sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Uma terra sem espelhos !

Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)
Que descaramento, este
Data: 18-07-2007

Não costumo fazer comentários hás opiniões livremente expressas ainda mais quando são certas pessoas que nem merecem que se lhes dê importância pelas suas práticas tendenciosas e ideias de regime totalitário, porém existem disparates que pela sua enormidade não podem passar sem um comentário até para que as pessoas menos atentas às demagogias de certos políticos possam usar um padrão de comparação. Esta introdução tem por fim comentar o artigo de opinião do Senhor Deputado Guilherme Silva no seu artigo de opinião de 15/7/07 "Que Democracia esta !?" onde a um dado passo se interroga " que país é este onde tudo se passa impunemente? Será Cuba de Fidel (ou Raul) de Castro ou o Zimbabwe de Mugab!?" O senhor deputado já vive à tantos anos no Continente graças ao, ia a dizer "tacho" mas é emprego, que o PSD-M lhe concedeu na A:R que até se esqueceu do regime político que se vive na Madeira, se não, não teria o descaramento de questionar a democracia no rectângulo português. Ou será que tem estado a passar férias na Lua?Então não sabe que tem o mesmo governo na Madeira há 30 anos que controla todas as instituições, desde o desporto hás casas do povo passando pelas Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia que têm que ser do seu partido se não aparece logo um estrangulamento financeiro? Não sabe que se trata a oposição na Madeira como se fossem filhos de um deus menor sem sequer terem direito a falar para denunciar, o que eles consideram certos abusos de poder com a passividade do Senhor Presidente da A.L.M., esquecendo-se que estes são a voz do povo que não votou PSD? Sabe que nesta terra até queremos estar acima da lei, não respeitando uma lei Nacional referendada pelo Povo Português, (Interrupção Voluntária da Gravidez) prejudicando sempre as mulheres mais desfavorecidas que não têm possibilidades de se deslocar ao Continente, dando assim cobertura a certos médicos que agora são objectores de consciência??? Será que também eram antes da lei ser referendada e aprovada? Será que sabe que nesta terra existe um Presidente do Governo que manda instaurar processos a todos os que se lhe atravessam no caminho mas quando é para ele próprio responder pelas possíveis ofensas que faz, escuda-se na imunidade parlamentar? Quer mais? Aqui vai! Tem um jornal por conta do Governo (tipo URSS no tempo da ditadura) para escrever tudo o que lhe apetece, mas pago com o dinheiro dos contribuintes. Não aceita uma lei das incompatibilidades que venha clarificar o "estatuto" do empresário/deputado que de manhã aprova leis na A.L.R. e de tarde é empresário. Nas campanhas eleitorais não se distingue onde começa o discurso do PSD-M e acaba o do Presidente do G.R. É ainda nesta terra que as más-línguas dizem que para os jovens arranjarem um emprego era preciso terem um cartão laranja, porém agora nem assim porque uma boa parte dos milhões esbanjados da U.E foram mal empregues e não criaram uma política de emprego com sustentabilidade. Será Cuba de Fidel ou o Zimbabwe de Mugab ou algo parecido com ditadura?Não, é a Madeira de Jardim e dos seus submissos e incondicionais seguidores.
Juvenal Rodrigues

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Também eu quero ser enfermeiro: o GR tinha razão !

Os incentivos financeiros e outros constam da portaria abaixo. Se algum erro o GR cometeu foi o de recuar na intenção de retirar os incentivos. Estes deverão no mínimo ser reduzidos e aos médicos deverá ser aplicada a mesma medida.
As razões que justificariam tais incentivos são anacrónicas e a manterem-se consituem um tratamente de previlégio em relação a outros funcionários públicos. O montante dos incentivos concedidos aos funcionários públicos a trabalhar no Porto Santo também constitue uma gravissima injustiça em relação aos funcionários da Madeira. Se a dupla insularidade do Porto Santo justifica um diferencial de 30% em relação à Madeira não seria de estranhar que os funcionários públicos na Madeira exigissem um subsídio de insularidade de 15%.

SECRETARIAS REGIONAIS DO PLANO E DA COORDENAÇÃO E DOS ASSUNTOS SOCIAIS E PARLAMENTARES Portaria 0.° 61/97
A Portaria conjunta da Presidência do Governo Regional e Secretaria Regional dos Assuntos Sociais e Saúde, n." 4/78, de 28 de Fevereiro, veio dar importante contributo na organização e dinamização dos serviços de saúde ao estabelecer incentivos para atrair profissionais de enfermagem para as zonas rurais, onde até então o seu trabalho se revelava mais penoso e não cobria todas as carências de saúde existentes. Nesse contexto, a portaria introduziu alguns incentivos, nomeadamente o subsídio de fixação, facilidades de transporte, alojamento, roupa lavada e alimentação. Porém, passadas que são quase duas décadas sobre a data da sua publicação e a par do desenvolvimento sócio-económico das zonas rurais, cada vez mais próximas da urbe, verifica-se um crescimento acentuado do número de efectivos colocados nestas zonas. Por outro lado, a colocação nas zonas rurais de outros técnicos de saúde com status académico e profissional idêntico ou superior aos profissionais de enfermagem veio colocar problemas de equidade na concessão de incentivos. Alguns dos incentivos fixados através da referida Portaria, porque já não lhe subjazem as razões que estiveram na origem da sua atribuição, estão hoje esvaziados de qualquer sentido. Perante este enquadramento, urge eliminar a atribuição de alguns incentivos então fixados, em particular os incentivos relativos à alimentação e transporte. A alimentação abarca todas as refeições dos enfermeiros, situação que determina um tratamento desigual perante os enfermeiros residentes no concelho e outros técnicos de saúde, quer usufruam ou não dos lares existentes junto aos Centros de Saúde concelhios. Com a construção de novos acessos de ligação da urbe aos concelhos rurais e o crescente melhoramento da rede viária em geral, aliado à melhoria da frota de transportes públicos, foram substancialmente diminui das todas as distâncias e facilitadas as deslocações. Acresce ainda a dificuldade progressivamente mais acentuada de gerir o parque automóvel, em face do grande número de solicitações que surgem. Nestes termos, manda o Governo Regional da Madeira pelos Secretários Regionais do Plano e da Coordenação e dos Assuntos Sociais e Parlamentares, ao abrigo do disposto no art." 3.° do Decreto Legislativo Regional n." 20/91/M, de 07 de Agosto, aprovar o seguinte: ARTIGO 1.° Os artigos 2.° e 3.° da Portaria n." 4/78, de 28 de Fevereiro, publicada no Jornal Oficial, I Série, n." 2, 2.° Suplemento, passam a ter a seguinte redacção:
"Artigo 2.°
O valor do subsídio a atribuir será de montante variável, de harmonia com as zonas de fixação:
1 -10% sobre o vencimento base: Câmara de Lobos, Carmo, Encarnação, Estreito de Câmara de Lobos, Caniço, Camacha
2 -15% sobre o vencimento base: Quinta Grande, Romeiras, Curral das Freiras, Santa Cruz, Gaula, Santo António da Serra
3 - . 45 Artigo
3.° Aos profissionais de enfermagem colocados nos Lares de Pessoal de Saúde dos concelhos da Ponta do Sol, Calheta, Porto Moniz, São Vicente, Santana e Porto Santo, será concedido alojamento com roupa lavada".
ARTIGO 2.° São revogados os artigos, 4.° e 7.° da portaria a que se refere o artigo anterior. ARTIGO 3.° A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. Secretarias Regionais do Plano e da Coordenação e dos Assuntos Sociais e Parlamentares. Assinada em 26 de Fevereiro de 1997. O SECRETÁRIO REGIONAL DO PLANO E DA COORDENAÇÃO, José Paulo Baptista Fontes SECRETÁRIO REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS E PARLAMENTARES, Rui Adriano Ferreira de Freitas

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

António Marinho Pinto



Um homem excepcional, até prova em contrário!







quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O poder é viciante !

Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)
Mais do mesmo
Data: 21-02-2007


O Dr. Alberto João Jardim é daquelas personagens carismáticas que ou se ama ou se odeia, tal como Che Guevara, Fidel de Castro, Marcelo Caetano, Pinochet, Franco, Hugo Chaves, que começa a entrar pelo mesmo caminho e ainda outros que pelo seu carisma e apego ao poder marcaram a história com bons e maus momentos. E para demonstrá-lo, ficará por muito tempo nos ouvidos dos madeirenses, aquando da sua inútil demissão para de seguida voltar a recandidatar-se, esta caricata frase: "Ao me demitir provo não estar agarrado ao poder". Imaginemos se estivesse! Nada na Madeira mudará com eleições antecipadas porque os madeirenses sabem que Alberto J. Jardim tem um eleitorado fixo sobretudo nas camadas mais idosas da população que já se habituou ao seu estilo e o seguem sem impor condições. Estes não votam PSD-M mas sim Alberto João. Daí que o PS-M manterá mais ou menos o seu eleitorado, assim como os outros partidos da oposição. A diferença residirá no voto dos abstencionistas e nos jovens. Se estas duas franjas do eleitorado quiserem participar com o seu voto na vida actual e no futuro da Madeira, creio que aí haverá surpresas. Por outro lado, os que gravitam à sua volta, governantes, deputados e figuras graúdas do PSD-M, acomodar-se-ão e nada farão para mudar o curso dos acontecimentos porque sabem que a figura de Alberto J. Jardim funciona como um satélite que com a sua força gravitacional os mantém à sua volta, não os deixando cair. Mesmo que para muitos ele seja um inimigo de estimação, enterrarão a cabeça na areia usando aquela máxima "se não podes com o inimigo junta-te a ele". Todos sabemos que as eleições antecipadas não mudarão nada na vida da RAM em termos políticos ou financeiros e apenas servirão para gastar dinheiro do contribuinte e paralisar a economia madeirense pelo menos até o Verão, por isso pergunta-se: não serão essas eleições apenas por interesses partidários, por um capricho, por uma vingança ou até mesmo uma desesperada demonstração de força perante um Governo da República que ele sabe que nunca se submeterá à sua vontade e à sua chantagem política? (...).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Sem palavras... !

Domingo, Janeiro 27, 2008

Às vezes conhecemos pessoas que nos transportam para tempos passados. Ontem à noite conheci um gajo que me fez recordar a minha viagem ao Santuário de Fátima. Fui ao Santuário de Fátima à alguns anos atrás. Não fui como missionária, nem como crente, nem tão pouco como curiosa. Fui como acompanhante. O meu ex. namorado entendia que tinha de agradecer pessoalmente (?) à Virgem de Fátima o facto, de se ter licenciado em Gestão de Empresas. Uma vez que não tinha sido a Senhora a marrar noites inteiras, confesso que nunca percebi a causa de tamanho agradecimento. Quando chegamos à Cova de Iria, fui assaltada pela surpresa (aquelas vitrinas!) e pensei "Foda-se!!! Co negócio do caralho!" e lembrei-me de um Jesus enraivecido - qual Hulk qual quê - a partir mesas e cadeiras, soltando fogo pelas ventas e amaldiçoando os comerciantes. Lembrei-me de um Jesus desorientado e possesso de raiva, um Jesus que abominava o negócio em nome do Pai, na casa do Pai. Lembrei-me de Jesus... eu que tão poucas vezes lembro-me de Jesus. À entrada do Santuário, não pude evitar o arregalar dos olhos. É grande e grandioso. Percorria no espaço aberto e olhava em redor. Foi então que reparei na fila de gatinhantes ao meu lado esquerdo. Homens novos, homens velhos, mulheres novas, mulheres velhas, todos desfilavam sob os joelhos numa fila ordeira. Uns sozinhos, outros amparados, alguns em silêncio, outros em preces. Entre o espanto e a comiseração sussurrei ao meu ex. namorado "Olha e inspira-te bebé, porque esta noite, quem gatinha és tu.". Sem demora, lançou-me um olhar feroz e percebi que tinha sido inconveniente. Às vezes consigo ser muito inconveniente. Que se foda... ninguém é perfeito! Quem já foi ao Santuário de Fátima, sabe que no local onde se adquire as velas, não há ninguém por detrás do balcão. As velas estão expostas e colocadas em várias caixas de madeira e o preço está na caixa das respectivas velas, sendo que há velas pra todos os gostos. O pessoal serve-se das velas e depois deita o dinheiro na ranhura da caixa. Vi um gajo com o cheque na mão. Pensei que ia levar as velas todas, mas não. Tirou três. Ainda pensei em me atirar para o chão, estrebuchar e espumar da boca na esperança de ver obtida alguma caridade monetária. Foi um devaneio que por pudor não concretizei. Pobre é assim... tem pudor. Na Capela das Aparições - viva a psicose colectiva - enquanto decorria uma missa em inglês, admirava extasiada Nossa Senhora de Fátima, Gestora de Empresas Mor e pensei, é gira, mas um qualquer trapo Armani dar-lhe-ia um ar mais cool... menos celestial. Na Capela das Aparições, enquanto o rebanho orava, eu admirava extasiada Nossa Senhora de Fátima, Gestora de Empresas Mor e fui subitamente arrebatada pelas dúvidas. Como é possível uma mulher, que não mostra as pernas, não usa uma sandália de salto agulha, não exibe as mamas, não faz manicure nem solta os cabelos... como é possível... como é possível que consiga vergar tanta testosterona? Qual é o segredo? Será que havia um quarto segredo de Fátima? E terá Lúcia mantido para si, o segredo do controlo e da submissão humana? Foda-se! Não é justo! Ontem à noite conheci um gajo que tinha todo o Santuário de Fátima no ouvido... tal era a quantidade de cera que transbordava do membro. De cigarro na mão, apavorada, ainda pensei gritar... mas não, limitei-me a afastar-me, não fosse a criatura por obra e graça do destino, se tornar uma tocha humana.


Afundado por blueminerva às 11:04

sábado, 26 de janeiro de 2008

Delitos de opinião VS Difamação

De Cássio Sanders in http://pravdailheu.blogs.sapo.pt/

26 de Janeiro de 2008 às 11:56

Esse exemplo do Sr. Guido Gomes evidencia bem o laxismo a que está votada a governação "CHUPISTA" (pegando na qualificação da deputada Sara André). Eu pensava que os "delitos de opnião" fossem apenas uma má-memória do totalitarismo do "Estado Novo" salazarista, mas afinal e pelos vistos, quem tem a coragem de assinar o que escreve e dar a cara pelo que diz, arrisca-se a ser manietado por este estado-fantoche e por esta justiça "pulhenta" que "come à mesa" e "deita-se na cama"com os seus lamacentos representantes...Parece que apenas quem tem imunidade parlamentar está aparentemente salvo!! Mesmo assim arrisca-se a que a maioria tentacular considere louco ou insano!! Aproveitai seus CHUPISTAS!! A verdade tarda, mas não falha.

Outra mentalidade

Analisemos in DN (Madeira)
Data: 09-07-2007


Trabalhar é um erro! Se és honesto e trabalhador deixa-te de histórias e sonhos porque não chegas a lado nenhum! Válido é ser "lambe botas", "interesseiro", possuidor de melhor "equipamento" entre muitos outras qualidades do género. Natureza é treta de ecologistas que só impedem a evolução! Logo o que é válido é colocar uns pés-de-galinha pela a maior parte da orla marítima, pois fica mais giro e porque essa coisa de calhau é de pobre; Encher praias com areia amarela para nos equipararmos com as Ilhas Canárias que são as melhores; Pedir bilhete a quem quiser usufruir de um banho de mar e um relaxamento sobre o cimento madeira; Construir prédios sem controlo nem respeito pelo relevo nem pela natureza, simplesmente para satisfazer os interesses de alguns empresários e Câmaras; Atribuir certificados de qualidades a empresas, onde a menção "amigos do ambiente" impera, mas que na realidade só servem, muitas das vezes, como slogan de venda. Agora vejamos. Se existisse um melhor equilíbrio entre as pessoas sensatas e as não sensatas, o Mundo hoje, não estaria a lidar com problemas como o aquecimento global, a poluição, a corrupção, a droga, o álcool entre muitos outros, certo? A atribuição de menção honrosa ao "Maramacho" do Amparo, o prémio atribuído pelos Suíços à Calheta, que é um lindo concelho com excepção ao poço de areia amarela e do hotel à beira mar, fez-me pensar que as menções honrosas devem estar um pouco em desuso tanta é a banalização que vemos por aí nos dias de hoje. Logo, decidi. Não quero menções honrosas na minha vida. Quero sim, continuar defendendo aquilo em que acredito, remando contra a maré se necessário, mas chegando ao fim da minha vida em paz comigo mesma e com a Vida. Parabéns aos felizardos das menções honrosas! Continuem, pois o Mundo e a Natureza de certeza que no futuro, irá vos atribuir a menção Honrosa Final, a melhor. E, se por um acaso não estiverem cá, não tem nenhum inconveniente. Estão os vossos familiares para a receber.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

De pequeno se chega a grande!

james dean in http://www.thinkfn.com/forum/viewtopic.php?t=12563&sid=4f95b338da6715facfa2e3c6e9fc36c5

Colocada: 2008-01-21 12:43 Assunto: mudar e dificil

[...] Falando de almoco, um jovem gorducho e com cabelo, chegou em 1960 a sua Cuba, para cursar direito. Foi meu colega durante 2 anos, e nunca entrou nas aulas, embora fosse diariamente a faculdade. Tinha recebido a mesada, e mostrou ao Orlando as notas sentilantes. Convidou o colega para um grande almoco no campo grande. Foram para uma cervejaria, comeram uma sapateira e muitos camaroes, tudo regado com meia duzia de imperiais. O agora politico conhecido levantou-se para ir a casa de banho. Orlando, esperou, esperou e o Alberto nunca mais apareceu. Teve que deixar o BI, para honrar a conta, e quando ha dias, lembrei a historia ao meu presidente, ele so me disse: Agora como antes, temos que lixar os cubanos.

Apesar de arriscado deixo o aviso...

Janeiro de 2008 = Outubro 1929

Profecia: Nos anos que se avizinham reinarão os demagogos e os revolucionários ...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Quinta Magnólia

Uma Quinta esquecida... in DN (Madeira)
Simão Ferreira Ascenção, aluno de enfermagem
Data: 11-06-2007

Pertencente a uma família inglesa, foi durante anos a sede do British Country Club. Em 1974 foi adquirida pelo Governo Regional e recuperados os edifícios, os equipamentos, os jardins e... pelos vistos, rezou-se para que a erosão não ocorresse. Ainda me recordo quando, em criança, ia aos fins-de-semana à Quinta Magnólia com os meus pais. Naqueles dias de sol, vestia uma" roupa velha" e era sempre uma manhã de diversão garantida. - A grande árvore que me metia medo, o coreto branco onde dei os meus primeiros" espectáculos ", os patos e os trevos de quatro folhas. Engraçado, não foi assim há tanto tempo, mas tenho saudades de como a quinta era importante para mim. Hoje olho para ela e ambos envelhecemos. Agora tenho barba e mais uns bons centímetros e a quinta está sem brilho... Recentemente deparei-me com uns cartazes num dos muitos locais de publicidade para o turismo da Madeira. De entre tantos chamou-me a atenção um dizia qualquer coisa como, "...Quinta Magnólia, com piscinas e campo de ténis...". Fiquei sem palavras. É o mesmo que falar num Stand de Carros, dizer que tem casas de banho, 8 funcionários, cadeiras azuis e não dizer que tem carros. Sinceramente, e pensar que é nesta quinta que estão magníficos exemplares de Cicas, Palmeiras e uma grande mata de Casuarinas. E isto para não falar de alguns sites na Internet que tentam intitular a Quinta Magnólia de Praia! "A Quinta Magnólia não pode ser considerada propriamente uma praia, mas é sem dúvida um dos espaços mais agradáveis do Funchal... ", " ... com piscinas... ". De facto, a gota de água para eu escrever este artigo foi a última visita que fiz ao tão falado circuito de manutenção. Pelo menos é assim referenciado nas" grandes" publicidades da especialidade... Deixei o carro no parque e subi as escadas. Ao longe a Jacarandá ainda lá estava. Muitas das pedras que compõem o caminho estão soltas e os muros têm verdadeiros" barrigões" insinuando queda. Pouco depois surge a "casinha dos patos" como em criança chamava. Exacto, a casinha, porque patos nem um. Em seguida, em modo de compensar, temos uma cerca com patos, galinhas, pavões e umas pombas que por ali passam. Todos numa grande família de bicos. Agora já não há caminho, apenas rasgos de terra estreitos que dão acesso a 3 placas de aço tortas, e 3 barras presas a troncos podres. Claro, já chegámos aos primeiros" aparelhos de manutenção". Se calhar continuava o artigo com sarcasmo, mas a verdade é que perante tal cenário só sinto pena e nada mais. O pior é que, continuando mais uns metros à frente, as vedações não são seguras, os restantes "aparelhos" já não existem ou pelo menos só restam ripas de madeira podre e a ponte que atravessa o circuito ( Ponte do Ribeiro Seco) verte uma água com um cheiro verdadeiramente andrajoso. Num acto de fantasia diria mesmo que esta quinta chora de tristeza. Concluindo, tenho pena do estado actual da Quinta Magnólia. Deu-se importância às piscinas, fazem-se eventos ( realizam-se anualmente alguns espectáculos musicais, de entre eles o Funchal Jazz ), mas a verdadeira beleza desvaneceu-se. A quinta precisa de manutenção urgente e todos os quase 40.000 m2 de terreno são importantes e não só a porta principal e mais uns metros à frente. Ainda tenho esperança de reviver aqueles dias de sol.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

ACIF: Anthony Miles e Francisco Santos


Anthony Miles in DN (Madeira)

Pedido de esclarecimento ao Dr. Francisco Santos
Data: 26-04-2007

Sendo V. Exª actualmente uma espécie de eminência parda do regime jardinista e, como tal, figura omnipresente na comunicação social, onde emite opinião sobre tudo o que mexe, é do interesse público que os madeirenses possam perceber a sua actuação. Nesse sentido, solicitamos que V. Exa esclareça aos madeirenses: Em que dias e horas é V. Exa Director do BCP? Em que dias e horas é V. Exa Presidente da ACIF? Em que dias e horas é V: Exa propagandista do PSD? Agradecidos. Esclarecimento: Fui presidente da ACIF durante 2 mandatos 1997/2000 e 2000/2003 deixando de ter qualquer cargo associativo desde então, e fiquei surpreendido ao ver o meu nome referido no âmbito da actual campanha eleitoral por parte do Presidente demissionário do Governo Regional, como presidente da ACIF de então. As declarações proferidas foram difundidas pelos meios de comunicação social nos dias 22 e 23 do corrente, lançando suspeitas e insinuações infundadas que atingem o bom nome, prestígio e integridade da ACIF-CCIM e abrangem a minha integridade e honestidade, bem como a de todos os outros membros das duas direcções a que presidi. Neste sentido venho esclarecer o seguinte: Não sendo o presidente demissionário do GR associado da ACIF não lhe reconheço a legitimidade de fazer afirmações sobre assuntos que são do foro único e exclusivo dos associados desta, para efeitos de aproveitamento político. Durante a vigência dos meus dois mandatos, institui a prática de auditar as contas por uma entidade independente, prática que foi levada a cabo até deixar a presidência. A veracidade e transparência dos valores apresentados foram validados pelos auditores. As contas da ACIF/CCIM dizem respeito só e unicamente aos Associados da ACIF. Assim sendo, foram presentes aos associados no fim de cada exercício e aprovadas em Assembleia Geral por unanimidade. Afirmações e interrogações infundadas têm o mesmo valor de cartas anónimas, e não dignificam quem as produziu, faltando ao respeito pessoal e institucional daqueles que voluntariamente serviram com rigor, isenção e profissionalismo a Associação e a Câmara de Comércio, com o único objectivo de honrar os estatutos da Associação, nomeadamente promovendo e criando valor para a economia regional, servindo os interesses dos Associados no âmbito da iniciativa privada.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O 1º e o 4º poder

Bengalas in DN (Madeira)
Data: 10-07-2007


Toda a gente sabe que a principal função das bengalas é o apoio para se caminhar. As bengalas a que me refiro dão pelos nomes de RDP e RTP/Madeira. De facto estas duas empresas têm definido no seu estatuto que as suas funções são serviço público de rádio e televisão e escusado será dizer aqui que estes dois serviços públicos estão obrigados ao rigor, à competência e à isenção. Numa terra onde o mesmo partido político governa há cerca de 30 anos, onde muita gente afirma publicamente que nas eleições não sabem para o que é que vão votar e sabendo-se que as principais armas do partido no poder são a manipulação e a propaganda, o comportamento da RDP e RTP/M cá da terra tem sido de uma ajuda preciosa. Alguma vez a RTP/M fez um programa que fosse incómodo para o governo regional? Costumam fazer programas de informação onde sejam abordados assuntos relacionados com as trapalhadas do governo da região e câmaras municipais? Costumam esclarecer os madeirenses, como é seu dever, das várias situações polémicas que vão surgindo na ilha e que a todos nós diz respeito? Já fizeram alguma reportagem em que perguntassem aos cidadãos madeirenses qual a sua opinião sobre os elevados subsídios que são dados anualmente ao jornal do partido no poder, cuja função é apenas e só fazer propaganda do governo e do partido, e se concordam que os seus impostos são para pagar um jornal de propaganda? Será que já realizaram e mostraram um programa em que perguntassem aos madeirenses qual a sua opinião e se acham normal termos empresários/deputados e negócios entre eles e o governo regional? Vou referir uma situação passada há cerca de 3 meses na RTP/Madeira que tive a oportunidade de verificar e que vem demonstrar que de facto esta televisão não é isenta nem é para ser levada a sério:Assisti ao programa de fim-de-semana (compacto) da Contra Informação no canal 1 da RTP. Como gostei e achei piada sugeri lá em casa que vissem o referido programa que na RTP/M seria transmitido no domingo à noite. Assisti junto com a família ao referido programa, mas a RTP/M censurou, cortou parte do programa, porquanto a paródia era relacionada com o grande timoneiro cá da terra. Quando esta televisão que temos censura um programa de divertimento, imagina-se o resto. Mas também se sabe que quem lá tem cargos de chefia, quando se vão embora acabam em assessores no governo regional.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Costas largas sem um Costa

João Câmara disse... in https://www.blogger.com/comment.g?blogID=947410763434491566&postID=1906056435025792381


Lisboa está a mil quilómetros do Funchal e apresenta outras distâncias não mensuráveis de uma vivência democrática "diferente". António Costa solicitou uma auditoria numa perspectiva de "limpeza" da sua casa. Houve resultados e acções. Por outro lado, nos tais mil quilómetros de distanciamento e na maioria confortável "encarneirada", Albuquerque solicitou uma auditoria num tom retórico de reacção de menino mimado e inconsequente. Azar dele e da sua ingenuidade. Cunha e Silva pegou-lhe no isco e a "caixa de Pandora" soltou aquilo que todos sabíamos, mas que faltavam evidências. A sorte do autarca auto-vitimizado é que a qualidade da justiça da Madeira é "aquela" que conhecemos. O argumento da utilização da justiça para conseguir dividendos políticos, é por si só um factor adicional de condicionamento da acção da justiça de que Albuquerque tanto se queixa. O argumento de decidir politicamente num ambiente de maioria, não é por si só um "cheque em branco" passado pelos funchalenses. A isso o dicionário chama de usurpação. O Funchal é de facto um exemplo...

7 de Janeiro de 2008 19:46

A lei do ruído e a oposição

Parlamento original in DN (Madeira)
Data: 15-07-2007


Uma famosa região insular, muito conhecida pelas suas belezas naturais, pelo sol que brilha de mais e pelas suas águas quentinhas do mar, possui um Parlamento Regional, muito original, com uma característica própria, capaz de apresentar a coisa mais insólita de tal modo natural que, se o mundo conhecesse lhe daria certamente uma atenção especial. Parlamento esse dominado há dezenas de anos pela maioria dum partido que a ninguém dá ouvidos e a seu bel-prazer tudo tem decidido. Ainda assim, sente-se incomodada por uma ou outra palavra da frágil oposição que não tem poder para nada. E vai daí aproveita uma nova Legislatura para impor uma posição mais dura, reduzindo o tempo de intervenção dos deputados da oposição. Aqui vai a narração, extraída duma gravação, fiel como uma escritura, da primeira sessão da nova Legislatura. Sr. deputado, por gentileza - disse o Sr. presidente da mesa - tem a palavra, mas como sabe tem que ter ligeireza. O deputado da Nova Democracia, sorridente, cumprimentou o Sr. presidente e todos os presentes, mas, quando começou a falar, já o mandaram calar, alegando ter perdido imenso tempo a se levantar e alinhavar, e os minutos aí já estavam a contar. - Tem a palavra o Sr. deputado do Bloco de Esquerda - que, muito rapidamente, disse, dirigindo-se à mesa:- Esta nova imposição - peço desculpa - se for para continuar o melhor será levar o Parlamento para a Casa das Mudas. - Sr. deputado, o seu tempo está expirado, deixe o microfone, se quiser continuar a falar, faça-o pelo telefone! Seguia-se o Sr. deputado da CDU, mas por razões anormais - problemas nas cordas vocais - não lhe permitiam discursar. Na bancada da maioria, era visível a alegria. Deste "veneno" estamos descansados, disse alguém ao colega do lado. - Tem a palavra o Sr. deputado do Partido da Terra. Pouco falou, porque o seu tempo expirou. De extraordinário foi o facto de ser aplaudido pelo partido maioritário. - Sr. deputado do CDS, pode usar da palavra, por favor seja breve - Sim, Sr. presidente. E após cumprimentar os presentes, começou a discursar para pouco depois acabar.- Sr. deputado, o seu tempo está também terminado e queira-me desculpar mas não percebi nada do que esteve para aí a falar. - O Sr. presidente tem razão, mas foi uma minha opção, como tinha dois minutos, decidi só ler as últimas três linhas do meu manuscrito. Os socialistas seguiram-se na palavra, mas traziam a lição estudada. Elaboraram um único texto e cada deputado leu um trecho. Finalmente, o Sr. presidente dizia, olhando a bancada da maioria: - V. Exªs. para discursar têm o resto do dia. - Falem do presente e do futuro, mas não se esqueçam do passado e do mandato que ficou a meio, porque o panorama estava feio - gritou a oposição sem rodeios.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

A resposta que AJJ nunca recebeu!!

RTP-Madeira repudia acusações in DN (Madeira)
Data: 08-07-2007

Na sequência de um conjunto de cartas, artigos de opinião, editoriais e insinuações sobre a falta de rigor e isenção dos jornalistas da RTP Madeira, reiterados em diversos órgãos de informação, vem o Conselho de Redacção da RTP-M afirmar o seguinte:

1. O C.R. repudia qualquer acusação ou insinuação de falta de rigor, objectividade, veracidade, isenção e independência dos jornalistas da RTP Madeira.

2. Os jornalistas da RTP Madeira regem-se pelos princípios do Código Deontológico do Jornalista e pelas orientações gerais do Serviço Público de Televisão.

O Conselho de Redacção da RTP-M

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

"Político" com um ano de salários em atraso !!! LOL !!!





Afinal até a priviligiada classe política tem salários em atraso!!!
Em abono da verdade, diga-se que por culpa da classe política eleita que nem é capaz de passar um cheque! Srª funcionária , Srª Presidente e Tesoureiro da Junta de Freguesia da Madalena do Mar, onde é que deixaram as vossas assinaturas!?


Esperei ansiosamente durante todo o ano pelos 52 euros e depois de esperar vinte minutos num banco descubro que o cheque não está devidamente preenchido! Estou a ver que tenho que estar mais atento àquilo que "realmente interessa" pois perder horas a analizar documentos, preparar declarações de voto, fazer propostas de que os eleitores nunca terão conhecimento é objectivamente uma perda de tempo perante interlocutores tão interessados. Passo o ano "atento" e quando chega à altura daquilo que "realmente interessa" para a maioria das pessoas sou surpreendido pelo inesperado...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Para memória futura: 1º Jantar da Blogosfera da Madeira




Sérgio Rodrigues - Tino - http://www.farpasdamadeira.blogspot.com/

Rui Caetano - Urbanidades da Madeira http://urbanidades-madeira.blogspot.com/

Roberto Rodrigues - Cortar D`(a) Direita - http://cortardadireita.blogspot.com/

Marco Camacho - Comendador Pirilau Mágico - Ilha da Utopia - http://ilhadautopia.blogspot.com/

Gonçalo Santos - Conspiração às 7 - http://www.conspiracaoas7.blogspot.com/

Marcelino Teles - Berdades da Boca pra Fora - http://www.berdades.blogspot.com/

Eduardo Freitas - Baby_Boy_Swimming - Madeira Minha Vida - http://madeiraminhavida.blogspot.com/

Bruno Macedo - Conspiração às 7 -http://www.conspiracaoas7.blogspot.com/


António Trindade - Pintado às Cores - http://pintadoascores.blogspot.com/



António M. Spínola de Freitas - AMSF - PensaMadeira



PS:
O Angelino Câmara - Angel - http://www.conspiracaoas7.blogspot.com/ apareceu posteriormente para a "cavaqueira" num café.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Abstenção: quando o filão é menor do que aparenta

A. G. Mendonça in DN (Madeira)

Maioria absoluta
Data: 18-06-2007

Aqui nesta terra ouve-se falar com frequência, que um determinado partido político possui desde há longos anos sempre maiorias absolutas nos actos eleitorais. Não é preciso saber fazer contas para verificar que o PSD/Madeira não tem nem nunca teve a maioria dos votos dos eleitores madeirenses. De facto cerca de 40% dos madeirenses não costumam pôr os pés nas mesas de voto. Penso que quando se gosta de um partido político, quando há eleições, vai-se lá e vota-se e se o líder desse partido for uma espécie de sol que a todos ilumina, então vai-se a correr votar. Porque será que cerca de 92 mil madeiresse não vão votar? Haverá com certeza motivos vários, entre os quais o comportamento dos políticos e das políticas que vêm sendo seguidas há longos 30 anos pelo partido que governa esta ilha. Com efeito, estes senhores instalaram um sistema tentacular e clientelar por toda a ilha, criando comissões políticas por todo o lado. São as comissões políticas de concelho, de freguesia, de sítio, virão a seguir as comissões políticas de vereda e de beco e já não faltará muito para cada lar madeirense ter a sua comissão política. Não é verdade que estes cavalheiros estejam preocupados com o povo madeirense. Apesar de esbanjarem incorrectamente muitos milhões do erário público, recusam, sistematicamente, um complemento nas pensões miseráveis dos idosos e que os cidadãos açorianos nestas condições recebem há muito tempo. Vejam por comparação os preços praticados nos Açores nos combustíveis, gás, electricidade, portos, etc. e chegarão à conclusão que o governo regional que temos, há muito que anda a pôr a pata em cima dos madeirenses. Gostava de ver o novo sr. Bispo não permitir que indivíduos sem escrúpulos andem na saída das missas a incomodar os fiéis na caça ao voto. A igreja é um local de culto da fé e não do culto do tacho. Para concluir, e resumindo, vivemos numa ilha que tem cerca de 231.500 eleitores. O partido laranja obteve cerca de 90.400 votos. Cerca de 141 mil madeirenses não votaram PSD. Eu penso que eles tiveram uma vitória estrondosa, esmagadora, incomparável e os foguetes foram muito poucos para tão grande maioria absoluta.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Abstenção aparente: 18% ?!

In http://antipublico.blogspot.com/2006/01/uma-contas-simples.html
Sexta-feira, Janeiro 06, 2006

Uma[s] contas simples

Segundo o Público on-line, é de 18.441 o aumento verificado no número de eleitores madeirenses entre as duas eleições presidenciais (2001-2006). Como há 18 a 23 anos a média de nescimentos da Região era de 4.000/ano, verifica-se que [há] a menos de umas centenas de eleitores, aquele crescimento é constituido por todos os novos eleitores. Assim, poderemos concluir que não terão sido abatidos os eleitores entretanto falecidos. Fazendo as contas por outra via: o census 2001 indicou pouco mais de 240 mil residentes na RAM. Considerando que sejam, hoje 245 mil (por excesso) e que existam 18 (anos) x 3.200 (nascimentos/ano - média por defeito) residentes com menos de 18 anos, teríamos 245.000 [residentes] - 57.600 [residentes com menos de 18 anos] =187.400 eleitores [residentes com 18 ou mais anos de idade]. Diz o Público que estão inscritos como eleitores 229.908 eleitores. Considerando que vão votar TODOS os residentes com 18 ou mais anos (187.400), teremos, sempre, uma taxa de abstenção aparente de 18,5% (e não zero, como seria devido). Se forem a votos 70% dos residentes (o mais provável), a abstenção aparente será de 43%, apesar da real ser de 30%...

9:55 AM
[Entretanto porque achei absurdo que 18% dos eleitores dos actuais cadernos eleitorais correspondessem a pessoas falecidas concluo que esse nº corresponde a todos aqueles que recenceados emigraram de 1974 para cá e que continuam a constar dos cadernos eleitorais da Madeira. Se o comentador do Público se enganou na razão provávelmente não se terá engando nos números. Se assim for isto significará que teremos que retirar uma média de 18% à abstenção na Madeira dos últimos anos. Este nº à medida que recuamos no tempo deverá ser inferior pois não inclue aqueles que imigraram posteriormente. Deste raciocínio podemos concluir que pelo menos 18% dos madeirenses recenceados pós 25 de Abril emigraram. Que serão mais alguns pontos percentuais pois alguns terão emigrado com menos de 18 anos juntamente com a família e que as vitórias do AJJ são ainda mais unânimes do que aparentam.]
PS: O conteúdo dos parênteses rectos [ ] é da minha responsabilidade.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Esquivando-se ao contraditório

Guido Gomes in DN (Madeira)

10-04-2007
Debates na RTP-Madeira

O Dr. Jardim foge aos debates com os líderes da oposição na RTP-Madeira como o diabo da cruz! Por medo, ou porque sabe que leva uma 'malha' e que não há volta a dar à sua governação danosa. É bom que todos percebam que é (...) um animal político interesseiro, que só pensa no poder pelo poder, para espezinhar e inferiorizar todos aqueles que pensam diferente, secando tudo e todos à sua volta, como se de um eucalipto se tratasse. Dentro do seu partido ninguém afronta este "animal político", que agora concorre novamente às eleições regionais, como se fosse um Deus todo poderoso e omnipotente. Que ninguém o ouse desafiar! É assim que está na vida, é assim que está na política, só um "cego" ou aquele que não quer ver é que pode votar num ditador destes! Eu, como cidadão português da Madeira, quero para a minha terra um líder que dialogue com toda a oposição, que respeite as diferenças, que oiça todos os cidadãos, que use outro tipo de linguagem, que dignifique todos nós madeirenses e não um líder que ande constantemente com palavreados toscos, obscenos e arruaceiros que a todos nós nos deixam envergonhados.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Jantar/convívio da blogosfera madeirense




Acrescentaria que o jantar não é unicamente para os "blogers" mas também para os comentadores !

Para mais informações ver http://madeiraminhavida.blogspot.com/

domingo, 9 de dezembro de 2007

O "amigo" cubano do Jaime Ramos

Acácio Matias in DN (Madeira)

O Amigo Jaime Ramos?
Data: 06-07-2007

É mesmo verdade ou é apenas mais um dos seus lamentáveis "lapsus linguae"? - "Vocifera que não precisa de nenhum continental em solo madeirense" ? (sic emajulia, in Diário de Notícias 29/06/2007) ... Será que a Madeira é sua? … Por mim, "arribado" há 51 anos, num tempo em que o senhor nem idade tinha para saber o que fossem ditaduras fascistas ou comunistas, (se calhar continua a não saber…) - confesso-me cansado de tanto barulho e de tantas ameaças, de tantos donos da Madeira… Por isso, (em nome da camaradagem que nos uniu durante o ano das primeiras eleições…), aproveito para lhe dizer duas coisas :
1ª - lamento (sem qualquer inveja) tê-lo ajudado (se nada ajudei mais contente fico) a "cimentar" a sua alta posição política, social e económica…
E, 2ª - essa do Povo Madeirense - povo superior ou não superior - não passa de uma blague ou uma chantagem… E era bom que todos nos entendêssemos quanto a isso para evitar estas guerrilhas inúteis, estéreis e prejudiciais entre cá e lá… É que não há mesmo "Povo Madeirense"… A Madeira é uma criação "ex novu" dos chamados "colonizadores do rectângulo" …Todos sabemos que não havia aborígenes, indígenas ou autóctones… E foi aquela "gentalha" que veio do outro lado do mar: bons e maus; melhores e piores - mas na sua maioria portugueses - com a miscigenação posterior com tantas outras raças - umas melhores outras piores - que deu origem à nossa querida e bela Madeira… Daí que não haja Povo Madeirense; como não há Povo Minhoto ou Transmontano, Alentejano ou Algarvio … Não seria mais sério e amigável concordarmos todos em que, o que há, é o Povo Português da Madeira, do Minho ou do Algarve?... Post scriptum - Só para mais 2 esclarecimentos:
1- Pelo que leio, oiço ou sei de si tinha de acreditar na "vociferação" que lhe atribuem… Daí esta minha reclamação.
2 - O qualificativo - amigo - não é blague nem chantagem: se ainda se lembra do meu B.I. … sabe que eu sou o oposto daqueles abusados "valores" de filosofia popular… Já que: "quanto mais conheço os homens continuo a ser mais amigo deles, do que dos cães"; - e acho que ser amigo do seu amigo… é puro negócio… O ideal é ser amigo de toda a gente… É por isso que - não obstante - lhe deixa aqui um abraço amigo.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Madeira: purgatório de comerciantes, inferno de consumidores

Juvenal Pereira in DN (Madeira)

Comércio em crise?
Data: 09-06-2007

O Comércio anda mal, alertam os comerciantes, levando mesmo queixinhas até aos governantes. Ciganos e chineses são alvos atingidos, como se tudo ficasse bem caso eles fossem banidos. Ninguém fala no excesso de lojas no mercado, e muito menos nas concorrências desleais feitas por alguns comerciantes locais. Sejamos honestos e façamos uma reflexão, talvez encontremos outras causas para a má situação. Primeiro toda a gente quer ser patrão, mesmo que não tenha bases de sustentação e ainda assim se uns querem-no por necessidade, outros… Deus lá sabe a razão! Para muitos todo o dinheiro que entra na caixa é lucro, do negócio é desviado, muitas das vezes, para compra de bons carros, deixando os credores "pendurados" que, por arrastamento, provocam outros lesados. As autarquias colocam espaços comerciais a concurso, oferecem pelas rendas montantes que são absurdos. Para as pagar os produtos ou serviços têm de aumentar, os clientes, claro, deixam de aparecer, é a crise - dizem eles - que estamos a viver. O mesmo acontece nos pequenos centros comerciais e nas grandes superfícies, rendas brutais e condições descomunais que aceitam de livre vontade, para fecharem as portas uns tempos mais tarde. Passamos numa montra vimos, por exemplo, um casaco, adquirimo-lo pelo preço marcado. Quinze dias depois, às vezes nem tanto tempo, o mesmo artigo está lá exposto com desconto de cinquenta, sessenta por cento. Apetece-nos perguntar, afinal com que margem de lucro andam estes senhores a trabalhar? E isto acontece no comercio (quase) em geral, a política de preços (ou vendas) é irracional. Aliás, na nossa modesta opinião o que nos dá a sensação é de que hoje já não há saldos ou promoção, o que existe é o preço justo e a exploração, salvo uma ou outra excepção. E para além de tudo isto, como já atrás deixamos dito, ainda há outra explicação, somos trezentos mil e temos comércio para um milhão, não é de admirar que muito comerciante esteja em aflição. E continuamos - é preciso não esquecer - a permitir que em cada bloco de apartamentos se construa espaços para estabelecimentos. Algum dia isto tinha de se dar, haver mais negócios do que gente para comprar. E o pior é que isto não pára, novas grandes superfícies para abrir se preparam. E não se pode condenar que as pessoas com baixos ordenados e o custo de vida disparado, procurem os locais onde compram mais barato. E já agora outro facto, produtos da China, da Índia, da Indonésia, do Brasil e de outros países onde se adquire barato, já os há à venda por todo o lado, agora se há quem os vende caros, fora da concorrência, tem de aguentar-se com as consequências. Acreditamos que o comércio em geral esteja mal, precisa rever os seus sistemas de vendas, fazer análises e tomar decisões, mas isso compete aos comerciantes e respectivas associações. Quanto ao governo achamos mais conveniente e mais lógico mandar os fiscais passar uma vista de olhos pelos produtos ditos biológicos. Os de cá da terra que dizem ser melhores, mais puros e gostosos, «só o que não dizem é que os preços começam a ser escandalosos.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Governação em tempo de vacas gordas

Miguel Santos in DN (Madeira)

Irracionalismo Governativo
Data: 28-02-2007


Numa altura em que, por opção de AJJ e da sua maioria, se realizarão a curto prazo novas eleições legislativas regionais urge analisar a situação actual da Madeira devido à estratégia de crescimento da governação laranja. Essa estratégia baseou-se numa política de endividamento por forma a, ainda com maior ênfase a partir da adesão à União Europeia (UE) e da vinda de fundos estruturais, financiar a construção de infra-estruturas. Numa primeira fase a aposta foi nas infra-estruturas de transporte, nomeadamente o aeroporto internacional e a via rápida. Estas obras eram, sem qualquer dúvida, essenciais. A existência de um aeroporto internacional permitiu alargar o número e origem das ligações aéreas o que é particularmente importante para uma região turística como a nossa. Do ponto de vista interno, a construção da via rápida permitiu aumentar exponencialmente a mobilidade das pessoas e encurtar distâncias. Em seguida, iniciou-se uma fase de construção de equipamentos sociais e desportivos que demonstrou como, por esta altura, o Governo Regional já se encontrava refém dos lobbies da construção e do seu próprio populismo. Não tanto pelo facto de várias destas obras não serem necessárias mas sobretudo pela forma como foram feitas. Como exemplo, vejamos a decisão de construir piscinas em todos os concelhos, com todos os custos de operação e manutenção associados. Mais racional economicamente seria aproveitar os investimentos feitos na rede viária e que aproximam sobremaneira os concelhos e construir, por exemplo, apenas metade das piscinas. Outro exemplo foram os desvarios em termos de construção de marinas que não acrescentam qualquer mais-valia para a RAM. Mas pior ainda, é esta loucura relativamente à construção do estádio do Marítimo, tal como já tinha sido a do estádio do Nacional. Quando se sabe que dois colossos do futebol mundial como são o AC Milão e o Inter, clubes de uma cidade tão rica como Milão, jogam no mesmo estádio, não se pode senão ficar incrédulos com o que se passa na Madeira... Uma outra decisão que prejudicou os interesses dos cidadãos madeirenses em favor de interesses privados, foi a decisão de não permitir a construção de mais nenhuma grande superfície, barrando a entrada na Madeira de uma das principais cadeias europeias de supermercados de preços baixos que poderiam contribuir para uma baixa do custo de vida regional. Torna-se assim óbvio que a actual maioria, vergada pela necessidade de continuar a satisfazer um enorme conjunto de interesses privados, entrou num ciclo de desperdício, vivendo completamente acima das suas possibilidades, do qual já não tem força para quebrar e que continuam a penalizar a generalidade dos madeirenses.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Um outro Gabriel Drummond !


J.Edgar Marques Da Silva in (DN)

Lembrar o ideal autonómico
Data: 03-07-2007

Gostei e dou os meus parabéns pelo excelente artigo, do Jornalista Luís Calisto, no DN de 1/07/07. É sempre muito bom, um meio de comunicação social Madeirense, relembrar as injustiças e atrocidades levadasa cabo por 470 anos de colonialismo com muitos episódios, selvagens, atrozes, em que muitos madeirenses, morreram à fome, muitas mães perderam os seus filhos, muitos foram desterrados. A exploração e o abandono, existiu e foi muito cruel, pagávamos impostos e pedíamos esmola, se reclamássemos, mais impostos, e que nos desenrascássemos. Reis, primeiros ministros, ditadores, Presidentes da República, escarneceram e desprezaram a Madeira e as suas gentes, não merecem ser estudados em manuais de história, como gente de bem, mas como gente má e mesquinha os quais nunca devemos esquecer, por respeito aos Madeirenses que sofreram. Antes pelo contrário, os manuais de história, nas escolas, da Madeira, devem lembrar estas personagens atrozes, e enaltecer todos os que sempre defenderam a Madeira e as suas gentes: escrever os seus nomes na Praça da Autonomia, Elmano Vieira, Manuel José Vieira, Vasco Marques, José Silvestre Ribeiro, embora do continente ficou no coração dos Madeirenses da época, Pestana Junior, Jardim de Oliveira e outros tantos "desconhecidos", e ir acrescentando com os que lá merecem figurar. Lembrar e homenagear as almas que nestes tempos de tão grande dificuldade viveram e fizeram a Madeira avançar:uma missa pelas suas almas não ficava na mal a uma diocese, que também deve ter umas culpas escondidas no passado.Veja na actualidade o comportamento de um primeiro-ministro socialista em relação á Madeira: é por isso que defendo com unhas e dentes, uma separação Total através de criação do primeiro, estado federado em Portugal, sem a mínima ingerência de Lisboa; está na hora de nos mandarmos a nós próprios custe o que custar.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

O Jaime vem hoje?

José Freitas disse... in http://apontamentossemnome.blogspot.com/

Num ambiente de maioria absoluta com a "qualidade" a que nos habituámos a ver, a democracia representativa dos madeirenses e portossantenses deixa muito a desejar. Habituámo-nos a ver as mesmas caras, os mesmos discursos, a mesma rotina. Tudo gira em torno de uma liderança personalizada, num pessoalismo exacerbado e explorado até ao irracional. Coisas pequenas de ambientes pequenos e horizontes pequenos. Contudo fomos assistindo ao longo dos anos, a uma introdução de vilezas que passaram a ser comuns e protagonizadas por Jaime Ramos. Certamente o senhor não terá culpa das suas limitações de imagem, de oralidade e destreza mental. Não duvido que umas sessões de Terapia-da-Fala ser-lhe-iam muito úteis, quanto a matéria de educação e ética...Bem. Chá toma quem pode.Este deputado exímio na má-educação, representa mal os seus votantes, não dignifica o parlamento regional e envergonha a representatividade democrática da Madeira ou de qualquer parlamento digno desse nome. Neste âmbito creio que ele é mesmo a principal vítima de si próprio. Talvez por falta de espelho não veja a sua figurinha ridícula quando está revolto na sua primitividade.O quadro não é só esse. Tal como outros meretíssimos representantes do povo, este senhor criou uma super-estrutura que açambarca o tecido económico regional. Tudo muito bem validado no quadro democrático e regimental, que não filtra quaisquer incompatibilidades.O destacado quadro da máquina do PSD-Madeira tentaculariza o seu partido, o seu líder e grande parte do tecido económico regional que se relaciona nos negócios com as entidades públicas. Aliás o ciclo de forte investimento público e de infrestruturação que a Região tem conhecido nos últimos anos, é proporcional ao enriquecimento meteórico do Sr. Ramos. Veja-se as teias de clientelismo que este senhor detinha na Câmara do Funchal através do seu cunhado, o ex-vereador Marote com o beneplácito do chamuscado delfim Albuquerque. Este "Jaiminho" caricaturado pelo ex-líder do PS, Jacinto Serrão criou um "Petit-Salazar" (caricaturado por Jardim) e levou-o para dentro do hemiciclo madeirense. Esse petiz de político logo se mostrou atrevidote perante os ditames jardinistas e granjeou para si todo o protagonismo em sede da sua "Jota" laranja. Perpetuou-se agarrado como a lapa das Desertas com vento de sudoeste, na estrutura juvenil até à proveta idade de 30 anos!As cobras "bem-criadas" mantêm-se mesmo fiéis à sua hereditariedade.O Sr. Sílvio menos ressabiado e com menos "sanitas" na sua suma curricular permitiu-se ao simples e inóquo desrespeito de não ofender tanto ninguém...Mas tão somente (como o Mestre Ramos), aprovar os seus próprios projectos. Hoje já não precisa do parlamento. Excedeu os seus compromissos com o seu eleitorado. Nada de mal. A gula pode muito bem vir a ser uma daquelas doenças a serem comparticipadas no tratamento. Uma espécie de "desobriga religiosa". Ou em linguagem parlamentar com prefixos in uma inimputabilidade ou uma imunidade. São por demais conhecidas as "brejeiradas" do Sr. Ramos aos demais parlamentares da oposição. São aquelas bocas caústicas, tão ásperas como as suas entranhas, que o homem tão bem sabe vocalizar com mestria. A capa da imunidade permite estas brejeiradas. Depois fica quieto e mudo. Começa a piscar os olhos e a maioria dos seus músculos faciais. É o tique próprio de quem só sabe dispar à distância.O grupo parlamentar do PSD-Madeira perante o seu líder parlamentar, não passa de um conjunto de peões acéfalos. São meros serventes sem estímulo. Este chefe dos empreiteiros dos Mercedes e do lobby do betão não passa de mais um produto da argamassa da obra jardinista...Um paredão em bruto sem jeito e sem reboco.

27 de Novembro de 2007 19:55

Desproporções desportivas!


Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)

Devem estar loucos
Data: 17-02-2007

Embora já não deva constituir surpresa as aberrações que se passam no Mundo, a verdade é que ainda há notícias que não deixam ninguém indiferente e deixam estupefactas sobretudo as pessoas de bom senso. Os altos crânios da bola devem estar loucos para pagarem a um jogador de futebol a inacreditável quantia de 900.000 euros por mês equivalente a, 225.000 euros por semana, 30.000 euros por dia, ou 21 euros por minuto, só porque nasceu com jeito para dar uns pontapés na bola. Então quanto deveria ganhar por exemplo um médico que salva vidas, um cientista que descobre uma vacina contra um vírus, um governante de um país que governa em prol do bem estar de um povo, um empresário que emprega centenas de trabalhadores, etc. Dir-me-ão com certeza que é a economia de mercado na sua plenitude, é a livre concorrência, (seria livre se o grande poder económico não adulterasse as regras secando tudo à sua volta) enfim, é o progresso. Mas qual progresso? Isto é um grande retrocesso, é a estupidez humana disfarçada de ganância e ambição desmedida a funcionar em pleno. Como se pode chamar de progresso quando um jogador de futebol ganha 21 euros por minuto enquanto aqui mesmo ao lado, num país africano, existem milhares de crianças morrendo à fome ou um ser humano que trabalha de sol a sol para ganhar um mísero dólar por dia para sustentar uma família? Se houvesse dignidade em vez de ganância cega, isto deveria constituir motivo de vergonha para aqueles que pugnam por uma concentração de riqueza que levará no futuro ao estrangulamento financeiro, tal como a ganância da industrialização levou ao buraco do ozono ou ao efeito de estufa no Mundo, processo que já começou [há]a tanto tempo mas que só agora (tarde de mais) o homem começa a tomar consciência que carregou no botão que levará inexoravelmente à destruição do seu habitat natural. Senhores governantes, senhores grandes empresários, iluminados crânios da bola, senhores directores dos media, sobretudo as estações de TV que sustentam esta loucura do futebol, ainda vão a tempo de criar regras sãs que equilibrem o Mundo em que vivemos. Como? Os governantes que estabeleçam leis para que os indivíduos que ganham desmedidamente descontem dois terços do vencimento para impostos que seriam empregues na saúde e na educação. Os grandes empresários que invistam (reparem que estou a falar em investir para desenvolver e não em esmolas para que tudo fique na mesma) na África e noutros países subdesenvolvidos para travar o êxodo das populações famintas que rumam ao Continente Europeu e América do Norte em busca de comida e um pouco de dignidade, criando assim uma hiper-concentração de seres humanos em três ou quatro pólos mundiais e desertificando o resto do Mundo. Lembrem-se que na Europa ou na América ninguém irá morrer de fome por falta de dinheiro o que equivale a dizer que irão roubar, traficar, sequestrar e até mesmo matar para sobreviver. Quanto aos crânios da bola, estabeleçam tectos salariais para o pontapé na bola para que não sejam os próprios clubes a sofrer as consequências de um inevitável estrangulamento financeiro e o seu consequente encerramento, sobrevivendo apenas uma dúzia de clubes do topo mundial. Com quem irão esses competir? Quanto pagará nessa altura uma estação de TV para transmitir um jogo, por exemplo entre Real Madrid e Manchester United? Quanto custará um anúncio na TV? Para a FIFA e para a UEFA dá jeito receber chorudas quantias pela transferência de um jogador que vale 40 ou 50 milhões de euros e por isso não se lembram que estão a acabar com o futebol num futuro próximo. Não queiram antecipar o apocalipse, deixem que o Efeito de Estufa e o Buraco do Ozono acabem com ele daqui por 50 ou 100 anos.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Trabalho natalício

Maria Sousa in DN (Madeira)

09-01-2007
Sugestões políticas


Finalmente chegámos a Janeiro! O Ano Novo chegou e com ele os nossos merecidos dias de descanso. É verdade que muitos de nós, funcionários do comércio, passámos horas às 'moscas', mas o horário tivemos de o cumprir. No mês de Dezembro, deixámos os nossos filhos ao 'deus-dará', a cargo dos familiares idosos e por vezes doentes, isto para quem os tem e que damos graças a Deus por nos poderem ajudar nesta altura, porque o nosso governo e assistentes não pensam nisso, pois têm todo o tempo do mundo com folgas e tolerâncias no serviço e assim não falta a assistência aos filhos e netos. Na nossa casa não foi necessário fazer limpezas, arranjos de Natal, os nossos familiares não tiveram prendas porque não houve tempo para as comprar, isto devido ao facto de que até ao fim do mês de Novembro o dinheiro não chega para extras e quando vem o subsídio, não há tempo para as compras, pois saímos do emprego à mesma hora. Não temos tempo para receber nem fazer visitas, porque dias 25, 26 e 27 estamos exaustos e sem paciência. Resumindo, os licores, as broas, os salgados, as carnes, o peixe e os legumes para os almoços e jantares de família não foram necessários comprar. Por isso, com toda esta economia nas compras de Natal e mais horas extras que vamos receber, temos muito dinheiro para férias, por exemplo: Brasil e aí sim! Aproveitamos para fazer as compras. Os patrões honestos pagaram o justo valor e ficaram de bolsos vazios... mas satisfeitos! Os que não pagaram, não se fiquem a rir porque "Deus não dorme". Quando o Sr. Presidente do Sindicato do Comércio comentou que o horário extra não era pago correctamente por certas Entidades Patronais, o ex-Presidente da ACIF, em resposta, disse que nunca ouviu falar desses casos. Mais uma vez, o velho ditado entra em vigor "o pior cego é aquele que não quer ver". Sugerimos à Câmara e ACIF que para o fim deste ano consigam abrir o comércio com o mesmo horário das grandes superfícies, porque assim os Senhores Doutores e restante pessoal com Horário Nobre têm mais tempo para gastar, mas infelizmente não gastam no comércio do Funchal. A Câmara fecha estradas dentro do Funchal, os estacionamentos estão pela hora da morte, escorraçaram o cliente do comércio tradicional e agora querem contentar os empresários do Funchal com um simples horário alargado e alguma animação nas ruas. Não vêem que isto é só fachada para animá-los? Cada ano que passa é pior que o outro e continuam a acreditar no Pai Natal. Bem-haja o Cónego Martins, que teve a coragem de falar em público a verdadeira realidade da nossa cidade, é a bonita fachada que nos impõem, escondendo, atrás disso, a pobreza e a necessidade de trabalhar e para isso sujeitam-se ao horário alargado, sem remuneração para não perder o emprego que têm para o resto do ano, que entrou com aumentos em todos os bens essenciais e indispensáveis à nossa sobrevivência. Por agora desejo Força e Saúde a todos, para conseguirmos dar a volta a esta situação crítica, tanto para patrões como para funcionários.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Pico petrolífero e Governo Regional


Marco Mascarenhas in DN (Madeira)
10-01-2007

Combustíveis alternativos

Em Dezembro, descobri com agrado que os madeirenses estão a aderir, e ainda bem, à reciclagem. Aos valores apresentados, no entanto, deve-se entender que se é verdade que alguns se esforçam por cumprir a sua obrigação, digo obrigação, porque é um dever de cidadania, outros fazem-no muito pouco e muitos outros, népias. Ao ler o artigo que dava conta de tais resultados, veio-me à memória um outro que por certo li há mais de um ano, em que a mesma empresa que agora apresenta estes resultados, falava dos planos para iniciar a recolha de óleos usados e utilizá-los para a produção de biodiesel. Eu, curioso que sou, gostaria muito de saber se ainda falta muito. Acho uma pena que o próprio Governo Regional não faça desta questão um objectivo prioritário. Porque é que não investe em combustíveis menos poluentes do que os tradicionais e mais baratos? Dê o exemplo! Automóveis movidos a biodiesel, GPL, gás e hidrogénio são alternativas económicas em termos de custos de combustível. E amigas do ambiente! Bastaria parte da extensa frota do Governo Regional aderir a tais combustíveis que o negócio poderia tornar-se uma realidade que permitisse aos privados investirem nesta alternativa e beneficiasse os restantes condutores. Seria porventura um investimento que beneficiaria muito mais do que alguma marina e estádio de futebol juntos, e com utilidade comprovada. E um investimento destes, não necessita sequer de qualquer tipo de engenharia financeira!.

sábado, 24 de novembro de 2007

Pobreza: os números podem atraiçoar

amsf in http://www.besoirar.blogspot.com/
Qui Nov 22 2007

É preciso que os madeirenses tenham consciência de que a Segurança Social está regionalizada no entanto todas as verbas que ela gere são transferidas pela República. Pensões, Subsídios de reinserção (Rendimento mínimo), abono de família, redes de apoio aos idosos, subsídios às Santas Casas da Misericórdia e a todas as instituiçes da carácter social (religiosas e laicas, etc). Resumindo: o Governo Regional cumprimenta com o chapéu da República.
Dito isto devia ficar por aqui mas porque tento ser intelectualmente honesto vou tirar as devidas ilações. Da mesma forma que se criou o Centro Internacional de Negócios sem suspeitar sequer das consequências que isso teria para o PIB e consequentemente para os enormes fundos da UE, não se pensou que uma certa "generosidade" posteriormente teria consequências estatísticas e políticas. É verdade que há muita pobreza na Madeira mas essa pobreza só tem tão elevada expressão estatística (22%, 55.000 pobres) porque o Governo Regional e a Segurança Social aproveitaram-se do facto do dinheiro ser proveniente da República para serem mais generosos e tolerantes nomeadamente nos critérios de pobreza. Tenho a impressão que este facto poderá ser constatado especialmente na atribuição do actual Rendimento de Inserção, anterior Rendimento Mínimo. Um estudo estatístico certamente permitirá constatar que nos meses anteriores a eleições os critérios de atribuição deste subsídio eram pouco rigorosos para voltarem a serem apertados meses depois das eleições. A minha conclusão é que o Governo Regional está a ser vítima de uma armadilha que ele próprio criou. Se todos estes subsídios viessem directamente do orçamento regional certamente que a Segurança Social madeirense, quotidianamente, não reconheceria tão elevado número de pobres. É fácil cumprimentar com o chapéu dos outros, manter uma reserva de votantes que vivem na dependência do governo, no entanto podemos ser atraiçoados pelos números!

Qui Nov 22, 11:05:00 PM 2007

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Prostituição !

stanica said... in http://dependedasopiniaes.blogspot.com/


20/3/07


É uma realidade que nos últimos 5 anos quando vou passar férias à ilha, me tenho deparado com algumas situações de "exposição feminina" nas ruas secundárias do Funchal. Se já existiam, e sabemos que já, não eram de forma tão clamorosa como nos dias de hoje. Contudo, e no que toca à problemática em questão, a prostituição é sobejamente conhecida como a mais velha profissão do mundo. Existe desde sempre e creio que sempre existirá. Gostaria de dar uma abordagem diferente à prostituição. Ainda que seja absolutamente verdade que quem a tal se sujeita é por norma quem vem de meios precários, com graves carências aos mais diversos níveis, sendo que este acaba por ser um dos escapes como meio para a sua sobrevivência. Todavia, é também verdade que, e como em tudo na vida, nada é totalmente línear! Numa perspectiva pessoal, creio que o fenómeno de emigração que Portugal tem sofrido no decorrer da última década é uma das razões para o aumento da prática em discussão. Mas o que queria ressalvar, são aquelas que se prostituem por ser a via mais financeiramente fácil e altamente rentável. Documentários e reportagens já foram feitas em que há raparigas que se protituem porque podem vestir as roupas de marca que tanto desejamam quando passam pelas montras das lojas. Não são obviamente uma maioria, mas este é um fenómeno em ascensão no mundo, ou sub-mundo, da prostituição. Há variadissimos tipos de prostituição, ainda que o fim seja exactamente o mesmo... Há quem faça a distinção entre "rafeiras" e de "luxo"! Não sei se saberás que em Itália estas senhoras têm um sindicato que zela pelos seus interesses. O que acaba por ser melhor, na medida em que há melhores condições de higiene e consequentemente maior controlo na propagação de doenças, tanto para as mesmas, assim como para os "consumidores". Já para não falar de não haver uma hipocrisia tão enraízada, que ao invés de ignorar o problema dá-lhe uma solução mais coerente com a realidade. Se em Portugal fossem sindicalizadas teriam que descontar para o IRS, certo? Ajudavam a combater o buracão da Segurança Social, não era?! (este comentário inicialmente foi a brincar, mas agora que penso não acho que seja má ideia... ainda que confesse, que seja um pouco de mau gosto). Mas e falando da mítica cidade europeia, Amesterdão. Há quem diga que o Bairro Vermelho dá mais dignidade à profissão pelo facto de não estarem espalhadas pela rua. Honestamente, quando lá fui não achei minimamente mais digno! Achei tão degradante como vê-las na rua, pois elas estão expostas através de um vidro como se de mercadoria tratasse. O fluxo de turismo no caso particular de Amesterdão não tende a diminuir. Sinceramente acho que é um dos locais no TOP TEN do guia da cidade, de tanta atracção e curiosidade que disperta. A prostituição sempre teve uma conotação negativa e há-de ter sempre. Parece contra-natura e anti-romantismo a ideia de ter que "vender" o corpo. Tempos houve em algumas sociedades em que independentemente da má fama das prostitutas, estas eram pessoas instruídas, com cultura. Não eram tidas como meras prostitutas de rua, eram damas de companhia de senhores de classe alta, que os entretinham e acompanhavam para quase todo o lado. Designadamente as gueixas no Japão.
20/3/07 20:37

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Parasitas e mal agradecidos!

Duarte Pires in DN (Madeira)


"75 cêntimos de renda? Não brinquem comigo!"
Data: 04-06-2007


Reflecti muito se escrevia ou não esta carta e decidi que não poderia ficar calado perante tamanha vergonha (ou falta dela). Na semana passada, o Diário de Notícias publicou uma reportagem sobre a demolição de um bairro camarário na Cidade do Funchal para construir um bloco de apartamentos. Até aqui, tudo bem, embora sempre considerei que o trabalho dos diversos governos seja proporcionar boa educação, cuidados de saúde, justiça, obras públicas, etc. etc., mas nunca dar casa (mesmo a preços irrisórios) pois cada um tem que saber se "desenrascar". Fiquei e continuo estupefacto por saber que alguns inquilinos se recusam a sair temporariamente (com os custos a serem suportados pela CMF), alegando, entre outros motivos, o não quererem morar numa "gaiola" (leia-se apartamento), exigindo um T4 porque também têm que pensar na filha que já tem 25 anos (coitadinha!) e que na actual casa pagam de renda 75 cêntimos… que há cerca de 50 anos era muito dinheiro. Pois é! Para mim, tais afirmações só têm duas explicações. Ou as pessoas em causa não tem vergonha na cara ou então são mais umas "chulas" que vivem, e bem, às custas do Estado. É gozar com a cara de todos aqueles (e são muitos) que investem o trabalho e o dinheiro de uma vida para ter a sua própria casa pagando duas a três vezes mais de juros em contratos de empréstimos por 40 anos.Chamar de "gaiolas" aos apartamentos que vos são dados quase de borla para depois passarem muito do vosso tempo nas lojas a comprar muitas das coisas que outros (tal como eu) gostaríamos de ter mas não podemos porque os empréstimos bancários no final do mês não o permitem.Isto para não falar nos bons carros que muitas vezes estão parados nestes bairros. Ah! São das vossas visitas! Bem me parecia!!! Como diz o velho ditado, "não custa viver, custa é saber viver".

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Dar a César o que é de César




Maria Rodrigues in DN (Madeira)

Fuga ao fisco
Data: 01-06-2007



Escrevo como cristã, que foi afastada da Comissão de Festas para o arraial da minha paróquia, pelo sr. padre, por não aceitar que na paróquia onde se faz festas com o dinheiro do povo não se exija que as empresas de electricidade, bandas, conjuntos etc, contribuem como todos nós no pagamento dos impostos. Como é possível que os padres aceitem propostas para os arraias sem IVA, porque assim fica mais barato para a Igreja! Que vergonha para a Igreja! O que acontece é que os vários intervenientes ganham aos milhares e não declaram porque as comissões de festas e paróquias não exigem as devidas facturas, recibos e tudo isto com a bênção dos padres e do bispo. Onde está a fiscalização destes arraias por parte das actividades económicas? Porque é que a inspecção das actividades de espectáculo não actua, exigindo as paróquias e comissões de festas, maneira hábil do padre lavar as mãos, a apresentação dos respectivos documentos que justifiquem os devidos pagamentos. Se houver uma investigação nesta fuga ao fisco noventa por cento dos padres estavam na cadeia, pois são eles os responsáveis na paróquia pelos arraiais que movimentam milhares de euros. É preciso dizer basta à fraude, à fuga aos impostos e a Igreja deve ser a primeira a dar o exemplo. Se no passado o anterior bispo fechava os olhos a tudo isto porque o que interessava era o dinheiro, mesmo que fosse fugindo ao fisco, espera-se que este bispo, esclareça os padres que colaborar com estas ilegalidades é indecente para a Igreja, quando são os próprios bispos que dizem que todos devem contribuir no pagamento dos impostos. É necessário que D. António Carrilho coloque regras nas festas religiosas, quanto ao limite dos seus gastos, pois a minha paróquia não faz nenhum arranjo na igreja há vários anos, mas o padre que chegou a pouco tempo está sempre a pedir dinheiro, porque o dinheiro foi todo gasto na festa e há necessidades urgentes para resolver. Continuarei a colaborar mas não tomarei parte em nenhuma comissão ou movimento enquanto o padre se mantiver na paróquia.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Roque Martins vítima da caridade cristã?

Anónimo disse... in http://apontamentossemnome.blogspot.com/
13 de Novembro de 2007

Caro Dr, a saída do Dr. Roque Martins da segurança social, não pode deixar de constituir motivo de gáudio para quem é sério e honesto ao mesmo tempo que merece uma análise politica e, até sociológica. O dito personagem, enquanto comandou o barco da misericórdia, procurou sempre, de forma explicita, "servir", servilmente, o poder que lhe deu a mão. Entre tantas questões, lembro-me o "frete" feito ao governante Brazão de Castro ao segurar e promover a sua filha inexperiente, ao arrepio do parecer fundamentado da responsável pelos recursos humanos da instituição. Ainda bem que o referido e lunático personagem experimentou no activo o camartelo deste regime que nos oprime. De que serviu esse e tantos outros fretes? Bem feito, Dr. Roque Martins, já tinha idade para ter juízo e, também, para saber que, nesta vida, mais vale ser-se integro (com todos os custos daí decorrentes....) que mendigo de comendas, designadamente as distribuidas pelo Átila do regime. Moral da história: se tivesse lido e, sobretudo, aprendido e compreendido, as belas passagens de sabedoria que a Bíblia Cristã veicula há mais de 1900 anos, tinha evitado este desfecho que acaba de o cobrir de desonra. Comissão de Justiça e Paz? Que ironia! A sua passagem por esta organização e as posições por ela tomadas constituem mais lastro para uma submersão que, calculo, esteja a ser agonizante. RIP. Quanto ao regime, nada mais haveria a esperar. Procedeu como sempre, de forma implacável e triturando até os "seus" quando lhe dá jeito. A sociedade madeirense foi há 30 anos recolonizada por uns indígenas de perversa conduta os quais têm vindo a hipotecar a verdadeira alforria deste nobre (mas estúpido) povo ilhéu. Os cumprimentos de um anónimo que, afianço-lhe, não é figura pública nem socialmente conhecida.




13 de Novembro de 2007 22:26

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Ministério Público ou Mistério Público!?

Entre as milhares de ilegalidades descritas no Relatório à CMF vejam esta em que a própria CMF, em sede de contraditório, se incrimina.


"3.3.1.1 Período de implementação
Segundo informações obtidas, a Câmara iniciou a aplicação do POCAL em Maio de 2002, pelo
que não foi cumprido o art. 10.º, n.º 4, do Decreto-Lei n.º 54-A/99, de 22/02, com a redacção
dada pelo Decreto-Lei n.º 315/2000, de 2/12.
Em relação a esta matéria, a Câmara, em sede de contraditório, veio justificar o atraso verificado
na implementação do POCAL, apresentando os motivos seguidamente descritos:


"Com vista à implementação do POCAL, a Câmara Municipal do Funchal adjudicou, em 29 de Setembro de 2000, a aquisição do sistema informático designado por BAAN, através do contrato n. º 54/2000.
Entretanto, decorreu um curso de formação para os funcionários do Departamento de Informática da CMF, entre Março e Novembro de 2000, no sentido de dotar aquele pessoal dos conhecimentos indispensáveis para a implementação daquele sistema."


Aquele ENTRETANTO não devia ser subsituido por ANTECIPADAMENTE uma vez que a formação foi dada antes da adjudicação do sistema informático!?

O sistema informático foi fornecido pela MCComputadores e a formação pela SULOG que é uma participada daquela empresa.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Hobby de luxo ou falta de respeito!?

Freddy Abreu in DN (Madeira)

Amaldiçoados carros clássicos!
Data: 30-06-2007

Quarta-feira 27 de Junho, um dia rotineiro como tantos outros, não fosse alguém ter a excelente ideia de encerrar a Avenida do Infante ao trânsito em plena hora de ponta. Isto para contemplar as pessoas com um relaxante regresso a casa, depois de mais um cansativo dia de trabalho. Explicando: apanhei o autocarro no Anadia às 18:40 e só às 19:45 é que passámos a meta da Ponte do Ribeiro Seco. Isto porquê ?? Para que meia dúzia de ricos exibicionistas sem mais nada para fazer, exibissem as suas relíquias, simplesmente numa das mais movimentadas artérias da nossa cidade !!! Quer dizer, somos massacrados de todas as maneiras: somos obrigados a trabalhar um dia inteiro para recebermos uma fortuna ao fim do mês que é obviamente os nossos salários, somos obrigados a levar com esta mesma gente todos os dias a passear os seus " bolides" topo de gama, enquanto nós secamos nas paragens, somos obrigados a ver esta mesma gente habitar casas de luxo, enquanto a maior parte sonha/delira com uma casinha. Mas porque raio não foram para o Paul da Serra, ou melhor para o Chão da Lagoa lá para Julho aquando a realização do circo ridículo, sempre era mais uma atracção aberrante além de todas as outras que já costuma haver!! É incrível, inadmissível, inconcebível, só mesmo nesta Ilha … é que se passa uma coisa destas !! Quando é que o interesse de meia dúzia se sobrepõe ao interesse dos outros todos??? Os interesses da maioria só são "defendidos" nas folclóricas eleições, porque de resto o Zé Povinho é esquecido, torturado, em nome do prazer, do narcisismo do Povo Superior da nossa praça. Há gente a tratar a Madeira como se do quintal da casa deles se tratasse! Encerrem as avenidas, as ruas todos os dias, assim não precisaremos de "gastar dinheiro nos ginásios, nos spas, para relaxar ", entupidos num trânsitos infernal haverá melhor coisa para descontrair ??? Perto disto, a famosa massagem relaxante de pedras quentes é uma miragem ! Isto está a tomar um rumo se não fosse catastrófico seria pelo menos cómico, fecham-se promenades, complexos, para eventos privados, permite-se que se construam mamarrachos e só depois olha-se aos pormenores legais, fecham-se avenidas, (…) até chegar o dia de sermos proibidos até de sair de casa, porque simplesmente alguém decidiu assim ! "Mai nada" !!!!! Estou a torcer para que todos os carros se avariem, para que não chegue nenhum ao fim, para que a pior viagem de autocarro da minha vida tenha pelo menos um sabor menos amargo !!! E claro, já houve danos colaterais! Um estrangeiro ferido, pois os mesmos de sempre, um acidente de percurso. Que pena o carro clássico "ficou ferido". Porque o estrangeiro, "coitado" esse não interessa, teve foi o azar de estar no lugar errado, na hora errada, não lhe reservaram um lugar na tribuna VIP porque ali infelizmente nunca ninguém se magoa !!!!.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Guilherme Tell e a maçã blogosférica


Guilherme Silva - Cobardolas… flops… e outras coisas mais! in DN (Madeira)
Data: 11-11-2007

Todos sabemos a importância e a eficácia informativa que tem actualmente a "Net" e o mundo da "blogoesfera", como veículo privilegiado de comunicação. Pena é que haja uns "cobardolas" que, servindo-se dos blogues, se ocultam no anonimato, para injuriarem e difamarem tudo e todos, na convicção de que, escondendo-se, manter-se-ão impunes e poderão continuar a escalada difamatória de terceiros, sem que nada lhes aconteça. Fui alertado por amigos que receberam nos seus "e-mails" textos com as maiores falsidades sobre personalidades públicas, eu próprio incluído. Naturalmente que a circunstância de quem o faz, não dar a cara e escusar-se a assumir e a provar, publicamente, as mais graves afirmações ofensivas da honra e do bom nome de terceiros, revela, por si só, a sua total falta de credibilidade e de escrúpulos. Estão, porém, enganados, pois, felizmente, há vias técnicas e legais de os identificar, pelo que, da minha parte, não perdem pela demora e vão ter de responder, no momento e em sede próprias, pelo crime de difamação.
[...]

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Assassinato político dos líderes do PS/M

Funchal: não perdem pela demora... in http://ultraperiferias.blogspot.com/

Quinta-feira, Novembro 08, 2007
posted by L.F. Malheiro @ 15:39


Não perdem pela demora. O PS do Funchal andou a divulgar pela cidade – e arredores – cartazes contra Miguel Albuquerque. O que eu posso garantir é que não perdem pela demora, a resposta está a ser preparada e provavelmente alguns não vão gostar das opções que a maioria vai tomar. Alguns não vão gostar, mas eu penso que estamos a caminhar, lamentavelmente, para uma situação de descontrolo, em que vale tudo. O mundo da política não começou hoje, assim como as tais “negociatas” também poderão ter existido no passado e noutras instituições que não edilidades. Isto se estas forem aceites por quem de direito… É o que se chama “olho por olho” com…juros!
# posted by L.F. Malheiro @ 15:39

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Madeirenses de primeira Vs portugueses de segunda !?

Óscar Teixeira in DN (Madeira)

Das finanças entre a Região e o Estado
Data: 10-06-2007

1- Todos os impostos, taxas e multas pagas por cada contribuinte da Madeira ou Açores revertem para os cofres da respectiva Região. Mais até, no caso do IVA, devido à redução de taxa, o Estado compensa as Regiões de modo a garantir uma receita igual à média nacional. A Segurança Social rege-se por um sistema único central. Porém, atendendo sobretudo aos subsídios em regime não contributivo, o Estado transfere para a Segurança Social cerca de 6 mil milhões de euros, equivalente a metade do total das contribuições. Por outro lado, ao contrário do que sucede, por exemplo, em Canárias, cada Região fica com todas as suas receitas sem quaisquer transferências para o Governo Central.
2- Em concreto, vejamos os orçamentos para 2007. O Governo Central prevê cobrar 35 mil milhões de euros em impostos que representam a quase totalidade das suas receitas ordinárias (93%). O Governo Regional prevê 759 milhões de euros em impostos, apenas 62% das suas receitas ordinárias, onde se destacam, com 213 milhões, as transferências do Estado pela Lei das Finanças Regionais. Visto de outro modo, por habitante, significa que cada continental paga 690 contos de impostos e usufrui até 740 contos, enquanto cada madeirense paga 620 contos e usufrui de 1000 contos.
3- Porém acresce que o Governo Central é único responsável por um conjunto significativo de funções de âmbito nacional que não são custeadas pelas Regiões Autónomas. Identificando apenas algumas rubricas, temos 11 mil milhões de euros em transferências (Autarquias, Regiões Autónomas, Segurança Social, União Europeia) mais 6 mil milhões de euros em serviços (Polícias, Defesa Nacional, Negócios Estrangeiros, Justiça, Universidades). Ou seja, só estas despesas de soberania nacional somam 44% das receitas ordinárias previstas no Orçamento do Estado e representam 316 contos para cada cidadão.
4- Conclusão. Verifica-se que para as funções da administração pública de âmbito estritamente regional cada madeirense usufrui de 1.000 contos, enquanto que, para as mesmas funções, cada continental usufrui apenas de 413 contos. Para a globalidade das funções do Estado, cada madeirense usufrui de 1316 contos, pagando 620, enquanto que cada continental usufrui de 724 contos pagando 690. É este o roubo "nefasto e nefando" de um Estado dito colonial.
(Ao seu dispor em oscarcteixeira@gmail.com).

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Segurança Social para a fuga ao Fisco

Alexandra Mendonça in DN (Madeira)

Dívidas à Segurança Social
Data: 15-06-2007

Foi com alguma surpresa que vi no Jornal da Madeira, esse jornal isento e democrático, uma notícia sobre o aumento das receitas da Segurança Social na região Autónoma da Madeira. Na verdade, a Madeira é o único lugar do país em que só paga Segurança Social quem quer. Admira-me que os Jornais ávidos por notícias, ainda não tenham publicado um artigo sobre o facto de não existir na Madeira qualquer órgão de execução fiscal para executar coercivamente as dívidas á SS. Na verdade em 2001, que os Serviços de Finanças deixaram de ter competência sobre esta matéria, o DL 42/2001 de 14 de Fevereiro criou as chamadas Secções de Processo, que só nos Açores existem 3, e que têm como missão a recuperação e o combate à fraude e evasão fiscal. Existem actualmente 19 Secções de Processo em todos o Portugal Continental, ou seja uma por Distrito, á excepção do Porto que já tem duas e Lisboa que já tem a segunda em fase de instalação. Acresce que a última Lei de Bases veio trazer alterações ao nível do prazo prescricional, reduzindo para 5 anos o prazo de prescrição, em vez de 10, o que significa que quem não pagou até aqui também não será incomodado se a sua dívida remontar a mais de 5 anos atrás. Não quantos mais milhões é que o Dr. Alberto João Jardim quer mais do Continente, já que as reformas e todas a outras prestações que são atribuídas pela SS aos cidadãos, saem do Orçamento do Continente, porque não há autonomia da Segurança Social, e pior ainda a preocupação de arrecadação dos milhares ou mesmo milhões de euros que se encontram por entrar nos cofres do Estado, dada a ausência de execução fiscal na Madeira. Por outro lado, talvez eu esteja errada e na Madeira sejam todos bons pagadores e não haja dívida por cobrar!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

A Torre do Tombo do Principado da Pontinha !

Ofício sobre a aplicação do imposto municipal - veja aqui;

Carta ao Secretário Regional do Plano e Finanças do Governo da Região Autónoma da Madeira - veja aqui;

Convite para o 104º aniversário - veja aqui;


Carta de cortesia à Armada Espanhola - veja aqui.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A erecção do primeiro poder !?

Martins Júnior in DN (Madeira)

Hoje, às 18 Horas em Ponto!
Data: 19-06-2007

Lá estarão os "velhos crocodilos". São todos velhos, mesmo que caiados de fresco ou rebocados de corantes ruivos. Todos hirtos e firmes, a mão direita ao peito, a esquerda mais abaixo segurando a algália das lágrimas, os olhos murchos lobrigando a ponta do ilhéu por entre as vidraças do palácio, ficarão babados à espera do mestre da antiga Grécia, o tal que dizia "Só sei que nada sei"! É claro que ele não vem, porque para os velhos crocodilos que sabem tudo, não há nada a ensinar e o mais que eles sabem é que não têm nada a aprender. Mas querem que ele venha. Na opulência dos cascos emproados (erectos por fora, rastejantes por dentro) sentem o vazio de uma orfandade incurável. Apesar disso, exigem que o Mundo lhes caia aos pés, porque têm o umbigo do tamanho da ilha e têm a ilha maior e mais laranja que todo o planeta. Grandes trastes! Hipócritas de uma figa, quem nem fariseus! Então eles não se lembram que durante oito anos a fio foram convidados pelo signatário destes linhas, então presidente de Câmara, para o Dia do Concelho de Machico e nunca lá puseram os pés!?... Sabiam estender, a preço zero de cruzeiros americanos, as devoradoras pegadas para Venezuelas, Áfricas, Américas, mas nunca foram capazes de achar vinte escassos minutos para saudar o Povo de Machico, no dia magno da sua comunidade!... Mesmo assim, o único que lá foi, o velho dinaussauro agora em liberdade do circo do poder, quis à viva força impôr-se ao protocolo do povo anfitrião: o resultado foi "meter o rabo entre as pernas" e retirar-se de cena. Com tanta saudade e tanto pranto, está visto que esta autonomia não passa de uma algália mal-cheirosa na papuda garganta de quem a retalha e come em proveito próprio. Mas, chorem, chorem, porque lá diz a gente: "Quem não chora não... ama".