quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Homenagem


Não morreu no gabinete!
[Ao contrário do que afirma a notícia abaixo ele foi apanhado por uma derrocada que o atirou para o abismo!]




Juvenal Carvalho escorregou na levada quando tentava reparar conduta

Presidente da Junta das Achadas da Cruz sofre queda fatal

O presidente da Junta e Freguesia das Achadas da Cruz, Juvenal Carvalho, morreu hoje em consequência de uma queda sofrida quando procedia à reparação de uma conduta de fornecimento de água rega.
Data: 28-02-2008

Ao que o DIÁRIO apurou junto do presidente da Câmara Municipal do Porto Moniz, Juvenal Carvalho, de 73 anos, terá caído de uma altura entre 140 a 160 metros após ter escorregado na levada. O autarca estava acompanhado por pelo menos um dos dois funcionários destacados pela manhã para repor o abastecimento de água que foi cortado na sequência de uma quebrada ocorrida na semana passada. Os Bombeiros Voluntários de São Vicente e Porto Moniz já resgataram o corpo. Assistiram ainda um funcionário da junta que presenciou o acidente.

Especial na TSF às 16 horas com todas as informações disponíveis sobre este caso, que será desenvolvido na edição impressa de amanhã do DIÁRIO.
Raul Caires

in DN (Madeira)

Prognóstico reservado

Roberto Gomes disse... in http://urbanidades-madeira.blogspot.com/

O Presidente do Governo Regional da Madeira mais uma vez mostra-se na sua essência: um verdadeira materialização da intolerância e de uma profunda ignorância democrática. Apesar de eu não ser um perito da interpretação da língua portuguesa, a pretensa queixa apresentada no Ministério Público pelo Presidente do Governo, tem tanto de anedótico quanto de preocupante. O subscritor da missiva publicada no DN-Madeira apesar de não ofender explicitamente nem directamente ninguém, espelha a desconfiança generalizada que muitos madeirenses têm da polítiquice e caciquismos monumentais que traduzem estes 30 anos de jardinismo. Aliás há bem pouco tempo, a deputada da maioria Sara André enfatizou os mesmos problemas, algumas mesmas adjectivações (numa espécie de acto de contricção), mas nem por isso o Presidente do Governo se insurgiu. Aliás até elogiou-a, e certamente não foi pela sua carinha "laroca"...Este acto do Presidente só pode ser encarado como um desepero. Pois no mínimo revela uma incongruência gritante. Quem adjectiva grotescamente os outros, como já fez e faz o membro do Conselho de Estado -Alberto João Jardim- e depois aflige-se como virgem ofendida com a publicação do tal texto, só pode ser "qualquer coisa" qualificada com o prefixo IN...Por favor, faço um apelo aos assessores de imagem do nosso (ainda) Presidente do Governo para que atentem aos seus actos. Pois com comportamentos destes desprovidos de senso, só adensa o prognóstico de que o homem, para além de não ter mão no "polvo" que criou, parece que com estes tolos protagonismos já vive num mundo virtual...Ajudem-no!

27 Fevereiro, 2008 19:53

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Reincidente solidário !

Na sequência desta notícia desafio aqueles que enchem a boca com o termo liberdade e outros que tais a publicar a "Carta do leitor" em causa. É preciso mostrar que a sociedade cívil não receia este tipo de ameaças e tornar difícil qualquer perseguição político/judicial.



Política
Jardim manda investigar leitor do DIÁRIO
Data: 27-02-2008

Uma 'carta do leitor', assinada por J.B. Côrte e publicada na edição de ontem do DIÁRIO de Notícias da Madeira irritou o presidente do Governo Regional. Alberto João Jardim alega estar perante "um contínuo lançamento de suspeições e insinuações não concretizadas e fundamentadas", pelo que o Governo Regional, "absolutamente incompatível com este tipo de miserável estratégia política", apresentou mais uma diligência junto do Ministério Público. Na missiva enviada ao Procurador-Adjunto da República no Tribunal do Funchal, Jardim solicita ao Ministério Público que "se digne mandar proceder às averiguações justificadas pelo conteúdo do texto, o qual indicia estar o seu autor na posse de conhecimento de situações ilícitas". Contudo, o líder madeirense admite que o autor possa ter recorrido a um mero artifício demagógico para derramar suspeitas e acusações generalizadas, o que na sua óptica "constitui ilegalidade que corresponsabiliza os responsáveis pelo referido diário". O DIÁRIO só publica cartas devidamente identificadas e não publica textos de origem desconhecida.

Ricardo Miguel Oliveira in DN (Madeira)

J. B. Côrte in DN (Madeira)

Mentir, gamar e 'chupar'
Data: 26-02-2008


As águas mansas do arrependimento começam a arejar consciências. Aquele que, implicado com o poder, nunca mentiu, nunca gamou e nunca chupou "que atire a primeira pedra". Perceberam já na corte o saque ao erário público que os plebeus já apregoam há anos. O comum madeirense já olha com indiferença o gamanço que se banalizou: gamar, mentir e chupar é já prática normal e quem não entra neste jogo é um pária. Como imaculado político do gamanço tarda em aparecer, atirem então a segunda pedra com força, peso e medida de forma a atingir os intocáveis gamões antes que o tempo os esqueça e antes que emigrem para o Brasil. O mínimo que se exige dos gamões é a devolução ao povo de tudo o que foi gamado do erário público nestes últimos anos. Devolvido o devido comecemos do zero. A partir dessa altura, a classe política será vista, pela população em geral, como uma classe altruísta, séria e honesta ao serviço das pessoas. Do zero chutaremos do poder o joio que embrulha os outros no embrulhado embrulho enovelado das leis para benefício próprio. Do zero, chutaremos o joio excessivamente racional que racionaliza tudo em números e mais números e mais (…). O joio que racionaliza tudo em previsões de forma a dominar os outros, adivinhar e determinar o futuro. Regras e produtividade, mas com dignidade. A corrupção é uma tentação, algo que vem de fora do sujeito e, não encontrando "barreiras internas", o corrompe. Como uma doença que rói o corpo de sistema imunológico debilitado a corrupção tem de ser tratada como uma doença da atitude. Não leis, códigos de ética, lei de incompatibilidades, punição que curam essa atitude doente. Exige um "tratamento" a outro nível, um "mergulho interior" e vassalagem a uma Entidade Superior. Exige admitir a futilidade do ser humano perante o universo. Futilidade na imensidão do espaço e futilidade na intemporalidade do tempo. Exige a consciência de uma dimensão longe da terra lamacenta e longe da carne putrefacta. Exige "ferramentas impalpáveis" de luta contra as tentações e que funcionem como anjos de espada em punho na defesa da dignidade humana. O "tratamento" para a corrupção não está nos consultórios convencionais nem nas leis em geral. Está na descoberta interior e também na aberta para o reconhecimento do outro como um ser diferente e inigualável. O "tratamento" para a corrupção está, ou deveria estar, nos locais de culto, independentemente do credo. A atitude crítica apoiada na e com o auxílio dessa Entidade é essencial para alcançar as "ferramentas de protecção". Despertar consciências, entorpecidas e anestesiadas pelas "ondas banalizadoras" e pelas manipulações que inevitavelmente invadem o indivíduo e desperta nele a sede pelas coisas da terra e pelas coisas da carne, é um imperativo social. Muitos mestres, e o Mestre em especial, alumiaram.. O apelo do contributo de todos para a construção de uma sociedade melhor, foi um golpe cruel na dignidade de todos os que deram o exemplo de honestidade nesta terra e que estiveram à margem do gamanço nestes últimos anos. Quem, que em plena consciência, não deu e dá esse contributo? É um dever e é um direito. Esse apelo visou atirar areia para os olhos de quem?A procissão ainda vai no adro. Poeiras de mudança pairam no ar, e porque sopram ventos muito fortes, teimam em não assentar no doentio paradigma existencial. Quantos cordeiros serão ainda necessários sacrificar para que cada ser humano desta pequena e linda terra não tenha a necessidade de atirar mais uma pedra seja lá para quem for? ...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O perigo do unanimismo !

Miguel Fonseca in DN (Madeira)

"Planta-se vinho!"
Data: 31-07-2007


Numa terra distante, um homem plantou uma cerejeira. Em chegando o tempo, vendeu as cerejas na festa da terra e ganhou muito dinheiro. Os vizinhos, perante o sucesso, plantaram cerejeiras, e, claro, passado um tempo, ficaram todos na miséria porque a oferta fez baixar os preços. O homem da primeira cerejeira dedicou-se então ao cultivo de morangos. E todos plantaram morangos e todos ficaram pobres, e os ciclos foram-se repetindo até que o homem plantou, numa leiras lá nos confins, umas parreirinhas que ninguém soube. E chegando as festas, teve sucesso na venda do vinho. E foi lindo de ver na reunião seguinte dos vizinhos, no centro da aldeia. Quando o homem mais velho pediu ideias para ultrapassar a fome que atingia os mais pobres, alguém sugeriu:- Planta-se vinho! - E todos fizeram coro, embriagados "planta-se vinho"! Isto faz-me lembrar um certo partido. Alguém lançou a questão do défice democrático. E todos seguiram a deixa. E veio a eleição e perderam. Alguém disse: "faz-se como o PPD, fala-se de Autonomia". E todos falaram de Autonomia. E veio as eleição e perderam de novo. Então alguém disse: "e se fizéssemos como eles, e disséssemos mal de Lisboa"? E todos aplaudiram e todos dizem mal do PS de Lisboa. E veio o acto eleitoral… e… e… e. (E se aplicassem o seu programa e vissem o mundo com os seus próprios olhos e não com os óculos dos outros). Portanto, a palavra de ordem hoje no PS-Madeira é: - "Planta-se vinho!". (É um embriagamento colectivo. Cuidado com a ressaca!).

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Este tipo de gente também vota !

Cuidado! Este tipo de gente vota! E ... são eles que elegem os POLITICOS. Não sei de que se queixam .....

-Um meu conhecido comprou um frigorífico novo e para se livrar do velho, colocou-o em frente do prédio, no passeio, com o aviso: "Grátis e a funcionar". O frigorífico ficou três dias no passeio sem que ninguém se interessasse em o levar. Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom de mais para ser verdade e mudou o aviso: "Frigorífico à venda por 50,00 €". No dia seguinte, tinha sido roubado! Cuidado! Este tipo de gente vota!


-Ao visitar uma casa para alugar, um meu amigo perguntou à agente imobiliária para que lado era o Norte, porque não queria que o sol o acordasse todas as manhãs. A funcionária perguntou: "O sol nasce no Norte?" Quando o meu amigo lhe explicou que o sol nasce a Nascente (aliás, daí o nome e que há muito tempo que isso acontece!) ela disse: "Eu não estou dentro destes assuntos". Ela também vota!


-Um meu conhecido trabalhou durante uns anos num centro de atendimento a clientes em Ponta Delgada - Açores. Um dia, recebeu um telefonema de um indivíduo que perguntou qual o horário do centro. Ele respondeu: "O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana." O cliente perguntou: "Pelo horário de Lisboa ou pelo horário de Ponta Delgada?" Para acabar logo com o assunto, o meu amigo respondeu: "Horário do Brasil." Este também vota!


-Um colega e eu estávamos a almoçar no self-service da empresa, quando ouvimos uma das assistentes administrativas falar a respeito das queimaduras de sol que ela tinha, por ter ido de carro para a praia. Estava num descapotável, por isso, "não pensou que ficasse queimada, pois o carro estava em movimento." Ela também vota!


-Uma minha conhecida tem uma ferramenta salva-vidas no carro, para cortar o cinto de segurança, se ela ficar presa nele. Ela guarda a ferramenta no porta-bagagens! A minha conhecida também vota!


-Uns amigos e eu fomos comprar cerveja para uma festa e notámos que as grades tinham desconto de 10%. Como era uma festa grande, comprámos 2 grades. O funcionário da caixa multiplicou 10% por 2 e fez-nos um desconto de 20%. Ele também vota!


-Saí com um amigo e vimos uma mulher com uma argola no nariz, ligada a um brinco, por meio de uma corrente. O meu amigo disse: "Será que a corrente não dá um puxão cada vez que ela vira a cabeça?" Expliquei-lhe que o nariz e a orelha de uma pessoa permanecem à mesma distância, independentemente da pessoa virar a cabeça ou não. O meu amigo também vota!


-Ao chegar de avião, as minhas malas nunca mais apareciam na área de recolha da bagagem. Fui então ao sector da bagagem desaparecida e disse à funcionária que as minhas malas não tinham aparecido. Ela sorriu e disse-me para não me preocupar, porque ela era uma profissional treinada e eu estava em boas mãos."Agora diga-me, perguntou ela... o seu avião já chegou?" Ela também vota!


-À espera de ser atendido numa pizzaria observei um homem a pedir uma pizza para levar. Ele estava sozinho e o empregado perguntou se ele preferia que a pizza fosse cortada em 4 fatias ou em 6. Ele pensou algum tempo, antes de responder: "Corte em 4 fatias; acho que não estou com fome suficiente para comer 6 pedaços." Isso mesmo, ele também vota!

Pois votam! E provávelmente alguns chegam a presidentes de câmara e a deputados!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Deus ao serviço do marketing político !

Mário Mascarenhas Alencastre in DN (Madeira)


Deus
Data: 31-07-2007


Goste-se ou não, os Estados Unidos da América continuam a ser o país mais rico do planeta. A presença de Deus verifica-se na própria moeda, o dólar, onde está escrito "confiamos em Deus". Qualquer presidente, não importa a sua própria religião, ao fazer um discurso à nação, ao povo americano, termina sempre: "Que Deus abençoe a América". Nenhum político, candidato a um lugar público, inclusive a Presidência da República, declara ser ateu, agnóstico. Os americanos não o elegem (ao contrário de Portugal!!). Existem inúmeras religiões, seitas, algumas até bizarras. Contudo, Deus está sempre presente nos americanos, seus políticos e líderes. Vejamos Portugal. Alguma vez ouviram Presidente de Câmara, Primeiro-Ministro, Presidente da República dizer "Que Deus abençoe Portugal"? Nunca ouvi. Na América existe separação Religião - Estado há mais anos que Portugal, mas nenhum político tem vergonha, receio de invocar DEUS. Em Portugal é TABU. Penso e acredito que qualquer sistema político-económico onde Deus é "esquecido" não terá sucesso, êxito, apenas questão de tempo. Vejam o que aconteceu na Europa de Leste. Os portugueses, na sua maioria, pedem ajuda, invocam Deus para os seus problemas, doenças, aflições. Porque é que os nossos políticos e líderes não o fazem publicamente, para Portugal e a sua população? Responda quem souber.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Obsessões de quem não tem espelho!

Martins Júnior in DN (Madeira)

Sócrates não dorme
Data: 29-07-2007

Lembram-se daquele tempo (há uns 20-30 anos) em que manhã sim, tarde sim, o inveterado vigia da Quinta perdia o tino e deitava língua e olhos de fora contra Machico e contra o signatário, o que motivou larachas como estas: o homem está obcecado por Machico, a família Martins é a sua macabra obsessão?... Dizia-se mais: o vigia da quinta dorme com os dois émes - Machico e Martins - debaixo do travesseiro. E a obsessão tornou-se quando o homem descobriu que lá em casa vivia com família também Martins, comia com ela à mesa e dormia com ela na cama. Obsessão sem limite e sem cura, como um incesto. Passadas duas, três décadas, vem agora o inveterado herdeiro da Quinta armar o simiesco traje e repetir a mesmíssima imprecação: "Sócrates anda obcecado pela ilha, a sua obsessão é a Madeira". "Digam lá, ó sábios da Escritura/Que segredos são estes da natura"? --- Perguntaria Camões. E o povo responde: Não há mestre como o Tempo…Cá se fazem, cá se pagam… Mas coitado de José Sócrates. Não mastiga, não pára, não dorme com esta obsessão. Também não responde. Só treme de suores frios. Dizem que, numa das últimas reuniões de Primeiros-ministros europeus, Sarkozy foi dar com Sócrates debruçado em cima dos 10.368.099 km do "minúsculo" mapa da Europa, desmaiado e lívido perante os "gigantescos" 700Km da ilha do senhorio. Durão Barroso deixou logo de lado os problemas das potências europeias e segredou a Sócrates aquilo mesmo que dissera alguns anos antes quando em Lisboa ouviu as atoardas do vigia: "Eu já passei por isso… Não se agaste, homem. É preciso muita paciência para ser líder deste partido PSD". Sócrates não pensava noutra coisa aquando da grande cimeira Europa-Brasil e não se conteve. Pegou no braço do presidente Lulu da Silva: " Tome cuidado com esse rato chamado Mickey e a antena traseira que ele traz feita de autoclismos cromados que enrolam toda a ilha e vai agora enfiar o focinho sanhudo para vender retretes mil no seu Brasil. Cuidado com ele!" … A sala tremeu! Sócrates não dorme. Desde que foi anunciada para Dezembro a cimeira africana, anda de binóculo debaixo do casaco e até já foi surpreendido no alto da gávea das naus a olhar o infinito: Adamastor? Robert Mugabe? … Não, não - balbuciou transido de medo. O que me assusta é um "Idi Amim" pintado de branco que dizem estar na ilha, em cima da muralha. Sócrates não dorme, com a obsessão da lagoa da quinta e do olheiro da horta mas também não responde. E é isso que lhe enfurece o umbigo (do tamanho do mundo) e o põe a fumegar e a deitar lava de entulho. Enfim, Sócrates só respondeu e só se lembrou do nome do umbigo do olheiro quando falou do aborto...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A travessia do deserto não faz mal a ninguém!

Miguel Fonseca in DN (Madeira)

'Código de conduta'
Data: 25-07-2007

Lembram-se do célebre "Código de Conduta" do "Novo PS" - plágio do "New Labor", no "Novo PS" de Gouveia tudo é imitação, o seu incongruente programa é um conjunto de plágios doutrinais incoerente e desestruturado - lembram-se? Pois ele aí está outra vez nas declarações que João Carlos Gouveia tem feito à comunicação social. Quem não concordar com ele, deve afastar-se, diz, ele que nunca concordou com as sucessivas direcções do PS e nunca se afastou nem foi afastado. Fernão Freitas é autonomista de uma determinada forma que não agrada a João Carlos Gouveia? Pois que se afaste! Duarte Caldeira denuncia o sombrio processo que levou à "eleição" de Gouveia? Afaste-se também. Mas quem é que João Carlos Gouveia julga que é, que passado socialista que se recomende, que visão de pluralismo tem para decretar quem deve ou quem não deve estar no PS? No PS, nenhum socialista é dispensável, nem Fernão, nem Caldeira, nem Trindade, nem Mota, nem Serrão, nem Gil, nem seja quem for. Que João Carlos Gouveia não tem idoneidade democrática para liderar o PS, isso é óbvio. Aspirante a ditador sem doutrina, autocrata sem rumo, tiranete sem domínio, logra alcandorar-se à posição máxima de um partido graças a jogadas de bastidores e ao arrepio das mais elementares regras democráticas e pretende ditar a quem é quem. Também eu discordo da visão autonómica de Fernão Freitas e ele discordará da minha; também eu discordo de uma visão integrista de Portugal e das suas regiões insulares e continentais, assim como o separatismo que gera a amputação da identidade, mas há uma coisa que tem de reconhecer-se em Fernão Freitas: tem ideias e sabemos quais são. E João Carlos Gouveia, que ideias tem? É autonomista? É a favor do "Integralismo Lusitano", de uma visão Integrista do País? Ninguém sabe. E ele, sabe? O que estas atitudes destemperadas de João Carlos Gouveia mostram à saciedade é que ele, que foi imposto pelo aparelho, não é o líder que o PS precisa porque pura e simplesmente não tem a capacidade de fazer a síntese da pluralidade de opiniões que formam um partido como o PS. As pessoas têm o direito a mudar. Ao que não têm direito é fingir que mudaram para servir-se de estruturas políticas para impor programas que nada têm a ver com essas organizações. João Carlos Gouveia pretende esvaziar o Congresso do PS para decidir tudo na Convenção. Tudo o que for decidido nessa Convenção não tem validade estatutária, porque quem decide a vida do PS é o Congresso. A Convenção socialista tem apenas carácter temático, não programático. Mas João Carlos Gouveia manda os estatutos às malvas e aplica informalmente o seu "Código de Conduta", declara o "Estado de Sítio" e proíbe a divergência; 'ab roga' o Congresso e impõe a Convenção. O PS não é o PRD. Aos 80% de socialistas que não apoiaram João Carlos Gouveia, apelo, desde já, à resistência.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Jogos de guerra !

Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008
Andesman in http://opalanegra.blogs.sapo.pt/

GUERRA E FICÇÃO

Há quem promova guerras de pólvora seca inventadas à sua medida, para depois dizer que as ganhou.

Há quem fale constantemente que a sua terra está a ser atacada.

Há quem invente que ele e seu povo estão debaixo de fogo.

Há quem peça à Marinha para invadir o seu território.

Há quem fale tanto de guerra, e nunca tenha estado numa zona operacional, ou debaixo de fogo real.

Há quem sempre a puxar para a fanfarronice, inicie sucessivas guerras e depois tenha que levantar a bandeira branca. E apesar disso continue a cantar vitória.
Todas as guerras de Gonçalves jardim são palacianas, todo o seu conhecimento guerrilheiro, limita-se à Acção Psicológica do tempo da guerra colonial, que já afirmou ter-lhe sido muito útil na política.
É neste contexto que o senhor Gonçalves Jardim, se deslocou há dias a Lisboa, pela segunda vez desde que está no poder, numa situação idêntica à de Egas Moniz, embora por razões muito menos nobres.
A primeira vez que se deslocou ao "rectângulo", com a corda ao pescoço, foi no tempo do governo do Bloco Central.
A sua política tinha levado a Região à beira da bancarrota (o senhor Gonçalves Jardim dizia, ruptura financeira), Gonçalves Jardim implorava a Ernâni Lopes 1 milhão de contos com a máxima urgencia .
Gonçalves Jardim confessou mais tarde, ter sido o momento mais difícil da sua governação, que nem conseguia dormir, pois já nem dinheiro tinha para pagar à Função Publica. Ernâni Lopes não estava de acordo, valeu a intervenção de Mário Soares.

Ernâni Lopes o austero Ministro das Finanças, elogiado pelos ingleses pelo seu rigor, exigiu que Gonçalves Jardim lhe levasse as contas da Região para análise.
Ernâni Lopes adiantou-lhe um milhão de contos por conta das transferências do OE do ano seguinte; mas as contas foram expostas até na TV e Gonçalves Jardim nunca perdoou a Ernâni Lopes a humilhação.
As eleições antecipadas, foram justificadas perante o povo, serem para combater esse perigoso "general" inimigo, que se disfarça sob o nome de filósofo grego, e que sitiara a sua terra com uma força militar especial; a LFR.
Pouco depois das eleições, já os chefes "militares", do seu monolítico exército diziam, que nunca esperaram que a antecipação das eleições resolvesse o "garrote" imposto pelo cerco da LFR.
Em mais uma acção de Acção Psicológica, o senhor Gonçalves Jardim, engana mais uma vez o seu povo. Estraga o calendário daqueles que afirmaram extemporâneamente, terem como objectivo ganhar as eleições regionais já em 2008. Como se sabe, o senhor Gonçalves Jardim é um viciado no poder; aproveita o momento emocional que causara ao povo, reforça e prolonga o seu poder até 2011.
Nesta "guerra" o mestre da Acção Psicológica, enfrenta o experiente "general" Teixeira dos Santos, que ao contrário dos seus antecessores Campos e Cunha, Miguel Cadilhe, Catroga, João salgueiro, Constâncio e outros, além de equivalente competência técnica, entende ainda as manhas da política.
Como em tudo neste mundo e nesta vidinha que nos deram; há crédulos e incréus. Eu pertenço aos segundos, sou do tipo S.Tomé.
Há quem ainda acredite que o senhor Gonçalves Jardim pode ainda mudar e tornar-se um pacifista das suas próprias guerras psicológicas.
Ora esta paz é mais fácil de sabotar do que a paz Israelo-Árabe, em que cada uma das partes, não só desconfia da outra, como não acredita vir a cumprir a sua parte.


Se hipotéticamente o senhor Gonçalves Jardim conseguisse tudo o que quer, nem precisaria de chegar às eleições e voltaria "à pedra", mandando a paz às urtigas, promovendo mais uma guerra para mostrar que é indomável e que o "rectângulo" é inimigo do "Povo Superior" e que só ele é a salvação.
Se nestas negociações não conseguir "solidariedade" que para si é uma estrada de sentido unico, receber: a guerra segue de imediato.
Guterres quando foi PM, além de de transferir para a Região o que era de lei, ainda pagou 75% da dívida regional, qualquer coisa assim como 160 milhões de contos, segundo a imprensa da época. O senhor Gonçalves Jardim já nem conseguia sequer, pagar o que chamava serviço da dívida ou seja; os juros.
Os agradecimentos do senhor Gonçalves Jardim, são conhecidos: por antecipação, quando Guterres era apenas secretário-geral do PS, chamou-lhe tonto. Depois, e apesar da "solidariedade" de 160 milhões; aldrabão, vigarista e mafioso.


Nas eleições regionais seguintes, não podendo acusar o governo central, o PS e o PS-M de inimigos; o senhor Gonçalves Jardim, pede aos madeirenses todos mesmo áqueles que nunca tinham votado nele, que dessa vez votem, que é o seu ultimo mandato.
O crédulo povo acreditou e votou, e o senhor Gonçalves Jardim continuou no lugar até hoje.

Diz o povo que dizem ser sábio, que "burro velho não aprende línguas". Depois não é a caminho dos 70 que um homem muda.
publicado por Andesman às 21:37



sábado, 9 de fevereiro de 2008

Memórias do arco autonómico

james dean in http://www.thinkfn.com/forum/viewtopic.php?t=12794
Colocada: 2008-02-07 18:03

Assunto: os homens nascem descalcos e devem morrer calcados

Nasci no ano em que comecou a segunda guerra mundial, 1939, numa freguesia do norte da Madeira. Quando fui para a escola com 7 anos, ninguem usava sapatos e eu sim. Nao havia electricidade na vila, e eu tinha um gerador. Nao havia frigorificos e eu tinha um a petroleo. Nao havia radio e eu tinha. Nao haviam casas de banho, e eu tinha com duche e agua quente. Cresci com os meus colegas de escola, que aos 1o anos iam trabalhar para o campo, descalcos, e esfomeados, comendo por vezes so os produtos da terra, batatas e couves, sem dinheiro para o pao. Lembro-me de muitos, mais inteligentes que eu, que tiveram de emigrar aos 15 anos para a Africa do Sul. Lembro-me de nos anos 1940, passear num Pontiac descapotavel do meu pai, enquanto as criancas corriam ao lado do carro. Lembro-me da injustica que era, de os proprietarios das terras, se deslocarem em redes, transportados por muitos kms pelos trabalhadores. Lembro-me de criancas irem ao mar buscar agua, para as maes fazerem as sopas, pois nao havia dinheiro para comprarem o sal. Lembro-me do padre da vila, tio do Alberto Joao, correr da igreja as mulheres que se via o tornozelo. Lembro-me do padre dizer na igreja que quem votasse no general Humberto Delgado, iria logo para o inferno. Lembro-me que nao havia medico, nao havia transportes...e havia muita fome. E porque me lembro disto tudo, logo eu que tive tudo? Porque a minha vida foi marcada pela infancia,e deixei de pactuar com a injustica, a falta de liberdade. Ainda me lembro do padre, a referir-se a mim, no sermao da igreja, dizer que eu estava possuido de ideias internacionalistas. Vim para Lisboa, onde havia pessoas calcadas, melhor vestidas, mas nao havia liberdade. Nunca fui politico, no strictus sensus, mas com a minha revolta combati o fascismo. Fui preso no forte de Caxias, em cela debaixo da terra, com a humidade a brotar das paredes. Tive como colega de cela, o Mario Sottomayor Cardia, que havia de ser ministro da educacao. Estou a ve-lo depois de um interrogatorio em que lhe partiram os oculos e deslocaram a retina, entrar na cela, sem ver, mas sem um lamento. Fui expulso da faculdade por 3 anos nas greves academicas de 62, depois de ter feito a greve da fome. E porque me lembro agora disto tudo e transporto para voces este meu desabafo? So porque, as desigualdades sociais se alargam, porque ha fome escondida, porque nao acredito nos politicos, e porque pelo menos tenho liberdade, que entao nao tinha, de gritar bem alto, todas as injusticas que observo. Felizmente quando as pessoas morrem, ja nao sao enterradas descalcas.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Uma terra sem espelhos !

Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)
Que descaramento, este
Data: 18-07-2007

Não costumo fazer comentários hás opiniões livremente expressas ainda mais quando são certas pessoas que nem merecem que se lhes dê importância pelas suas práticas tendenciosas e ideias de regime totalitário, porém existem disparates que pela sua enormidade não podem passar sem um comentário até para que as pessoas menos atentas às demagogias de certos políticos possam usar um padrão de comparação. Esta introdução tem por fim comentar o artigo de opinião do Senhor Deputado Guilherme Silva no seu artigo de opinião de 15/7/07 "Que Democracia esta !?" onde a um dado passo se interroga " que país é este onde tudo se passa impunemente? Será Cuba de Fidel (ou Raul) de Castro ou o Zimbabwe de Mugab!?" O senhor deputado já vive à tantos anos no Continente graças ao, ia a dizer "tacho" mas é emprego, que o PSD-M lhe concedeu na A:R que até se esqueceu do regime político que se vive na Madeira, se não, não teria o descaramento de questionar a democracia no rectângulo português. Ou será que tem estado a passar férias na Lua?Então não sabe que tem o mesmo governo na Madeira há 30 anos que controla todas as instituições, desde o desporto hás casas do povo passando pelas Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia que têm que ser do seu partido se não aparece logo um estrangulamento financeiro? Não sabe que se trata a oposição na Madeira como se fossem filhos de um deus menor sem sequer terem direito a falar para denunciar, o que eles consideram certos abusos de poder com a passividade do Senhor Presidente da A.L.M., esquecendo-se que estes são a voz do povo que não votou PSD? Sabe que nesta terra até queremos estar acima da lei, não respeitando uma lei Nacional referendada pelo Povo Português, (Interrupção Voluntária da Gravidez) prejudicando sempre as mulheres mais desfavorecidas que não têm possibilidades de se deslocar ao Continente, dando assim cobertura a certos médicos que agora são objectores de consciência??? Será que também eram antes da lei ser referendada e aprovada? Será que sabe que nesta terra existe um Presidente do Governo que manda instaurar processos a todos os que se lhe atravessam no caminho mas quando é para ele próprio responder pelas possíveis ofensas que faz, escuda-se na imunidade parlamentar? Quer mais? Aqui vai! Tem um jornal por conta do Governo (tipo URSS no tempo da ditadura) para escrever tudo o que lhe apetece, mas pago com o dinheiro dos contribuintes. Não aceita uma lei das incompatibilidades que venha clarificar o "estatuto" do empresário/deputado que de manhã aprova leis na A.L.R. e de tarde é empresário. Nas campanhas eleitorais não se distingue onde começa o discurso do PSD-M e acaba o do Presidente do G.R. É ainda nesta terra que as más-línguas dizem que para os jovens arranjarem um emprego era preciso terem um cartão laranja, porém agora nem assim porque uma boa parte dos milhões esbanjados da U.E foram mal empregues e não criaram uma política de emprego com sustentabilidade. Será Cuba de Fidel ou o Zimbabwe de Mugab ou algo parecido com ditadura?Não, é a Madeira de Jardim e dos seus submissos e incondicionais seguidores.
Juvenal Rodrigues

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Também eu quero ser enfermeiro: o GR tinha razão !

Os incentivos financeiros e outros constam da portaria abaixo. Se algum erro o GR cometeu foi o de recuar na intenção de retirar os incentivos. Estes deverão no mínimo ser reduzidos e aos médicos deverá ser aplicada a mesma medida.
As razões que justificariam tais incentivos são anacrónicas e a manterem-se consituem um tratamente de previlégio em relação a outros funcionários públicos. O montante dos incentivos concedidos aos funcionários públicos a trabalhar no Porto Santo também constitue uma gravissima injustiça em relação aos funcionários da Madeira. Se a dupla insularidade do Porto Santo justifica um diferencial de 30% em relação à Madeira não seria de estranhar que os funcionários públicos na Madeira exigissem um subsídio de insularidade de 15%.

SECRETARIAS REGIONAIS DO PLANO E DA COORDENAÇÃO E DOS ASSUNTOS SOCIAIS E PARLAMENTARES Portaria 0.° 61/97
A Portaria conjunta da Presidência do Governo Regional e Secretaria Regional dos Assuntos Sociais e Saúde, n." 4/78, de 28 de Fevereiro, veio dar importante contributo na organização e dinamização dos serviços de saúde ao estabelecer incentivos para atrair profissionais de enfermagem para as zonas rurais, onde até então o seu trabalho se revelava mais penoso e não cobria todas as carências de saúde existentes. Nesse contexto, a portaria introduziu alguns incentivos, nomeadamente o subsídio de fixação, facilidades de transporte, alojamento, roupa lavada e alimentação. Porém, passadas que são quase duas décadas sobre a data da sua publicação e a par do desenvolvimento sócio-económico das zonas rurais, cada vez mais próximas da urbe, verifica-se um crescimento acentuado do número de efectivos colocados nestas zonas. Por outro lado, a colocação nas zonas rurais de outros técnicos de saúde com status académico e profissional idêntico ou superior aos profissionais de enfermagem veio colocar problemas de equidade na concessão de incentivos. Alguns dos incentivos fixados através da referida Portaria, porque já não lhe subjazem as razões que estiveram na origem da sua atribuição, estão hoje esvaziados de qualquer sentido. Perante este enquadramento, urge eliminar a atribuição de alguns incentivos então fixados, em particular os incentivos relativos à alimentação e transporte. A alimentação abarca todas as refeições dos enfermeiros, situação que determina um tratamento desigual perante os enfermeiros residentes no concelho e outros técnicos de saúde, quer usufruam ou não dos lares existentes junto aos Centros de Saúde concelhios. Com a construção de novos acessos de ligação da urbe aos concelhos rurais e o crescente melhoramento da rede viária em geral, aliado à melhoria da frota de transportes públicos, foram substancialmente diminui das todas as distâncias e facilitadas as deslocações. Acresce ainda a dificuldade progressivamente mais acentuada de gerir o parque automóvel, em face do grande número de solicitações que surgem. Nestes termos, manda o Governo Regional da Madeira pelos Secretários Regionais do Plano e da Coordenação e dos Assuntos Sociais e Parlamentares, ao abrigo do disposto no art." 3.° do Decreto Legislativo Regional n." 20/91/M, de 07 de Agosto, aprovar o seguinte: ARTIGO 1.° Os artigos 2.° e 3.° da Portaria n." 4/78, de 28 de Fevereiro, publicada no Jornal Oficial, I Série, n." 2, 2.° Suplemento, passam a ter a seguinte redacção:
"Artigo 2.°
O valor do subsídio a atribuir será de montante variável, de harmonia com as zonas de fixação:
1 -10% sobre o vencimento base: Câmara de Lobos, Carmo, Encarnação, Estreito de Câmara de Lobos, Caniço, Camacha
2 -15% sobre o vencimento base: Quinta Grande, Romeiras, Curral das Freiras, Santa Cruz, Gaula, Santo António da Serra
3 - . 45 Artigo
3.° Aos profissionais de enfermagem colocados nos Lares de Pessoal de Saúde dos concelhos da Ponta do Sol, Calheta, Porto Moniz, São Vicente, Santana e Porto Santo, será concedido alojamento com roupa lavada".
ARTIGO 2.° São revogados os artigos, 4.° e 7.° da portaria a que se refere o artigo anterior. ARTIGO 3.° A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. Secretarias Regionais do Plano e da Coordenação e dos Assuntos Sociais e Parlamentares. Assinada em 26 de Fevereiro de 1997. O SECRETÁRIO REGIONAL DO PLANO E DA COORDENAÇÃO, José Paulo Baptista Fontes SECRETÁRIO REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS E PARLAMENTARES, Rui Adriano Ferreira de Freitas

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

António Marinho Pinto



Um homem excepcional, até prova em contrário!







quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O poder é viciante !

Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)
Mais do mesmo
Data: 21-02-2007


O Dr. Alberto João Jardim é daquelas personagens carismáticas que ou se ama ou se odeia, tal como Che Guevara, Fidel de Castro, Marcelo Caetano, Pinochet, Franco, Hugo Chaves, que começa a entrar pelo mesmo caminho e ainda outros que pelo seu carisma e apego ao poder marcaram a história com bons e maus momentos. E para demonstrá-lo, ficará por muito tempo nos ouvidos dos madeirenses, aquando da sua inútil demissão para de seguida voltar a recandidatar-se, esta caricata frase: "Ao me demitir provo não estar agarrado ao poder". Imaginemos se estivesse! Nada na Madeira mudará com eleições antecipadas porque os madeirenses sabem que Alberto J. Jardim tem um eleitorado fixo sobretudo nas camadas mais idosas da população que já se habituou ao seu estilo e o seguem sem impor condições. Estes não votam PSD-M mas sim Alberto João. Daí que o PS-M manterá mais ou menos o seu eleitorado, assim como os outros partidos da oposição. A diferença residirá no voto dos abstencionistas e nos jovens. Se estas duas franjas do eleitorado quiserem participar com o seu voto na vida actual e no futuro da Madeira, creio que aí haverá surpresas. Por outro lado, os que gravitam à sua volta, governantes, deputados e figuras graúdas do PSD-M, acomodar-se-ão e nada farão para mudar o curso dos acontecimentos porque sabem que a figura de Alberto J. Jardim funciona como um satélite que com a sua força gravitacional os mantém à sua volta, não os deixando cair. Mesmo que para muitos ele seja um inimigo de estimação, enterrarão a cabeça na areia usando aquela máxima "se não podes com o inimigo junta-te a ele". Todos sabemos que as eleições antecipadas não mudarão nada na vida da RAM em termos políticos ou financeiros e apenas servirão para gastar dinheiro do contribuinte e paralisar a economia madeirense pelo menos até o Verão, por isso pergunta-se: não serão essas eleições apenas por interesses partidários, por um capricho, por uma vingança ou até mesmo uma desesperada demonstração de força perante um Governo da República que ele sabe que nunca se submeterá à sua vontade e à sua chantagem política? (...).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Sem palavras... !

Domingo, Janeiro 27, 2008

Às vezes conhecemos pessoas que nos transportam para tempos passados. Ontem à noite conheci um gajo que me fez recordar a minha viagem ao Santuário de Fátima. Fui ao Santuário de Fátima à alguns anos atrás. Não fui como missionária, nem como crente, nem tão pouco como curiosa. Fui como acompanhante. O meu ex. namorado entendia que tinha de agradecer pessoalmente (?) à Virgem de Fátima o facto, de se ter licenciado em Gestão de Empresas. Uma vez que não tinha sido a Senhora a marrar noites inteiras, confesso que nunca percebi a causa de tamanho agradecimento. Quando chegamos à Cova de Iria, fui assaltada pela surpresa (aquelas vitrinas!) e pensei "Foda-se!!! Co negócio do caralho!" e lembrei-me de um Jesus enraivecido - qual Hulk qual quê - a partir mesas e cadeiras, soltando fogo pelas ventas e amaldiçoando os comerciantes. Lembrei-me de um Jesus desorientado e possesso de raiva, um Jesus que abominava o negócio em nome do Pai, na casa do Pai. Lembrei-me de Jesus... eu que tão poucas vezes lembro-me de Jesus. À entrada do Santuário, não pude evitar o arregalar dos olhos. É grande e grandioso. Percorria no espaço aberto e olhava em redor. Foi então que reparei na fila de gatinhantes ao meu lado esquerdo. Homens novos, homens velhos, mulheres novas, mulheres velhas, todos desfilavam sob os joelhos numa fila ordeira. Uns sozinhos, outros amparados, alguns em silêncio, outros em preces. Entre o espanto e a comiseração sussurrei ao meu ex. namorado "Olha e inspira-te bebé, porque esta noite, quem gatinha és tu.". Sem demora, lançou-me um olhar feroz e percebi que tinha sido inconveniente. Às vezes consigo ser muito inconveniente. Que se foda... ninguém é perfeito! Quem já foi ao Santuário de Fátima, sabe que no local onde se adquire as velas, não há ninguém por detrás do balcão. As velas estão expostas e colocadas em várias caixas de madeira e o preço está na caixa das respectivas velas, sendo que há velas pra todos os gostos. O pessoal serve-se das velas e depois deita o dinheiro na ranhura da caixa. Vi um gajo com o cheque na mão. Pensei que ia levar as velas todas, mas não. Tirou três. Ainda pensei em me atirar para o chão, estrebuchar e espumar da boca na esperança de ver obtida alguma caridade monetária. Foi um devaneio que por pudor não concretizei. Pobre é assim... tem pudor. Na Capela das Aparições - viva a psicose colectiva - enquanto decorria uma missa em inglês, admirava extasiada Nossa Senhora de Fátima, Gestora de Empresas Mor e pensei, é gira, mas um qualquer trapo Armani dar-lhe-ia um ar mais cool... menos celestial. Na Capela das Aparições, enquanto o rebanho orava, eu admirava extasiada Nossa Senhora de Fátima, Gestora de Empresas Mor e fui subitamente arrebatada pelas dúvidas. Como é possível uma mulher, que não mostra as pernas, não usa uma sandália de salto agulha, não exibe as mamas, não faz manicure nem solta os cabelos... como é possível... como é possível que consiga vergar tanta testosterona? Qual é o segredo? Será que havia um quarto segredo de Fátima? E terá Lúcia mantido para si, o segredo do controlo e da submissão humana? Foda-se! Não é justo! Ontem à noite conheci um gajo que tinha todo o Santuário de Fátima no ouvido... tal era a quantidade de cera que transbordava do membro. De cigarro na mão, apavorada, ainda pensei gritar... mas não, limitei-me a afastar-me, não fosse a criatura por obra e graça do destino, se tornar uma tocha humana.


Afundado por blueminerva às 11:04

sábado, 26 de janeiro de 2008

Delitos de opinião VS Difamação

De Cássio Sanders in http://pravdailheu.blogs.sapo.pt/

26 de Janeiro de 2008 às 11:56

Esse exemplo do Sr. Guido Gomes evidencia bem o laxismo a que está votada a governação "CHUPISTA" (pegando na qualificação da deputada Sara André). Eu pensava que os "delitos de opnião" fossem apenas uma má-memória do totalitarismo do "Estado Novo" salazarista, mas afinal e pelos vistos, quem tem a coragem de assinar o que escreve e dar a cara pelo que diz, arrisca-se a ser manietado por este estado-fantoche e por esta justiça "pulhenta" que "come à mesa" e "deita-se na cama"com os seus lamacentos representantes...Parece que apenas quem tem imunidade parlamentar está aparentemente salvo!! Mesmo assim arrisca-se a que a maioria tentacular considere louco ou insano!! Aproveitai seus CHUPISTAS!! A verdade tarda, mas não falha.

Outra mentalidade

Analisemos in DN (Madeira)
Data: 09-07-2007


Trabalhar é um erro! Se és honesto e trabalhador deixa-te de histórias e sonhos porque não chegas a lado nenhum! Válido é ser "lambe botas", "interesseiro", possuidor de melhor "equipamento" entre muitos outras qualidades do género. Natureza é treta de ecologistas que só impedem a evolução! Logo o que é válido é colocar uns pés-de-galinha pela a maior parte da orla marítima, pois fica mais giro e porque essa coisa de calhau é de pobre; Encher praias com areia amarela para nos equipararmos com as Ilhas Canárias que são as melhores; Pedir bilhete a quem quiser usufruir de um banho de mar e um relaxamento sobre o cimento madeira; Construir prédios sem controlo nem respeito pelo relevo nem pela natureza, simplesmente para satisfazer os interesses de alguns empresários e Câmaras; Atribuir certificados de qualidades a empresas, onde a menção "amigos do ambiente" impera, mas que na realidade só servem, muitas das vezes, como slogan de venda. Agora vejamos. Se existisse um melhor equilíbrio entre as pessoas sensatas e as não sensatas, o Mundo hoje, não estaria a lidar com problemas como o aquecimento global, a poluição, a corrupção, a droga, o álcool entre muitos outros, certo? A atribuição de menção honrosa ao "Maramacho" do Amparo, o prémio atribuído pelos Suíços à Calheta, que é um lindo concelho com excepção ao poço de areia amarela e do hotel à beira mar, fez-me pensar que as menções honrosas devem estar um pouco em desuso tanta é a banalização que vemos por aí nos dias de hoje. Logo, decidi. Não quero menções honrosas na minha vida. Quero sim, continuar defendendo aquilo em que acredito, remando contra a maré se necessário, mas chegando ao fim da minha vida em paz comigo mesma e com a Vida. Parabéns aos felizardos das menções honrosas! Continuem, pois o Mundo e a Natureza de certeza que no futuro, irá vos atribuir a menção Honrosa Final, a melhor. E, se por um acaso não estiverem cá, não tem nenhum inconveniente. Estão os vossos familiares para a receber.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

De pequeno se chega a grande!

james dean in http://www.thinkfn.com/forum/viewtopic.php?t=12563&sid=4f95b338da6715facfa2e3c6e9fc36c5

Colocada: 2008-01-21 12:43 Assunto: mudar e dificil

[...] Falando de almoco, um jovem gorducho e com cabelo, chegou em 1960 a sua Cuba, para cursar direito. Foi meu colega durante 2 anos, e nunca entrou nas aulas, embora fosse diariamente a faculdade. Tinha recebido a mesada, e mostrou ao Orlando as notas sentilantes. Convidou o colega para um grande almoco no campo grande. Foram para uma cervejaria, comeram uma sapateira e muitos camaroes, tudo regado com meia duzia de imperiais. O agora politico conhecido levantou-se para ir a casa de banho. Orlando, esperou, esperou e o Alberto nunca mais apareceu. Teve que deixar o BI, para honrar a conta, e quando ha dias, lembrei a historia ao meu presidente, ele so me disse: Agora como antes, temos que lixar os cubanos.

Apesar de arriscado deixo o aviso...

Janeiro de 2008 = Outubro 1929

Profecia: Nos anos que se avizinham reinarão os demagogos e os revolucionários ...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Quinta Magnólia

Uma Quinta esquecida... in DN (Madeira)
Simão Ferreira Ascenção, aluno de enfermagem
Data: 11-06-2007

Pertencente a uma família inglesa, foi durante anos a sede do British Country Club. Em 1974 foi adquirida pelo Governo Regional e recuperados os edifícios, os equipamentos, os jardins e... pelos vistos, rezou-se para que a erosão não ocorresse. Ainda me recordo quando, em criança, ia aos fins-de-semana à Quinta Magnólia com os meus pais. Naqueles dias de sol, vestia uma" roupa velha" e era sempre uma manhã de diversão garantida. - A grande árvore que me metia medo, o coreto branco onde dei os meus primeiros" espectáculos ", os patos e os trevos de quatro folhas. Engraçado, não foi assim há tanto tempo, mas tenho saudades de como a quinta era importante para mim. Hoje olho para ela e ambos envelhecemos. Agora tenho barba e mais uns bons centímetros e a quinta está sem brilho... Recentemente deparei-me com uns cartazes num dos muitos locais de publicidade para o turismo da Madeira. De entre tantos chamou-me a atenção um dizia qualquer coisa como, "...Quinta Magnólia, com piscinas e campo de ténis...". Fiquei sem palavras. É o mesmo que falar num Stand de Carros, dizer que tem casas de banho, 8 funcionários, cadeiras azuis e não dizer que tem carros. Sinceramente, e pensar que é nesta quinta que estão magníficos exemplares de Cicas, Palmeiras e uma grande mata de Casuarinas. E isto para não falar de alguns sites na Internet que tentam intitular a Quinta Magnólia de Praia! "A Quinta Magnólia não pode ser considerada propriamente uma praia, mas é sem dúvida um dos espaços mais agradáveis do Funchal... ", " ... com piscinas... ". De facto, a gota de água para eu escrever este artigo foi a última visita que fiz ao tão falado circuito de manutenção. Pelo menos é assim referenciado nas" grandes" publicidades da especialidade... Deixei o carro no parque e subi as escadas. Ao longe a Jacarandá ainda lá estava. Muitas das pedras que compõem o caminho estão soltas e os muros têm verdadeiros" barrigões" insinuando queda. Pouco depois surge a "casinha dos patos" como em criança chamava. Exacto, a casinha, porque patos nem um. Em seguida, em modo de compensar, temos uma cerca com patos, galinhas, pavões e umas pombas que por ali passam. Todos numa grande família de bicos. Agora já não há caminho, apenas rasgos de terra estreitos que dão acesso a 3 placas de aço tortas, e 3 barras presas a troncos podres. Claro, já chegámos aos primeiros" aparelhos de manutenção". Se calhar continuava o artigo com sarcasmo, mas a verdade é que perante tal cenário só sinto pena e nada mais. O pior é que, continuando mais uns metros à frente, as vedações não são seguras, os restantes "aparelhos" já não existem ou pelo menos só restam ripas de madeira podre e a ponte que atravessa o circuito ( Ponte do Ribeiro Seco) verte uma água com um cheiro verdadeiramente andrajoso. Num acto de fantasia diria mesmo que esta quinta chora de tristeza. Concluindo, tenho pena do estado actual da Quinta Magnólia. Deu-se importância às piscinas, fazem-se eventos ( realizam-se anualmente alguns espectáculos musicais, de entre eles o Funchal Jazz ), mas a verdadeira beleza desvaneceu-se. A quinta precisa de manutenção urgente e todos os quase 40.000 m2 de terreno são importantes e não só a porta principal e mais uns metros à frente. Ainda tenho esperança de reviver aqueles dias de sol.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

ACIF: Anthony Miles e Francisco Santos


Anthony Miles in DN (Madeira)

Pedido de esclarecimento ao Dr. Francisco Santos
Data: 26-04-2007

Sendo V. Exª actualmente uma espécie de eminência parda do regime jardinista e, como tal, figura omnipresente na comunicação social, onde emite opinião sobre tudo o que mexe, é do interesse público que os madeirenses possam perceber a sua actuação. Nesse sentido, solicitamos que V. Exa esclareça aos madeirenses: Em que dias e horas é V. Exa Director do BCP? Em que dias e horas é V. Exa Presidente da ACIF? Em que dias e horas é V: Exa propagandista do PSD? Agradecidos. Esclarecimento: Fui presidente da ACIF durante 2 mandatos 1997/2000 e 2000/2003 deixando de ter qualquer cargo associativo desde então, e fiquei surpreendido ao ver o meu nome referido no âmbito da actual campanha eleitoral por parte do Presidente demissionário do Governo Regional, como presidente da ACIF de então. As declarações proferidas foram difundidas pelos meios de comunicação social nos dias 22 e 23 do corrente, lançando suspeitas e insinuações infundadas que atingem o bom nome, prestígio e integridade da ACIF-CCIM e abrangem a minha integridade e honestidade, bem como a de todos os outros membros das duas direcções a que presidi. Neste sentido venho esclarecer o seguinte: Não sendo o presidente demissionário do GR associado da ACIF não lhe reconheço a legitimidade de fazer afirmações sobre assuntos que são do foro único e exclusivo dos associados desta, para efeitos de aproveitamento político. Durante a vigência dos meus dois mandatos, institui a prática de auditar as contas por uma entidade independente, prática que foi levada a cabo até deixar a presidência. A veracidade e transparência dos valores apresentados foram validados pelos auditores. As contas da ACIF/CCIM dizem respeito só e unicamente aos Associados da ACIF. Assim sendo, foram presentes aos associados no fim de cada exercício e aprovadas em Assembleia Geral por unanimidade. Afirmações e interrogações infundadas têm o mesmo valor de cartas anónimas, e não dignificam quem as produziu, faltando ao respeito pessoal e institucional daqueles que voluntariamente serviram com rigor, isenção e profissionalismo a Associação e a Câmara de Comércio, com o único objectivo de honrar os estatutos da Associação, nomeadamente promovendo e criando valor para a economia regional, servindo os interesses dos Associados no âmbito da iniciativa privada.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O 1º e o 4º poder

Bengalas in DN (Madeira)
Data: 10-07-2007


Toda a gente sabe que a principal função das bengalas é o apoio para se caminhar. As bengalas a que me refiro dão pelos nomes de RDP e RTP/Madeira. De facto estas duas empresas têm definido no seu estatuto que as suas funções são serviço público de rádio e televisão e escusado será dizer aqui que estes dois serviços públicos estão obrigados ao rigor, à competência e à isenção. Numa terra onde o mesmo partido político governa há cerca de 30 anos, onde muita gente afirma publicamente que nas eleições não sabem para o que é que vão votar e sabendo-se que as principais armas do partido no poder são a manipulação e a propaganda, o comportamento da RDP e RTP/M cá da terra tem sido de uma ajuda preciosa. Alguma vez a RTP/M fez um programa que fosse incómodo para o governo regional? Costumam fazer programas de informação onde sejam abordados assuntos relacionados com as trapalhadas do governo da região e câmaras municipais? Costumam esclarecer os madeirenses, como é seu dever, das várias situações polémicas que vão surgindo na ilha e que a todos nós diz respeito? Já fizeram alguma reportagem em que perguntassem aos cidadãos madeirenses qual a sua opinião sobre os elevados subsídios que são dados anualmente ao jornal do partido no poder, cuja função é apenas e só fazer propaganda do governo e do partido, e se concordam que os seus impostos são para pagar um jornal de propaganda? Será que já realizaram e mostraram um programa em que perguntassem aos madeirenses qual a sua opinião e se acham normal termos empresários/deputados e negócios entre eles e o governo regional? Vou referir uma situação passada há cerca de 3 meses na RTP/Madeira que tive a oportunidade de verificar e que vem demonstrar que de facto esta televisão não é isenta nem é para ser levada a sério:Assisti ao programa de fim-de-semana (compacto) da Contra Informação no canal 1 da RTP. Como gostei e achei piada sugeri lá em casa que vissem o referido programa que na RTP/M seria transmitido no domingo à noite. Assisti junto com a família ao referido programa, mas a RTP/M censurou, cortou parte do programa, porquanto a paródia era relacionada com o grande timoneiro cá da terra. Quando esta televisão que temos censura um programa de divertimento, imagina-se o resto. Mas também se sabe que quem lá tem cargos de chefia, quando se vão embora acabam em assessores no governo regional.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Costas largas sem um Costa

João Câmara disse... in https://www.blogger.com/comment.g?blogID=947410763434491566&postID=1906056435025792381


Lisboa está a mil quilómetros do Funchal e apresenta outras distâncias não mensuráveis de uma vivência democrática "diferente". António Costa solicitou uma auditoria numa perspectiva de "limpeza" da sua casa. Houve resultados e acções. Por outro lado, nos tais mil quilómetros de distanciamento e na maioria confortável "encarneirada", Albuquerque solicitou uma auditoria num tom retórico de reacção de menino mimado e inconsequente. Azar dele e da sua ingenuidade. Cunha e Silva pegou-lhe no isco e a "caixa de Pandora" soltou aquilo que todos sabíamos, mas que faltavam evidências. A sorte do autarca auto-vitimizado é que a qualidade da justiça da Madeira é "aquela" que conhecemos. O argumento da utilização da justiça para conseguir dividendos políticos, é por si só um factor adicional de condicionamento da acção da justiça de que Albuquerque tanto se queixa. O argumento de decidir politicamente num ambiente de maioria, não é por si só um "cheque em branco" passado pelos funchalenses. A isso o dicionário chama de usurpação. O Funchal é de facto um exemplo...

7 de Janeiro de 2008 19:46

A lei do ruído e a oposição

Parlamento original in DN (Madeira)
Data: 15-07-2007


Uma famosa região insular, muito conhecida pelas suas belezas naturais, pelo sol que brilha de mais e pelas suas águas quentinhas do mar, possui um Parlamento Regional, muito original, com uma característica própria, capaz de apresentar a coisa mais insólita de tal modo natural que, se o mundo conhecesse lhe daria certamente uma atenção especial. Parlamento esse dominado há dezenas de anos pela maioria dum partido que a ninguém dá ouvidos e a seu bel-prazer tudo tem decidido. Ainda assim, sente-se incomodada por uma ou outra palavra da frágil oposição que não tem poder para nada. E vai daí aproveita uma nova Legislatura para impor uma posição mais dura, reduzindo o tempo de intervenção dos deputados da oposição. Aqui vai a narração, extraída duma gravação, fiel como uma escritura, da primeira sessão da nova Legislatura. Sr. deputado, por gentileza - disse o Sr. presidente da mesa - tem a palavra, mas como sabe tem que ter ligeireza. O deputado da Nova Democracia, sorridente, cumprimentou o Sr. presidente e todos os presentes, mas, quando começou a falar, já o mandaram calar, alegando ter perdido imenso tempo a se levantar e alinhavar, e os minutos aí já estavam a contar. - Tem a palavra o Sr. deputado do Bloco de Esquerda - que, muito rapidamente, disse, dirigindo-se à mesa:- Esta nova imposição - peço desculpa - se for para continuar o melhor será levar o Parlamento para a Casa das Mudas. - Sr. deputado, o seu tempo está expirado, deixe o microfone, se quiser continuar a falar, faça-o pelo telefone! Seguia-se o Sr. deputado da CDU, mas por razões anormais - problemas nas cordas vocais - não lhe permitiam discursar. Na bancada da maioria, era visível a alegria. Deste "veneno" estamos descansados, disse alguém ao colega do lado. - Tem a palavra o Sr. deputado do Partido da Terra. Pouco falou, porque o seu tempo expirou. De extraordinário foi o facto de ser aplaudido pelo partido maioritário. - Sr. deputado do CDS, pode usar da palavra, por favor seja breve - Sim, Sr. presidente. E após cumprimentar os presentes, começou a discursar para pouco depois acabar.- Sr. deputado, o seu tempo está também terminado e queira-me desculpar mas não percebi nada do que esteve para aí a falar. - O Sr. presidente tem razão, mas foi uma minha opção, como tinha dois minutos, decidi só ler as últimas três linhas do meu manuscrito. Os socialistas seguiram-se na palavra, mas traziam a lição estudada. Elaboraram um único texto e cada deputado leu um trecho. Finalmente, o Sr. presidente dizia, olhando a bancada da maioria: - V. Exªs. para discursar têm o resto do dia. - Falem do presente e do futuro, mas não se esqueçam do passado e do mandato que ficou a meio, porque o panorama estava feio - gritou a oposição sem rodeios.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

A resposta que AJJ nunca recebeu!!

RTP-Madeira repudia acusações in DN (Madeira)
Data: 08-07-2007

Na sequência de um conjunto de cartas, artigos de opinião, editoriais e insinuações sobre a falta de rigor e isenção dos jornalistas da RTP Madeira, reiterados em diversos órgãos de informação, vem o Conselho de Redacção da RTP-M afirmar o seguinte:

1. O C.R. repudia qualquer acusação ou insinuação de falta de rigor, objectividade, veracidade, isenção e independência dos jornalistas da RTP Madeira.

2. Os jornalistas da RTP Madeira regem-se pelos princípios do Código Deontológico do Jornalista e pelas orientações gerais do Serviço Público de Televisão.

O Conselho de Redacção da RTP-M

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

"Político" com um ano de salários em atraso !!! LOL !!!





Afinal até a priviligiada classe política tem salários em atraso!!!
Em abono da verdade, diga-se que por culpa da classe política eleita que nem é capaz de passar um cheque! Srª funcionária , Srª Presidente e Tesoureiro da Junta de Freguesia da Madalena do Mar, onde é que deixaram as vossas assinaturas!?


Esperei ansiosamente durante todo o ano pelos 52 euros e depois de esperar vinte minutos num banco descubro que o cheque não está devidamente preenchido! Estou a ver que tenho que estar mais atento àquilo que "realmente interessa" pois perder horas a analizar documentos, preparar declarações de voto, fazer propostas de que os eleitores nunca terão conhecimento é objectivamente uma perda de tempo perante interlocutores tão interessados. Passo o ano "atento" e quando chega à altura daquilo que "realmente interessa" para a maioria das pessoas sou surpreendido pelo inesperado...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Para memória futura: 1º Jantar da Blogosfera da Madeira




Sérgio Rodrigues - Tino - http://www.farpasdamadeira.blogspot.com/

Rui Caetano - Urbanidades da Madeira http://urbanidades-madeira.blogspot.com/

Roberto Rodrigues - Cortar D`(a) Direita - http://cortardadireita.blogspot.com/

Marco Camacho - Comendador Pirilau Mágico - Ilha da Utopia - http://ilhadautopia.blogspot.com/

Gonçalo Santos - Conspiração às 7 - http://www.conspiracaoas7.blogspot.com/

Marcelino Teles - Berdades da Boca pra Fora - http://www.berdades.blogspot.com/

Eduardo Freitas - Baby_Boy_Swimming - Madeira Minha Vida - http://madeiraminhavida.blogspot.com/

Bruno Macedo - Conspiração às 7 -http://www.conspiracaoas7.blogspot.com/


António Trindade - Pintado às Cores - http://pintadoascores.blogspot.com/



António M. Spínola de Freitas - AMSF - PensaMadeira



PS:
O Angelino Câmara - Angel - http://www.conspiracaoas7.blogspot.com/ apareceu posteriormente para a "cavaqueira" num café.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Abstenção: quando o filão é menor do que aparenta

A. G. Mendonça in DN (Madeira)

Maioria absoluta
Data: 18-06-2007

Aqui nesta terra ouve-se falar com frequência, que um determinado partido político possui desde há longos anos sempre maiorias absolutas nos actos eleitorais. Não é preciso saber fazer contas para verificar que o PSD/Madeira não tem nem nunca teve a maioria dos votos dos eleitores madeirenses. De facto cerca de 40% dos madeirenses não costumam pôr os pés nas mesas de voto. Penso que quando se gosta de um partido político, quando há eleições, vai-se lá e vota-se e se o líder desse partido for uma espécie de sol que a todos ilumina, então vai-se a correr votar. Porque será que cerca de 92 mil madeiresse não vão votar? Haverá com certeza motivos vários, entre os quais o comportamento dos políticos e das políticas que vêm sendo seguidas há longos 30 anos pelo partido que governa esta ilha. Com efeito, estes senhores instalaram um sistema tentacular e clientelar por toda a ilha, criando comissões políticas por todo o lado. São as comissões políticas de concelho, de freguesia, de sítio, virão a seguir as comissões políticas de vereda e de beco e já não faltará muito para cada lar madeirense ter a sua comissão política. Não é verdade que estes cavalheiros estejam preocupados com o povo madeirense. Apesar de esbanjarem incorrectamente muitos milhões do erário público, recusam, sistematicamente, um complemento nas pensões miseráveis dos idosos e que os cidadãos açorianos nestas condições recebem há muito tempo. Vejam por comparação os preços praticados nos Açores nos combustíveis, gás, electricidade, portos, etc. e chegarão à conclusão que o governo regional que temos, há muito que anda a pôr a pata em cima dos madeirenses. Gostava de ver o novo sr. Bispo não permitir que indivíduos sem escrúpulos andem na saída das missas a incomodar os fiéis na caça ao voto. A igreja é um local de culto da fé e não do culto do tacho. Para concluir, e resumindo, vivemos numa ilha que tem cerca de 231.500 eleitores. O partido laranja obteve cerca de 90.400 votos. Cerca de 141 mil madeirenses não votaram PSD. Eu penso que eles tiveram uma vitória estrondosa, esmagadora, incomparável e os foguetes foram muito poucos para tão grande maioria absoluta.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Abstenção aparente: 18% ?!

In http://antipublico.blogspot.com/2006/01/uma-contas-simples.html
Sexta-feira, Janeiro 06, 2006

Uma[s] contas simples

Segundo o Público on-line, é de 18.441 o aumento verificado no número de eleitores madeirenses entre as duas eleições presidenciais (2001-2006). Como há 18 a 23 anos a média de nescimentos da Região era de 4.000/ano, verifica-se que [há] a menos de umas centenas de eleitores, aquele crescimento é constituido por todos os novos eleitores. Assim, poderemos concluir que não terão sido abatidos os eleitores entretanto falecidos. Fazendo as contas por outra via: o census 2001 indicou pouco mais de 240 mil residentes na RAM. Considerando que sejam, hoje 245 mil (por excesso) e que existam 18 (anos) x 3.200 (nascimentos/ano - média por defeito) residentes com menos de 18 anos, teríamos 245.000 [residentes] - 57.600 [residentes com menos de 18 anos] =187.400 eleitores [residentes com 18 ou mais anos de idade]. Diz o Público que estão inscritos como eleitores 229.908 eleitores. Considerando que vão votar TODOS os residentes com 18 ou mais anos (187.400), teremos, sempre, uma taxa de abstenção aparente de 18,5% (e não zero, como seria devido). Se forem a votos 70% dos residentes (o mais provável), a abstenção aparente será de 43%, apesar da real ser de 30%...

9:55 AM
[Entretanto porque achei absurdo que 18% dos eleitores dos actuais cadernos eleitorais correspondessem a pessoas falecidas concluo que esse nº corresponde a todos aqueles que recenceados emigraram de 1974 para cá e que continuam a constar dos cadernos eleitorais da Madeira. Se o comentador do Público se enganou na razão provávelmente não se terá engando nos números. Se assim for isto significará que teremos que retirar uma média de 18% à abstenção na Madeira dos últimos anos. Este nº à medida que recuamos no tempo deverá ser inferior pois não inclue aqueles que imigraram posteriormente. Deste raciocínio podemos concluir que pelo menos 18% dos madeirenses recenceados pós 25 de Abril emigraram. Que serão mais alguns pontos percentuais pois alguns terão emigrado com menos de 18 anos juntamente com a família e que as vitórias do AJJ são ainda mais unânimes do que aparentam.]
PS: O conteúdo dos parênteses rectos [ ] é da minha responsabilidade.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Esquivando-se ao contraditório

Guido Gomes in DN (Madeira)

10-04-2007
Debates na RTP-Madeira

O Dr. Jardim foge aos debates com os líderes da oposição na RTP-Madeira como o diabo da cruz! Por medo, ou porque sabe que leva uma 'malha' e que não há volta a dar à sua governação danosa. É bom que todos percebam que é (...) um animal político interesseiro, que só pensa no poder pelo poder, para espezinhar e inferiorizar todos aqueles que pensam diferente, secando tudo e todos à sua volta, como se de um eucalipto se tratasse. Dentro do seu partido ninguém afronta este "animal político", que agora concorre novamente às eleições regionais, como se fosse um Deus todo poderoso e omnipotente. Que ninguém o ouse desafiar! É assim que está na vida, é assim que está na política, só um "cego" ou aquele que não quer ver é que pode votar num ditador destes! Eu, como cidadão português da Madeira, quero para a minha terra um líder que dialogue com toda a oposição, que respeite as diferenças, que oiça todos os cidadãos, que use outro tipo de linguagem, que dignifique todos nós madeirenses e não um líder que ande constantemente com palavreados toscos, obscenos e arruaceiros que a todos nós nos deixam envergonhados.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Jantar/convívio da blogosfera madeirense




Acrescentaria que o jantar não é unicamente para os "blogers" mas também para os comentadores !

Para mais informações ver http://madeiraminhavida.blogspot.com/

domingo, 9 de dezembro de 2007

O "amigo" cubano do Jaime Ramos

Acácio Matias in DN (Madeira)

O Amigo Jaime Ramos?
Data: 06-07-2007

É mesmo verdade ou é apenas mais um dos seus lamentáveis "lapsus linguae"? - "Vocifera que não precisa de nenhum continental em solo madeirense" ? (sic emajulia, in Diário de Notícias 29/06/2007) ... Será que a Madeira é sua? … Por mim, "arribado" há 51 anos, num tempo em que o senhor nem idade tinha para saber o que fossem ditaduras fascistas ou comunistas, (se calhar continua a não saber…) - confesso-me cansado de tanto barulho e de tantas ameaças, de tantos donos da Madeira… Por isso, (em nome da camaradagem que nos uniu durante o ano das primeiras eleições…), aproveito para lhe dizer duas coisas :
1ª - lamento (sem qualquer inveja) tê-lo ajudado (se nada ajudei mais contente fico) a "cimentar" a sua alta posição política, social e económica…
E, 2ª - essa do Povo Madeirense - povo superior ou não superior - não passa de uma blague ou uma chantagem… E era bom que todos nos entendêssemos quanto a isso para evitar estas guerrilhas inúteis, estéreis e prejudiciais entre cá e lá… É que não há mesmo "Povo Madeirense"… A Madeira é uma criação "ex novu" dos chamados "colonizadores do rectângulo" …Todos sabemos que não havia aborígenes, indígenas ou autóctones… E foi aquela "gentalha" que veio do outro lado do mar: bons e maus; melhores e piores - mas na sua maioria portugueses - com a miscigenação posterior com tantas outras raças - umas melhores outras piores - que deu origem à nossa querida e bela Madeira… Daí que não haja Povo Madeirense; como não há Povo Minhoto ou Transmontano, Alentejano ou Algarvio … Não seria mais sério e amigável concordarmos todos em que, o que há, é o Povo Português da Madeira, do Minho ou do Algarve?... Post scriptum - Só para mais 2 esclarecimentos:
1- Pelo que leio, oiço ou sei de si tinha de acreditar na "vociferação" que lhe atribuem… Daí esta minha reclamação.
2 - O qualificativo - amigo - não é blague nem chantagem: se ainda se lembra do meu B.I. … sabe que eu sou o oposto daqueles abusados "valores" de filosofia popular… Já que: "quanto mais conheço os homens continuo a ser mais amigo deles, do que dos cães"; - e acho que ser amigo do seu amigo… é puro negócio… O ideal é ser amigo de toda a gente… É por isso que - não obstante - lhe deixa aqui um abraço amigo.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Madeira: purgatório de comerciantes, inferno de consumidores

Juvenal Pereira in DN (Madeira)

Comércio em crise?
Data: 09-06-2007

O Comércio anda mal, alertam os comerciantes, levando mesmo queixinhas até aos governantes. Ciganos e chineses são alvos atingidos, como se tudo ficasse bem caso eles fossem banidos. Ninguém fala no excesso de lojas no mercado, e muito menos nas concorrências desleais feitas por alguns comerciantes locais. Sejamos honestos e façamos uma reflexão, talvez encontremos outras causas para a má situação. Primeiro toda a gente quer ser patrão, mesmo que não tenha bases de sustentação e ainda assim se uns querem-no por necessidade, outros… Deus lá sabe a razão! Para muitos todo o dinheiro que entra na caixa é lucro, do negócio é desviado, muitas das vezes, para compra de bons carros, deixando os credores "pendurados" que, por arrastamento, provocam outros lesados. As autarquias colocam espaços comerciais a concurso, oferecem pelas rendas montantes que são absurdos. Para as pagar os produtos ou serviços têm de aumentar, os clientes, claro, deixam de aparecer, é a crise - dizem eles - que estamos a viver. O mesmo acontece nos pequenos centros comerciais e nas grandes superfícies, rendas brutais e condições descomunais que aceitam de livre vontade, para fecharem as portas uns tempos mais tarde. Passamos numa montra vimos, por exemplo, um casaco, adquirimo-lo pelo preço marcado. Quinze dias depois, às vezes nem tanto tempo, o mesmo artigo está lá exposto com desconto de cinquenta, sessenta por cento. Apetece-nos perguntar, afinal com que margem de lucro andam estes senhores a trabalhar? E isto acontece no comercio (quase) em geral, a política de preços (ou vendas) é irracional. Aliás, na nossa modesta opinião o que nos dá a sensação é de que hoje já não há saldos ou promoção, o que existe é o preço justo e a exploração, salvo uma ou outra excepção. E para além de tudo isto, como já atrás deixamos dito, ainda há outra explicação, somos trezentos mil e temos comércio para um milhão, não é de admirar que muito comerciante esteja em aflição. E continuamos - é preciso não esquecer - a permitir que em cada bloco de apartamentos se construa espaços para estabelecimentos. Algum dia isto tinha de se dar, haver mais negócios do que gente para comprar. E o pior é que isto não pára, novas grandes superfícies para abrir se preparam. E não se pode condenar que as pessoas com baixos ordenados e o custo de vida disparado, procurem os locais onde compram mais barato. E já agora outro facto, produtos da China, da Índia, da Indonésia, do Brasil e de outros países onde se adquire barato, já os há à venda por todo o lado, agora se há quem os vende caros, fora da concorrência, tem de aguentar-se com as consequências. Acreditamos que o comércio em geral esteja mal, precisa rever os seus sistemas de vendas, fazer análises e tomar decisões, mas isso compete aos comerciantes e respectivas associações. Quanto ao governo achamos mais conveniente e mais lógico mandar os fiscais passar uma vista de olhos pelos produtos ditos biológicos. Os de cá da terra que dizem ser melhores, mais puros e gostosos, «só o que não dizem é que os preços começam a ser escandalosos.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Governação em tempo de vacas gordas

Miguel Santos in DN (Madeira)

Irracionalismo Governativo
Data: 28-02-2007


Numa altura em que, por opção de AJJ e da sua maioria, se realizarão a curto prazo novas eleições legislativas regionais urge analisar a situação actual da Madeira devido à estratégia de crescimento da governação laranja. Essa estratégia baseou-se numa política de endividamento por forma a, ainda com maior ênfase a partir da adesão à União Europeia (UE) e da vinda de fundos estruturais, financiar a construção de infra-estruturas. Numa primeira fase a aposta foi nas infra-estruturas de transporte, nomeadamente o aeroporto internacional e a via rápida. Estas obras eram, sem qualquer dúvida, essenciais. A existência de um aeroporto internacional permitiu alargar o número e origem das ligações aéreas o que é particularmente importante para uma região turística como a nossa. Do ponto de vista interno, a construção da via rápida permitiu aumentar exponencialmente a mobilidade das pessoas e encurtar distâncias. Em seguida, iniciou-se uma fase de construção de equipamentos sociais e desportivos que demonstrou como, por esta altura, o Governo Regional já se encontrava refém dos lobbies da construção e do seu próprio populismo. Não tanto pelo facto de várias destas obras não serem necessárias mas sobretudo pela forma como foram feitas. Como exemplo, vejamos a decisão de construir piscinas em todos os concelhos, com todos os custos de operação e manutenção associados. Mais racional economicamente seria aproveitar os investimentos feitos na rede viária e que aproximam sobremaneira os concelhos e construir, por exemplo, apenas metade das piscinas. Outro exemplo foram os desvarios em termos de construção de marinas que não acrescentam qualquer mais-valia para a RAM. Mas pior ainda, é esta loucura relativamente à construção do estádio do Marítimo, tal como já tinha sido a do estádio do Nacional. Quando se sabe que dois colossos do futebol mundial como são o AC Milão e o Inter, clubes de uma cidade tão rica como Milão, jogam no mesmo estádio, não se pode senão ficar incrédulos com o que se passa na Madeira... Uma outra decisão que prejudicou os interesses dos cidadãos madeirenses em favor de interesses privados, foi a decisão de não permitir a construção de mais nenhuma grande superfície, barrando a entrada na Madeira de uma das principais cadeias europeias de supermercados de preços baixos que poderiam contribuir para uma baixa do custo de vida regional. Torna-se assim óbvio que a actual maioria, vergada pela necessidade de continuar a satisfazer um enorme conjunto de interesses privados, entrou num ciclo de desperdício, vivendo completamente acima das suas possibilidades, do qual já não tem força para quebrar e que continuam a penalizar a generalidade dos madeirenses.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Um outro Gabriel Drummond !


J.Edgar Marques Da Silva in (DN)

Lembrar o ideal autonómico
Data: 03-07-2007

Gostei e dou os meus parabéns pelo excelente artigo, do Jornalista Luís Calisto, no DN de 1/07/07. É sempre muito bom, um meio de comunicação social Madeirense, relembrar as injustiças e atrocidades levadasa cabo por 470 anos de colonialismo com muitos episódios, selvagens, atrozes, em que muitos madeirenses, morreram à fome, muitas mães perderam os seus filhos, muitos foram desterrados. A exploração e o abandono, existiu e foi muito cruel, pagávamos impostos e pedíamos esmola, se reclamássemos, mais impostos, e que nos desenrascássemos. Reis, primeiros ministros, ditadores, Presidentes da República, escarneceram e desprezaram a Madeira e as suas gentes, não merecem ser estudados em manuais de história, como gente de bem, mas como gente má e mesquinha os quais nunca devemos esquecer, por respeito aos Madeirenses que sofreram. Antes pelo contrário, os manuais de história, nas escolas, da Madeira, devem lembrar estas personagens atrozes, e enaltecer todos os que sempre defenderam a Madeira e as suas gentes: escrever os seus nomes na Praça da Autonomia, Elmano Vieira, Manuel José Vieira, Vasco Marques, José Silvestre Ribeiro, embora do continente ficou no coração dos Madeirenses da época, Pestana Junior, Jardim de Oliveira e outros tantos "desconhecidos", e ir acrescentando com os que lá merecem figurar. Lembrar e homenagear as almas que nestes tempos de tão grande dificuldade viveram e fizeram a Madeira avançar:uma missa pelas suas almas não ficava na mal a uma diocese, que também deve ter umas culpas escondidas no passado.Veja na actualidade o comportamento de um primeiro-ministro socialista em relação á Madeira: é por isso que defendo com unhas e dentes, uma separação Total através de criação do primeiro, estado federado em Portugal, sem a mínima ingerência de Lisboa; está na hora de nos mandarmos a nós próprios custe o que custar.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

O Jaime vem hoje?

José Freitas disse... in http://apontamentossemnome.blogspot.com/

Num ambiente de maioria absoluta com a "qualidade" a que nos habituámos a ver, a democracia representativa dos madeirenses e portossantenses deixa muito a desejar. Habituámo-nos a ver as mesmas caras, os mesmos discursos, a mesma rotina. Tudo gira em torno de uma liderança personalizada, num pessoalismo exacerbado e explorado até ao irracional. Coisas pequenas de ambientes pequenos e horizontes pequenos. Contudo fomos assistindo ao longo dos anos, a uma introdução de vilezas que passaram a ser comuns e protagonizadas por Jaime Ramos. Certamente o senhor não terá culpa das suas limitações de imagem, de oralidade e destreza mental. Não duvido que umas sessões de Terapia-da-Fala ser-lhe-iam muito úteis, quanto a matéria de educação e ética...Bem. Chá toma quem pode.Este deputado exímio na má-educação, representa mal os seus votantes, não dignifica o parlamento regional e envergonha a representatividade democrática da Madeira ou de qualquer parlamento digno desse nome. Neste âmbito creio que ele é mesmo a principal vítima de si próprio. Talvez por falta de espelho não veja a sua figurinha ridícula quando está revolto na sua primitividade.O quadro não é só esse. Tal como outros meretíssimos representantes do povo, este senhor criou uma super-estrutura que açambarca o tecido económico regional. Tudo muito bem validado no quadro democrático e regimental, que não filtra quaisquer incompatibilidades.O destacado quadro da máquina do PSD-Madeira tentaculariza o seu partido, o seu líder e grande parte do tecido económico regional que se relaciona nos negócios com as entidades públicas. Aliás o ciclo de forte investimento público e de infrestruturação que a Região tem conhecido nos últimos anos, é proporcional ao enriquecimento meteórico do Sr. Ramos. Veja-se as teias de clientelismo que este senhor detinha na Câmara do Funchal através do seu cunhado, o ex-vereador Marote com o beneplácito do chamuscado delfim Albuquerque. Este "Jaiminho" caricaturado pelo ex-líder do PS, Jacinto Serrão criou um "Petit-Salazar" (caricaturado por Jardim) e levou-o para dentro do hemiciclo madeirense. Esse petiz de político logo se mostrou atrevidote perante os ditames jardinistas e granjeou para si todo o protagonismo em sede da sua "Jota" laranja. Perpetuou-se agarrado como a lapa das Desertas com vento de sudoeste, na estrutura juvenil até à proveta idade de 30 anos!As cobras "bem-criadas" mantêm-se mesmo fiéis à sua hereditariedade.O Sr. Sílvio menos ressabiado e com menos "sanitas" na sua suma curricular permitiu-se ao simples e inóquo desrespeito de não ofender tanto ninguém...Mas tão somente (como o Mestre Ramos), aprovar os seus próprios projectos. Hoje já não precisa do parlamento. Excedeu os seus compromissos com o seu eleitorado. Nada de mal. A gula pode muito bem vir a ser uma daquelas doenças a serem comparticipadas no tratamento. Uma espécie de "desobriga religiosa". Ou em linguagem parlamentar com prefixos in uma inimputabilidade ou uma imunidade. São por demais conhecidas as "brejeiradas" do Sr. Ramos aos demais parlamentares da oposição. São aquelas bocas caústicas, tão ásperas como as suas entranhas, que o homem tão bem sabe vocalizar com mestria. A capa da imunidade permite estas brejeiradas. Depois fica quieto e mudo. Começa a piscar os olhos e a maioria dos seus músculos faciais. É o tique próprio de quem só sabe dispar à distância.O grupo parlamentar do PSD-Madeira perante o seu líder parlamentar, não passa de um conjunto de peões acéfalos. São meros serventes sem estímulo. Este chefe dos empreiteiros dos Mercedes e do lobby do betão não passa de mais um produto da argamassa da obra jardinista...Um paredão em bruto sem jeito e sem reboco.

27 de Novembro de 2007 19:55

Desproporções desportivas!


Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)

Devem estar loucos
Data: 17-02-2007

Embora já não deva constituir surpresa as aberrações que se passam no Mundo, a verdade é que ainda há notícias que não deixam ninguém indiferente e deixam estupefactas sobretudo as pessoas de bom senso. Os altos crânios da bola devem estar loucos para pagarem a um jogador de futebol a inacreditável quantia de 900.000 euros por mês equivalente a, 225.000 euros por semana, 30.000 euros por dia, ou 21 euros por minuto, só porque nasceu com jeito para dar uns pontapés na bola. Então quanto deveria ganhar por exemplo um médico que salva vidas, um cientista que descobre uma vacina contra um vírus, um governante de um país que governa em prol do bem estar de um povo, um empresário que emprega centenas de trabalhadores, etc. Dir-me-ão com certeza que é a economia de mercado na sua plenitude, é a livre concorrência, (seria livre se o grande poder económico não adulterasse as regras secando tudo à sua volta) enfim, é o progresso. Mas qual progresso? Isto é um grande retrocesso, é a estupidez humana disfarçada de ganância e ambição desmedida a funcionar em pleno. Como se pode chamar de progresso quando um jogador de futebol ganha 21 euros por minuto enquanto aqui mesmo ao lado, num país africano, existem milhares de crianças morrendo à fome ou um ser humano que trabalha de sol a sol para ganhar um mísero dólar por dia para sustentar uma família? Se houvesse dignidade em vez de ganância cega, isto deveria constituir motivo de vergonha para aqueles que pugnam por uma concentração de riqueza que levará no futuro ao estrangulamento financeiro, tal como a ganância da industrialização levou ao buraco do ozono ou ao efeito de estufa no Mundo, processo que já começou [há]a tanto tempo mas que só agora (tarde de mais) o homem começa a tomar consciência que carregou no botão que levará inexoravelmente à destruição do seu habitat natural. Senhores governantes, senhores grandes empresários, iluminados crânios da bola, senhores directores dos media, sobretudo as estações de TV que sustentam esta loucura do futebol, ainda vão a tempo de criar regras sãs que equilibrem o Mundo em que vivemos. Como? Os governantes que estabeleçam leis para que os indivíduos que ganham desmedidamente descontem dois terços do vencimento para impostos que seriam empregues na saúde e na educação. Os grandes empresários que invistam (reparem que estou a falar em investir para desenvolver e não em esmolas para que tudo fique na mesma) na África e noutros países subdesenvolvidos para travar o êxodo das populações famintas que rumam ao Continente Europeu e América do Norte em busca de comida e um pouco de dignidade, criando assim uma hiper-concentração de seres humanos em três ou quatro pólos mundiais e desertificando o resto do Mundo. Lembrem-se que na Europa ou na América ninguém irá morrer de fome por falta de dinheiro o que equivale a dizer que irão roubar, traficar, sequestrar e até mesmo matar para sobreviver. Quanto aos crânios da bola, estabeleçam tectos salariais para o pontapé na bola para que não sejam os próprios clubes a sofrer as consequências de um inevitável estrangulamento financeiro e o seu consequente encerramento, sobrevivendo apenas uma dúzia de clubes do topo mundial. Com quem irão esses competir? Quanto pagará nessa altura uma estação de TV para transmitir um jogo, por exemplo entre Real Madrid e Manchester United? Quanto custará um anúncio na TV? Para a FIFA e para a UEFA dá jeito receber chorudas quantias pela transferência de um jogador que vale 40 ou 50 milhões de euros e por isso não se lembram que estão a acabar com o futebol num futuro próximo. Não queiram antecipar o apocalipse, deixem que o Efeito de Estufa e o Buraco do Ozono acabem com ele daqui por 50 ou 100 anos.