capricho, por uma vingança ou até mesmo uma desesperada demonstração de força perante um Governo da República que ele sabe que nunca se submeterá à sua vontade e à sua chantagem política? (...).
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