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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Prostituição !

stanica said... in http://dependedasopiniaes.blogspot.com/


20/3/07


É uma realidade que nos últimos 5 anos quando vou passar férias à ilha, me tenho deparado com algumas situações de "exposição feminina" nas ruas secundárias do Funchal. Se já existiam, e sabemos que já, não eram de forma tão clamorosa como nos dias de hoje. Contudo, e no que toca à problemática em questão, a prostituição é sobejamente conhecida como a mais velha profissão do mundo. Existe desde sempre e creio que sempre existirá. Gostaria de dar uma abordagem diferente à prostituição. Ainda que seja absolutamente verdade que quem a tal se sujeita é por norma quem vem de meios precários, com graves carências aos mais diversos níveis, sendo que este acaba por ser um dos escapes como meio para a sua sobrevivência. Todavia, é também verdade que, e como em tudo na vida, nada é totalmente línear! Numa perspectiva pessoal, creio que o fenómeno de emigração que Portugal tem sofrido no decorrer da última década é uma das razões para o aumento da prática em discussão. Mas o que queria ressalvar, são aquelas que se prostituem por ser a via mais financeiramente fácil e altamente rentável. Documentários e reportagens já foram feitas em que há raparigas que se protituem porque podem vestir as roupas de marca que tanto desejamam quando passam pelas montras das lojas. Não são obviamente uma maioria, mas este é um fenómeno em ascensão no mundo, ou sub-mundo, da prostituição. Há variadissimos tipos de prostituição, ainda que o fim seja exactamente o mesmo... Há quem faça a distinção entre "rafeiras" e de "luxo"! Não sei se saberás que em Itália estas senhoras têm um sindicato que zela pelos seus interesses. O que acaba por ser melhor, na medida em que há melhores condições de higiene e consequentemente maior controlo na propagação de doenças, tanto para as mesmas, assim como para os "consumidores". Já para não falar de não haver uma hipocrisia tão enraízada, que ao invés de ignorar o problema dá-lhe uma solução mais coerente com a realidade. Se em Portugal fossem sindicalizadas teriam que descontar para o IRS, certo? Ajudavam a combater o buracão da Segurança Social, não era?! (este comentário inicialmente foi a brincar, mas agora que penso não acho que seja má ideia... ainda que confesse, que seja um pouco de mau gosto). Mas e falando da mítica cidade europeia, Amesterdão. Há quem diga que o Bairro Vermelho dá mais dignidade à profissão pelo facto de não estarem espalhadas pela rua. Honestamente, quando lá fui não achei minimamente mais digno! Achei tão degradante como vê-las na rua, pois elas estão expostas através de um vidro como se de mercadoria tratasse. O fluxo de turismo no caso particular de Amesterdão não tende a diminuir. Sinceramente acho que é um dos locais no TOP TEN do guia da cidade, de tanta atracção e curiosidade que disperta. A prostituição sempre teve uma conotação negativa e há-de ter sempre. Parece contra-natura e anti-romantismo a ideia de ter que "vender" o corpo. Tempos houve em algumas sociedades em que independentemente da má fama das prostitutas, estas eram pessoas instruídas, com cultura. Não eram tidas como meras prostitutas de rua, eram damas de companhia de senhores de classe alta, que os entretinham e acompanhavam para quase todo o lado. Designadamente as gueixas no Japão.
20/3/07 20:37