terça-feira, 18 de setembro de 2007

Expropriados!

Leitor devidamente identificado in DN (Madeira)
01-02-2007



Expropriações


É com muita pena e revolta que li o artigo do Diário sobre expropriações. Tenho muita pena das pessoas porque é altamente injusto como são feitas as coisas. Sei disso porque já passei por uma situação semelhante, uma expropriação por causa da via rápida. As histórias eram iguais: alguns escaparam, como o presidente da junta de freguesia, outros ficaram doentes com tanto desgosto e outros até enlouqueceram. Alguns, no fim, conseguiram um preço mais ou menos justo, outros ficaram na desgraça, metidos num bairro sem amigos, sem um pouco verde à sua volta. Há muita história para contar e só quem já passou por isso sabe realmente o que se passa. Não é só o preço tão baixo que revolta, mas também a trabalheira que somos obrigados a fazer para conseguir reunir os papéis todos. Tantos papéis, tantos carimbos, tantas assinaturas… muitos têm um prazo e temos de pedi-los várias vezes. Uma pessoa idosa como é que consegue sem ajuda? Uma pessoa que trabalha a tempo inteiro ou com criancinhas pequenas? Mas uma coisa é bem clara: o direito está no nosso lado e é preciso de ser firme e lutar. Temos que lutar pelos nosso direitos! Melhor ainda, fazer uma reunião e partilhar um advogado. Pode ser preciso um hospital novo mas as pessoas têm de ser compensados duma forma justa.

domingo, 16 de setembro de 2007

Porto Santo Line: monopólio!


José Rosado in DN (Madeira)
19-01-2007

Porto Santo Line

Entendo que é dever de qualquer cidadão contestar, com argumentos válidos, quando lesado nos seus direitos. Isto a propósito da operacionalidade do navio 'Lobo Marinho' na ligação marítima entre a Madeira e Porto Santo.
1- É sabido que a Porto Santo Line é concessionária da linha Madeira/Porto Santo por via marítima, tendo a obrigação de prestar serviço de transportes de passageiros, diariamente, salvo em situações imprevistas e/ou pontuais, o que não é o caso.
2- É sabido (pela comunicação social) que a Porto Santo Line terá tentado substituir o 'Lobo Marinho' por outro navio o que só seria possível a elevados custos. Quer isto dizer que o equipamento existia, mas que a Porto Santo Line não quis assegurar a continuidade do transporte marítimo, como é sua responsabilidade, porque é caro. E que culpa temos nós? A linha não é vossa?!. 3- Reconhecendo e louvando a iniciativa da Porto Santo Line no sentido de dotar a linha com um bom equipamento e anteriores bons serviços ter prestado, não é de esquecer que caro também nos é o 'Lobo Marinho' não só no sentido de desejado como também se equacionado o que cada cidadão, indirectamente, contribuiu através do erário público (fundos comunitários e da RAM) em percentagem bastante significativa. Consta que mais de 70%.
4- Até é de admitir que a Porto Santo Line considere que a má solução encontrada (naturalmente a que mais convém à empresa) de enviar passageiro do mar para o ar trará poucos inconvenientes aos porto-santenses, pois em vez de 2 horas e meia de viagem serão só 15 minutos, sem custos acrescentados. Mesmo que fosse verdade (que não é) a Porto Santo Line, simplesmente, não cumpre o «caderno de encargos». E num país democrático, logo de direito, existem regras. Se não são para cumprir, que país de direito e democracia é esta? Parece que no futuro, quem quiser fugir às responsabilidades, basta dizer: Haver, há/mas é caro....
5- A Porto Santo Line não equacionou os transtornos de ordem económica (restauração, similares e transportes locais) os reflexos de ordem social (custos adicionais e falta de alternativa numa ilha e isolada) e principalmente a falta de respeito aos porto-santenses com promessas não cumpridas. E já diz o povo: «Quem mente vai para o inferno».
6- E como se o já exposto não fosse suficiente para justificar o protesto, constatámos ainda o que se considera o mais absurdo. Isto é, os passageiros pagos pela Porto Santo Line para viajarem de avião só o poderão fazer no voo da tarde (correspondente à hora de saída do navio para o Funchal) ou no voo da manhã (correspondente à saída do navio para Porto Santo. E se for às terças-feiras? Nem para lá nem para cá porque é dia de folga do 'navio'. Quer dizer que o suposto como vantagem, ou seja, podermos ir e voltar no mesmo dia, gorou-se agravando ainda mais esta desagradável, prejudicial e muito contestada situação. Desta vez a Porto Santo Line prestou um péssimo serviço ao Porto Santo. Mas que remédio temos nós se não recuarmos no tempo e, na vigia do baleeiro, tentarmos ver no horizonte a bandeira negra da 'nau pirata' em socorro da nação sem 'pátria' nem 'independência', onde cada um procede conforme lhe for mais proveitoso?.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Desportistas e impostos


Guido Gomes in DN (Madeira)

13-01-2007


IRS dos Jogadores de Futebol


Finalmente fez-se justiça social em matéria de impostos. Quero com isto dizer que os jogadores também vão pagar impostos sobre todos os seus rendimentos como qualquer outro trabalhador por conta de outrem. Isto porque inicialmente só pagavam IRS sobre 60% do seu ordenado, isto é, os jogadores de futebol tinham um desconto de 40% nos seus impostos. Por exemplo, um jogador que auferisse mensalmente de um salário de 1000 euros (200 contos), o IRS apenas incidia sobre 600 euros (120 contos). (...) Quanto ao argumento que a carreira dos jogadores de futebol é curta, não sendo falso, não esconde o facto de muitos jogadores de futebol ganharem mais num ano do que a maior parte dos trabalhadores ganharão durante uma vida inteira de trabalho (...). Quanto à ameaça dos jogadores de fazerem greve, pouco ou nada se alterará no quotidiano da maior parte dos portugueses. Seria bem pior se fossem os padeiros!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Amigos da Madeira ?!

Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)

03-01-2007


Inimigos da Madeira



Ninguém conseguirá convencer-me que o Dr Alberto João Jardim, presidente do governo Regional da Madeira, é amigo da Madeira apesar do que apregoa em cada discurso que faz e das "guerras" que constantemente promove contra Lisboa em nome da Madeira e dos Madeirenses. O que ele fez foi criar uma sociedade madeirense à sua imagem, por puro egoísmo, afim de que o seu nome se perpetue pelos tempos vindouros, o que certamente conseguirá, não pela positiva como ele espera mas pela negativa quando a população se aperceber (já começa a aperceber-se) que este não é um Governo que governa em benefício da Região mas no seu próprio interesse e do interesse dos que o rodeiam. (...). Como pode uma pessoa apregoar que luta pelo bem-estar e o desenvolvimento da Madeira, penhorando, no futuro, toda a economia da região? Como pode um homem hipotecar o futuro da Madeira nos próximos 50 anos através de dívidas monstruosas e investimentos duvidosos preocupando-se apenas em saber de onde virá mais euros para gastar sem se preocupar com o estrangulamento financeiro que deixará a quem lhe suceder? Afinal o que é que está em causa, são as pessoas de quem ele não gosta ou a Região? Ele sabe perfeitamente que, quer seja um eventual futuro governo composto pelos seus delfins ou um governo da oposição estará sempre condicionado por grande parte dos investimentos sem retorno financeiro e uma dívida que não pára de crescer e que maniatará qualquer sucessor durante os próximos 20 a 50 anos (período de concessões a privados) uma vez que governará uma região super endividada que apenas terá uma pequena margem de manobra para saldar as dívidas agora criadas. Então se investimento é sinónimo de desenvolvimento como é que com todo este investimento feito ao longo de 30 anos continuemos dependentes apenas das receitas do turismo que já o era antes dos investimentos. Se um futuro governo sair do PS-M, (melhor posicionado actualmente) lamento a pesada herança que estes terão de gerir, porém se sair das hostes do PSD-M, não tenho pena nenhuma porque eles foram uns yes-man, coniventes com a situação, sem mover uma palha para travar este descalabro. Lamento é a situação em que ficará a população madeirense que nunca mais poderá ter impostos mais baixos, viagens mais baratas, saúde mais barata, ensino mais acessível, enfim, por muitos e muitos anos não conseguiremos condições de vida mais acessíveis devido ao egoísmo daqueles que agora nos governam. Apesar dos nossos governantes apregoarem o nosso bem-estar (?) em relação aos Açores, a verdade é que eles têm impostos mais baratos, transportes mais baratos e para 2007 conseguem aumentar o salário mínimo em 9,4%, para 425? enquanto que a Madeira que diz ter atingido um maior nível de desenvolvimento apenas consegue aumenta-lo em 6.4%, para 411? e ainda por cima com tudo mais caro. Acho que isto é a prova provada de que o Dr. Alberto João Jardim e os seus incondicionais apoiantes não estão preocupados com as condições de vida da população madeirense mas sim com eles próprios. Para o Povo madeirense um melhor ano 2007, e votos para que despertem para a realidade enquanto é tempo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Desenvolvimento sustentável !?


Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)


10-01-2007



Resposta aos ofendidos

Embora não me sinta directamente visado com a Carta do leitor do sr. Manuel Gomes em 05-01-07 e posteriormente do sr. Francisco Macedo em 08-01-07, uma vez que não referem o meu nome nem sequer o título do meu artigo de 03-01-05, nesta página do D.N., dá para perceber que os senhores a ele se referem. Embora tentasse ignorar o primeiro por achar que os argumentos usados eram fracos e incoerentes e não rebatiam um único ponto das minhas afirmações, já com o segundo achei que deveria responder (por serem 2). Embora os argumentes dos dois padecessem das mesmas enfermidades resolvi responder agora aos dois porque faço o chamado 2 em 1 e assim deixo mais espaço para os leitores deste espaço do D.N. Saibam os senhores que estarei disposto a conversar convosco quando aprenderem a diferença entre desenvolvimento sustentado e desenvolvimento selvagem ou caótico. O que é endividar a Madeira, apenas fazendo contas ao presente, ao ponto de deixar dívidas monstruosas para os nossos filhos e netos estarem a pagá-las daqui a 50 ou mais anos, demonstrando uma atitude egoísta sem paralelo. O que é fazer obras pelo dobro do preço para que estas estejam concluídas em vésperas de eleições. O que é ter os transportes marítimos mais caros da Europa que nos obriga a comprar tudo mais caro que os portugueses do Continente e dos Açores ou os aéreos que nos obrigam a pagar cerca de 200? por uma passagem de avião daqui para Lisboa (um absurdo) e com a agravante de desviar o turismo (a única verdadeira fonte de receita que a Madeira mantém apesar do desenvolvimento que os senhores apregoam) para destinos mais baratos. Parece que o 2º senhor já esteve nos Açores ( parabéns, é um a pessoa bastante viajada) e interroga-se se eu alguma vez lá estive mas não contesta uma única das minhas afirmações (ordenado mínimo superior ao nosso, impostos mais baixos, alimentação e viagens mais baratas, etc.), o que significa que tanto o Sr. Manuel Gomes como Sr. Francisco Macedo as aceitaram como verdadeiras. Não sei se são pessoas endinheiradas que pertencem ao povo superior, nem isso interessa, o que importa saber é: de que serve a população madeirense ter melhores infra-estruturas se não tem posses financeiras para utilizá-las como, por exemplo, passear de automóvel nas nossas boas estradas ao preço que estão os combustíveis, e façam figas para que o pagamento das portagens, para pagar dívidas, não seja em breve uma realidade como o são as taxas aeroportuárias. Perceberam agora a diferença entre desenvolvimento sustentado e desenvolvimento caótico e sem sustentabilidade? Existem cursos de formação. Numa nítida falta de cultura democrática (quem tem opinião diferente da sua deve ir para Lisboa) e pouco conhecimento de factos o 1º senhor ainda deve estar a rir de si próprio. Quanto ao 2º diz que eu deveria ter vergonha na cara só porque penso de modo diferente, mas quem deveria tê-la era o senhor por tamanha falta de coerência já que enaltece a nossa terra por ter atingido um alto grau de desenvolvimento (foi também enganado pelo PIB) e afinal a nossa população tem piores condições de vida da terra que ele diz ser muito inferior e que ainda tem aviões para servir a Madeira. Caros senhores, saibam que sou madeirense de gema, amo a minha terra e não estou contra o seu desenvolvimento, e é com esse espírito que critico o que acho que está malfeito. Não sou daquelas pessoas que, num cego fanatismo, idolatram o Sr. Presidente do Governo Regional como se ele fosse um deus que nunca se engana e tem sempre razão. O Sr. Francisco demonstra ser uma pessoa sem ideias que apenas procura um líder forte e carismático que o conduza, daí a elogiar freneticamente o Sr. Presidente e a obra feita. Pergunto-lhe simplesmente: conheceu outro Presidente do Governo Regional na Madeira nos últimos 30 anos a fim de poder estabelecer um paralelismo minimamente aceitável? Reflicta sobre isso.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Patos bravos na Estrada Monumental !

Violante Saramago Matos in DN (Madeira)

06-03-2007


Fantasmas na Estrada Monumental


Acautelem-se os moradores da Estrada Monumental que os fantasmas andam à solta. Não pode deixar de ser. O que ali se passa só pode ser obra desses lençóis ambulantes que, instalando-se junto à Travessa do Valente, se entretêm a tentar fazer de nós parvos. Lembra-se o leitor do Gasparzinho, aquele fantasma brincalhão que certamente o acompanhou nas suas leituras de jovem? Eu lembro-me. E havia também um ou dois (fantasmas, claro) de que esqueci o nome, mas sei que não prestavam para nada. Recordemos a história da Estrada Monumental, antes dos fantasmas. Um empresário madeirense fez ali o Hotel Crowne Plaza e queria ocupar toda a faixa de terreno até à estrada. Mas como tal terreno era preciso para o alargamento da Estrada Monumental como está estabelecido no Plano Director, a Câmara (em público e em reuniões da vereação) disse que não. Apesar disso, sempre deixou fazer os jardins em frente ao hotel mesmo até ao passeio. Provisórios, assegurou então o próprio presidente da autarquia. Lembro-me, porque era vereadora na Câmara, de o processo ter andado de um lado para o outro, com ameaças e 'garantias': o empresário garantia que havia um acordo para ocupar o terreno; a Câmara que não, senhor, que não havia nada. Reuniões e mais reuniões, declarações e contradeclarações, mas a verdade nunca se conseguiu esclarecer. A pouca transparência foi, de novo, a tónica. Muitas perguntas, nenhuma resposta. Entretanto o tempo foi passando. Os fantasmas pareciam adormecidos. Como sempre acontece, diz a lenda, quando se remexe nas casas ou sítios assombrados, os fantasmas acordam. Foi o que aconteceu, agora, depois da venda do hotel. Os fantasmas - vá-se lá saber porquê, mistério puro! - acordaram e, inspirados por uma simpática e aprazível viagem ao Algarve no ano passado, decidem fazer-nos partidas e desatam a deixar construir onde antes era proibido. Bem encostadinho à Estrada Monumental, está a ser construído um muro de suporte. Não se percebe para quê. Ah! É provisório! Pois eu aposto que, em definitivo, a partir deste muro será lançada uma laje, debaixo da qual se construirá um centro de congressos, além de lojas ao nível da estrada. Tudo isto inviabilizando completamente o tal alargamento. Estes fantasmas, que ainda por cima querem fazer de todos nós parvos, mandam dizer que está tudo "conforme com o projecto aprovado". Já agora, de caminho, três perguntas. - Porque é que o primeiro dono não pôde construir e o segundo já pode? - Quando já se fez tanto barulho e se gastou tanto dinheiro com expropriações na Estrada Monumental, porque é que, justamente aquele troço, não foi alargado? Hei-de perguntar ao Gasparzinho que é esperto e apanha sempre os truques dos outros (fantasmas, claro). - Este 'senão' torna impossível a adopção de um novo modo de transporte público colectivo até à Praia Formosa, como até já anunciado (em campanha eleitoral - há que dar o desconto!) pela Câmara. Que como é óbvio já abandonou o projecto. À custa de quê? Já agora, confesso que não percebo como é que todos os vereadores da oposição puderam votar a favor disto! Não estão a ver o filme? Apetece fazer de Gato Fedorento, na sua célebre rábula a Marcelo Rebelo de Sousa.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Habitação e impostos

Guilherme Correia in DN (Madeira)

31-01-2007


O Imposto Imobiliário no Funchal

Eu vivo na Rua dos Piornais em S. Martinho, num apartamento com 26 anos de idade de construção e pago por isso cerca de 500 Euros de Imposto Imobiliário à Câmara do Funchal. Sou aposentado, e só isso leva-me 3/4 da pensão mensal, quase a pensão, sem contar com o condomínio. Esta parte da cidade é só para gente rica? Estou a ver que a Câmara Municipal do Funchal julga todos por igual e nivela tudo por cima sem atender aos rendimentos de cada agregado familiar nem à idade do prédio. Talvez seja melhor eu emigrar para fora da Madeira! Para mim, com todo o respeito que a Câmara me merece, isto do imposto imobiliário que lhe pago significa um roubo que me está fazendo. Estão mexendo no meu magrinho bolso!Desculpem-me mas é assim que falo e nasci nesta terra, sem hipocrisias! Sempre trabalhei honradamente pela vida, não posso admitir que agora na etapa final da vida venha pagar um imposto como se fosse um capitalista.... Não andei a roubar ninguém no estrangeiro... nem Portugal ... nem em parte alguma!!! Pensem que esta Madeira não é terra de trabalhadores ricos! Pelo menos para quem é sério e honesto.

O amigo cubano do AJJ

Castanheira Barros in DN (Madeira)

09-01-2007


'Castanhadas'


Como vem sendo habitual um jornalista vosso colaborador, tem-me brindado, por esta altura do ano, com uma mensagem de Ano Novo que mais parece um disco riscado, pois os argumentos repetem-se, visando denegrir a minha imagem. Pela terceira vez consecutiva é claro e inequívoco o sentido depreciativo subjacente aos artigos publicados na 1ª Revista do ano. Ao democrata pluralista que me prezo de ser não incomodam os ataques pessoais ainda que mordazes, desde que tenham por base factos verídicos. Não posso é pactuar com uma campanha baseada em falsos argumentos, tendente à formação de juízos de valor errados acerca do visado. Quanto "à criatividade e à versatilidade de um tal advogado de Coimbra", estamos de acordo, pois essas características também me são apontadas pelos meus Amigos, pelo que devo de facto possuí-las, mas não para o efeito indicado no texto em questão.Passei o fim-de-ano na Madeira ininterruptamente entre 1999 e 2005 com a família a expensas próprias e por isso não necessito de "engendrar estratégias" para o efeito. Acontece porém que desta vez viajei para a Madeira apenas no dia 2 de Janeiro, pelo que teve azar o vosso incógnito jornalista ao ter construído toda a sua tese denegridora à volta do "réveillon em pano de fundo". (...) Afirma o mesmo jornalista que foi "sempre com um pretexto mediático diferente" que me dirigi às redacções dos jornais desde o "início dos anos 90", tendo o primeiro desses pretextos sido "um suposto estudo sobre a criminalidade na Madeira" e que "desse logro" ninguém escapou. Chamar logro ao "Primeiro levantamento criminológico realizado no Arquipélago da Madeira" entre 1989 e 1993, que foi elogiado por escrito pelo Presidente do Governo Regional da Madeira e foi objecto de agradecimento, também por escrito, por parte do actual Presidente da República e então Primeiro-Ministro, Professsor Doutor Cavaco Silva, consitui, no mínimo, insensatez. Esqueceu-se o jornalista em questão que o próprio jornal em que colabora deu grande destaque noticioso a tal trabalho, através da publicação de várias notícias, tendo inclusive feito com base nele o título de abertura da 1ª página pelo menos por uma vez (...). Custa ao mesmo jornalista entender porque é que foi necessário proceder a "uma 'actualização' desse tal trabalho", como se a criminalidade fosse algo estático que não pudesse evoluir, quando é sabido que um trabalho desse tipo tem de ser algo constante e continuado. Efectivamente em 1996 foi feita uma actualização daquele levantamento criminológico, porque novos fenómenos de criminalidade tinham entretanto surgido, o que justificava o retomar do trabalho investigatório levado a cabo pelo Instituto Nacional de Criminologia e que determinou a realização de três visitas de estudo naquele ano. A partir da extinção do Instituto de Criminologia em Outubro de 1997 pelo Ministro socialista Vera Jardim, não foi feito mais qualquer trabalho do género, nem na Madeira nem em qualquer outro ponto do País.Foi dado a conhecer à comunicação social o relatório final dessa actualização, o que também é interpretado pelo jornalista em questão como "um pretexto mediático", concluindo então que "à conta dessa visibilidade, o nosso artista foi conseguindo sentar-se ao lado dos notáveis cá da praça, nas faustosas noites de réveillon". Será inveja? Afirma por fim que "deu em nada" o apoio que vim pedir ao Dr. Alberto João Jardim para as minhas "teses contra a co-incineração", denotando estar mal informado e desatento ao que por cá se passa pois, se não sabe fica a saber, que fui recebido em 5.01.2007 pelo líder do grupo parlamentar e Secretário-Geral do PSD, Jaime Ramos, que assumiu o compromisso de levar o assunto à próxima reunião da Comissão Política Regional do PSD. E já agora vale a pena recordar que se cá vim pedir apoio é porque alguém prometeu apoiar todas as lutas contra o actual Governo. Ou será que estou errado? (...). Nota da DirecçãoEmbora não se consiga perceber da leitura do esclarecimento descomunal do sr. Castanheira Barros, o motivo do mesmo é um texto humorístico da rubrica "Este Planeta", com pouco mais de 500 caracteres. A falta de sentido de humor parece ser inversamente proporcional à sua vontade de exposição mediática, comprovada pelas dezenas de 'mails' e repetidos avisos de 'presença na Região' com que brinda a nossa Redacção. Simpatias que dispensamos totalmente.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Comunicação social: panorama


António Camacho diz in http://www.oinsurgente.org/



Ambiente dos MEDIA na Madeira:


> Tribuna da Madeira - Semanário, assume um posicionamento independente, mas não deixa escapar o combate ao PSD e ao Governo Regional.


>DN-Madeira - Líder de mercado e em tiragem, pertence de um grupo com relações próximas ao PS-Madeira, dominado por jornalistas afectos ao BE e ao PCP, mas gostam muito de se gabar da sua “imparcialidade” e “independência”.


> Notícias da Madeira - Extinto no final de 2006.


> Jornal da Madeira - Pertence ao Governo Regional e à Diocese do Funchal. Tiragem de 5000 exemplares, meio escrito utilizado pelo Governo Regional para combater a desinformação e estratégia anti-PSD, anti-AAJ assumida pelo DN-Madeira. Posicionamento assumido e claro de oposição ao posicionamento do DN-Madeira.


> RTP-Madeira-Diáriamente são apresentadas as iniciativas (muitas ridículas) de todos os partidos de oposição na Madeira, e de actividades relevantes do Governo Regional, Assembleia Regional e autarquias. Mais democrático não podia ser, mesmo que sejam notícias que não interessam nem ao “menino jesus”.


1. Défice Democrático nos Media da RAM é o posicionamento anti-Governo que domina, logo se há “défice democrático”, deve ser por parte destes e da ausência de imparcialidade que banha os auto proclamados “imparciais” jornalistas.


2. Jornal da Madeira-A estratégia de apoio e subsidiarização deste jornal, ocorre à vários anos, sendo fiscalizado pelo Tribunal de Contas anualmente.É clara e assumida pelo Governo Regional e AJJ, a sua estratégia e níveis de apoio, ao contrário do que acontece com muitos jornais que se escondem por trás de uma capa de independência, e que têm linhas editoriais claramente tendenciosas e hipócritas. Clareza contra o Nevoeiro dos MEDIA.
Se isto não é Democracia, eu pergunto o que é? Os Estados e Governos deviam assumir e declarar o que controlam nos media, para que toda a gente soubesse o que estão a ler. E assim podem escolher. É o que acontece na Madeira. A frontalidade do Governo em assumir a necessidade de possuir uma fonte de comunicação que transmita o seu posicionamento.
Só gostaria que nos restantes orgãos de comunicação (na RAM) houvesse coragem e clareza para revelarem o que os faz “correr”, embora toda a gente saiba quais os “cavalos” em que estes apostaram…

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Estratégia e tácticas!

Juvenal Pereira in DN (Madeira)
10-04-2007

A razão do presidente

No extremo da Europa Ocidental existia um país fenomenal, onde após uma revolução o povo decidiu criar dois partidos maioritários e a eles entregar os destinos da Nação. E foi seguido o exemplo, fora do continente, nas suas autónomas regiões. Só que numa destas apenas um único partido ganhava eleições. O outro nunca chegava a primeiro, ficava sempre em segundo, embora longe do terceiro. Em vésperas de cada acto eleitoral cantava sempre de galo, mas consumada a votação reinava a desilusão e o desalento pois ia sempre pelas "canas adentro!" O s militantes desesperados, andavam desconfiados que algo de estranho se passava. Um pouco por todo o lado o poder era alternado só naquela Região o seu partido nunca passava da segunda posição. Decididos foram ao partido marcar uma reunião para que o presidente lhes desse uma explicação. Do que nela foi dito, aqui fica descrito: - Camaradas e amigos o nosso partido está há mais de trinta anos na oposição, não vou dizer que tivesse sido por má orientação, antes acredito que se deva a qualquer bruxedo ou maldição. -O Sr. Presidente tem razão, exclamava um dos presentes com convicção! -Só que agora tudo isto vai mudar, nestas próximas eleições vamos mesmo melhorar. -Mas, Sr. Presidente, o povo vendo-o com um carro novo e trazendo artistas de eleição, não vai pensar que está a imitar o "outro" no poder e na ostentação? - Não, depois que eu der a minha explicação verão que tenho razão. Primeiro, vamos esclarecer o eleitorado que o dinheiro do carro e para os artistas convidados não foi do partido e muito menos do Estado, mas de uns fervorosos militantes que estão embarcados. Segundo - esta ideia é do outro mundo! - Como o meu nome e o do "outro" têm a mesma terminação, se eu disser o que ele diz e fizer o que ele faz e tivermos os carros iguais, está espalhada a confusão e mais facilmente iludimos o vilão. E eu já vos disse várias vezes que é tendo do nosso lado os camponeses que subimos na votação. -O Sr. Presidente tem razão, já acredito que vamos ganhar as eleições. - Fala baixo, não são essas as nossas intenções. Quando havia dinheiro para dar e desbaratar e tudo se vendia, quer o mau como o bom que aparecia, incluindo tudo aquilo que nesta região se produz, os nossos antecessores fugiam do poder como o diabo da cruz e alguns até pareciam ser da opinião que o melhor seria estar com um pé no governo e outro na oposição, agora que isto está tudo falido e o povo "florido" - deixai passar o termo - é que vamos pedir para ir para o governo? - Muito bem, Sr. Presidente, assim é que a gente se entende. - Se os mecanismos do nosso partido sempre estiveram programados para a criação de deputados não é agora que vão ser alterados. - Excelente, manifestou-se outro dos presentes, que quis acrescentar. O partido em trinta anos de existência nunca tivera uma reunião que acabasse como esta sem qualquer discussão e tudo graças a V. Excelência. - Obrigado, amigo, agradeceu o presidente comovido. Sinto que tenho o partido comigo. - No fundo da sala, alguém com um sorriso, murmurava: - fia-te nisso!.

As dificuldades de uns são o Euromilhões de outros!

Augusto Camacho in DN (Madeira)
Data: 04-04-2007

Tesouros

Caros leitores, foi com algum espanto que li na Revista Diário da semana passada num dos temas que abordava as famílias (Ferreira, Correia e Santos) e as suas "dificuldades" para criar os seus filhos com os seus poucos recursos que eram de: 2.800, 4.000 e 1.900 Euros. Imagino a cara de espanto da autora do texto quando soube destes valores. Ainda bem que não perguntou a outras famílias com 3 e 4 filhos e que recebem apenas o salário mínimo que equivale a 800 Euros por casal. Pergunto eu como sobrevivem estas famílias? Lembrei-me agora dos idosos com apenas 200, mas isso já é outro assunto. Bem-hajam.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Os bispos

Hélio Rodrigues in Diário de Notícias (Madeira)



O adeus presente de D. Teodoro Faria
Data: 11-03-2007


Foi com alegria que alguns madeirenses e grande parte do clero receberam a notícia da nomeação do novo bispo. Ontem foi o assunto nos cafés do Funchal, que seria D. Carrilho que iria separar as águas entre o poder político e religioso e terminar com a vergonha do Jornal da Madeira, que ainda é da diocese, e da construção de novas igrejas com o dinheiro público. Ao ouvir as conversas deixei muitas dúvidas, pois como hoje pergunta o sr. José Ângelo, será este bispo capaz de terminar com a promiscuidade da Igreja com o poder político, personificado nos barões do PSD-Madeira? Não o sabemos! Quem ficará ao lado do novo bispo para o aconselhar? Espero que não seja o actual secretário, pois ele ajudou a pôr à margem alguns padres, como o padre José Luís Rodrigues, que diz sem medo o que deve ser dito. Muitas perguntas se colocam e que só o futuro revelará. Mas neste adeus presente do bispo, D. Teodoro deixa um legado ao novo bispo catastrófico: diocese sem credibilidade junto dos jovens, escândalos sexuais de padres, alguns encobertos outros descobertos, como o caso do Pe. Frederico, padres a serem investigados pela Policia Judiciária por desvios de dinheiros, como foi noticiado pela imprensa escrita, no Centro Social de Ponta Delgada e São Vicente e Centro Social do Imaculado Coração de Maria, padres que criticam abertamente e escrevem contra o bispo, padres que se envolvem com o poder político para receber os euromilhões para construir igrejas que estão vazias, padres que não apresentam contas aos paroquianos, veja-se o caso da paróquia da Sé, a que pertenço, seguindo o exemplo do bispo que nunca apresentou contas aos seus diocesanos. E por fim, para culminar o seu trabalho de 25 anos, D. Teodoro não deixa o seu ministério livre e desprendido mas reconstruiu um palacete nos jardins do seminário, com o dinheiro dos pobres e incultos cristãos, que sempre que vão à missa na catedral, lá passa o saco sem fundo para pagar as despesas da diocese, e ainda teve pejo de mobilar a casa com os móveis deixados pela Dona Eugénia na Casa da Rua das Pretas. Deixo esta pergunta ao bispo: porque é que o bispo resignatário não foi para a sua casa em Santo António? A família não o deseja? Porque não faz como outros padres que se endividam na banca para comprar uma casa, porque a diocese nunca pensou neles na sua velhice, ou então em vez de gastar os 250 mil euros que se diz para o luxuoso "palacete reformado", não construiu uma Casa Sacerdotal, onde depois iria viver com os seus padres reformados? Mesmo no fim do seu mandato, o bispo continua a mostrar ao povo cristão madeirense que o evangelho para si é letra morta, porque não deseja seguir as palavras de Cristo, sede pastores pobres e humildes para serdes testemunhas do reino. Esperemos pelo novo bispo, mas com os olhos bem abertos porque são todos feitos da mesma massa.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Desproporcional !!!

amsf disse... in http://www.farpasdamadeira.blogspot.com/

O Sr. LFM pretende ser um fazedor de opinião mas sem contraditório...assim qualquer um neste mundo de néscios. Se esse sr. tivesse algum dia tido necessidade de contrair um empréstimo teria percebido que vai uma grande distância entre o que os bancos publicitam e eventualmente declaram aos jornalistas e aquilo que praticam.
Agosto 26, 2007 1:08 AM



LFM disse in http://ultraperiferias.blogspot.com/
Domingo, Agosto 26, 2007

Códigos...
Eu acho piada quando vêm propor códigos para a blogoesfera regional! Eu estou-me nas tintas para um tal amsf, António Spínola de Freitas, irmão de Vítor Freitas, líder parlamentar do PS, e funcionário da UMa, diz ou deixa de dizer a meu respeito ou sobre este blogue. Assim como me estou borrifando para o facto dos blogues darem guarida a comentaristas de comentários, partidariamente conotados com os responsáveis desses blogues. Tenho a vantagem de continuar a não deixar que indivíduos como amsf, "despejem" aqui o que querem, ofendendo (aliás, consta-me que já há entidades policiais que já estão no terreno a fazer o levantamento destes comentários anónimos pelo que não tarda muito teremos alguns IPs identificados ...). É escusado insistir. Fazer comentários misturando factos - não fui eu a inventar a notícia sobre o eventual embuste(?) em torno do tal crédito para estudantes, reafirmo tudo o que sobre este assunto disse até que o esclarecimento cabal seja efectuado, particularmente se o modelo anunciado pelo governo é mais ou menos convidativo e barato que os mecanismos que a banca disponibiliza - com a vida privada das pessoas, é no mínimo patético. O que é que ol funcionário da universidade sabe a meu respeito, do que precisei ou deixei de precisar na minha vida?
# posted by Luis Filipe Malheiro @ 22:55

domingo, 26 de agosto de 2007

O PIB, a Zona Franca e o CIN

amsf said... in http://olhodefogo.blogspot.com/


"consequência da opção do Governo Regional em incluir a Zona Franca no cálculo do PIB."


O PIB inclue a Zona Franca não por opção do Governo Regional mas porque é suposto incluir toda riqueza que passa pela madeira (fique ou não fique cá). Confunde-se a Zona Franca com o Centro Internacional de Negócios (CIN) mas é este que é o grande responsável por um PIB tão elevado. O GR podia ter a Zona Franca sem ter o CIN, aquela emprega alguma mão de obra e atrai investimentos enquanto que o CIN enriquece meia dúzia de advogados madeirenses que são testas de ferro de empresas duvidosas que circulam o seu dinheiro por aqui para fugir aos impostos nos seus países de origem.


Sexta-feira, Novembro 17, 2006 4:15:00 PM

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Segredo fiscal e incentivos fiscais

Faustina Says: in http://www.uma.pt/blogs/box-m/
August 10th, 2006 at 9:49 am


Julgo que há uma razão: o líder madeirense descobriu que a ocultação da lista representaria uma vantagem comparativa da Madeira. O senhor julga que havendo “segredo fiscal” na Madeira, os empresários afluirão massivamente à ilha, onde, alias, a taxa de imposto sobre o rendimento das respectivas empresas é inferior em… 2 pontos percentuais (!), como vem sendo publicitado. Não creio que o fulano seja ingénuo ao ponto de acreditar na eficácia destas medidas, na captação de sedes das empresas. Uma que a poupança e a confidencialidade fiscais não compensam os custos adicionais da instalação de uma sede na Madeira; outra que um empresário olha para as contas públicas da Madeira e estremece, pois descobre que, com uma dívida 1252 milhões de euros não há garantias de que a “vantagem fiscal” vá permanecer no futuro. Pelo contrário, o empresário suspeita que os impostos vão ter de aumentar no futuro. Logo, manda o senhor João passear. Na realidade estas duas medidas são apenas dois tópicos de propaganda. O que o senhor João pretende é mostrar ao eleitorado regional que até tem um política fiscal distinta da do governo central e, assim, ganhar mais uns votos. Até porque não aparece ninguém a dizer que, com aqueles montantes de dívida e de despesa corrente, necessários para pagar a esbanjadora e desastrosa governação de João, será escusado falar em competitividade fiscal. A questão de fundo é esta: João é uma desvantagem comparativa.

sábado, 18 de agosto de 2007

Eleições antecipadas: prognóstico

BarreteDeOrelhas said... in http://dependedasopiniaes.blogspot.com/

25/2/07 01:04


Antes de mais quero congratular-te pelo post. É das melhores coisas que li ultimamente, e não estou a falar unicamente da blogosfera, mas de todo o universo da comunicação. Fico com um certo brilho nos olhos só de pensar que um texto desta qualidade está escrito num espaço que ajudei a criar... e isto apesar de não concordar totalmente com o que está escrito. Passando à questão em si: se calhar sofro de um pouco de pragmatismo excessivo, e se calhar não tenho assim tanta fé na democracia, pois este assunto não me causa revolta (se calhar com alguma pena minha). Sejamos então pragmáticos: quem tem mais votos ganha, quem ganha governa, e parafraseando Churchill, "cada povo tem a classe politica que merece"...Ora se o senhor ganha eleições, isso quer dizer que a maioria gosta dele. Alguém me disse: mas democracia é também o respeito pelas minorias... e aqui surge o meu problema, resultado da minha abordagem pragmática da democracia: a democracia é a ditadura da maioria, e o respeito pelas minorias é um princípio, não uma obrigação. Sou obrigado a vislumbrar a democracia não como um conjunto de valores e principios, mas como um mero sistema polítco, como qualquer outro. Caso Machico e Porto Santo coninuassem a ser de outra cor partidaria, nada impedia o poder regional central de continuar a ostracizar a oposição e ganhar eleições. Se o senhor quer demitir-se, despir-se, cantar ou rebolar, cabe aos eleitores avaliar o seu desempenho e agir em conformidade nas urnas. O problema do eleitores neste caso especifico é outro: alternativas? Ao longo destes longos anos todos os que procuraram apresentar-se como alternativas seguiram um de dois caminhos:1) desistiram, perante a feroz batalha (nem sempre leal) que o senhor lhes apresentou, não estando disposto a enfrentar as consequencias do seu desafio.2) procuraram lutar com as mesmas armas, entrando num jogo onde não podem ganhar a AJJ, tornando-se verdadeiras anedotas ambulantes.Não vejo o porquê de considerar que estas eleições estão ganhas pelo PSD. Quando me vêm com o argumento das pessoas do campo só me fazem rir. O campo representará 10 a 15% do eleitorado madeirense. Também me apresentaram o argumento de que no Funchal muita gente trabalha para o governo e tem medo... até acredito que muita gente se sinta demasiado intimadada para falar, mas nas urnas, entre 4 parades sozinho, ninguém se pode sentir intimidado (a não ser que seja terminalmente parvo). Então porque é que o senhor vai ganhar as eleições? Pessoalmente não sei se vai, mas é esse o feedback que tenho recebido da ilha, e como estou um bocado distante só me resta acreditar. Sinceramente sempre fui um apoiante do trabalho do senhor (não tanto do estilo) porque acima de tudo sou pragmático e não acredito que qualquer outra pessoa tivesse feito tanto pela Madeira como se fez nestes longos quase 30 anos. Os clientelimos são uma externalidade que não desfaz a obra, com ou sem mamarrachos. Sinceramente estou à espera do candidato que diga: tenho muito respeito pelo que foi feito, mas este ciclo acabou e aproximasse um novo ciclo. É preciso manter muito do que está bom, e melhorar o que não está. Esse candidato teria o meu voto. Esse candidato poderia surgir de qualquer partidária (PSD inclusivé). Quanto ao acto especifico de se demitir para convocar novas eleições, não vejo nada de novo. AJJ sempre procurou obter os seus objectivos agitando as àgua, provocando polémica, e esta foi a forma que encontrou para fazê-lo (mais de 20 anos de de utilização da mesma estratégia já não lhe deixam muitas opções). Acima de tudo, AJJ é um candidato fortíssimo nas eleições porque o povo madeirense não é ingrato, e sabe o que ele fez pela ilha. Por esse mesmo motivo dificilmente será derrotado nas urnas por um candidato que entre directamente em confronto com ele, apenas por um candidato que permita uma transição tranquila e que respeite o trabalho feito. Digo que vai ganhar as eleições porque é esse o feedback que tenho recebido, mas se tal não acontecesse não ficaria totalmente surpreendido... afinal, também De Gaulle estava certíssimo que ao convocar um referendo sobre uma revisão à constituição o povo apoiaria o seu herói que coordenou a França durante e após a guerra. A profecia auto cumpridora só o é, quando acontece. Por muito que nós portugueses acreditemos que temos um fado, quando não acontece, não passa de uma hipótese que pareceu altamente provável em determinado momento no tempo. De Gaulle enganou-se...

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Autonomia e desporto !

Reconceptualizar a autonomia da Madeira in

http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=3238


A Autonomia não se afirma pelo facto de, à custa de muito dinheiro público, duas equipas profissionais de futebol participarem na Taça UEFA de 2005, enquanto o Desporto Escolar contempla, apenas, 10,7% do seu universo e o analfabetismo ronda os 12,7%.
Disparates em catadupa. Como se fossemos anormais, incapazes de cruzar informação e de perceber o que escondem. O pico da histeria foi atingido por um Deputado a querer levar essa conversa da treta que decorre da expressão ? contencioso das autonomias? até às Nações Unidas e pelo Dr. Jardim a ameaçar a retirada da Madeira da União Europeia. Hilariante e ridículo, sem dúvida. Estou mesmo a ver Kofi Anam, Chirac, Berlusconi, Schröder, Zapatero, Blair e outros, de cócoras e borrados de medo com os pedidos de intervenção e as ameaças oriundas de uma ilha cuja população cabe dentro do Estádio do Maracanã. Lítio, meus senhores ou, no mínimo, Xanax, certamente, lhes faria bem. E já agora, um banho de humildade, de cultura democrática e de sensatez. Só que, tal já não será suficiente, porque, ao ponto a que a teia, a intervenção política e os interesses chegaram, parafraseando Jacques Piveteau (1984), o espectáculo que dão na comunicação social ?transformou-se numa droga cujos efeitos não podem acalmar-se senão através do consumo sempre acrescido de doses cada vez maiores?. Vai daí é disparo atrás de disparo, qual masturbação de garganta, eu diria, na feliz expressão do meu Amigo Manuel Sérgio, embora noutro contexto, ?cloroformizante? para a maioria do povo que, infelizmente, encolhe os ombros às vicissitudes da vida e adormece. Do outro lado deste continuum que atravessa a rede, estão os de olho aberto e capacidade crítica, embora amorfos, que sabem o porquê da vénia ao poder, o porquê da activa colaboração ao coro e nos aplausos. No meio, aos que rejeitam inspirar o anestésico, a receita do poder é simples: subtilmente, faz-lhes a folha e coloca-os na prateleira. E assim, o sistema, pensam, tenderá para a eternização. Perante este quadro político, maquiavelicamente construído, vem o Chefe falar, paradoxalmente, de uma ?revolução cultural? quando toda esta manobra política assenta, precisamente, na manutenção de baixos níveis culturais, no analfabetismo num sentido lato do termo, na submissão e na pobreza. Que hipocrisia! Ora, o que essa magnânima Europa, que possibilitou milhões para o regabofe político, deveria conhecer era o estado e a qualidade da democracia regional: o que se diz e, sobretudo, o que se não diz mas que constitui o miolo da estratégia de condicionamentos múltiplos em exclusiva defesa da manutenção do poder. Mas como acreditar nessa hipótese se os próprios Órgãos de Soberania ouvem e calam-se perante as ofensas e as comprometedoras enormidades assinadas pelo Dr. Jardim, ele, que é membro do Conselho de Estado?. Não só se curvam como bastas vezes, para que se cale, tecem-lhe elogios, pagam-lhe os calotes e abrem-lhe as portas a doses mais elevadas de intoleráveis posições políticas. O exemplo está na última revisão constitucional com o beneplácito de muito boa gente.Não é este o entendimento que tenho da Autonomia. Uma coisa é o diálogo político enérgico, transparente e apostado no desenvolvimento, sustentado no princípio que devem ser os madeirenses os obreiros na construção do seu futuro; outra, é servir-se do lugar para a subsistência partidária e para a implementação de teias que, tarde ou cedo, serão dramáticas. O espírito autonómico para que cresça terá de ser reconceptualizado, fundar-se em princípios e valores, na liberdade e na vivência de uma cidadania plena, na democracia dos actos e na pluralidade das opiniões, na cultura, numa escola inclusiva que erradique o analfabetismo, no fim à perseguição, numa economia sustentada, no rigor e no cumprimento dos instrumentos de planeamento. A Autonomia será inculta, trapaceira e não excrescerá a mediania se ficar condicionada aos interesses de um grupo que, neste lapso de tempo histórico, é a principal força política. Por fim, já agora, a Autonomia não se afirma pelo facto de, à custa de muito dinheiro público, duas equipas profissionais de futebol participarem na Taça UEFA de 2005, enquanto o Desporto Escolar contempla, apenas, 10,7% do seu universo e o analfabetismo ronda os 12,7%.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Praia do Garajau

Ana Ornelas in Diário de Notícias (Madeira)

Praia do Garajau
Data: 26-04-2007

De acordo com o artigo publicado segunda-feira, 23 de Abril de 2007, sobre a zona balnear do Garajau, resta-me comentar que não foi de todo as cinzas a causa de tal desastre.Foi há exactamente nove anos, dois meses e 19 dias que a praia do Garajau foi invadida por um monte de terra, consequência da obra de uma habitação, naturalmente autorizada pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, a qual se situava mesmo em cima da Ribeira, explicando assim como todo aquele lameiro tomou conta das habitações. Nesse mesmo dia, o Sr. Presidente mandou evacuar todas as pessoas que lá se encontravam, e por ironia do destino, numa noite em que todos sabiam que não se encontrava ninguém nas habitações da Praia, atearam fogo àquela que era a mais bonita praia da Madeira!! Foi declarado que era impossível a reconstrução das casas, pois mais de 50% das habitações estavam destruídas! E nem um tecto se deram às pessoas que viviam apenas daquela praia!! Você acha mesmo que foi uma ironia do destino?! Já há muito tempo que estavam tentando com que os habitantes da Praia fossem de lá retirados para que neste espaço pudesse ser construída uma zona balnear!! Após 9 anos cá está ela!! Uma boa obra, não digo o contrário! Mas que beleza ela tem?! Um teleférico?! Compare-a quando a praia tinha as barracas! Não há comparação possível, e talvez para si esteja melhor assim, mas a dor é que comanda o coração das pessoas que nela habitavam, e nós temos esperança que toda a verdade sobre a praia do Garajau seja revelada, pois afeiçoamo-nos à vida que nela construímos e à infância que nela deixamos.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Eleições e Igreja

Faustina said... in http://olhodefogo.blogspot.com/


Ainda sou do tempo em que os senhores padres, nos dias das eleições, faziam um enorme parênteses nas homilias para apelar à participação cívica dos católicos e ao cumprimento do dever cívico de votarem”. Até aqui tudo bem; havia coerência com a doutrina da igreja católica “contemporânea”. O curioso era a advertência que se seguia ao apelo ao voto: diziam que votar era um dever e uma responsabilidade; que se deveria “escolher bem” (nunca me esqueço desta); “escolher livremente mas com responsabilidade” – o que pressupunha a existência de partidos irresponsáveis. Mas havia uns ainda mais radicais e que revelavam as suas preferências pelos partidos do centro que respeitavam “a nossa moral” e doutrina cristãs... E havia ainda um mais idoso que ia mais longe e que dizia que votava sempre no mesmo (“mas credo em cruz, que cada um votasse de acordo com a sua consciência”)... Graças a deus que abracei a causa do ateísmo na minha adolescência (a minha professora de História foi a culpada e as leituras de Freud atiraram-me mesmo para o mundo dos pecados carnais, definitivamente), de maneira que deixei de acompanhar as subtis manipulações dos senhores padres nos dias das eleições. Sei que há uma nova geração mas que parece demasiado minoritária. Quanto aos velhos, a avaliar pela pecaminosa comissão diocesana, perderam mesmo o pudor que lhes restava e vão todos para o Inferno, graças a deus.


Quarta-feira, Outubro 18, 2006 9:05:00 PM

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

O(s) iluminado(s) !

Mário Tavares in Diário de Notícias (Madeira)



Carnaval na política
Data: 01-03-2007


Dr. Alberto João, filho único, líder do PSD-M e Governante da RAM por obra e graça de D. Francisco Santana, considera-se possuidor do item de iluminado político da nossa era e da nossa terra. Não suporta nem fronteiras, nem atropelos no seu caminho. Todos conhecemos o seu esbracejar discursivo e actuante, exigindo o espaço livre até ao horizonte. Por razões..., o debate político continua de pé, foi instalada, como pilar fixo, a Lei das Finanças das Regiões Autónomas. De imediato, embora em tempo de comédia, o Carnaval, numa cena única, Dr. Alberto João produziu três dramas: demite-se de Presidente do Governo Regional, provoca eleições antecipadas e apresenta-se como o primeiro concorrente. E quer tudo muito depressa. É líder, está em acção, esta Região Autónoma é o seu palco e precisa de continuar em cena. Demite-se porque, em política, não sabe ser companheiro. Tem de ganhar sempre. Arrasta consigo o PSD-M, porque é o dono, o pai e tem a mão na boca do saco. Um dia, o saco irá rasgar-se. Eleições. Uma Região Autónoma empatada, só para viver o espectáculo. A conta, depois, é para a vítima. E tudo isto, apenas porque o saco dos ovos virá mais pequeno. Para a execução do seu projecto, Dr. Alberto João conta com um grupo numeroso de companheiros súbditos e monocórdicos, instalados nos interesses da Região, gente que navega bem, fazendo dinheiro com o dinheiro do Governo, ou recebendo ordenados chorudos, pagos pelo Erário Público. Pergunta-se: governar é isto? Governar é ir sempre em frente, exigindo que o cofre suporte tudo? Nesta corrida inaugurativa, sabe quantos eleitores estão a ficar para trás? Quantos se sentem injustiçados, prejudicados e enganados? Quantos vivem e morrem à espera dos direitos a que têm direito? Estamos fartos do espectáculo da Madeira Nova e do Povo Superior, carregando ignorância, pobreza e submissão, embora envolto em confeitos luminosos: as estradas e vias rápidas, as construções, os elefantes brancos e os mordomos. A Humanidade sabe quanto tem sofrido, como vítima dos iluminados.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Um credo da Lei das Finanças das Regiões Autónomas

Tino said... in http://conspiracaoas7.blogspot.com/
11/12/2006



Sou Madeirense, Portugês, socialista e democrata. A minha visão do que é melhor para a Madeira e para o País não é, nem nunca será imposta por ninguem, muito menos por quem quer que seja do PSD.



O endividamento excessivo não é bom para a Madeira, por isso defendo a nova LFRA.



O défice excessivo não é bom para a Madeira, por isso defendo a nova LFRA.



O excessivo gasto com pessoal não é bom para a Madeira, e além disso torna os nossos cidadão mais dependentes do estado e degrada a nossa democracia , por isso defendo a nova LFRA.



A responsabilização é uma condição essencial da autonomia, por isso defendo o que considero ser melhor para a Madeira, a nova Lei das Finanças das Regiões Autónomas.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Participação política: reciprocidade !?

- Monteiro in
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=167982&idCanal=90&currPos=20



Sempre me fez confusão esta desigualdade entre os cidadãos do Continente e os cidadãos das Regiões Autónomas. Então eles podem votar no nosso Parlamento e nós não podemos votar no Parlamento deles? (um cidadão do Continente - Amadora)

terça-feira, 31 de julho de 2007

O camaleão político

J. Roberto Silva in Diário de Notícias (Madeira)



Os tipos políticos
Data: 28-04-2007


Com a aproximação das eleições regionais tem-se vindo a tomar conhecimento da existência de um tipo de pessoas ligadas à política mas não pertencentes a ela, os tipos políticos. Esta espécie, até agora mais ou menos incógnita, começou a dar nas vistas pelas suas actuações que em nada têm a ver com a política, mas sim, única e simplesmente com as suas ambições pessoais, e obvio está, com os seus interesses. Como trampolim para as suas ambições, filiam-se em partidos políticos, fingindo fazer eco da ideologia partidária a que aderiram, mostrando-se sempre disponíveis e intervenientes nas actividades partidárias, forma de dar nas vistas e tornarem-se notados, parecendo ser uns leais e dedicados servidores dos interesses do partido. Fruto dessa ardilosa dedicação ganham notoriedade e confiança, acabando por serem escolhidos como representantes do partido, no caso presente, para encabeçar listas. Dispondo de toda a logística partidária, técnica e financeira, conseguem ser eleitos, o que de outra forma nunca seria possível. No desempenho das suas funções políticas beneficiam de todo o apoio do partido, quer este esteja ou não no governo, com o qual conseguem angariar a almejada reputação pessoal, que apresentam aos cidadãos comuns como se tudo fosse produto da sua exclusiva competência. Geralmente os seus pecados acabam por vir ao conhecimento público, não sendo possível o encobrimento da sua incompetência. O partido para se demarcar de tais actos e para salvar a sua própria imagem, resolve e muito bem, não os nomear para se recandidatarem aos lugares que exerceram, fazendo-se valer para isso da disciplina partidária. Para qualquer político filiado que se preze, acima de tudo está a disciplina partidária, sem a qual o partido não tem razão de existência. Na circunstância, os ditos tipos políticos, ao não terem a confiança do partido, deixam cair a máscara e pura e simplesmente desobedecem, desertando sem o mínimo complexo de culpa ou de renega de ideais, que em abono da verdade nunca tiveram, para sozinhos tentarem a aventura de reconquistar o seu antigo cargo. Mas ainda mais, para que essa aventura possa ter sucesso assegurado, não se importam de vender a alma ao Diabo, ou seja, receber os apoios partidários de outra facção antagónica. Estes senhores da política, a que eu chamo os tipos políticos, infelizmente são em número muito grande no nosso mundo político, só que a sua identificação nem sempre é fácil, pois uns são laranjas, outros rosas ou vermelhos, outros são descorados, mas os mais difíceis de identificar são os camaleões. Nota pessoal: Gostaria que este espaço (cartas do leitor), que o DIÁRIO coloca de uma forma única ao serviço dos cidadãos, não fosse desperdiçado por alguns em "debatezinhos politiqueiros" interpessoais ridículos, mas sim aproveitado como verdadeiro instrumento de utilidade pública onde cada um de nós pode LIVREMENTE exprimir sobre os mais variados assuntos de interesse colectivo ou individual, ainda mais numa altura em que todos os quadrantes (políticos, religiosos, sociais) só falam nas famosas CARTAS DO LEITOR do DIÁRIO.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

As queixinhas do filho único sem espelho !

Martins Júnior in Diário de Notícias (Madeira)


Riso e náusea
Data: 11-03-2007


Reconheço que, a este propósito, já reagi com um humorístico "deixem-me rir". Mas com as sucessivas piruetas que se vêem dia-a-dia o que antes era risível, agora é desprezível. O riso deu lugar à náusea. Para o protagonista-à-força deste minipalco experimental que é a RAM, tudo lhe serve no seu delírio de travesti regionalizado: numa destas noites sonhou ser moageiro ou farinheiro de 31 (ele apresentou-se como cabecilha de uma nova revolução da farinha de há 75 anos atrás), outra noite viu-se na diáfana pele indiana de Mahatma Gandhi e agora cavalga para a própria internacionalização: só que, enquanto o madeirense Ronaldo internacionalizou-se pelo brilho do seu talento desportivo, o outro internacionaliza-se pelas queixinhas ao Tribunal Europeu. Ficou espasmado, por levar os madeirenses a pensar que ele tinha descoberto o caminho marítimo para a Europa, mas ao fim do dia teve que despir a camisola de 'internacional': é que ele não tem competência para aceder ao Tribunal Europeu. Ele já o sabia desde 1990!... Frustrado e derreado por não conseguir enganar os seus apaniguados madeirenses, volta na semi-nudez do seu orgulho, armado em guerrilheiro de esquina e barafusta que não está certo, "que as Regiões deviam ter direito às queixinhas internacionais", que... e mais que... e o homem esguicha, espuma, faísca. Como alguém que tivesse perdido a memória... Desde 1990 ! É é isto que faz voltar a cara para o lado, é isto que já nem sequer faz rir, mas expelir. Logo no meu primeiro ano de mandato à frente da Câmara de Machico, em 1990, dei-me de conta que o homem tinha assinado juntamente com o Primeiro-Ministro o corte de mais de 60% do orçamento municipal. Recordo aos leitores de hoje que dos 33.000 contos/mês a que Machico tinha direito do Orçamento do Estado, só chegavam à Câmara 11.000 contos que nem davam para pagar salários. Tudo obra do 'nosso' homem e de Cavaco Silva. Era a altura em que ele proclamava: "Cavaco Silva é um bom madeirense e o Pe. Martins um reles cubano". Dirigi-me à Presidência da República, fui até junto do Comissário Europeu para as Regiões em Bruxelas... e o 'nosso internacional' ria, espojava na Vigia, charutava e repetia: "Olha o tipo das queixinhas... Aqui ninguém me manda, nem Lisboa nem Bruxelas...". Apesar de tudo, com 67 % de redução das verbas, lutei, poupei e aguentei oito anos no posto que o povo me tinha confiado pelo seu voto. E ainda paguei (Machico pagou) 1.800.000 contos (9 milhões de euros) de dívidas feitas pela gestão PSD. O protagonista-à-força, só por causa de uns míseros 2% chora, atira-se para o chão, bate com os pés, as mãos e a cabeça e... desiste. Já dizia Camões que "um fraco rei faz fraca a gente forte". A Madeira está a perder força com um desestabilizador de nascença. E lá vai ele, pelas praças públicas e pelos adros de igreja, braços abertos como um mártir auto-crucificado ou como um bobo ego-maníaco. É disso que gosta. É só disso que ele gosta. Enquanto o povo não descobrir o genético instinto de quem pensa que é o "filho único da Madeira" e o herdeiro usurpador do nome dos madeirenses...

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Autonomia madeirense vista de lá !

João Pedro Moura disse In http://blog.liberal-social.org/o-julgamento
Terça, 14/02/2006 - 17:52



“REGIÕES AUTÓNOMAS” PARA QUÊ???!!! Este artigo serve-me de pretexto para eu contestar a existência política do estatuto de “regiões autónomas”, da Madeira e Açores. A Madeira tem 60 deputados para cerca de 200 000 eleitores (suponho que os Açores são um caso parecido). Ora, isto dá 1 deputado para cerca de 3333 eleitores. Contra 1 deputado para cerca de 35 000 eleitores no continente (cerca de 8 milhões de eleitores a dividir por 230 deputados). Isto é, a Madeira e os Açores têm um rácio deputado-eleitor 10 vezes maior que no continente! Mais, a Madeira, com os seus 60 deputados e 11 concelhos apresenta cerca de 5 deputados… por concelho! Uma pessoa com razoável bom-senso político jamais poderá aceitar tamanho despautério político! Aliás, a gente sabe que isto de governos e deputados regionais é, mas é, um bando de sinecuristas que goza à tripa-forra tais sinecuras. Souberam fazer barulho e imporem-se, “in illo tempore”, e agora é difícil voltar atrás…… Sobretudo, quando não se pratica ciência política, mas sim, “ciência” do oportunismo e da falta de convicções ideológicas firmes e fundamentadas… A Madeira e os Açores são uma parte de Portugal, tal-qualmente o distrito de Bragança ou de Faro ou de Lisboa ou outro qualquer. Concomitantemente, tais regiões, abusivamente autónomas, deveriam ter a mesma estrutura do continente, isto é, concelhos, distritos, governos civis e governo central. Teríamos, então, os 11 concelhos madeirenses ligados à capital de distrito, o Funchal, com o respectivo governador civil (outro cargo dispensável e sumptuário, próprio das prebendas políticas e não da ciência política). Nos Açores, teríamos os 3 distritos que lá estão… Regiões autónomas para quê???!!! Que é que faz um governo regional?! Que é que fazem os parlamentos regionais???!!! Será que andam a inventar leis próprias, desligadas do continente e da Constituição?! Será que em tais ilhas se justifica um governo próprio e parlamentos de 60 deputados sinecuristas???!!! A fazerem o quê???!!! Ainda por cima, estamos na era das telecomunicações, sob a mesma Constituição, a curta distância de tais ilhas… Se a Madeira e Açores podem ter governo e parlamento próprios, já agora, os outros distritos também podiam reclamar a mesma coisa, legitimamente! Nada justifica a prerrogativa abusiva dessas “regiões autónomas”, que só serve para encher os bolsos duns politicastros oportunistas… Não me venham com tretas sobre “custos de insularidade” e outras que tais, porque se isso fosse um custo excepcional, poderia transferir-se mais dinheiro para as autarquias, para obviar aos custos, sem ter que erigir governos sumptuários, arrogantes e parasitários. De resto, o custo de insularidade… é um custo! Certamente que inibirá uma vida mais barata… mas o problema é deles! Terão que viver com mais custo e trabalhar mais para atingirem melhor vida! Ter um custo acrescido… faz parte da vida insular… e os governos não têm nada que privilegiar tais insulares. Naturalmente que, por todo o país, também há custos de “interioridade” e outros problemas, que se vão, melhor ou pior, tentando resolver, sem ter que instaurar governos parasitários e sumptuários, que consumiriam imensos recursos financeiros, que seriam melhor aplicados directamente nas autarquias, que é o único poder que merece reforço financeiro, porque estão mais próximos da população. Para quem não sabe, a ilha de Porto Santo está para a Madeira, como o Algarve está para o pessoal do continente: nas férias, os madeirenses desembarcam em força, por mar e ar, naquela ilha, enchendo as praias e… as suas vivendas. Em Porto Santo, dada a sua pequenez, as estradas mal suportam os 70 km/h… Ora, eu vi lá, aqui há tempos, um Porsche 911 GT3, cuja velocidade máxima é de 300 km/h! Um carro caríssimo! Na Madeira vi carros mais potentes que a média nacional! As transferências sumptuárias de fundos nacionais para essas regiões também devem dar para tais carros… Política sumptuária e parasitária… para sinecuristas arrogantes e impertinentes!

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Eleições regionais: prognósticos

amsf said... in http://olhodefogo.blogspot.com/

Falta saber se as próximas eleições regionais não serão antecipadas. Caso sejam antecipadas por dissolução da Assembleia Legislativa Regional (ALR) e porque a nova lei eleitoral já está em vigor muitos deputados vão perder a mama antes do tempo previsto. Segundo a actual lei eleitoral a ALR passará dos 68 para os 47 deputados. A ALR dos Açores têm muito menos deputados que a da Madeira apesar das nove ilhas. Consequências: Os deputados independentes vão para o desemprego político; Previsivelmente c/ de 10 dos actuais deputados PSD terão o mesmo destino; BE, CDU e PP correm o risco perder a representação parlamentar; O PS poderá perder 7 deputados decorrente da nova lei eleitoral ou mais se não souber responder à cabala do "garrote" financeiro que o PSD está a propagandear.


Quinta-feira, Dezembro 07, 2006 10:50:00 AM

quarta-feira, 25 de julho de 2007

A mulher, o homem e o aborto

MB said... in http://dependedasopiniaes.blogspot.com/

6/11/06 22:22


Num país patriarcal como o nosso, levanto a hipotese que o aborto é visto, ainda que de forma inconsciente, como um atentado, não contra a "vida" mas contra o poder do homem. O incosnciente societal não concebe de forma plena a igualdade de generos, o direito a escolha... a mulher (infelizmente) ainda é a propriedade do homem. Muitos passos institucionais têm sido dados em direcção à equidade, mas temo que o referendo será mais um revés as pretensões de igualdade das mulheres de Portugal... O ironico é que são mulheres as primeiras a pronunciar-se, por via dos movimentos anti-aborto, contra esse grande passo, que resultaria na devolução da "propriedade" do corpo à mulher...

terça-feira, 24 de julho de 2007

A Madeira vista de lá em 2003

Vários in http://semiramis.weblog.com.pt/arquivo/2003/12/um_satrapa_de_s.htmlComentários
Dezembro de 2003

Eu também nunca gostei do AJ, embora, no meu caso, isso se deva a uma questão de higiene mental. Sempre tive como certo que o mito AJ assenta na descontrolada torneira dos dinheiros públicos, sempre aberta para a Madeira. Mais do que saber-se se o governo de Jardim recebeu muito ou pouco, era interessante esclarecer por que motivo os governos centrais foram sempre tâo complacentes com os défices orçamentais da Madeira e tão generosos quanto ao (não) pagamento da dívida. No seu texto faz uma referência, surpreendente, a um eventual benefício do Alentejo relativamente à Madeira. Trata-se de uma questão que, sinceramente, me interessa e por isso peço-lhe o favor de quantificar essa opinião. Se não quiser documentá-la aqui, agradeço-lhe que me diga em que fontes baseia a sua afirmação. Em todo o caso, creio que esqueceu um pequeno pormenor: o facto de o Alentejo não ter nenhum governo regional, o que torna absolutamente incomparável com a Madeira a gestão dos dinheiros que lhe tenham sido destinados.

Publicado por: (M)arca Amarela às dezembro 5, 2003 09:25 PM

"a incontinência verbal de Alberto João Jardim acaba por surgir como algo de diferente que, no nosso intelectualismo urbano poderemos achar bacoco e folclórico, mas que poderá começar a colher, se a situação política nacional não sair do ramerrão em que mergulhou e que é tanto ou mais insuportável, quanto a incontinência verbal do Alberto João Jardim."
a joana já esteve mais longe de ser a mandatária de AJJ para o novo mandato na Madeira !

Publicado por: zippiz às dezembro 5, 2003 10:32 PM

Se o AJJ me escolhesse para mandatária depois de eu o ter apelidado de Idi Amin da Madeira, é porque ela era um modelo de democracia e tolerância.
Nesse caso não teria dúvidas em aceitar!

Publicado por: Joana às dezembro 5, 2003 10:52 PM

(M)arca Amarela: Não tenho à mão documentação sobre o assunto mas sempre que me passam pelas mãos documentos referentes aos fundos per capita distribuídos por região, o Alentejo vem sempre à cabeça destacado.
Por outro lado, a diferença de crescimento entre a Madeira e o resto do país é tão abissal que não pode, de forma alguma ser explicada pela “torneira dos dinheiros públicos”. Aliás, julgo que o off-shore é de longe mais importante que os dinheiros públicos para a formação do PIB madeirense. Mas estou a falar por feeling.
Quanto à capacidade de gestão dos fundos e o poder regional, você está a fazer, sem intenção certamente, um elogio à boa gestão do AJJ em comparação com os continentais.
Quanto ao caso da gestão “regionalizada”, no que respeito ao Alentejo não me sinto segura sobre se seria vantajosa ou não. No que respeita ao Grande Porto que conheço bem (embora menos bem agora que antes da última revolução autárquica), digo-lhe que seria desastrosa. Não me pergunte porquê, porque seria entrar em pormenores sigilosos.
Em qualquer dos casos é apenas a minha opinião. Outros terão opiniões diversas e estão no seu direito.

Publicado por: Joana às dezembro 5, 2003 11:10 PM

(M)arca Amarela: Também há que ter em conta que os investimentos em infra-estruturas no Alentejo são, per capita, necessariamente mais elevados dada a baixa densidade demográfica. Redes de abastecimento público, saneamento, recolha e valorização do lixo, etc., serão tendencialmente mais caras, por habitante que em zonas densamente povoadas. Mas mesmo descontando isto, o Alentejo tem tido um bom quinhão dos dinheiros públicos.

Publicado por: Joana às dezembro 5, 2003 11:16 PM

Eu gosto do Jardim. Temm o que falta aos Contenentais: Tomates

Publicado por: Rui Silva às dezembro 6, 2003 11:15 PM

Trinta e três anos de eleições


Eduardo Santos diz: in http://www.oinsurgente.org



Tenho muita pena de o ver citar frases como esta. Infelizmente para nós todos em geral para quem vive ou gostava de viver na Madeira a avaliação negativa da acção governativa na Madeira não está só no DN nem nos jornalistas do continente. Essa é de resto uma afirmação muito comum em AJJ e que é reproduzida por um “jovens turcos” do presidente.
Para além de políticas erradas, de um conceito de desenvolvimento desadequado, da utilização de medidas de aferição da riquesa incorrectamente utilizadas, convem não esquecer que:



1- Nas 40 eleiçõess que aconteceram no arquepélago, em nenhuma foi possível assegurar presença multipartidária em todas as assembleias de voto.


2- Um grande numero de votantes preenche o boletim acompanhado


3- Uma grande parte dos emigrantes estão nos cadernos eleitorais o que permitiu, em todas as eleições, a detecção de votos de eleitores a residir na africa do sul e na venezuela, p.e.



4- Todos os presidentes de Junta de freguesia estão nas listas do PSD em lugares não elegíveis por forma a estarem nas assembleias de voto e “assistirem” ao voto dos eleitores das suas fregusias


5- A esmagadora maioria das radios locais sao propriedade do sr Jaime Ramos, distinto membro do PSD


6- As televisoes privadas só chegaram à Madeira praticamente 10 anos depois de terem surgido no continente e apenas através do cabo.


7- RDP e RTP são controladas pelo governo regional numa escala inimaginavel até no continente.

Existem muitos outros factores que poderia arrolar para perceber melhor o que passa nesta porção de território português, sem negar a evidência de um apoio popular muito significativo ao governo regional.

domingo, 22 de julho de 2007

O Centro Internacional de Negócios e o PIB madeirense

Noralis In http://www.caldeiraodebolsa.com/forum
28 Mar 2007


""aqui queria era falar do PIB regional creio que andará pelos 3.700 milhões, ou seja a divida representa 50% do PIB. No Continente já vai perto dos 70%""

Só que se esquecem que 20% do PIB madeirense provem do Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) que faz parte da Zona Franca. Ou seja esses 20% do PIB passam pela Madeira mas não ficam cá pelo que o PIB está inflacionado em 20%. Logo a dívida da Madeira em relação ao seu PIB ultrapassa os 70%. Aliás foi estes 20% do CINM que fez com que a Madeira passasse de zona de objectivo 1 para 2 e logo perdesse uma fatia substâncial dos fundos da União Europeia. Para que alguns advogados pudessem ganhar anualmente centenas de milhares de euros os madeirenses perderam milhões. Mas contra a UE o AJJ não fala... aliás há 2 dois anos ameaçou rever a sua integração na UE se os fundos fossem cortados...claro que ninguém se lembra nem ele trouxe o assunto à baila pois sabia ser inviável e simultâneamente não dar dividendos políticos.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Davide protege Golias

Terça-feira, Novembro 14, 2006

O seu artigo é equilibrado e intelectualmente honesto mas não sejamos ingénuos ao ponto de pensar que a "rua" não é parcialmente manipulada...a "rua" é fruto de uma elevada percentagem de manipulação com este ou qualquer governo! Possivelmente a legislação sobre financiamento desportivo da RAM entrará em choque com a mesma legislação nacional (contra os subsídios ao desporto) e a "Rua" mais uma vez virá à rua na Madeira. A estratégia será apresentar desportistas deficientes, equipas femininas, jovens futebolistas não profissionais como as princípais vítimas da nova legislação que o "Continente quer impor à Madeira". Será a "Rua" a falar no entanto qualquer pessoa com o mínimo de testa sabe que actualmente não são esses os principais beneficiados com a actual política pelo que com a nova legislação não são eles os prjudicados mas os clubes profissionais.


quarta-feira, 18 de julho de 2007

Mudança pessoal e colectiva

Joana Martins in Diário de Notícias (Madeira)

15-04-2007


Apelo à mudança global


Nesta terra vale tudo. Valem as mentiras, os boatos, o maldizer, os engodos. Vale o denegrir de imagem a todo o custo. Vale a hipocrisia. Valem as cunhas, valem os tachos. E os responsáveis por tudo isto são, no final de contas, os premiados. Quando alguém bate-se honestamente pelas suas ideias, pelo que defende e ajudando os outros, com altruísmo, em vez do embate dos adversários ser frontal e honesto, recorre-se à mentira, ao "roer na casaca". Alimentam-se egos desmedidos. Recorre-se ao engodo. Recorre-se aos boatos nojentos e mentirosos. E o que faz muita gente? Acredita. Duvida. Põe em causa todo o trabalho dessa pessoa por causa do chamado "trabalhinho de sapa". É assim o povo português - afinal de contas, somos todos portugueses. Quando algo lhes toca, mexe-se. Doutra forma, quando algo toca aos outros, cruza os braços e não ajuda. E até fazem fila para ver a desgraça dos outros. Mas depois da asneira feita, queixam-se àqueles que não ajudaram quando foi preciso. E aqueles seguiram, onde estão quando precisam? Longe, preocupados com tudo menos com as pessoas... O que me leva a ter esperança são as excepções, como eu. São aqueles que não têm medo de ser quem são nem de defender aquilo em que acreditam. São aqueles que não se vendem por tão pouco. São aqueles que não inventam mentiras nojentas para tentar denegrir a imagem daqueles que não conseguem enfrentar, são aqueles que não são cobardes. Por isso, resta-me esperançar que um dia as coisas mudem. Que um dia aqueles que são honestos e frontais sejam premiados. Que um dia aqueles que não pensam apenas no seu umbigo não tenham medo da mudança. Que um dia a sociedade liberte-se do superficialismo, das mentiras, dos boatos, do maldizer e dos engodos. Que um dia as pessoas olhem para os outros tal como eles são e não pelo que "ouviram dizer". Que um dia haja mais igualdade para todos. Que um dia não existam escravos do dinheiro e dos poderosos. Se olharmos à nossa volta - sim, existe um mundo para lá desta Ilha - verificamos que tudo está a falir. As bases da nossa civilização estão a falir. Se continuarmos como até agora, vamos levar a Terra à ruína - e caímos com ela. Não será altura de mudar, de começar a edificar uma nova sociedade, mais aberta, mais justa? Não será altura de experimentar algo novo e quebrar com a corrente que nos arrasta? Não será altura de parar de alternar entre Governos sociais-democratas e socialistas, que já tiveram a sua oportunidade e não conseguiram mudar as coisas para melhor? Não será altura de equilibrar, de acabar com maiorias absolutas que só fazem mal à nossa Democracia, já por si só, frágil? Deixo aqui esta reflexão àqueles que questionam-se, como eu, e que se preocupam com o futuro. Não apenas com o deles, mas dos seus filhos e netos.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Incoerências


Guido Gomes in Diário de Notícias (Madeira)
Data: 28-05-2007


Parabéns à ACIF pela comemoração bem sucedida do dia do empresário, efeméride lançada em 2000 pelo Sr. Anthony Miles. Dos ecos das comemorações chamou-me a atenção mais um dos discursos "sem pés nem cabeça" do Presidente do Governo Regional. Segundo ele, a partir de agora são necessários estudos para sustentar as decisões relativas a obras públicas. Desta fantástica tirada quero sublinhar duas coisas: em primeiro lugar, parece que o senhor que governa esta terra quer reconhecer que o que andou a fazer nos últimos anos foi a "olhómetro" mas agora, sabe-se lá porquê, vai passar a exigir estudos - estou a imaginar que a consultoria vai passar a ser mais cara que as obras, dada a considerável capacidade de adaptação que alguns sabem demonstrar - ; em segundo lugar, é surpreendente que uma sala cheia de empresários bem sucedidos encolha os ombros num sinal de normalidade a afirmações desta natureza. Deve ser porque o Senhor (o do bolo) anunciou que vai privatizar tudo! Outra nota de um absurdo extremo: nas páginas do desporto, deste mesmo jornal, o Senhor Presidente do Governo considera que os clubes têm de ser rigorosos. Pois, o absurdo é que a falta de rigor foi imposta por ele próprio com as decisões estapafúrdias e imorais de financiamento escandaloso ao futebol profissional.


Gente sábia!.

domingo, 15 de julho de 2007

AJJ: visto de fora por um conterrâneo

Anónimo disse... in http://o-espectro.blogspot.com
Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

O pai da região


Infelizmente o Vasco percebe pouco das insularidades, apesar de adorar oa Açores, um paraíso ainda não muito conspurcado. O Dr. Alberto João Jardim, qual D. Corleone, é um homem sábio porque fez da sua (no sentido literal do termo) ilha uma terra de progresso. Como nasci lá, com um vago parentesco ao deputado Vieira de Castro (meu bisavô era sobrinho do malogrado deputado que mereceu a sua especial atenção), conheci as dificuldades dos indígenas locais como a emigração, a economia de subsistência, numa altura em que o turismo dava os seus primeiros passos. A Madeira e os madeirenses vivem, desde há 30 anos, num clima de efectivas melhorias económicas e sociais que a propaganda procura a atribuir ao Dr. Jardim e à sua governação. Há 30 anos que a oposição não tem hipóteses de ser qualquer coisa para além de oposição, apenas com as mordomias que gozam os seus deputados. O povo vive melhor, muito melhor desde que o PSD e o dr. Jardim se instalaram no poder. Como a legitimidade está no voto, o povo agradece e dá o seu voto a quem lhe tem proporcionado essa melhoria ou seja, ao dito cujo. Empresários, classe média (já existe uma importante classe média na região) que apoiam o regime e agradecem os favores do querido líder. Posto isto, que fazer?


De um seu admirador


José Maria Amador
12:45 AM

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Engenharias financeiras = endividamento encaputado

7/5/2007 16:29

O AJJ é um chantagista nato que faz da divisão entre Madeira e Portugal continental o sucesso da sua estratégia. Viu reduzido os apoios da UE mas virou-se contra os mesmos de sempre (Continente) pois sabe que politicamente tira dividendos desse conflito. Aliás, comporta-se como um beneficiário do rendimento mínimo que tivesse comprado um bom carro e com isso colhido a admiração da família (a qual ignora que recebe o rendimento mínimo). Perante cortes no "rendimento mínimo" vira-se contra a segurança social culpando-a por daquela maneira por em causa o seu novo estilo de vida (carro luxuoso). A Madeira neste momento tem cerca de 1800 milhões em dívidas de longo prazo. São pródigos em engenharia financeira. Constituíram empresas com capitais públicos (para fugir à lei do endividamento) mas nas quais não injectaram quase nenhum dinheiro, pelo contrário, usaram-nas para se endividaram junto da banca. São empresas que substituem o Governo Regional em investimentos públicos que se sabe não virem a ter retorno mas que o fazem como se isso viesse a acontecer. Daqui a 20 anos quando tiverem que pagar o capital o aval dado a essas empresas pelo Governo Regional será accionado e não sei como é que ele honrará os seus compromissos. As vias rápidas construídas por dinheiros da UE foram concecionados a privados. Da seguinte forma:(exemplo) a empresa vencedora entrega ao GR 500 milhões, em troca este paga a essa empresa 100 milhões por ano durante os próximos 10 anos. 500 milhões correspondem à dívida encapotada, 100 milhões aos juros dessa divida e os outros 400 milhões correspondem aos trabalhos de manutenção das vias. É só engenharias...é um jogo da pirâmide que mais tarde ou mais cedo vai desmoronar...os eleitores podem-se manipular mas as contas por pagar não. Infelizmente muitos de nós madeirenses não nos damos conta da forma como este "milagre económico" esta a ser feito!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Lei das Finanças Regionais

amsf said... in http://olhodefogo.blogspot.com

"porque quem sairá prejudicado são os madeirenses que menos têm"

Não concordo com esta afirmação...se o GR desejar manter-se no poder vai ter de sentar menos afilhados à mesa do orçamento e usar o muito dinheiro que ainda vai receber para manter um nível aceitável de investimentos públicos. Esse argumento faz-me lembrar aqueles clubes que para não perderem os subsídios públicos pegam nos atletas não profissionais (jovens, equipas femininas, atletas deficientes) e colocam-nos à frente das câmaras de TV a afirmar que serão os principais prejudicados com essa medida. Toda a gente sabe que quem beneficia com os milhões do GR não são os pequenos mas os grandes. Os "pequenos" ingénuos úteis são usados nestes situações tal como fez o Alberto João na discussão da LFRA ao pedir pareceres a instituições que ele sempre desprezou publicamente.

Sexta-feira, Novembro 17, 2006 4:23:00 PM

terça-feira, 10 de julho de 2007

EsquerdaRevolucionária perde grande comentador!

Pelo levantamento que fiz aos seus comentários neste blog (http://esquerdarevolucionaria.blogspot.com/ ) verifico que não perderemos grande coisa com a sua ausência.
Aliás, a maior parte dos seus comentários não estão listados abaixo até porque são anónimos. A sua estratégia é entrar muito educadamente e depois lançar a confusão anonimamente.


"Atentados à Liberdade de Expressão na Venezuela"
3 Comentários -
Administrador disse...
Estou Esclarecido!Um abraçoRoberto RodriguesCortar (d)a Direita
24 de Maio de 2007 15:07



"Amanhã começa a Convenção Nacional do Bloco de Esquerda"
2 Comentários -
Administrador disse...
Bons trabalhos! Por uma democracia plural!Roberto RodriguesCortar d(a) Direita
1 de Junho de 2007 22:12





"Lista de Louçã ganha Direcção do BE numa Convenção que aprofundou a Democracia Interna"
10 Comentários -
Administrador disse...
Ainda bem que correu bem!Discussão e divergência é sinal de vitalidade!Portugal precisa de Partidos democraticos fortes, para fazer frente a um PS, neo-liberal e que pelos vistos começa a ter "tiques" absolutistas muito perigosos!Fazen-me lembrar o PSD local.Um AbraçoRoberto Rodrigues
4 de Junho de 2007 16:12
normal



"Nota positiva a... António Carrilho, Bispo do Funchal"
9 Comentários -
Administrador disse...
Concordo!Começou muito bem!Espero que continue, a Madeira precisa dum Bispo coerente, e sem ligações políticas.Um abraçoRoberto RodriguesCortar (d)a Direita
10 de Junho de 2007 21:42





"RTP/Madeira promove Isidoro"
10 Comentários -
Administrador disse...
Caro Roberto Almada,Mais uma vez devo concordar contigo.Eu próprio tenho referido junto dos meus companheiros, o tratamento desigual, que alguns políticos e alguns partidos tem vindo a ter por parte da comunicação social.De facto estamos perante tratamentos desiguais por alguns jornalistas, e responsáveis editoriais, que usam a comunicação social e as suas influências no meio não em beneficio comum, mas sim no beneficio de alguns, sabe-se lá em troco do que!?...Um abraçoRoberto RodriguesCortar (d)a Direita
13 de Junho de 2007 15:14

Administrador disse...
Ao anónimo,Gostaria de lhe dizer, que nesta matéria só deveriam ser entrevistados os lideres dos partidos que aprentaram propostas, são os únicos com legitimidade para compararem propostas e para falar das vantagens das propostas que apresentaram.Quem não apresentou nenhuma só vai para disser que nenhuma é boa e pouco mais, tem simplesmente tempo de antena!.Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
13 de Junho de 2007 22:06

Administrador disse...
Sr Anónimo,Se raparou estiveram por cá dois Roberto's, a qual deles se dirigiu?Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
14 de Junho de 2007 16:02

Administrador disse...
Ao anónimo,Pois é!... o vesgo sou eu?!!A critica que é dirigida não é especifica ao Isidoro é também ao Baltasar, pois nenhum dos dois apresentou proposta alguma, que mereça o tempo de antena que tiveram.Percebeu?Sobre o resto dizer que esta administrador por omissão, pois não alterei, o que lá estava no Bloger. Percebeu agora?Roberto RodriguesCortar da Direita
14 de Junho de 2007 17:41



Roberto Rodrigues disse...
Mas na mesma obrigado, porque não tinha reparado nessa questão e assim já esta alterado.RR
14 de Junho de 2007 19:20



"Atacar as minorias, é fazer o jogo ao PSD..."
9 Comentários -
Roberto Rodrigues disse...
"Bananas, "Tomates"...!Que salada tonta é esta?!..."...os bananas do cds estão a ser comidos pelo pc à custa desta brincadeira e continuam a não dar importância, por arrasto vai o bloco...."Que alucianação é esta!? é de rir!...
15 de Junho de 2007 14:44
Roberto Rodrigues disse...
Já agora qual é o endereço electronico do tal blog do Coelho?
15 de Junho de 2007 16:28
Roberto Rodrigues disse...
Já sei, não é precisso arranjarem o endereço!Vou ler!Roberto Rodrigues
15 de Junho de 2007 17:07



"Amor com amor se paga..."
10 Comentários -
Roberto Rodrigues disse...
Nuno,De facto, no PS, temos é santinhos e virgens!...Parace que só na Madeira é que existe regabofe?!...Sera mesmo?!...Roberto Rodrigues
16 de Junho de 2007 20:01


"Alguns Deputados, ditos da Oposição, foram ao "Beija-Mão""
12 Comentários
Roberto Rodrigues disse...
Caro Roberto Almada, Vais ter de me aturar mais uma vez!Não posso concordar, com esta falta de sentido de Estado e de respeito pelas instituições democraticas!... não faz sentido!?Não se trata de um "beija mão" ou coisa semelhante!...Estamos a falar da posse dum governo, gostemos dele ou não.Em democracia temos todos de saber respeitar os resultados eleitorais, sendo que a tomada de posse dum governo é a entrega do poder conferido eleitoralmente pelo povo, aos que ganharam. E quem foi a eleições, e disputou as mesmas, tem de ter o respeito e a dignidade, de estar presente e de pelo menos nessa ocasião, marcar presença tal como marcaram presença no acto eleitoral. Todos fazem parte do jogo democratico e este acto faz também parte, é o inicio do confronto político entre a maioria que governa e a minoria que desde o primeiro dia é oposição a esse mesmo governo.E cumprimentar não faz mal a ninguém!Roberto RodriguesCortar d(a) Direita
19 de Junho de 2007 22:09
Roberto Rodrigues disse...
Ao Reguilha,Cuidado! Não disse que aquilo a que o sr. chama de "beija-mão" e que na verdade é cumprimentar os governantes emposados, seja obrigatório.Obrigatório é estar presente na sessão parlamentar que confere a posse aos membros do Governo.E não estar presente é uma falta de sentido de Estado.Esclarecido?!Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
20 de Junho de 2007 15:58


"Afinal o Novo Bispo também foi ao "Beija-Mão"..."
7 Comentários
Roberto Rodrigues disse...
Caro Roberto Almada,Com todo o respeito, não percebi esta!?...Criticas ao Baltasar, por não aparecer e bem! ao acto de hoje, sim senhor!.. Criticas ao Sr. Bispo por aparecer?!... Não concordo.É necessário distinguir as coisas, o Bispo do Funchal, tem no meu ponto de vista de ir a estes actos, porque ele representa os católicos madeirenses, esteve presente como de certeza se calhar estiveram os demais membros de confissões religiosas que não a católica.E digo mais, o Sr. Bispo teve o cuidado, de dizer que estava nessa cerimonia, porque era o seu dever estar presente na qualidade de representante máximo da Igreja Católica e que só nessa qualidade é que lá estava (isto foi dito aos microfones da Antena 1). Nada de confusões!...Sinceramente acho que este Post era escusado. Não é relevante. O relevante foi o discurso do AJJ, esse sim deve ser descodificado e analisado. Com tudo o blog é teu e claro o direito editorial não só eu que o vou por em causa.Um abraçoRoberto RodriguesCortar (d)a Direita
19 de Junho de 2007 21:56
Roberto Rodrigues disse...
Ao Bife com batatas fritas!???...É a sua opinião.Cabe-me a mim respeitar, simplesmente! Mas continuo achar que o Bispo fez bem em ir.Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
20 de Junho de 2007 16:45





"Baltasar baldou-se a um Plenário Obrigatório..."
26 Comentários
Roberto Rodrigues disse...
É faltando que ele vai combater o Jardinismo!...Brilhando pela ausência em momentos chaves que este "senhor" vai mudar a política na Madeira!...Triste daqueles que acreditaram neste PND!...Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
19 de Junho de 2007 21:42


"Até segunda-feira..."
18 Comentários -
Roberto Rodrigues disse...
Ao anónimo "homofobico",Não perecebo, esta sua preocupação repentina, com o que pensa o CDS, sobre isto????Mas julgo que as respostas as suas maldosas questões, já foram respondidas por cá, pelo que sobre isso pouco mais devo acrescentar.Só dizer ao anónimo "homofobico", o seguinte, não perca o seu tempo em tentar trazer a terreiro a mim ou outras pessoas quaisquer para discutir baboseiras manhosas, de quem ao abrigo duma capa de anónimato, pretende enfrentar, com as quais frontalmente não tem coragem das enfrentar, assumindo a sua verdadeira identidade.Comigo, garanto que não vai lá!Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
25 de Junho de 2007 23:15
Roberto Rodrigues disse...
A Joana,Logicamente que as questões da homosexualidade não devem definir quem é de direita ou não.As posições, sobre casamentos entre homosexuais, adopção por homosexuais, são temas, esses sim que podem ser reflectidos pelos Partidos.Sobre se o CDS deveria ser mais parecido com o PNR ou mesmo com o PND (eu acho que ambos PNR e PND são a mesma coisa), são muito diferentes do CDS. E se reparou a dias num debate com representantes dos 12 partidos concorrentes a CML, estes dois partidos atacaram fortemente o CDS, o que demonstra que o CDS é de facto muito diferente, que não é extremista como algumas pessoas e em espécial a esquerda quer fazer passar. O CDS não é homofobico e respeita as liberdades de todos os cidadãos. O CDS é um Partido doutrinário, mas não ideológico e muito menos um Partido que anda ao sabor do vento, como outros que se dizem do "centro".Mas a Joana julgo eu, sabe disto!...ou não?Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
26 de Junho de 2007 12:27
Roberto Rodrigues disse...
A Joana,OK!...As suas palavras justificam as minhas!...Continuações de boa navegação!...Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
26 de Junho de 2007 15:30
Roberto Rodrigues disse...
A Joana,Logicamente que as questões da homosexualidade não devem definir quem é de direita ou não.As posições, sobre casamentos entre homosexuais, adopção por homosexuais, são temas, esses sim que podem ser reflectidos pelos Partidos.Sobre se o CDS deveria ser mais parecido com o PNR ou mesmo com o PND (eu acho que ambos PNR e PND são a mesma coisa), são muito diferentes do CDS. E se reparou a dias num debate com representantes dos 12 partidos concorrentes a CML, estes dois partidos atacaram fortemente o CDS, o que demonstra que o CDS é de facto muito diferente, que não é extremista como algumas pessoas e em espécial a esquerda quer fazer passar. O CDS não é homofobico e respeita as liberdades de todos os cidadãos. O CDS é um Partido doutrinário, mas não ideológico e muito menos um Partido que anda ao sabor do vento, como outros que se dizem do "centro".Mas a Joana julgo eu, sabe disto!...ou não?Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
26 de Junho de 2007 12:27
Roberto Rodrigues disse...
A Joana,OK!...As suas palavras justificam as minhas!...Continuações de boa navegação!...Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
26 de Junho de 2007 15:30




"Homofobia: uma barbárie..."
16 Comentários
Roberto Rodrigues disse...
A minha opinião é a mesma da Sra. Maria.A escolha de duas pessoas do mesmo sexo de viverem juntos, implica que não existam filhos, por isso discordo da adopção por casais homosexuais. é do meu ponto de vista algo de muito complicado e para o qual a sociedade portuguesa não esta preparada, e acima do desejo do casal, estão os interesses das crianças e essas é dever nosso acautelar.Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
26 de Junho de 2007 19:17





"Trabalha, escravo!!!"
18 Comentários -
Roberto Rodrigues disse...
Bagão volta!Ainda dizem mal do Bagão Félix!?Espero que este Governo, não vá muito mais longe do que o Governo PSD/CDS, foram. Em matéria laboral este PS se aceitar isto, ultrapassa o inaceitável.Se é isto socialismo, o que é neo-liberal?!E ainda dizem que o povo tem de ter "medo" da direita!...Pois é!!!...Roberto Almada este sim, um bom tema para debate!Um abraçoRoberto RodriguesCortar (d)a Direita
27 de Junho de 2007 16:22
Roberto Rodrigues disse...
Ao Roberto Almada e a Maria,Desculpem mas não é verdade que no tempo do Bagão como ministro do trabalho ele tivesse proposto medidas tão radicais com estas, não é verdade!!Os empresarios das confeferações patronais é que queriam o que hoje novamente é apresentado por esta tal comissão.O Código do trabalho actual do tempo do B.F. é muito mais moderado porque o B.F. e o governo de então assim também o quiseram. Claro que é também evidente que os sindicatos deram uma ajudinha!E nada de confusões, este PS é que é verdadeiramente neo-liberal! O resto é coversa.Só estranho é que a contestação seja muito pouca da restante esquerda e de pela parte de alguns sindicatos, nomeadamente os afectos a UGT, lembrem-se que no anterior governo eram mais duros e por menos fizeram-se mais manifestações, greves e protestos. E agora quase que nada se faz!...É por ser este um governo dito "socialista", que "encolhem o rabo entre as pernas"?!... Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
27 de Junho de 2007 22:43
Roberto Rodrigues disse...
"Lapsos" de escrita:- Como;- confederações;- Conversa;- (de) - a mais!Perdoem!Roberto Rodrigues
27 de Junho de 2007 22:58
Roberto Rodrigues disse...
Ao anónimo que de anónimo já nada tem,Dizer-lhe o seguinte:Sobre a sua novidade do celebre plágio, olhe que por mais que repita isso por onde passe, de novo nada tem e a mim issos não me tira o sono.Sobre a sua patologia mental, vá tratar-se, o problema parece que piora de semana para semana. A sua fixação pessoal é tão chata que mais do que incomodar-me a mim, incomoda a quem nestes blogs estão a discutir coisas mais sérias e mais importantes do que o v.exa. pensa de mim.Ahhh, sobre a sua afirmação de "...plagiava artigos...", vai ter de provar que foram assim tantos, porque para a sua informação (mas sei que sabe),apontar supostos crimes e não provar que existiram é tão criminoso como o tal ou tais crimes de plágio!, que me imputa.Continue escrever essas suas palhaçadas no seu blog e deixe os outros em paz. Mas não esqueça! Vá ao Médico!...Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
28 de Junho de 2007 10:09
Roberto Rodrigues disse...
Ao anónimo conhecido!Olhe!...1. De facto esta sua magnifica "dissertação" só dá vontade de rir!... Deixar de sair de casa???... Deve ser que o seu "espelhinho magico" de onde v.exa. vê tudo!... deve estar partido!?...2. Esqueça que existo, acredite vai fazer-lhe bem. Pela minha parte pode ter a certeza por cá não lhe vou dar mais resposta. Não merece que perca o meu tempo consigo, não vale a maçada! Trate-se!Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
28 de Junho de 2007 12:13
Roberto Rodrigues disse...
Ainda ao Anónimo conhecido!,Sobre o tal plágio de que tanto gosta de falar recomendo que vá ao meu blog ler o que já escrevi sobre isso. Ao contrario de tantos outros eu assumi o meu erro e resolvi com quem de direito o assunto. Por isso é v.exa. escusado de me julgar.Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
28 de Junho de 2007 12:26
Roberto Rodrigues disse...
Ao Anónimo desconhecido,Embora não tendo pedido a autorização devida, digo-lhe que pela minha parte e atendendo ao pretendido ao colocar este texto cá, não coloco nenhum entrave e agradeço-lhe te-lo colocado.Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
28 de Junho de 2007 17:33
Roberto Rodrigues disse...
Ao amsf,Mas alguém pronunciou as suas "letrinhas"?Quem se "pica"...!O quer também protagonismo nesta novelinha?!RR
29 de Junho de 2007 13:49



"A César, o que é de César..."
4 Comentários -
Roberto Rodrigues disse...
A Sra. Guida Vieira,Só gostaria de lhe dizer que concordo plenamente consigo.Da direita a esquerda sempre existiram pontos de vista e propostas comuns. Con certeza a abordagem e o olhar dessas propostas serão de certeza diferentes, mas visam quase sempre o mesmo objectivo. O bem comum.Só tenho é pena que na blogoesfera continuem a aparecer pessoas (e eles pensam que nós não sabemos quem são), que ao abrigo do anónimato, que vem denegrir o nosso trabalhos, difamar para nós desacreditar.Temos é de ser mais fortes, eles sabem que quanto mais fortes for-mos, eles desaparecerão, pois o povo os vai colocar no seu devido lugar.Força, a democracia e a Madeira precisa de todos os que honestamente fazem política nesta terra, sejam eles de esquerda ou de direita.Cumprimentos.Roberto RodriguesCortar (d)a Direita
30 de Junho de 2007 21:59
Roberto Rodrigues disse...
Quanto ao tema do Post,RA,Não considero plágios algumas propostas que surgem de alguns partidos que apresentam propostas iguais a de outros. Eventualmente poderão chamar-lhe propostas oportunistas!?....Não sei bem!??...Mas que por vezes alguns caem no ridículo de defenderem exactamente a mesma coisa de outros, há isso é verdade!...É ridículo, porque o ponto de vista da esquerda é a partida sempre diferente da direita, por isso não estando em causa o fim pretendido, há de facto propostas copiadas e defendidas, de forma identica, o que demontra que por vezes existem tentativa de oportunismo para não ficarem ultrapassados. Enfim faz parte do jogo político!Roberto RodriguesCortar da DireitaP.S. Espero que este esclarecimento da minha posição torne verdadeiramente clara a minha posição sobre esta matéria, alvo de interrogações por parte de algumas pessoas, que por mail,transmitiran-me que não perceberam o que quis dizer a Sra. Guida Vieira.
3 de Julho de 2007 17:08


Os comentários que despoletaram toda esta novela podem ser vistos neste post: