segunda-feira, 14 de abril de 2008

AJJ: rei no seu nicho político !



É impressionante a forma como o dr. Jardim consegue manter refém da sua todo-poderosa vontade o presidente da República e a Assembleia Legislativa da Madeira. Impressionante e, devo dizê-lo, lamentável. Então o presidente da República vem à Madeira em visita oficial, o parlamento não o recebe em sessão solene porque alberga "um bando de loucos", de acordo com as mimosas palavras do chefe do governo madeirense, e o chefe de Estado aceita e nada diz? Estranho. Cavaco Silva engole a afronta de só poder encontrar-se com o tal "bando de loucos" à mesa da informalidade de um jantar. O presidente da Assembleia Legislativa aceita passar pela vergonha de ser apresentado ao chefe de Estado como o homem que dirige o manicómio. Os deputados vergam-se sem um um pio perante a sua pública desconsideração. E quem os elegeu rebola-se de gozo por mais uma demonstração do desconchavo verbal do seu divertido líder.
Estranho? Se calhar, nem por isso. Jardim tem, de facto, um poder imenso. Para além de praticamente inamovível (sem que possa cair-se em rupturas capazes de, no limite dos limites, fazer perigar a unidade do Estado) o presidente do Governo Regional goza de um privilégio que nenhum outro poder eleito detém neste país: governa sem ónus. Para ele a governação só tem benefícios: não há medidas impopulares para aplicar; não há impostos para lançar e cobrar (ainda que a lei o admita); não obstante, há dinheiro suficiente, e ainda bem, para fazer obras e resolver problemas a pessoas eternamente agradecidas.
No caso específico da Madeira, a configuração constitucional da Autonomia permitiu, na verdade, este pequeno monstro democrático: o presidente do Governo regional consegue ter a vida mais facilitada do que um autarca ou do que um mebro do estado central. Porque está suficientemente distante da enxurrada e do buraco da estrada para não ter de aturar a indignação popular; porque se encontra suficientemente próximo da grande obra pública para açambarcar louros e méritos que nem sempre são seus; e porque anda alegre e suficientemente à margem das grandes decisões de política económica para poder responsabilizar o estado central por tudo o que de mau nos possa acontecer.
Isto é, o actual figurino constitucional da Autonomia permitiu à Quinta Vigia ter-se transformado numa espécie de bunker dotado de dois preciosos amortecedores de impopularidade: as Câmaras municipais, por um lado, e o Governo central, por outro. Quer isto dizer que Jardim não tem mérito? Nada disso. O que isto quer dizer é que o poder de Jardim se exerce, no plano formal, numa espécie de terra de ninguém (onde não há culpas, responsabilidades, ou pecados originais) que ele soube perceber, ocupar e fazer sua. É por isso que não acredito que fale com grande convicção quando reivindica para a Madeira uma autonomia tendencialmente ilimitada. Não obstante, toda a gente parece recear a chantagem. Até, pelos vistos, o presidente da República. Pelo que ninguém neste país parece sentir-se com suficiente força política e legal para explicar ao dr. Jardim que a democracia tem regras e o seu poder tem limites. E assim vamos andando de desconchavo em desconchavo.


Bernardino da Purificação

domingo, 13 de abril de 2008

Convite ao sr. Silva !




Mário Barros in DN (Madeira)


Sr. Presidente da República
Data: 23-08-2007




Sua excelência, Dr. Aníbal Cavaco Silva, será missão impossível pôr na ordem a democracia da Madeira e travar a desordem constante na pessoa, ou pessoas, como o Dr. Alberto João Jardim e Jaime Ramos? Isto aqui na Madeira vale tudo. Há prepotência e ódio na democracia da Madeira. Até na Assembleia vale tudo, com a maioria frequentemente a chamar nomes aos seus colegas da oposição. A juventude madeirense não pode de maneira nenhuma ouvir a linguagem que está a ser usada na política madeirense. Acho muito grave a forma como se faz política na região. A população da região tem 250 mil habitantes, será que toda ela pertence ao Alberto João Jardim? Sr. Presidente da República Portuguesa, é uma prioridade e até urgente a sua vinda à Madeira olhar por esta democracia e estar atento ao Dr. Alberto João, que rejeita, discrimina, faz pouco e ofende toda a oposição regional. E mais, faz-de-conta que o seu poder é absoluto, onde se acrescenta a xenofobia. Sr. Presidente, faça uma visita aberta à região, pois sentirá e verá rostos calados, sofredores e proibidos. Somos parte constituinte de Portugal e por isso não aceito, da parte do presidente da região, que coloque portugueses contra portugueses. A sua presença seria útil, para desinibir quase toda uma população que vive cada vez com mais medo. Sua excelência, Dr. Cavaco Silva, a Madeira espera por si, não para ver obra, mas sim para sentir e ouvir gentes de toda a ilha, para que torne a reinar a paz e o sossego. Aguardaremos muito ansiosos a vossa vinda. Os sinceros votos para que tudo isto aconteça, deixo-lhe os meus cumprimentos.



sábado, 12 de abril de 2008

Será que a União Europeia é tonta?

Edgar Silva (CDU) pretende subsídios da União Europeia para os pescadores madeirenses e simultâneamente que os mares da Madeira sejam para uso exclusivo daqueles!

Suspeito que não deixará de haver quem não detecte a mínima anormalidade neste raciocínio!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O caso Leonel Freitas

Guido Gomes in DN (Madeira)

RTP/M: critérios
Data: 26-08-2007

Li no segmento "cartas do leitor" do DN de 26/07/2007 as lamúrias do Sr. Director da RDP e RTP-Madeira, Leonel Freitas, que se queixava de ter sido acusado pelos madeirenses de falta de isenção e profissionalismo nas instituições públicas a que preside. Depois de, nos períodos eleitorais, ter concedido sempre o DOBRO do tempo de antena ao partido do poder (e não se venha justificar com a história de uma peça ser referente ao Presidente demissionário e outra ao Candidato, uma vez que estes dois homens são o mesmo personagem, que aliás é conhecido por aproveitar o exercício das suas funções oficiais para fazer campanha política!), de ter CENSURADO partes do discurso da oposição, transmitindo apenas a parte das críticas ao Executivo Regional e nunca as propostas alternativas apresentadas (passando deliberadamente uma imagem de uma oposição acéfala e incompetente que só conhece a política do insulto e do "bota-abaixo"), de ter EDITADO as peças em que os representantes dos partidos da oposição, enquanto falavam tinham que repartir a cena com filmagens entrecortadas de paredes, equipamentos electrónicos, cadeiras vazias, etc. (tudo com o intuito de resumir um partido inteiro a meia dúzia de "gatos pingados" descontentes que nem uma sala enchem) e de ter BAJULADO publicamente e em directo na noite de 6 de Maio o candidato vencedor, só tendo faltado a vénia. Diga-me, o Chefe reconheceu-o de cara ou foi preciso mostrar-lhe o seu cartãozinho de militante? V. Exª portanto só pode estar em negação, ou então não tem um pingo de vergonha! Ainda nestas últimas semanas assistiu-se a sucessivos telejornais em que se teciam largos elogios às mais recentes obras do governo (à boa maneira do JM), enquanto os problemas sérios que afectam a Madeira (leia-se a auditoria às "negociatas" da CMF), que por direito deveriam aparecer na abertura do noticiário, eram DISSIMULADOS atrás de notícias sem a mesma importância. Será que quando começarem os julgamentos dos autarcas funchalenses o telejornal começará com uma notícia de uma exposição canina, seguida da inauguração das instalações de uma empresa privada? ...


A lei do Oeste!



Renato Azevedo in DN (Madeira)

Bem-vindo a C. Lobos, forasteiro
Data: 29-08-2007

Câmara de Lobos, a minha cidade, era, até há bem pouco tempo, considerada a capital da noite madeirense. E não, não se pense que a utilização do pretérito imperfeito neste prelúdio surge por acaso ou por um qualquer 'lapsus lingue' de que um modesto escrevinhador como eu pode muito bem ser acometido. Mais, antevejo que a tendência será, num futuro próximo, referirmo-nos a Câmara de Lobos neste particular no pretérito mais que perfeito (Câmara de Lobos 'fora' …). Digo isto não por profetizar a desgraça - dirão alguns (os mesmos de sempre) que estarei a dramatizar - mas por constatar 'in loco', a cada dia que passa, o agravar desta triste realidade, com as consequências daí decorrentes para a economia local. Os mais pudicos e conservadores (e não, não me refiro ao Sr. Vigário ou às irmãzinhas do convento de São Bernardino) por esta hora erguem mãos ao Céu invocando o santo nome de Deus em vão em retribuição à graça alcançada. Ingenuamente questiono-me acerca das razões que estarão na origem desta súbita inversão de cenário. Será que os comerciantes de Câmara de Lobos andam a poupar no mel e na aguardente de cana da famosa poncha? Sinceramente, não vislumbro outra explicação - desculpem, engasguei-me - para a debandada geral a que se vem assistindo nos últimos tempos na minha cidade! Ainda mais curioso é o facto de esta situação coincidir com o início do Verão. Certamente que nada terá a ver com a circunstância de o parque de estacionamento do centro da cidade, antes gratuito, agora ser pago e bem pago! Também não acredito em qualquer relação causa/efeito entre a autêntica 'perseguição' montada pela P.S.P. aos visitantes do concelho, com a realização de operações stop umas atrás das outras (como se Câmara de Lobos fosse o único sítio da Região onde se consome álcool) e esta situação! A mesma P.S.P. que, antes, raramente fiscalizava os estacionamentos e que agora, vá-se lá saber porquê - desculpem, engasguei-me outra vez - 'varre' zelosamente as ruas da cidade pelo menos duas vezes por dia. Porque o tempo é de ouro, termino, não sem antes deixar uma sugestão: retirar dos cardápios promocionais internacionais as falaciosas insinuações de que "Câmara de Lobos é a 'casa' da Poncha, uma mistura de sumo de limão, mel e aguardente de cana-de-açúcar, sempre pronta a servir nas muitas tascas locais" e substituir por uma daquelas frases bem ao jeito dos cartazes do faroeste "Bem-vindo forasteiro. Temos os mais caros (e espaçosos) parques de estacionamento da Região. Porque vigora a Lei Seca nesta terra de paz e amor, Câmara de Lobos é agora o lugar mais feliz do Mundo".

Sondagem: Militância partidária e quotas

Enquanto militante partidário, concordaria que o direito a eleger e a ser eleito dependesse não do pagamento de quotas mas de um mínimo de participações em actividades/eventos partidários?


Sim
17 (70%)

Não
7 (29%)

Talvez
0 (0%)
Votos até o momento: 24 Enquete encerrada

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Opinar

J. Edgar Silva in DN (Madeira)

Opinar!
Data: 17-08-2007

Numa sociedade democrática, opinar sobre qualquer questão pressupõe a existência do direito à liberdade de expressão, sem quaisquer perigos de o sujeito que opina ser vítima de retaliações, vingançazinhas ou mesquinhices. É bem verdade que quem opina fica sujeito ao respeito pelo que os outros também opinam sobre o opinado; mas o opinar sobre determinado assunto ou manifestar a nossa opinião sobre o que se pensa de determinado assunto que se lê nos meios de comunicação social, não nos confere o direito de fazer juízos de valor sobre o autor do tema a opinar: devemos cingir a nossa opinião ao tema e não à pessoa que o escreve. É frequente adjectivar sobre a personalidade de quem manifesta uma opinião com caracteres que às vezes se sobrepõem ao tema em questão: perde-se mais tempo a opinar sobre quem nem se conhece, e cuja opinião sobre determinado assunto não mostra nem dá a conhecer, na globalidade, a pessoa que é; pode ser um leigo na matéria ou até ter formação superior sobre o assunto. Mas o pior, é quando se opina, e se omite o nome da pessoa sobre quem se discorda: a quem se quer dar "resposta", manifestando a nossa opinião; o pior é quando se opina "a mando de outrem", porque não lhe convém opinar. Opinar sobre qualquer assunto, e fazê-lo publicamente, através dos mass-média, pressupõe o risco aceitável em democracia da existência de opiniões contrárias ou favoráveis, pressupõe também coragem em falar, em discordar, em concordar sobre temas importantes, para quem realmente se sente inserido numa comunidade. Pressupõe também o risco de ser marginalizado: aqui reside o cerne da questão, quanto mais madura é a democracia, menor é esse risco. Mas deixar de opinar, sim, esse é o maior erro, e geralmente é o que nalgumas democracias se tenta fazer, quando as maiorias absolutas se sobrepõem ao ideal democrático, pior quando se habituam a permanecer no poder.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

O farol da democracia

Luísa Pires in DN (Madeira)
Jardim discrimina
Data: 21-08-2007


Dr. Alberto João, como é do seu conhecimento existem muitos casais gays e lésbicos que construíram toda uma vida conjugal em conjunto, com trabalho, esforço e suor, e que desse modo merecem algum respeito, sem que para isso vossa excelência, venha chamar às relações conjugais entre homossexuais, um 'deboche' e uma 'decadência'. Independentemente se concorde ou não com o casamento civil (não religioso) entre homossexuais, não lhe fica bem insultar pessoas que nada fizeram para ter a orientação sexual que têm, para insultar pessoas que vivem em harmonia e orgulho naquilo que são, pessoas que em nada prejudicam o próximo. A melhor moral dos dias de hoje é respeitarmos e convivermos com a nossa própria diversidade, só assim seremos seres civilizados como o demais mundo moderno. E ser civilizado é acima de tudo progresso. Dessa forma, Dr. Alberto João Jardim, aqui fica a lembrança, que no Artº 13º - Princípios da Igualdade da Constituição Portuguesa, vem lá explicito, a não discriminação de cidadãos, por motivos de orientação sexual. A vida também pode ser vivida em paz.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

AJJ não foi o primeiro nem será o último


in http://ultraperiferias.blogspot.com/

Sociedades de Desenvolvimento: Fixem estes nomes

Rui A. Freitas, Francisco Taboada, Pedro Ferreira e Paulo Sousa in DN (Madeira)
Esclarecimento
Data: 17-08-2007

Publicou o DN um artigo intitulado "GR "escondeu" relatório durante mês e meio", no qual na sua parte final se faz referência às sociedades de desenvolvimento, que por serem falsas e insinuantes, consideramos essencial esclarecer:

1 - As sociedades de desenvolvimento, por imperativo legal expresso nos seus estatutos, têm as suas contas auditadas por empresas da especialidade, assim como são objecto de revisão legal por Revisor Oficial de Contas, tal com são sujeitas a inspecções - e têm-no sido - designadamente pelo Tribunal de Contas.

2 - Os Planos de Investimentos e respectivo financiamento destas sociedades são aprovados anualmente pelos respectivos accionistas - Câmara Municipais e Governo Regional da Madeira. Os investimentos, quer do Governo quer das Câmaras Municipais, são financiados pelo Orçamento Regional e pelos contribuintes, enquanto os realizados pelas Sociedades de Desenvolvimento são concretizados com recurso ao financiamento bancário, e por isso, naturalmente, estas têm endividamento.

3 - As expropriações necessárias ao desenvolvimento das obras foram feitas pelas respectivas sociedades de desenvolvimento ou pelo Governo Regional, dentro da legalidade e nunca através dos empreiteiros. A responsabilidade destas declarações falsas será discutida em sede própria.

O Presidente da Sociedade de Desenvolvimento do Norte, Rui Adriano Freitas
O Presidente da Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo, Francisco Taboada
O Presidente da Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento, Pedro Ferreira
O Presidente da Sociedade Ponta Oeste, Paulo Sousa.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Quem não se sente não é filho de boa gente!

Porque quem não se sente não é filho de boa gente o PS/M devia tomar as seguintes medidas:

-Enviar para o Largo do Rato as chaves das várias sedes que tem na RAM, com a respectiva identificação do Concelho;

-Enviar uma cópia da lista dos militantes com uma capa com o título: Militantes socialistas traídos;

-Enviar uma série de dossiers do que foi dito por actuais governantes e dirigentes socialistas, ao longo dos anos, a propósito do AJJ e de tudo o que este disse a propósito daqueles e das instituições da República por forma a que eles tenham vergonha na cara quando vierem à Madeira;

-E por fim e não menos importante, baptizar os WC da nova sede do partido com os nomes respectivamente de Jaime Gama e Almeida Santos. LOL!

quarta-feira, 26 de março de 2008

L`État, c` est moi!

Já percebemos que pensa ser uma reencarnação de Luís XIV, o Rei Sol, que sabe falar francês, mas saberá tocar piano? Se não percebe de teclas está comprovado que sabe manobrar marionetas!

terça-feira, 25 de março de 2008

Descontinuidade territorial: resultados da sondagem

Concordaria que cada madeirense recebesse todos os anos um cheque no valor de 3.000,00 devido à descontinuidade territorial ficando o Estado português sem quaisquer responsabilidades financeiras para com a Madeira?

Não
22 (57%)

Sim
15 (39%)

Talvez
1 (2%)

Total de votos: 38
3.000,00 x 265.000 = 795 milhões de euros
Resumindo:
A maioria dos que livremente responderam ao inquérito consideraram que 795 milhões de euros anuais seriam insuficientes para compensar os madeirenses pela descontinuidade territorial.
Estes resultados obrigam-me a concluir que os madeirenses ignoram quais as actuais contribuições financeiras da República para com a RAM e que a matemática é um problema para muito boa gente.
Parece que há quem ache que 795 milhões de euros anuais não seriam suficientes para compensar a descontinuidade territorial. Absurdo!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Outros piratas à vista no Porto Santo!

Norberto Camacho in DN (Madeira)
Piratas voltam ao Porto Santo
Data: 26-06-2007

Foi com grande horror que li a notícia no dia 23 Junho no Diário de Notícias que o Grupo IPG de Góis Ferreira pretende desenvolver um empreendimento com 165 apartamentos e 12 moradias e um clube privado, tudo em menos de 4 hectares, na zona da Calheta, no Porto Santo. Não só ele como também o Grupo SIRAM vai desenvolver um projecto nesta zona junto da praia. Ora, tendo como exemplo o mamarracho que já foi feito, que é o Colombos Resort, unidade que tirou a vista de mar de quem passeia na estrada e ciclovia, algo que o Grupo Pestana pelo menos salvaguardou, só posso imaginar o que vão fazer para estragar a vista da Calheta (com certeza aliados a um grande nome de arquitectura para justificar a máxima construção em altura). E agora numa zona de beleza vital para o Porto Santo, vital, pois o turismo de luxo vive do equilíbrio frágil entre haver infra-estruturas de qualidade, e estas serem implantadas num local de paisagem natural de grande beleza. Vir agora autorizar um punhado de grupos económicos a construção de apartamentos e tudo que não seja moradias unifamiliares nesta zona, é matar a galinhas dos ovos de ouro para os grandes investimentos que já foram feitos e estão a ser feitos. Apelo para que preservem esta zona das grandes construções, e protejam-na para moradias unifamiliares rodeadas de jardins, pois se não fizerem, vão tornar esta zona do Porto Santo numa Quarteira reles (zona no Algarve que morreu pelo excesso de construção). Vai fazer com certeza muito dinheiro aos promotores, mas vai hipotecar irremediavelmente a economia do Porto Santo. Por este caminho, o futuro que nos espera é o mesmo do pior algarvio. Apelo a todos os que gostam desta Ilha, às autoridades e às pessoas com responsabilidade que se insurjam contra este saque desenfreado dos piratas do século XXI de visão curta, e que travem as tentativas de pressão para aprovar habitações colectivas junto à praia, pois este tipo de intervenção pode trazer danos irreparáveis ao Porto Santo.

terça-feira, 18 de março de 2008

Uma questão de estilo?


Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)

O Dr. Jardim e os raios ultravioleta
Data: 16-08-2007

O calor do sol, os raios UV e a poeira da areia amarela do Porto Santo contribuem decisivamente para os episódios mais "garotescos" que o Dr. Alberto João protagoniza. É bem verdade que ele ao longo da sua carreira política nunca demonstrou uma educação esmerada para bem da imagem da Madeira no exterior, porém, é no areal, talvez por influência do clima, que essa aparente educação desequilibrada e as declarações extremistas atingem o auge dando origem a sequelas políticas para mais tarde recordar. Foi o episódio do ex-presidente da C.M.F. Virgílio Pereira em 1993, a vergonha das "universidades da má-língua", ou será de "Verão" (também não interessa porque é tudo a mesma caldeirada de falta de vergonha e bom senso), até o ultimo episódio, mostrado pelas imagens da RTP-M no telejornal de 13/08/07 onde o Dr. Aberto João Jardim, bem ao estilo do bom "western" americano, mostrou uma vez mais o seu verdadeiro carácter quando se dirigiu aos jornalistas que o inquiriam sobre o episódio vice-presidente do Governo versus C.M.F. ao responder numa linguagem imprópria para consumo: "O relacionamento entre as duas partes sempre esteve óptimo para desgosto dos comunas do Diário de Notícias", e a uma questão colocada por uma senhora jornalista, respondeu-lhe grosseiramente com um gesto de desprezo, "a senhora não me chateie". Não a respeitou como profissional no desempenho da sua missão de informar o Povo nem a respeitou como mulher e ser humano. Dir-me-ão: há, aquilo é mesmo o estilo do Sr. Presidente do Governo Regional! Mas será que todos os madeirenses se têm que rever naquele estilo? Será que queremos passar uma imagem de povo primata, estúpido, rude e sem educação de uma ilha perdida no Oceano? Não será mais fácil o senhor presidente moderar esta linguagem de dono e senhor da ilha e do seu povo? Sinceramente juro que não sei que praga ou maldição se abateu sobre esta terra para que 60% dos eleitores votantes depositem confiança num homem tão politicamente insensato. Estou até tentado a compreender o que leva ao desnorte do Dr. Alberto João Jardim. Ele vê o controle do PSD-M a fugir-lhe entre os dedos como a areia fina do Porto Santo, sabe que o partido que o sustentou todos estes anos no poder, mesmo que se queira demonstrar o contrário, está irremediavelmente a rebentar por dentro porque ele na sua inexorável sede de poder absoluto não permitiu que ninguém se chegasse à frente em tempo oportuno e agora tenta a todo o custo controlar e esconder as inevitáveis quezílias. No entanto nada justifica estes desaforos públicos mesmo que sejam protagonizados por quem são. Se hoje estou mais uma vez a escrever contra os excessos do Dr. Alberto João Jardim é porque a minha educação se recusa determinantemente a pactuar com uma linguagem baixa e ofensiva para qualquer ser humano, seja político, jornalista ou varredor, por isso, se necessário for subirei ao cume da montanha mais alta da minha terra e gritarei bem alto para que seja ouvido nos quatro cantos do Mundo: eu não me revejo nas palavras ofensivas, arrogantes, malcriadas e populistas que o Sr. Presidente do Governo Regional da Madeira profere. Espero que as pessoas de bom senso e educadas façam coro comigo porque é a imagem da nossa Madeira que está a ser posta em causa por esse mundo fora. O comportamento egoísta do Sr. Presidente apenas demonstra o desespero de um homem que já nada tem a perder, porém, ele passará mas a Madeira ficará para as gerações vindouras.

segunda-feira, 17 de março de 2008

2008 = 1929 !!


Só para memória futura!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Memórias da Madeira nova !

Colocada: 2008-03-12 20:21

"Ja comeco a ter problemas existenciais. Cada passo que dou, tropeco no passado. Sai agora para tomar um cafezinho. La estava o meu amigo de infancia, o Susano. Comecamos a falar, e ele diz; james, nunca na vida te irei perdoar! E entao, recuei mentalmente para a decada de 80. Era gerente do Sotto Mayor, descontara livrancas, avalizadas pelo governo regional, referentes a obras realizadas pelas Camaras da Madeira. As livrancas estavam em mora ha meses, os juros na altura, atingiam os 30%. Comunicaram-me que iria ser feito um financiamento ao governo regional, dividido por todos os bancos, e que o montante a financiar por nos era de 100 mil contos. Fiz as contas aos juros, eram cerca de 19.500 contos. Meti-me no carro, e fui falar com a dra Maria Antonia, administradora do banco. Pedi-lhe para aumentar o nosso financiamento para 120 mil contos e expliquei-lhe a minha ideia. A operacao foi feita, fiz um credito ao governo de 120 mil contos e debitei as livrancas e juros, e la restaram 500 contos, diferenca entre o credito e o debito. Dias depois, tocou o telefone no banco. Passaram-me a chamada, era o secretario das financas do governo regional. Perguntou-me de rompante: sr gerente, tenho aqui 2 papeis do banco, e nao percebo nada. Perguntei-lhe o nome, ele diz, Susano. Era um colega do liceu, e simpaticamente disse-lhe, daqui fala o James, e expliquei a liquidacao da divida. Ficou furioso, que o emprestimo nao era para pagar as dividas das camaras, e desligando o telefone, ainda ouvi: livra-te de pores as patas na Madeira. Saiu do governo e foi para director regional do BPA, lugar que anos depois ocupei. Paguei o cafe, o meu e o dele, mas vi nos seus olhos, que nunca me perdoou, nem perdoara."


Susano deverá ser o Secretário Regional do Planeamento e Finanças, 1978-1984, Dr. Susano Manuel Barreto de França


Não faltará muito para que alguns bancos concedam empréstimos ao GR na condição de esse dinheiro servir para amortizar as dívidas em incumprimento adiando assim o problema.


É possível enganar muitos durante muito tempo mas não é possível enganar todos durante todo o tempo. Porque na vida a sorte também conta perspectivo que alguém vá sair pela porta pequena só porque não soube sair atempadamente. A conjuntura económica internacional manterá esta porta pequena pelo menos até 2012...

quarta-feira, 12 de março de 2008

O PSD/M visto pelas suas bases

António Câmara in DN (Madeira)
O Partido da Autonomia
Data: 15-08-2007

É necessário que o público saiba que se vive um clima de intensa repressão no interior do maior partido da região. A origem deste problema reside nos sanguessugas que habitam o topo. Doutores, engenheiros e empresários que enriqueceram de maneiras que todos sabemos. Desdobram-se em simpatias para com o Presidente, enquanto germinam esquemas para denegrir a imagem de grandes militantes como o Prof. Virgílio Pereira e, mais recentemente, o Dr. Miguel Albuquerque. Agora eu pergunto: o que fizeram estes indivíduos pelo partido? Onde estão esses senhores quando é preciso palmilhar as freguesias durante a campanha? Onde estão os "doutores" quando é necessário falar com os militantes que "dão o litro" para que sejam eleitos? Certamente fumando um charuto, escondidos da "ralé", dos escravos, distribuindo cargos entre si e discutindo novas estratégias de enriquecer às custas do posto. E nós? Após vários anos de dedicação, dão-nos um pequeno cargo na junta de freguesia local, como quem diz toma lá e cala-te, quem manda somos nós, tu aqui não és nada! Basta de lordes, é altura de limpar a copa partidária! Albuquerque para a vice-presidência!.

sábado, 8 de março de 2008

Inquérito: Descontinuidade territorial

Porque a sondagem neste momento em vigor implicaria uma introdução prévia abro este post para o efeito.

Neste momento o Orçamento de Estado financia parcialmente as autarquias (Câmaras e Juntas), o Governo Regional, Serviços não regionalizados (Polícias, Justiça, Forças Armadas, Segurança Social (pensões inclusive) RTP, RDP, Universidade da Madeira), etc) e uma série de "situações" de que o cidadão madeirense não se dá conta. Estas "situações" que correspondem a um amenizar da descontinuidade territorial (insularidade) são financiadas pelo Governo da República de forma abstracta o que não aconteceria se o cidadão comum recebesse anualmente um cheque no valor de 3.000,00 a que chamaria-mos "Cheque insularidade". Só assim a República veria reconhecido o seu papel na Madeira e impediria que políticos demagogos e supostamente regionalistas usassem a ignorância popular como arma política!

Aceitam-se comentários com exemplos de "acções" financiadas pelo governo da república como forma de amenizar a descontinuidade territorial.

Recomendaria a leitura dos comentários antes de votar.

Inquérito: Eleições

Deixo aqui os resultados do inquérito para que possam fazer qualquer apreciação que achem apropriada.

Concordaria que nos boletins de voto existisse uma pergunta de resposta múltipla, sobre que eleição estaria a decorrer (autárquicas, legislativas, europeias, etc) e que a resposta errada invalidasse o voto?



Não
7 (22%)
Sim
20 (64%)
Talvez
2 (6%)
Vou pensar
2 (6%)


Votos apurados: 31
Sondagem fechada

sexta-feira, 7 de março de 2008

Pedro e o lobo

Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)

Orgulhosamente sós
Data: 03-08-2007


O orgulho, a vaidade a arrogância ou a prepotência, são males de que padece o ser humano. Quando se sofre de um destes males, já é mau, porém quando sofre de todos ao mesmo tempo passa a fazer sofrer todos os outros apenas para satisfação do ego pessoal. Esta introdução é apenas para lembrar aquela máxima do ditador António Oliveira Salazar "orgulhosamente sós" que pensou que sozinho poderia vergar o Mundo mas apenas conseguiu o isolamento e o sofrimento do Povo português. É isso, madeirenses! É exactamente o que estão a pensar. É o que o Sr. Presidente do Governo Regional está a fazer há Madeira e aos madeirenses tentando isolar-nos do Continente português com guerras estúpidas e sem sentido que apenas servirão para satisfação pessoal e ganhar o voto dos madeirenses menos atentos às coisas da política. O que se irá assistir durante os próximos 4 anos serão frases destas: "o governo de Lisboa está a roubar os madeirenses" ou: "o governo de Lisboa está a fomentar o separatismo." Assim "vira-se o bico ao prego", mentindo tantas vezes ao Povo até que eles acreditem que é verdade. Mas porquê? Estará o leitor a interrogar-se. É simples. Porque é que julgam que o Dr. Alberto João já promete há tantos anos que será o último mandato e ainda lá continua? A razão é porque ainda não conseguiu as condições necessárias para que o PSD-M se perpetue no poder após a sua saída. Ele pensa que, com a jogada das últimas eleições, ao apelar ao orgulho dos madeirenses, fazendo-lhes crer que Lisboa esta a roubar a Madeira, conseguiu essas tais condições. Mas todos os madeirenses se lembram de frases como "gente sem calças" e "de rabo para o ar" "os maricas de Lisboa" e muitos mais exemplos destes poderia enumerar. Por outro lado pergunto: Alguém consegue lembrar-se de alguma frase do género proferida pelos governos de Lisboa do PS ou mesmo do PSD em relação aos governantes madeirenses? Então quem é que na verdade está a fomentar o separatismo? O que acontece é que o Sr. Presidente da RAM está habituado a vergar todos à sua vontade até os governos de Lisboa mas desta vez encontrou alguém que não se deixa vergar, daí toda esta guerra sem sentido e orgulho ferido. O Dr. Alberto João + os que vivem à sombra dele porque também estão agarrados ao poder, sabem que nunca irão ganhar este braço-de-ferro porque a Madeira significa apenas 2,4% da população portuguesa e é conhecida na Europa por ser uma Região Autónoma portuguesa. Tem estatuto da U.E. através do Estado Português pelo que, se por qualquer motivo, viesse a tornar-se independente perderia esse estatuto. É isto que o Presidente do Governo Regional deve explicar aos madeirenses e não servir-se deles como armas de arremesso contra Lisboa, virando povos contra povos, a troco de uns míseros votos. Então faz algum sentido que se unifique a Europa, que se estabeleça uma moeda única, que se procure unificar a economia e; que uma região minúscula como a Madeira, fale sequer em separatismo ou independência? Só mesmo quem tenha um umbigo maior do que a sua própria barriga é que pode pensar numa coisa destas. Todo este fait divers não é aquilo que parece, é sim para levantar poeira para esconder os problemas como; o desemprego, o descalabro do pequeno comércio, da agricultura, da construção civil que "bateu no fundo" e das políticas sociais mal pensadas durante todos estes anos cujo exemplo flagrante é os 65€ de complemento de reforma com que o Governo Açoriano contempla os reformados para já não falar dos combustíveis e impostos mais baratos. É isto na verdade que o governo Regional da Madeira quer esconder porque esbanjou todo o dinheiro que recebeu e agora até diz que não tem dinheiro para aplicar a lei do aborto na Madeira e, pasme-se, não tem dinheiro para combater a praga de mosquitos de Stª Luzia. Dou uma sugestão: mendigue uma esmolinha aos que enriqueceram à custa da Madeira Nova, antes que eles ponham o dinheiro todo no Brasil, em Cabo Verde ou na Suíça.


terça-feira, 4 de março de 2008

Está na moda!

Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)
Ameaças
Data: 04-03-2008



Mais uma vez funcionou a intimidação e a ameaça na nossa pequena e querida terra. Até quando irá isto durar? Foram dois leitores, só na pretérita semana, a pedir publicamente desculpas pelas suas afirmações na página do DN "cartas do leitor" após ameaças de processos no Ministério Público. Mas então porque não foi processada a Sr.ª deputada do PSD-M que fez afirmações idênticas no hemiciclo da ALM com repercussão em diversos meios de comunicação social? Ou porque não é processado o Sr. Presidente do Governo Regional por atoardas, do meu ponto de vista, muito mais graves que, por ser uma figura pública com responsabilidade acrescida na vida regional, colocam a região e os madeirenses em situações embaraçosas perante a opinião pública regional, nacional e até mesmo internacional, quiçá com graves consequências políticas e financeiras. Todo o homem, que por ser deputado, se escuda na imunidade parlamentar para não responder civilmente perante um tribunal e depois move processos a um simples leitor que exprime livremente a sua opinião deveria merecer o repúdio e a justiça política popular que prezam a democracia e não se revêem em actos ou atitudes cobardes. Isto é o mesmo que uma pessoa com uma pistola na mão (imunes) enfrentar outra de peito a descoberto (leitores). Como podem alguns políticos descer tão baixo? Depois queixam-se que o povo já não respeita os governantes, pudera! Todavia não se infira das minhas palavras que não defendo o respeito mútuo, assim como não tolero as atoardas dos políticos, não concordo com a difamação e a ofensa, foleira e barata, provenha ela de um político ou simples anónimo, antes pelo contrário, porém, o que está aqui em equação é a desigualdade de tratamento entre duas situações perfeitamente idênticas. E não me venham com o slogan que é necessário provar tudo aquilo que se afirma porque todos nós, adultos, não andamos agora de chucha na boca e sabemos que pelo facto de não podermos prová-lo, o problema não exista. Veja-se o caso do "apito dourado" ou da "corrupção na Madeira", onde parece estar tanta gente envolvida mas ainda não ouvi nenhum dizer que era culpado. Antes pelo contrário, são todos uns anjinhos inocentes e o mal está na Procuradoria da República, nos juízes, nos advogados ou mesmo no sistema judicial. Lá diz a sabedoria popular que "não há fumo sem fogo" e o que acontece é que alguns mais corajosos dizem publicamente aquilo que os outros pensam mas não se atrevem a dizê-lo. Madeirenses, expressem livre e educadamente aquilo que sentem, porque, embora não pareça, vivemos num estado de direito democrático.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

saúl dantas pseudónimo de Renato Azevedo

in https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1050638211414746347&postID=72228658615346670

Saúl Dantas disse...
Perseguição política?!!! Quer dizer que o "gajo" escreve um rol de ofensas aos governantes, chamando-os de tudo e mais alguma coisa e AJJ, na qulidade de PGR, não tem razões para se sentir - directa ou indirectamente - visado?!! Se é verdade o que diz o Sr. na Carta dos Leitores do DN (e sinceramente até acredito que sim!) que tal, para variar, apresentar provas? É hora de acabar com esta autêntica verborreia de insinuações sem provas! Se é verdade prove-se, aliás, como fez o supra-sumo do PS Madeira, Sr. Prof. Dr. João Carlos Gouveia!!
28 de Fevereiro de 2008 12:37


BaBy_BoY_sWiM disse...
o sr. JCG ainda não provou nada, nem mostrou nada ao povo... Só entregou um dossie...Concordo com a opinião do Sr. Saúl Dantas!
28 de Fevereiro de 2008 13:30


Renato Azevedo disse...
Caro Baby Boy, Eu sei que o Professor (para utilizar a expressão do Pravda) João Carlos Gouveia ainda não provou nada (estava a ser irónico)!Provou, isso sim, que é um louco teso que pede esmola para pagar as indemnizações com que o Tribunal o vai sancionando...Concordo que a carta deste tal de Côrte não diz nada de concreto. Trata-se apenas de uma verborreia de fel e inveja de mais um que também queria teta para mamar. Se se sabe alguma coisa, denuncie-se!
28 de Fevereiro de 2008 22:03


BaBy_BoY_sWiM disse...
Sem dúvida Sr. Renato!
28 de Fevereiro de 2008 22:10



amsf disse...
Administrar duas personalidades torna-se difícil sr. Renato Azevedo ou melhor sr. saúl dantas!!!



1ª Prova srs jurados:

Saúl Dantas disse..."Se é verdade prove-se, aliás, como fez o supra-sumo do PS Madeira, Sr. Prof. Dr. João Carlos Gouveia!!"
28 de Fevereiro de 2008 12:37



2ª Prova srs jurados:

Anônimo Renato Azevedo disse...Caro Baby Boy,Eu sei que o Professor (para utilizar a expressão do Pravda) João Carlos Gouveia ainda não provou nada (estava a ser irónico)!
28 de Fevereiro de 2008 22:03


Devo-lhe dizer que já há algum tempo suspeitava de que poderiam ser uma e mesma pessoa. Só não percebo o porquê de criar este alter ego saúl dantas. O sr. Renato Azevedo Silva não corre qualquer risco enquanto emitir a sua opinião com lealdade e honestidade. Além de dar os parabéns ao sr. Renato Azevedo todos os anos no dia 16 de Fevereiro tenho que me lembrar de fazer o mesmo ao saúl dantas pois este nasceu no dia 12 de Outubro de 2007 no Besoirar.
28 de Fevereiro de 2008 22:47

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Homenagem


Não morreu no gabinete!
[Ao contrário do que afirma a notícia abaixo ele foi apanhado por uma derrocada que o atirou para o abismo!]




Juvenal Carvalho escorregou na levada quando tentava reparar conduta

Presidente da Junta das Achadas da Cruz sofre queda fatal

O presidente da Junta e Freguesia das Achadas da Cruz, Juvenal Carvalho, morreu hoje em consequência de uma queda sofrida quando procedia à reparação de uma conduta de fornecimento de água rega.
Data: 28-02-2008

Ao que o DIÁRIO apurou junto do presidente da Câmara Municipal do Porto Moniz, Juvenal Carvalho, de 73 anos, terá caído de uma altura entre 140 a 160 metros após ter escorregado na levada. O autarca estava acompanhado por pelo menos um dos dois funcionários destacados pela manhã para repor o abastecimento de água que foi cortado na sequência de uma quebrada ocorrida na semana passada. Os Bombeiros Voluntários de São Vicente e Porto Moniz já resgataram o corpo. Assistiram ainda um funcionário da junta que presenciou o acidente.

Especial na TSF às 16 horas com todas as informações disponíveis sobre este caso, que será desenvolvido na edição impressa de amanhã do DIÁRIO.
Raul Caires

in DN (Madeira)

Prognóstico reservado

Roberto Gomes disse... in http://urbanidades-madeira.blogspot.com/

O Presidente do Governo Regional da Madeira mais uma vez mostra-se na sua essência: um verdadeira materialização da intolerância e de uma profunda ignorância democrática. Apesar de eu não ser um perito da interpretação da língua portuguesa, a pretensa queixa apresentada no Ministério Público pelo Presidente do Governo, tem tanto de anedótico quanto de preocupante. O subscritor da missiva publicada no DN-Madeira apesar de não ofender explicitamente nem directamente ninguém, espelha a desconfiança generalizada que muitos madeirenses têm da polítiquice e caciquismos monumentais que traduzem estes 30 anos de jardinismo. Aliás há bem pouco tempo, a deputada da maioria Sara André enfatizou os mesmos problemas, algumas mesmas adjectivações (numa espécie de acto de contricção), mas nem por isso o Presidente do Governo se insurgiu. Aliás até elogiou-a, e certamente não foi pela sua carinha "laroca"...Este acto do Presidente só pode ser encarado como um desepero. Pois no mínimo revela uma incongruência gritante. Quem adjectiva grotescamente os outros, como já fez e faz o membro do Conselho de Estado -Alberto João Jardim- e depois aflige-se como virgem ofendida com a publicação do tal texto, só pode ser "qualquer coisa" qualificada com o prefixo IN...Por favor, faço um apelo aos assessores de imagem do nosso (ainda) Presidente do Governo para que atentem aos seus actos. Pois com comportamentos destes desprovidos de senso, só adensa o prognóstico de que o homem, para além de não ter mão no "polvo" que criou, parece que com estes tolos protagonismos já vive num mundo virtual...Ajudem-no!

27 Fevereiro, 2008 19:53

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Reincidente solidário !

Na sequência desta notícia desafio aqueles que enchem a boca com o termo liberdade e outros que tais a publicar a "Carta do leitor" em causa. É preciso mostrar que a sociedade cívil não receia este tipo de ameaças e tornar difícil qualquer perseguição político/judicial.



Política
Jardim manda investigar leitor do DIÁRIO
Data: 27-02-2008

Uma 'carta do leitor', assinada por J.B. Côrte e publicada na edição de ontem do DIÁRIO de Notícias da Madeira irritou o presidente do Governo Regional. Alberto João Jardim alega estar perante "um contínuo lançamento de suspeições e insinuações não concretizadas e fundamentadas", pelo que o Governo Regional, "absolutamente incompatível com este tipo de miserável estratégia política", apresentou mais uma diligência junto do Ministério Público. Na missiva enviada ao Procurador-Adjunto da República no Tribunal do Funchal, Jardim solicita ao Ministério Público que "se digne mandar proceder às averiguações justificadas pelo conteúdo do texto, o qual indicia estar o seu autor na posse de conhecimento de situações ilícitas". Contudo, o líder madeirense admite que o autor possa ter recorrido a um mero artifício demagógico para derramar suspeitas e acusações generalizadas, o que na sua óptica "constitui ilegalidade que corresponsabiliza os responsáveis pelo referido diário". O DIÁRIO só publica cartas devidamente identificadas e não publica textos de origem desconhecida.

Ricardo Miguel Oliveira in DN (Madeira)

J. B. Côrte in DN (Madeira)

Mentir, gamar e 'chupar'
Data: 26-02-2008


As águas mansas do arrependimento começam a arejar consciências. Aquele que, implicado com o poder, nunca mentiu, nunca gamou e nunca chupou "que atire a primeira pedra". Perceberam já na corte o saque ao erário público que os plebeus já apregoam há anos. O comum madeirense já olha com indiferença o gamanço que se banalizou: gamar, mentir e chupar é já prática normal e quem não entra neste jogo é um pária. Como imaculado político do gamanço tarda em aparecer, atirem então a segunda pedra com força, peso e medida de forma a atingir os intocáveis gamões antes que o tempo os esqueça e antes que emigrem para o Brasil. O mínimo que se exige dos gamões é a devolução ao povo de tudo o que foi gamado do erário público nestes últimos anos. Devolvido o devido comecemos do zero. A partir dessa altura, a classe política será vista, pela população em geral, como uma classe altruísta, séria e honesta ao serviço das pessoas. Do zero chutaremos do poder o joio que embrulha os outros no embrulhado embrulho enovelado das leis para benefício próprio. Do zero, chutaremos o joio excessivamente racional que racionaliza tudo em números e mais números e mais (…). O joio que racionaliza tudo em previsões de forma a dominar os outros, adivinhar e determinar o futuro. Regras e produtividade, mas com dignidade. A corrupção é uma tentação, algo que vem de fora do sujeito e, não encontrando "barreiras internas", o corrompe. Como uma doença que rói o corpo de sistema imunológico debilitado a corrupção tem de ser tratada como uma doença da atitude. Não leis, códigos de ética, lei de incompatibilidades, punição que curam essa atitude doente. Exige um "tratamento" a outro nível, um "mergulho interior" e vassalagem a uma Entidade Superior. Exige admitir a futilidade do ser humano perante o universo. Futilidade na imensidão do espaço e futilidade na intemporalidade do tempo. Exige a consciência de uma dimensão longe da terra lamacenta e longe da carne putrefacta. Exige "ferramentas impalpáveis" de luta contra as tentações e que funcionem como anjos de espada em punho na defesa da dignidade humana. O "tratamento" para a corrupção não está nos consultórios convencionais nem nas leis em geral. Está na descoberta interior e também na aberta para o reconhecimento do outro como um ser diferente e inigualável. O "tratamento" para a corrupção está, ou deveria estar, nos locais de culto, independentemente do credo. A atitude crítica apoiada na e com o auxílio dessa Entidade é essencial para alcançar as "ferramentas de protecção". Despertar consciências, entorpecidas e anestesiadas pelas "ondas banalizadoras" e pelas manipulações que inevitavelmente invadem o indivíduo e desperta nele a sede pelas coisas da terra e pelas coisas da carne, é um imperativo social. Muitos mestres, e o Mestre em especial, alumiaram.. O apelo do contributo de todos para a construção de uma sociedade melhor, foi um golpe cruel na dignidade de todos os que deram o exemplo de honestidade nesta terra e que estiveram à margem do gamanço nestes últimos anos. Quem, que em plena consciência, não deu e dá esse contributo? É um dever e é um direito. Esse apelo visou atirar areia para os olhos de quem?A procissão ainda vai no adro. Poeiras de mudança pairam no ar, e porque sopram ventos muito fortes, teimam em não assentar no doentio paradigma existencial. Quantos cordeiros serão ainda necessários sacrificar para que cada ser humano desta pequena e linda terra não tenha a necessidade de atirar mais uma pedra seja lá para quem for? ...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O perigo do unanimismo !

Miguel Fonseca in DN (Madeira)

"Planta-se vinho!"
Data: 31-07-2007


Numa terra distante, um homem plantou uma cerejeira. Em chegando o tempo, vendeu as cerejas na festa da terra e ganhou muito dinheiro. Os vizinhos, perante o sucesso, plantaram cerejeiras, e, claro, passado um tempo, ficaram todos na miséria porque a oferta fez baixar os preços. O homem da primeira cerejeira dedicou-se então ao cultivo de morangos. E todos plantaram morangos e todos ficaram pobres, e os ciclos foram-se repetindo até que o homem plantou, numa leiras lá nos confins, umas parreirinhas que ninguém soube. E chegando as festas, teve sucesso na venda do vinho. E foi lindo de ver na reunião seguinte dos vizinhos, no centro da aldeia. Quando o homem mais velho pediu ideias para ultrapassar a fome que atingia os mais pobres, alguém sugeriu:- Planta-se vinho! - E todos fizeram coro, embriagados "planta-se vinho"! Isto faz-me lembrar um certo partido. Alguém lançou a questão do défice democrático. E todos seguiram a deixa. E veio a eleição e perderam. Alguém disse: "faz-se como o PPD, fala-se de Autonomia". E todos falaram de Autonomia. E veio as eleição e perderam de novo. Então alguém disse: "e se fizéssemos como eles, e disséssemos mal de Lisboa"? E todos aplaudiram e todos dizem mal do PS de Lisboa. E veio o acto eleitoral… e… e… e. (E se aplicassem o seu programa e vissem o mundo com os seus próprios olhos e não com os óculos dos outros). Portanto, a palavra de ordem hoje no PS-Madeira é: - "Planta-se vinho!". (É um embriagamento colectivo. Cuidado com a ressaca!).

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Este tipo de gente também vota !

Cuidado! Este tipo de gente vota! E ... são eles que elegem os POLITICOS. Não sei de que se queixam .....

-Um meu conhecido comprou um frigorífico novo e para se livrar do velho, colocou-o em frente do prédio, no passeio, com o aviso: "Grátis e a funcionar". O frigorífico ficou três dias no passeio sem que ninguém se interessasse em o levar. Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom de mais para ser verdade e mudou o aviso: "Frigorífico à venda por 50,00 €". No dia seguinte, tinha sido roubado! Cuidado! Este tipo de gente vota!


-Ao visitar uma casa para alugar, um meu amigo perguntou à agente imobiliária para que lado era o Norte, porque não queria que o sol o acordasse todas as manhãs. A funcionária perguntou: "O sol nasce no Norte?" Quando o meu amigo lhe explicou que o sol nasce a Nascente (aliás, daí o nome e que há muito tempo que isso acontece!) ela disse: "Eu não estou dentro destes assuntos". Ela também vota!


-Um meu conhecido trabalhou durante uns anos num centro de atendimento a clientes em Ponta Delgada - Açores. Um dia, recebeu um telefonema de um indivíduo que perguntou qual o horário do centro. Ele respondeu: "O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana." O cliente perguntou: "Pelo horário de Lisboa ou pelo horário de Ponta Delgada?" Para acabar logo com o assunto, o meu amigo respondeu: "Horário do Brasil." Este também vota!


-Um colega e eu estávamos a almoçar no self-service da empresa, quando ouvimos uma das assistentes administrativas falar a respeito das queimaduras de sol que ela tinha, por ter ido de carro para a praia. Estava num descapotável, por isso, "não pensou que ficasse queimada, pois o carro estava em movimento." Ela também vota!


-Uma minha conhecida tem uma ferramenta salva-vidas no carro, para cortar o cinto de segurança, se ela ficar presa nele. Ela guarda a ferramenta no porta-bagagens! A minha conhecida também vota!


-Uns amigos e eu fomos comprar cerveja para uma festa e notámos que as grades tinham desconto de 10%. Como era uma festa grande, comprámos 2 grades. O funcionário da caixa multiplicou 10% por 2 e fez-nos um desconto de 20%. Ele também vota!


-Saí com um amigo e vimos uma mulher com uma argola no nariz, ligada a um brinco, por meio de uma corrente. O meu amigo disse: "Será que a corrente não dá um puxão cada vez que ela vira a cabeça?" Expliquei-lhe que o nariz e a orelha de uma pessoa permanecem à mesma distância, independentemente da pessoa virar a cabeça ou não. O meu amigo também vota!


-Ao chegar de avião, as minhas malas nunca mais apareciam na área de recolha da bagagem. Fui então ao sector da bagagem desaparecida e disse à funcionária que as minhas malas não tinham aparecido. Ela sorriu e disse-me para não me preocupar, porque ela era uma profissional treinada e eu estava em boas mãos."Agora diga-me, perguntou ela... o seu avião já chegou?" Ela também vota!


-À espera de ser atendido numa pizzaria observei um homem a pedir uma pizza para levar. Ele estava sozinho e o empregado perguntou se ele preferia que a pizza fosse cortada em 4 fatias ou em 6. Ele pensou algum tempo, antes de responder: "Corte em 4 fatias; acho que não estou com fome suficiente para comer 6 pedaços." Isso mesmo, ele também vota!

Pois votam! E provávelmente alguns chegam a presidentes de câmara e a deputados!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Deus ao serviço do marketing político !

Mário Mascarenhas Alencastre in DN (Madeira)


Deus
Data: 31-07-2007


Goste-se ou não, os Estados Unidos da América continuam a ser o país mais rico do planeta. A presença de Deus verifica-se na própria moeda, o dólar, onde está escrito "confiamos em Deus". Qualquer presidente, não importa a sua própria religião, ao fazer um discurso à nação, ao povo americano, termina sempre: "Que Deus abençoe a América". Nenhum político, candidato a um lugar público, inclusive a Presidência da República, declara ser ateu, agnóstico. Os americanos não o elegem (ao contrário de Portugal!!). Existem inúmeras religiões, seitas, algumas até bizarras. Contudo, Deus está sempre presente nos americanos, seus políticos e líderes. Vejamos Portugal. Alguma vez ouviram Presidente de Câmara, Primeiro-Ministro, Presidente da República dizer "Que Deus abençoe Portugal"? Nunca ouvi. Na América existe separação Religião - Estado há mais anos que Portugal, mas nenhum político tem vergonha, receio de invocar DEUS. Em Portugal é TABU. Penso e acredito que qualquer sistema político-económico onde Deus é "esquecido" não terá sucesso, êxito, apenas questão de tempo. Vejam o que aconteceu na Europa de Leste. Os portugueses, na sua maioria, pedem ajuda, invocam Deus para os seus problemas, doenças, aflições. Porque é que os nossos políticos e líderes não o fazem publicamente, para Portugal e a sua população? Responda quem souber.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Obsessões de quem não tem espelho!

Martins Júnior in DN (Madeira)

Sócrates não dorme
Data: 29-07-2007

Lembram-se daquele tempo (há uns 20-30 anos) em que manhã sim, tarde sim, o inveterado vigia da Quinta perdia o tino e deitava língua e olhos de fora contra Machico e contra o signatário, o que motivou larachas como estas: o homem está obcecado por Machico, a família Martins é a sua macabra obsessão?... Dizia-se mais: o vigia da quinta dorme com os dois émes - Machico e Martins - debaixo do travesseiro. E a obsessão tornou-se quando o homem descobriu que lá em casa vivia com família também Martins, comia com ela à mesa e dormia com ela na cama. Obsessão sem limite e sem cura, como um incesto. Passadas duas, três décadas, vem agora o inveterado herdeiro da Quinta armar o simiesco traje e repetir a mesmíssima imprecação: "Sócrates anda obcecado pela ilha, a sua obsessão é a Madeira". "Digam lá, ó sábios da Escritura/Que segredos são estes da natura"? --- Perguntaria Camões. E o povo responde: Não há mestre como o Tempo…Cá se fazem, cá se pagam… Mas coitado de José Sócrates. Não mastiga, não pára, não dorme com esta obsessão. Também não responde. Só treme de suores frios. Dizem que, numa das últimas reuniões de Primeiros-ministros europeus, Sarkozy foi dar com Sócrates debruçado em cima dos 10.368.099 km do "minúsculo" mapa da Europa, desmaiado e lívido perante os "gigantescos" 700Km da ilha do senhorio. Durão Barroso deixou logo de lado os problemas das potências europeias e segredou a Sócrates aquilo mesmo que dissera alguns anos antes quando em Lisboa ouviu as atoardas do vigia: "Eu já passei por isso… Não se agaste, homem. É preciso muita paciência para ser líder deste partido PSD". Sócrates não pensava noutra coisa aquando da grande cimeira Europa-Brasil e não se conteve. Pegou no braço do presidente Lulu da Silva: " Tome cuidado com esse rato chamado Mickey e a antena traseira que ele traz feita de autoclismos cromados que enrolam toda a ilha e vai agora enfiar o focinho sanhudo para vender retretes mil no seu Brasil. Cuidado com ele!" … A sala tremeu! Sócrates não dorme. Desde que foi anunciada para Dezembro a cimeira africana, anda de binóculo debaixo do casaco e até já foi surpreendido no alto da gávea das naus a olhar o infinito: Adamastor? Robert Mugabe? … Não, não - balbuciou transido de medo. O que me assusta é um "Idi Amim" pintado de branco que dizem estar na ilha, em cima da muralha. Sócrates não dorme, com a obsessão da lagoa da quinta e do olheiro da horta mas também não responde. E é isso que lhe enfurece o umbigo (do tamanho do mundo) e o põe a fumegar e a deitar lava de entulho. Enfim, Sócrates só respondeu e só se lembrou do nome do umbigo do olheiro quando falou do aborto...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A travessia do deserto não faz mal a ninguém!

Miguel Fonseca in DN (Madeira)

'Código de conduta'
Data: 25-07-2007

Lembram-se do célebre "Código de Conduta" do "Novo PS" - plágio do "New Labor", no "Novo PS" de Gouveia tudo é imitação, o seu incongruente programa é um conjunto de plágios doutrinais incoerente e desestruturado - lembram-se? Pois ele aí está outra vez nas declarações que João Carlos Gouveia tem feito à comunicação social. Quem não concordar com ele, deve afastar-se, diz, ele que nunca concordou com as sucessivas direcções do PS e nunca se afastou nem foi afastado. Fernão Freitas é autonomista de uma determinada forma que não agrada a João Carlos Gouveia? Pois que se afaste! Duarte Caldeira denuncia o sombrio processo que levou à "eleição" de Gouveia? Afaste-se também. Mas quem é que João Carlos Gouveia julga que é, que passado socialista que se recomende, que visão de pluralismo tem para decretar quem deve ou quem não deve estar no PS? No PS, nenhum socialista é dispensável, nem Fernão, nem Caldeira, nem Trindade, nem Mota, nem Serrão, nem Gil, nem seja quem for. Que João Carlos Gouveia não tem idoneidade democrática para liderar o PS, isso é óbvio. Aspirante a ditador sem doutrina, autocrata sem rumo, tiranete sem domínio, logra alcandorar-se à posição máxima de um partido graças a jogadas de bastidores e ao arrepio das mais elementares regras democráticas e pretende ditar a quem é quem. Também eu discordo da visão autonómica de Fernão Freitas e ele discordará da minha; também eu discordo de uma visão integrista de Portugal e das suas regiões insulares e continentais, assim como o separatismo que gera a amputação da identidade, mas há uma coisa que tem de reconhecer-se em Fernão Freitas: tem ideias e sabemos quais são. E João Carlos Gouveia, que ideias tem? É autonomista? É a favor do "Integralismo Lusitano", de uma visão Integrista do País? Ninguém sabe. E ele, sabe? O que estas atitudes destemperadas de João Carlos Gouveia mostram à saciedade é que ele, que foi imposto pelo aparelho, não é o líder que o PS precisa porque pura e simplesmente não tem a capacidade de fazer a síntese da pluralidade de opiniões que formam um partido como o PS. As pessoas têm o direito a mudar. Ao que não têm direito é fingir que mudaram para servir-se de estruturas políticas para impor programas que nada têm a ver com essas organizações. João Carlos Gouveia pretende esvaziar o Congresso do PS para decidir tudo na Convenção. Tudo o que for decidido nessa Convenção não tem validade estatutária, porque quem decide a vida do PS é o Congresso. A Convenção socialista tem apenas carácter temático, não programático. Mas João Carlos Gouveia manda os estatutos às malvas e aplica informalmente o seu "Código de Conduta", declara o "Estado de Sítio" e proíbe a divergência; 'ab roga' o Congresso e impõe a Convenção. O PS não é o PRD. Aos 80% de socialistas que não apoiaram João Carlos Gouveia, apelo, desde já, à resistência.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Jogos de guerra !

Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008
Andesman in http://opalanegra.blogs.sapo.pt/

GUERRA E FICÇÃO

Há quem promova guerras de pólvora seca inventadas à sua medida, para depois dizer que as ganhou.

Há quem fale constantemente que a sua terra está a ser atacada.

Há quem invente que ele e seu povo estão debaixo de fogo.

Há quem peça à Marinha para invadir o seu território.

Há quem fale tanto de guerra, e nunca tenha estado numa zona operacional, ou debaixo de fogo real.

Há quem sempre a puxar para a fanfarronice, inicie sucessivas guerras e depois tenha que levantar a bandeira branca. E apesar disso continue a cantar vitória.
Todas as guerras de Gonçalves jardim são palacianas, todo o seu conhecimento guerrilheiro, limita-se à Acção Psicológica do tempo da guerra colonial, que já afirmou ter-lhe sido muito útil na política.
É neste contexto que o senhor Gonçalves Jardim, se deslocou há dias a Lisboa, pela segunda vez desde que está no poder, numa situação idêntica à de Egas Moniz, embora por razões muito menos nobres.
A primeira vez que se deslocou ao "rectângulo", com a corda ao pescoço, foi no tempo do governo do Bloco Central.
A sua política tinha levado a Região à beira da bancarrota (o senhor Gonçalves Jardim dizia, ruptura financeira), Gonçalves Jardim implorava a Ernâni Lopes 1 milhão de contos com a máxima urgencia .
Gonçalves Jardim confessou mais tarde, ter sido o momento mais difícil da sua governação, que nem conseguia dormir, pois já nem dinheiro tinha para pagar à Função Publica. Ernâni Lopes não estava de acordo, valeu a intervenção de Mário Soares.

Ernâni Lopes o austero Ministro das Finanças, elogiado pelos ingleses pelo seu rigor, exigiu que Gonçalves Jardim lhe levasse as contas da Região para análise.
Ernâni Lopes adiantou-lhe um milhão de contos por conta das transferências do OE do ano seguinte; mas as contas foram expostas até na TV e Gonçalves Jardim nunca perdoou a Ernâni Lopes a humilhação.
As eleições antecipadas, foram justificadas perante o povo, serem para combater esse perigoso "general" inimigo, que se disfarça sob o nome de filósofo grego, e que sitiara a sua terra com uma força militar especial; a LFR.
Pouco depois das eleições, já os chefes "militares", do seu monolítico exército diziam, que nunca esperaram que a antecipação das eleições resolvesse o "garrote" imposto pelo cerco da LFR.
Em mais uma acção de Acção Psicológica, o senhor Gonçalves Jardim, engana mais uma vez o seu povo. Estraga o calendário daqueles que afirmaram extemporâneamente, terem como objectivo ganhar as eleições regionais já em 2008. Como se sabe, o senhor Gonçalves Jardim é um viciado no poder; aproveita o momento emocional que causara ao povo, reforça e prolonga o seu poder até 2011.
Nesta "guerra" o mestre da Acção Psicológica, enfrenta o experiente "general" Teixeira dos Santos, que ao contrário dos seus antecessores Campos e Cunha, Miguel Cadilhe, Catroga, João salgueiro, Constâncio e outros, além de equivalente competência técnica, entende ainda as manhas da política.
Como em tudo neste mundo e nesta vidinha que nos deram; há crédulos e incréus. Eu pertenço aos segundos, sou do tipo S.Tomé.
Há quem ainda acredite que o senhor Gonçalves Jardim pode ainda mudar e tornar-se um pacifista das suas próprias guerras psicológicas.
Ora esta paz é mais fácil de sabotar do que a paz Israelo-Árabe, em que cada uma das partes, não só desconfia da outra, como não acredita vir a cumprir a sua parte.


Se hipotéticamente o senhor Gonçalves Jardim conseguisse tudo o que quer, nem precisaria de chegar às eleições e voltaria "à pedra", mandando a paz às urtigas, promovendo mais uma guerra para mostrar que é indomável e que o "rectângulo" é inimigo do "Povo Superior" e que só ele é a salvação.
Se nestas negociações não conseguir "solidariedade" que para si é uma estrada de sentido unico, receber: a guerra segue de imediato.
Guterres quando foi PM, além de de transferir para a Região o que era de lei, ainda pagou 75% da dívida regional, qualquer coisa assim como 160 milhões de contos, segundo a imprensa da época. O senhor Gonçalves Jardim já nem conseguia sequer, pagar o que chamava serviço da dívida ou seja; os juros.
Os agradecimentos do senhor Gonçalves Jardim, são conhecidos: por antecipação, quando Guterres era apenas secretário-geral do PS, chamou-lhe tonto. Depois, e apesar da "solidariedade" de 160 milhões; aldrabão, vigarista e mafioso.


Nas eleições regionais seguintes, não podendo acusar o governo central, o PS e o PS-M de inimigos; o senhor Gonçalves Jardim, pede aos madeirenses todos mesmo áqueles que nunca tinham votado nele, que dessa vez votem, que é o seu ultimo mandato.
O crédulo povo acreditou e votou, e o senhor Gonçalves Jardim continuou no lugar até hoje.

Diz o povo que dizem ser sábio, que "burro velho não aprende línguas". Depois não é a caminho dos 70 que um homem muda.
publicado por Andesman às 21:37



sábado, 9 de fevereiro de 2008

Memórias do arco autonómico

james dean in http://www.thinkfn.com/forum/viewtopic.php?t=12794
Colocada: 2008-02-07 18:03

Assunto: os homens nascem descalcos e devem morrer calcados

Nasci no ano em que comecou a segunda guerra mundial, 1939, numa freguesia do norte da Madeira. Quando fui para a escola com 7 anos, ninguem usava sapatos e eu sim. Nao havia electricidade na vila, e eu tinha um gerador. Nao havia frigorificos e eu tinha um a petroleo. Nao havia radio e eu tinha. Nao haviam casas de banho, e eu tinha com duche e agua quente. Cresci com os meus colegas de escola, que aos 1o anos iam trabalhar para o campo, descalcos, e esfomeados, comendo por vezes so os produtos da terra, batatas e couves, sem dinheiro para o pao. Lembro-me de muitos, mais inteligentes que eu, que tiveram de emigrar aos 15 anos para a Africa do Sul. Lembro-me de nos anos 1940, passear num Pontiac descapotavel do meu pai, enquanto as criancas corriam ao lado do carro. Lembro-me da injustica que era, de os proprietarios das terras, se deslocarem em redes, transportados por muitos kms pelos trabalhadores. Lembro-me de criancas irem ao mar buscar agua, para as maes fazerem as sopas, pois nao havia dinheiro para comprarem o sal. Lembro-me do padre da vila, tio do Alberto Joao, correr da igreja as mulheres que se via o tornozelo. Lembro-me do padre dizer na igreja que quem votasse no general Humberto Delgado, iria logo para o inferno. Lembro-me que nao havia medico, nao havia transportes...e havia muita fome. E porque me lembro disto tudo, logo eu que tive tudo? Porque a minha vida foi marcada pela infancia,e deixei de pactuar com a injustica, a falta de liberdade. Ainda me lembro do padre, a referir-se a mim, no sermao da igreja, dizer que eu estava possuido de ideias internacionalistas. Vim para Lisboa, onde havia pessoas calcadas, melhor vestidas, mas nao havia liberdade. Nunca fui politico, no strictus sensus, mas com a minha revolta combati o fascismo. Fui preso no forte de Caxias, em cela debaixo da terra, com a humidade a brotar das paredes. Tive como colega de cela, o Mario Sottomayor Cardia, que havia de ser ministro da educacao. Estou a ve-lo depois de um interrogatorio em que lhe partiram os oculos e deslocaram a retina, entrar na cela, sem ver, mas sem um lamento. Fui expulso da faculdade por 3 anos nas greves academicas de 62, depois de ter feito a greve da fome. E porque me lembro agora disto tudo e transporto para voces este meu desabafo? So porque, as desigualdades sociais se alargam, porque ha fome escondida, porque nao acredito nos politicos, e porque pelo menos tenho liberdade, que entao nao tinha, de gritar bem alto, todas as injusticas que observo. Felizmente quando as pessoas morrem, ja nao sao enterradas descalcas.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Uma terra sem espelhos !

Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)
Que descaramento, este
Data: 18-07-2007

Não costumo fazer comentários hás opiniões livremente expressas ainda mais quando são certas pessoas que nem merecem que se lhes dê importância pelas suas práticas tendenciosas e ideias de regime totalitário, porém existem disparates que pela sua enormidade não podem passar sem um comentário até para que as pessoas menos atentas às demagogias de certos políticos possam usar um padrão de comparação. Esta introdução tem por fim comentar o artigo de opinião do Senhor Deputado Guilherme Silva no seu artigo de opinião de 15/7/07 "Que Democracia esta !?" onde a um dado passo se interroga " que país é este onde tudo se passa impunemente? Será Cuba de Fidel (ou Raul) de Castro ou o Zimbabwe de Mugab!?" O senhor deputado já vive à tantos anos no Continente graças ao, ia a dizer "tacho" mas é emprego, que o PSD-M lhe concedeu na A:R que até se esqueceu do regime político que se vive na Madeira, se não, não teria o descaramento de questionar a democracia no rectângulo português. Ou será que tem estado a passar férias na Lua?Então não sabe que tem o mesmo governo na Madeira há 30 anos que controla todas as instituições, desde o desporto hás casas do povo passando pelas Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia que têm que ser do seu partido se não aparece logo um estrangulamento financeiro? Não sabe que se trata a oposição na Madeira como se fossem filhos de um deus menor sem sequer terem direito a falar para denunciar, o que eles consideram certos abusos de poder com a passividade do Senhor Presidente da A.L.M., esquecendo-se que estes são a voz do povo que não votou PSD? Sabe que nesta terra até queremos estar acima da lei, não respeitando uma lei Nacional referendada pelo Povo Português, (Interrupção Voluntária da Gravidez) prejudicando sempre as mulheres mais desfavorecidas que não têm possibilidades de se deslocar ao Continente, dando assim cobertura a certos médicos que agora são objectores de consciência??? Será que também eram antes da lei ser referendada e aprovada? Será que sabe que nesta terra existe um Presidente do Governo que manda instaurar processos a todos os que se lhe atravessam no caminho mas quando é para ele próprio responder pelas possíveis ofensas que faz, escuda-se na imunidade parlamentar? Quer mais? Aqui vai! Tem um jornal por conta do Governo (tipo URSS no tempo da ditadura) para escrever tudo o que lhe apetece, mas pago com o dinheiro dos contribuintes. Não aceita uma lei das incompatibilidades que venha clarificar o "estatuto" do empresário/deputado que de manhã aprova leis na A.L.R. e de tarde é empresário. Nas campanhas eleitorais não se distingue onde começa o discurso do PSD-M e acaba o do Presidente do G.R. É ainda nesta terra que as más-línguas dizem que para os jovens arranjarem um emprego era preciso terem um cartão laranja, porém agora nem assim porque uma boa parte dos milhões esbanjados da U.E foram mal empregues e não criaram uma política de emprego com sustentabilidade. Será Cuba de Fidel ou o Zimbabwe de Mugab ou algo parecido com ditadura?Não, é a Madeira de Jardim e dos seus submissos e incondicionais seguidores.
Juvenal Rodrigues

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Também eu quero ser enfermeiro: o GR tinha razão !

Os incentivos financeiros e outros constam da portaria abaixo. Se algum erro o GR cometeu foi o de recuar na intenção de retirar os incentivos. Estes deverão no mínimo ser reduzidos e aos médicos deverá ser aplicada a mesma medida.
As razões que justificariam tais incentivos são anacrónicas e a manterem-se consituem um tratamente de previlégio em relação a outros funcionários públicos. O montante dos incentivos concedidos aos funcionários públicos a trabalhar no Porto Santo também constitue uma gravissima injustiça em relação aos funcionários da Madeira. Se a dupla insularidade do Porto Santo justifica um diferencial de 30% em relação à Madeira não seria de estranhar que os funcionários públicos na Madeira exigissem um subsídio de insularidade de 15%.

SECRETARIAS REGIONAIS DO PLANO E DA COORDENAÇÃO E DOS ASSUNTOS SOCIAIS E PARLAMENTARES Portaria 0.° 61/97
A Portaria conjunta da Presidência do Governo Regional e Secretaria Regional dos Assuntos Sociais e Saúde, n." 4/78, de 28 de Fevereiro, veio dar importante contributo na organização e dinamização dos serviços de saúde ao estabelecer incentivos para atrair profissionais de enfermagem para as zonas rurais, onde até então o seu trabalho se revelava mais penoso e não cobria todas as carências de saúde existentes. Nesse contexto, a portaria introduziu alguns incentivos, nomeadamente o subsídio de fixação, facilidades de transporte, alojamento, roupa lavada e alimentação. Porém, passadas que são quase duas décadas sobre a data da sua publicação e a par do desenvolvimento sócio-económico das zonas rurais, cada vez mais próximas da urbe, verifica-se um crescimento acentuado do número de efectivos colocados nestas zonas. Por outro lado, a colocação nas zonas rurais de outros técnicos de saúde com status académico e profissional idêntico ou superior aos profissionais de enfermagem veio colocar problemas de equidade na concessão de incentivos. Alguns dos incentivos fixados através da referida Portaria, porque já não lhe subjazem as razões que estiveram na origem da sua atribuição, estão hoje esvaziados de qualquer sentido. Perante este enquadramento, urge eliminar a atribuição de alguns incentivos então fixados, em particular os incentivos relativos à alimentação e transporte. A alimentação abarca todas as refeições dos enfermeiros, situação que determina um tratamento desigual perante os enfermeiros residentes no concelho e outros técnicos de saúde, quer usufruam ou não dos lares existentes junto aos Centros de Saúde concelhios. Com a construção de novos acessos de ligação da urbe aos concelhos rurais e o crescente melhoramento da rede viária em geral, aliado à melhoria da frota de transportes públicos, foram substancialmente diminui das todas as distâncias e facilitadas as deslocações. Acresce ainda a dificuldade progressivamente mais acentuada de gerir o parque automóvel, em face do grande número de solicitações que surgem. Nestes termos, manda o Governo Regional da Madeira pelos Secretários Regionais do Plano e da Coordenação e dos Assuntos Sociais e Parlamentares, ao abrigo do disposto no art." 3.° do Decreto Legislativo Regional n." 20/91/M, de 07 de Agosto, aprovar o seguinte: ARTIGO 1.° Os artigos 2.° e 3.° da Portaria n." 4/78, de 28 de Fevereiro, publicada no Jornal Oficial, I Série, n." 2, 2.° Suplemento, passam a ter a seguinte redacção:
"Artigo 2.°
O valor do subsídio a atribuir será de montante variável, de harmonia com as zonas de fixação:
1 -10% sobre o vencimento base: Câmara de Lobos, Carmo, Encarnação, Estreito de Câmara de Lobos, Caniço, Camacha
2 -15% sobre o vencimento base: Quinta Grande, Romeiras, Curral das Freiras, Santa Cruz, Gaula, Santo António da Serra
3 - . 45 Artigo
3.° Aos profissionais de enfermagem colocados nos Lares de Pessoal de Saúde dos concelhos da Ponta do Sol, Calheta, Porto Moniz, São Vicente, Santana e Porto Santo, será concedido alojamento com roupa lavada".
ARTIGO 2.° São revogados os artigos, 4.° e 7.° da portaria a que se refere o artigo anterior. ARTIGO 3.° A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. Secretarias Regionais do Plano e da Coordenação e dos Assuntos Sociais e Parlamentares. Assinada em 26 de Fevereiro de 1997. O SECRETÁRIO REGIONAL DO PLANO E DA COORDENAÇÃO, José Paulo Baptista Fontes SECRETÁRIO REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS E PARLAMENTARES, Rui Adriano Ferreira de Freitas

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

António Marinho Pinto



Um homem excepcional, até prova em contrário!







quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O poder é viciante !

Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)
Mais do mesmo
Data: 21-02-2007


O Dr. Alberto João Jardim é daquelas personagens carismáticas que ou se ama ou se odeia, tal como Che Guevara, Fidel de Castro, Marcelo Caetano, Pinochet, Franco, Hugo Chaves, que começa a entrar pelo mesmo caminho e ainda outros que pelo seu carisma e apego ao poder marcaram a história com bons e maus momentos. E para demonstrá-lo, ficará por muito tempo nos ouvidos dos madeirenses, aquando da sua inútil demissão para de seguida voltar a recandidatar-se, esta caricata frase: "Ao me demitir provo não estar agarrado ao poder". Imaginemos se estivesse! Nada na Madeira mudará com eleições antecipadas porque os madeirenses sabem que Alberto J. Jardim tem um eleitorado fixo sobretudo nas camadas mais idosas da população que já se habituou ao seu estilo e o seguem sem impor condições. Estes não votam PSD-M mas sim Alberto João. Daí que o PS-M manterá mais ou menos o seu eleitorado, assim como os outros partidos da oposição. A diferença residirá no voto dos abstencionistas e nos jovens. Se estas duas franjas do eleitorado quiserem participar com o seu voto na vida actual e no futuro da Madeira, creio que aí haverá surpresas. Por outro lado, os que gravitam à sua volta, governantes, deputados e figuras graúdas do PSD-M, acomodar-se-ão e nada farão para mudar o curso dos acontecimentos porque sabem que a figura de Alberto J. Jardim funciona como um satélite que com a sua força gravitacional os mantém à sua volta, não os deixando cair. Mesmo que para muitos ele seja um inimigo de estimação, enterrarão a cabeça na areia usando aquela máxima "se não podes com o inimigo junta-te a ele". Todos sabemos que as eleições antecipadas não mudarão nada na vida da RAM em termos políticos ou financeiros e apenas servirão para gastar dinheiro do contribuinte e paralisar a economia madeirense pelo menos até o Verão, por isso pergunta-se: não serão essas eleições apenas por interesses partidários, por um capricho, por uma vingança ou até mesmo uma desesperada demonstração de força perante um Governo da República que ele sabe que nunca se submeterá à sua vontade e à sua chantagem política? (...).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Sem palavras... !

Domingo, Janeiro 27, 2008

Às vezes conhecemos pessoas que nos transportam para tempos passados. Ontem à noite conheci um gajo que me fez recordar a minha viagem ao Santuário de Fátima. Fui ao Santuário de Fátima à alguns anos atrás. Não fui como missionária, nem como crente, nem tão pouco como curiosa. Fui como acompanhante. O meu ex. namorado entendia que tinha de agradecer pessoalmente (?) à Virgem de Fátima o facto, de se ter licenciado em Gestão de Empresas. Uma vez que não tinha sido a Senhora a marrar noites inteiras, confesso que nunca percebi a causa de tamanho agradecimento. Quando chegamos à Cova de Iria, fui assaltada pela surpresa (aquelas vitrinas!) e pensei "Foda-se!!! Co negócio do caralho!" e lembrei-me de um Jesus enraivecido - qual Hulk qual quê - a partir mesas e cadeiras, soltando fogo pelas ventas e amaldiçoando os comerciantes. Lembrei-me de um Jesus desorientado e possesso de raiva, um Jesus que abominava o negócio em nome do Pai, na casa do Pai. Lembrei-me de Jesus... eu que tão poucas vezes lembro-me de Jesus. À entrada do Santuário, não pude evitar o arregalar dos olhos. É grande e grandioso. Percorria no espaço aberto e olhava em redor. Foi então que reparei na fila de gatinhantes ao meu lado esquerdo. Homens novos, homens velhos, mulheres novas, mulheres velhas, todos desfilavam sob os joelhos numa fila ordeira. Uns sozinhos, outros amparados, alguns em silêncio, outros em preces. Entre o espanto e a comiseração sussurrei ao meu ex. namorado "Olha e inspira-te bebé, porque esta noite, quem gatinha és tu.". Sem demora, lançou-me um olhar feroz e percebi que tinha sido inconveniente. Às vezes consigo ser muito inconveniente. Que se foda... ninguém é perfeito! Quem já foi ao Santuário de Fátima, sabe que no local onde se adquire as velas, não há ninguém por detrás do balcão. As velas estão expostas e colocadas em várias caixas de madeira e o preço está na caixa das respectivas velas, sendo que há velas pra todos os gostos. O pessoal serve-se das velas e depois deita o dinheiro na ranhura da caixa. Vi um gajo com o cheque na mão. Pensei que ia levar as velas todas, mas não. Tirou três. Ainda pensei em me atirar para o chão, estrebuchar e espumar da boca na esperança de ver obtida alguma caridade monetária. Foi um devaneio que por pudor não concretizei. Pobre é assim... tem pudor. Na Capela das Aparições - viva a psicose colectiva - enquanto decorria uma missa em inglês, admirava extasiada Nossa Senhora de Fátima, Gestora de Empresas Mor e pensei, é gira, mas um qualquer trapo Armani dar-lhe-ia um ar mais cool... menos celestial. Na Capela das Aparições, enquanto o rebanho orava, eu admirava extasiada Nossa Senhora de Fátima, Gestora de Empresas Mor e fui subitamente arrebatada pelas dúvidas. Como é possível uma mulher, que não mostra as pernas, não usa uma sandália de salto agulha, não exibe as mamas, não faz manicure nem solta os cabelos... como é possível... como é possível que consiga vergar tanta testosterona? Qual é o segredo? Será que havia um quarto segredo de Fátima? E terá Lúcia mantido para si, o segredo do controlo e da submissão humana? Foda-se! Não é justo! Ontem à noite conheci um gajo que tinha todo o Santuário de Fátima no ouvido... tal era a quantidade de cera que transbordava do membro. De cigarro na mão, apavorada, ainda pensei gritar... mas não, limitei-me a afastar-me, não fosse a criatura por obra e graça do destino, se tornar uma tocha humana.


Afundado por blueminerva às 11:04

sábado, 26 de janeiro de 2008

Delitos de opinião VS Difamação

De Cássio Sanders in http://pravdailheu.blogs.sapo.pt/

26 de Janeiro de 2008 às 11:56

Esse exemplo do Sr. Guido Gomes evidencia bem o laxismo a que está votada a governação "CHUPISTA" (pegando na qualificação da deputada Sara André). Eu pensava que os "delitos de opnião" fossem apenas uma má-memória do totalitarismo do "Estado Novo" salazarista, mas afinal e pelos vistos, quem tem a coragem de assinar o que escreve e dar a cara pelo que diz, arrisca-se a ser manietado por este estado-fantoche e por esta justiça "pulhenta" que "come à mesa" e "deita-se na cama"com os seus lamacentos representantes...Parece que apenas quem tem imunidade parlamentar está aparentemente salvo!! Mesmo assim arrisca-se a que a maioria tentacular considere louco ou insano!! Aproveitai seus CHUPISTAS!! A verdade tarda, mas não falha.

Outra mentalidade

Analisemos in DN (Madeira)
Data: 09-07-2007


Trabalhar é um erro! Se és honesto e trabalhador deixa-te de histórias e sonhos porque não chegas a lado nenhum! Válido é ser "lambe botas", "interesseiro", possuidor de melhor "equipamento" entre muitos outras qualidades do género. Natureza é treta de ecologistas que só impedem a evolução! Logo o que é válido é colocar uns pés-de-galinha pela a maior parte da orla marítima, pois fica mais giro e porque essa coisa de calhau é de pobre; Encher praias com areia amarela para nos equipararmos com as Ilhas Canárias que são as melhores; Pedir bilhete a quem quiser usufruir de um banho de mar e um relaxamento sobre o cimento madeira; Construir prédios sem controlo nem respeito pelo relevo nem pela natureza, simplesmente para satisfazer os interesses de alguns empresários e Câmaras; Atribuir certificados de qualidades a empresas, onde a menção "amigos do ambiente" impera, mas que na realidade só servem, muitas das vezes, como slogan de venda. Agora vejamos. Se existisse um melhor equilíbrio entre as pessoas sensatas e as não sensatas, o Mundo hoje, não estaria a lidar com problemas como o aquecimento global, a poluição, a corrupção, a droga, o álcool entre muitos outros, certo? A atribuição de menção honrosa ao "Maramacho" do Amparo, o prémio atribuído pelos Suíços à Calheta, que é um lindo concelho com excepção ao poço de areia amarela e do hotel à beira mar, fez-me pensar que as menções honrosas devem estar um pouco em desuso tanta é a banalização que vemos por aí nos dias de hoje. Logo, decidi. Não quero menções honrosas na minha vida. Quero sim, continuar defendendo aquilo em que acredito, remando contra a maré se necessário, mas chegando ao fim da minha vida em paz comigo mesma e com a Vida. Parabéns aos felizardos das menções honrosas! Continuem, pois o Mundo e a Natureza de certeza que no futuro, irá vos atribuir a menção Honrosa Final, a melhor. E, se por um acaso não estiverem cá, não tem nenhum inconveniente. Estão os vossos familiares para a receber.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

De pequeno se chega a grande!

james dean in http://www.thinkfn.com/forum/viewtopic.php?t=12563&sid=4f95b338da6715facfa2e3c6e9fc36c5

Colocada: 2008-01-21 12:43 Assunto: mudar e dificil

[...] Falando de almoco, um jovem gorducho e com cabelo, chegou em 1960 a sua Cuba, para cursar direito. Foi meu colega durante 2 anos, e nunca entrou nas aulas, embora fosse diariamente a faculdade. Tinha recebido a mesada, e mostrou ao Orlando as notas sentilantes. Convidou o colega para um grande almoco no campo grande. Foram para uma cervejaria, comeram uma sapateira e muitos camaroes, tudo regado com meia duzia de imperiais. O agora politico conhecido levantou-se para ir a casa de banho. Orlando, esperou, esperou e o Alberto nunca mais apareceu. Teve que deixar o BI, para honrar a conta, e quando ha dias, lembrei a historia ao meu presidente, ele so me disse: Agora como antes, temos que lixar os cubanos.

Apesar de arriscado deixo o aviso...

Janeiro de 2008 = Outubro 1929

Profecia: Nos anos que se avizinham reinarão os demagogos e os revolucionários ...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Quinta Magnólia

Uma Quinta esquecida... in DN (Madeira)
Simão Ferreira Ascenção, aluno de enfermagem
Data: 11-06-2007

Pertencente a uma família inglesa, foi durante anos a sede do British Country Club. Em 1974 foi adquirida pelo Governo Regional e recuperados os edifícios, os equipamentos, os jardins e... pelos vistos, rezou-se para que a erosão não ocorresse. Ainda me recordo quando, em criança, ia aos fins-de-semana à Quinta Magnólia com os meus pais. Naqueles dias de sol, vestia uma" roupa velha" e era sempre uma manhã de diversão garantida. - A grande árvore que me metia medo, o coreto branco onde dei os meus primeiros" espectáculos ", os patos e os trevos de quatro folhas. Engraçado, não foi assim há tanto tempo, mas tenho saudades de como a quinta era importante para mim. Hoje olho para ela e ambos envelhecemos. Agora tenho barba e mais uns bons centímetros e a quinta está sem brilho... Recentemente deparei-me com uns cartazes num dos muitos locais de publicidade para o turismo da Madeira. De entre tantos chamou-me a atenção um dizia qualquer coisa como, "...Quinta Magnólia, com piscinas e campo de ténis...". Fiquei sem palavras. É o mesmo que falar num Stand de Carros, dizer que tem casas de banho, 8 funcionários, cadeiras azuis e não dizer que tem carros. Sinceramente, e pensar que é nesta quinta que estão magníficos exemplares de Cicas, Palmeiras e uma grande mata de Casuarinas. E isto para não falar de alguns sites na Internet que tentam intitular a Quinta Magnólia de Praia! "A Quinta Magnólia não pode ser considerada propriamente uma praia, mas é sem dúvida um dos espaços mais agradáveis do Funchal... ", " ... com piscinas... ". De facto, a gota de água para eu escrever este artigo foi a última visita que fiz ao tão falado circuito de manutenção. Pelo menos é assim referenciado nas" grandes" publicidades da especialidade... Deixei o carro no parque e subi as escadas. Ao longe a Jacarandá ainda lá estava. Muitas das pedras que compõem o caminho estão soltas e os muros têm verdadeiros" barrigões" insinuando queda. Pouco depois surge a "casinha dos patos" como em criança chamava. Exacto, a casinha, porque patos nem um. Em seguida, em modo de compensar, temos uma cerca com patos, galinhas, pavões e umas pombas que por ali passam. Todos numa grande família de bicos. Agora já não há caminho, apenas rasgos de terra estreitos que dão acesso a 3 placas de aço tortas, e 3 barras presas a troncos podres. Claro, já chegámos aos primeiros" aparelhos de manutenção". Se calhar continuava o artigo com sarcasmo, mas a verdade é que perante tal cenário só sinto pena e nada mais. O pior é que, continuando mais uns metros à frente, as vedações não são seguras, os restantes "aparelhos" já não existem ou pelo menos só restam ripas de madeira podre e a ponte que atravessa o circuito ( Ponte do Ribeiro Seco) verte uma água com um cheiro verdadeiramente andrajoso. Num acto de fantasia diria mesmo que esta quinta chora de tristeza. Concluindo, tenho pena do estado actual da Quinta Magnólia. Deu-se importância às piscinas, fazem-se eventos ( realizam-se anualmente alguns espectáculos musicais, de entre eles o Funchal Jazz ), mas a verdadeira beleza desvaneceu-se. A quinta precisa de manutenção urgente e todos os quase 40.000 m2 de terreno são importantes e não só a porta principal e mais uns metros à frente. Ainda tenho esperança de reviver aqueles dias de sol.