Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)
O Dr. Jardim e os raios ultravioleta
Data: 16-08-2007
O calor do sol, os raios UV e a poeira da areia amarela do Porto Santo contribuem decisivamente para os episódios mais "garotescos" que o Dr. Alberto João protagoniza. É bem verdade que ele ao longo da sua carreira política nunca demonstrou uma educação esmerada para bem da imagem da Madeira no exterior, porém, é no areal, talvez por influência do clima, que essa aparente educação desequilibrada e as declarações extremistas atingem o auge dando origem a sequelas políticas para mais tarde recordar. Foi o episódio do ex-presidente da C.M.F. Virgílio Pereira em 1993, a vergonha das "universidades da má-língua", ou será de "Verão" (também não interessa porque é tudo a mesma caldeirada de falta de vergonha e bom senso), até o ultimo episódio, mostrado pelas imagens da RTP-M no telejornal de 13/08/07 onde o Dr. Aberto João Jardim, bem ao estilo do bom "western" americano, mostrou uma vez mais o seu verdadeiro carácter quando se dirigiu aos jornalistas que o inquiriam sobre o episódio vice-presidente do Governo versus C.M.F. ao responder numa linguagem imprópria para consumo: "O relacionamento entre as duas partes sempre esteve óptimo para desgosto dos comunas do Diário de Notícias", e a uma questão colocada por uma senhora jornalista, respondeu-lhe grosseiramente com um gesto de desprezo, "a senhora não me chateie". Não a respeitou como profissional no desempenho da sua missão de informar o Povo nem a respeitou como mulher e ser humano. Dir-me-ão: há, aquilo é mesmo o estilo do Sr. Presidente do Governo Regional! Mas será que todos os madeirenses se têm que rever naquele estilo? Será que queremos passar uma imagem de povo primata, estúpido, rude e sem educação de uma ilha perdida no Oceano? Não será mais fácil o senhor presidente moderar esta linguagem de dono e senhor da ilha e do seu povo? Sinceramente juro que não sei que praga ou maldição se abateu sobre esta terra para que 60% dos eleitores votantes depositem confiança num homem tão politicamente insensato. Estou até tentado a compreender o que leva ao desnorte do Dr. Alberto João Jardim. Ele vê o controle do PSD-M a fugir-lhe entre os dedos como a areia fina do Porto Santo, sabe que o partido que o sustentou todos estes anos no poder, mesmo que se queira demonstrar o contrário, está irremediavelmente a rebentar por dentro porque ele na sua inexorável sede de poder absoluto não permitiu que ninguém se chegasse à frente em tempo oportuno e agora tenta a todo o custo controlar e esconder as inevitáveis quezílias. No entanto nada justifica estes desaforos públicos mesmo que sejam protagonizados por quem são. Se hoje estou mais uma vez a escrever contra os excessos do Dr. Alberto João Jardim é porque a minha educação se recusa determinantemente a pactuar com uma linguagem baixa e ofensiva para qualquer ser humano, seja político, jornalista ou varredor, por isso, se necessário for subirei ao cume da montanha mais alta da minha terra e gritarei bem alto para que seja ouvido nos quatro cantos do Mundo: eu não me revejo nas palavras ofensivas, arrogantes, malcriadas e populistas que o Sr. Presidente do Governo Regional da Madeira profere. Espero que as pessoas de bom senso e educadas façam coro comigo porque é a imagem da nossa Madeira que está a ser posta em causa por esse mundo fora. O comportamento egoísta do Sr. Presidente apenas demonstra o desespero de um homem que já nada tem a perder, porém, ele passará mas a Madeira ficará para as gerações vindouras.






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