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terça-feira, 6 de maio de 2008

Incompatibilidades políticas

Leitor devidamente identificado in DN (Madeira)

Bem dizia Frei Tomás… sobre as negociatas na Câmara
Data: 09-09-2007

O Dr. Ricardo Vieira é um político conhecido e distinto advogado. É também um habitual cronista e comentador de jornais, rádio e televisão que amiúde se pronuncia, e bem, sobre os mais vastos assuntos, sobre o ser e o dever ser. Dele esperávamos apenas coerência. Coerência com as suas palavras e escritos. Ser advogado e vereador na CMF ainda que "possa", por não ser ilegal, é conflitual. Se a lei não impede, a consciência devia impedir. Assim Ricardo Vieira não mais representa os que o elegeram mas os que lhe pagam… o seu cliente. Entre o interesse do cliente e os respectivos deveres deontológicos, e o interesse da causa pública dos eleitores e cidadãos, o vereador advogado não tem outro caminho que não seja a favor do cliente e contra o cidadão eleitor. A isso alguns chamam traição. Contra o cliente seria deslealdade. Mas suponhamos que cada vereador tenha um cliente, e que cada cliente de vereador na CMF tenha uma obra na cidade? Bom, haverá em primeiro lugar conflito de interesses. Depois tudo se poderá compor: vereador que tenha cliente com obras não se pronuncia - por alegado zelo, consciência e conflito de interesses - sobre a obra do seu próprio cliente. E logo também não se pronuncia sobre a obra do cliente do Colega Vereador de outro partido. Assim vai a CM da cidade do Funchal… Quanto ao munícipe anónimo se quiser fazer uma obra, seja com licença, seja sem licença, seja com meia licença ou com licença e meia, vai procurar um advogado vereador… talvez. Ou um vereador advogado. Pode ainda dirigir-se a um tal gabinete do munícipe. O partido apoia, passa a procuração e o município é processado. Na melhor das hipóteses é pressionado. Não é ilegal. Mas é imoral. E anticristão. E desleal para com os colegas de profissão que não são vereadores eleitos.