Andesman in http://opalanegra.blogs.sapo.pt/
GUERRA E FICÇÃO
Há quem promova guerras de pólvora seca inventadas à sua medida, para depois dizer que as ganhou.
Há quem fale constantemente que a sua terra está a ser atacada.
Há quem invente que ele e seu povo estão debaixo de fogo.
Há quem peça à Marinha para invadir o seu território.
Há quem fale tanto de guerra, e nunca tenha estado numa zona operacional, ou debaixo de fogo real.
Há quem sempre a puxar para a fanfarronice, inicie sucessivas guerras e depois tenha que levantar a bandeira branca. E apesar disso continue a cantar vitória.
Todas as guerras de Gonçalves jardim são palacianas, todo o seu conhecimento guerrilheiro, limita-se à Acção Psicológica do tempo da guerra colonial, que já afirmou ter-lhe sido muito útil na política.
É neste contexto que o senhor Gonçalves Jardim, se deslocou há dias a Lisboa, pela segunda vez desde que está no poder, numa situação idêntica à de Egas Moniz, embora por razões muito menos nobres.
A primeira vez que se deslocou ao "rectângulo", com a corda ao pescoço, foi no tempo do governo do Bloco Central.
A sua política tinha levado a Região à beira da bancarrota (o senhor Gonçalves Jardim dizia, ruptura financeira), Gonçalves Jardim implorava a Ernâni Lopes 1 milhão de contos com a máxima urgencia .
Gonçalves Jardim confessou mais tarde, ter sido o momento mais difícil da sua governação, que nem conseguia dormir, pois já nem dinheiro tinha para pagar à Função Publica. Ernâni Lopes não estava de acordo, valeu a intervenção de Mário Soares.
Ernâni Lopes o austero Ministro das Finanças, elogiado pelos ingleses pelo seu rigor, exigiu que Gonçalves Jardim lhe levasse as contas da Região para análise.
Ernâni Lopes adiantou-lhe um milhão de contos por conta das transferências do OE do ano seguinte; mas as contas foram expostas até na TV e Gonçalves Jardim nunca perdoou a Ernâni Lopes a humilhação.
As eleições antecipadas, foram justificadas perante o povo, serem para combater esse perigoso "general" inimigo, que se disfarça sob o nome de filósofo grego, e que sitiara a sua terra com uma força militar especial; a LFR.
Pouco depois das eleições, já os chefes "militares", do seu monolítico exército diziam, que nunca esperaram que a antecipação das eleições resolvesse o "garrote" imposto pelo cerco da LFR.
Em mais uma acção de Acção Psicológica, o senhor Gonçalves Jardim, engana mais uma vez o seu povo. Estraga o calendário daqueles que afirmaram extemporâneamente, terem como objectivo ganhar as eleições regionais já em 2008. Como se sabe, o senhor Gonçalves Jardim é um viciado no poder; aproveita o momento emocional que causara ao povo, reforça e prolonga o seu poder até 2011.
Nesta "guerra" o mestre da Acção Psicológica, enfrenta o experiente "general" Teixeira dos Santos, que ao contrário dos seus antecessores Campos e Cunha, Miguel Cadilhe, Catroga, João salgueiro, Constâncio e outros, além de equivalente competência técnica, entende ainda as manhas da política.
Como em tudo neste mundo e nesta vidinha que nos deram; há crédulos e incréus. Eu pertenço aos segundos, sou do tipo S.Tomé.
Há quem ainda acredite que o senhor Gonçalves Jardim pode ainda mudar e tornar-se um pacifista das suas próprias guerras psicológicas.
Ora esta paz é mais fácil de sabotar do que a paz Israelo-Árabe, em que cada uma das partes, não só desconfia da outra, como não acredita vir a cumprir a sua parte.
Se hipotéticamente o senhor Gonçalves Jardim conseguisse tudo o que quer, nem precisaria de chegar às eleições e voltaria "à pedra", mandando a paz às urtigas, promovendo mais uma guerra para mostrar que é indomável e que o "rectângulo" é inimigo do "Povo Superior" e que só ele é a salvação.
Se nestas negociações não conseguir "solidariedade" que para si é uma estrada de sentido unico, receber: a guerra segue de imediato.
Guterres quando foi PM, além de de transferir para a Região o que era de lei, ainda pagou 75% da dívida regional, qualquer coisa assim como 160 milhões de contos, segundo a imprensa da época. O senhor Gonçalves Jardim já nem conseguia sequer, pagar o que chamava serviço da dívida ou seja; os juros.
Os agradecimentos do senhor Gonçalves Jardim, são conhecidos: por antecipação, quando Guterres era apenas secretário-geral do PS, chamou-lhe tonto. Depois, e apesar da "solidariedade" de 160 milhões; aldrabão, vigarista e mafioso.
Nas eleições regionais seguintes, não podendo acusar o governo central, o PS e o PS-M de inimigos; o senhor Gonçalves Jardim, pede aos madeirenses todos mesmo áqueles que nunca tinham votado nele, que dessa vez votem, que é o seu ultimo mandato.
O crédulo povo acreditou e votou, e o senhor Gonçalves Jardim continuou no lugar até hoje.
Diz o povo que dizem ser sábio, que "burro velho não aprende línguas". Depois não é a caminho dos 70 que um homem muda.
publicado por Andesman às 21:37






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