Manuela Ferreira Leite,
a líder de 7,6% dos social democratas madeirenses !
sábado, 31 de maio de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
"Procurara-se" o comentador Il_messaggero
Il_messaggero, um dos mais interessantes comentadores que tenho encontrado na blogosfera madeirense, "desapareceu" há cerca de dois meses!
Se passar por aqui peço-lhe que mostre que está vivo!
Se passar por aqui peço-lhe que mostre que está vivo!
quarta-feira, 28 de maio de 2008
A conflitualidade permanente como táctica
Filipe Aveiro in DN (Madeira)
Pensadores da política regional
Data: 16-09-2007
Pensadores da política regional
Data: 16-09-2007
A promessa de paz, de colaboração e de diálogo com o continente, anunciada por A. J. Jardim, nem sequer vigorou um mês! Nessa promessa vislumbrava-se uma táctica de política guerrilheira, visando criar condições favoráveis a uma possível futura revisão da Lei das Finanças Regionais. Parecia um caminho, ruidoso certamente, mas os "pensadores" da política regional acharam que podia resultar… Curioso como nem os próprios autores da ideia consideraram o facto de o principal intérprete ser o rei do improviso! Claro, na primeira tentação, aliciado por mais um braço-de-ferro que a nova lei do aborto lhe permitia, não resistiu. Embora poucos, certamente só alguns bafejados pela iluminação laranja regional compreendam bem tanta contestação ao resultado de um referendo nacional, a uma lei aprovada na Assembleia da República. Ficam por explicar, agora e no futuro, mesmo se alguém um dia achar que isso deve ser valorizado como parte da história regional, as cenas tão tristes quanto hilariantes que ocorreram na Assembleia Legislativa da Madeira. Um líder do grupo parlamentar do PSD a dizer que a RAM "nunca, nunca, nunca" aplicará esta lei; uma deputada do PSD, que não foi apenas infeliz, a dizer que "a função das mulheres é a procriação", e para fim de festa com o presidente a contrariar, no mesmo dia, as declarações do secretário regional. Mais uma dos pensadores do PS. Se uma das funções das mulheres não é procriação, então, nem eu nem o senhor director estaríamos neste mundo. Penso que cada mulher é livre de fazer o que quiser com o seu corpo. Mas o Estado fazer os contribuintes pagar para uma mulher abortar, é mesmo um aborto. Se uma pílula, ou a prevenção de gravidez por outros meios, pode custar ao casal de pombos, uns míseros cêntimos, porque razão todos os contribuintes têm que pagar centenas de euros por um acto de ignorância ou estupidez?.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Há lodo no cais !
António R. Marques da Silva in DN (Madeira)
PORTO DO FUNCHAL Números inquietantes
Data: 20-09-2007
As questões do Porto do Funchal interessam a todos os madeirenses. Uma melhor gestão e, daí decorrente, um melhor funcionamento do Porto poderá ter um peso fundamental na Economia da RAM e levar ao embaratecimento dos bens de consumo a toda a população numa Região em que mais de 80% do consumo resulta de bens importados.
É falso afirmar-se que a exploração de um Porto ocasiona sempre défices. Basta citar exemplos de Portos do nosso país. A exploração dos Portos tem originado lucros em:
Lisboa - 5,9 milhões de euros (em 2005)
Sines - 1,3 milhões de euros (em 2005)
Aveiro - 1,4 milhões de euros (em 2005)
Leixões - 6,7 milhões de euros (em 2004)
A única excepção, para além do gravíssimo deficit do Porto do Funchal, é Ponta Delgada, Açores, com um défice de 871,7 milhares de euros, embora só ocorrido, excepcionalmente, no ano de 2004.
O Porto do Funchal é o campeão dos défices. Em milhões de euros:
Em 2001 - -17.401.492
Em 2003 - -14.147.202
Em 2004 - -15.352.140
Em 2005 - - 16.672.888
Não se conhecem os prejuízos relativos a 2002, mas estes números aterradores são reconhecidos pelo Fiscal Único e o relatório da Análise Económica e Financeira do Porto do Funchal assinada pelo seu presidente e os dois vogais. Com efeito, a APRAM - Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira S.A., segundo o conselho fiscal, "continua a gerar prejuízos significativos cuja tendência de alteração a curto prazo não é previsível, a não ser que surjam negócios lucrativos enquadrados na actividade definida no contrato de sociedade". E acrescenta-se na pag. 2 do relatório do fiscal único: "A manter-se esta situação, a prazo, pode-se colocar em causa o princípio da continuidade das operações porque os capitais próprios vão sendo progressivamente absorvidos pelos prejuízos (…)" Há necessidade de revisão da situação da empresa portuária de estiva no Porto do Funchal. A operação portuária, isto é, a actividade de movimentação de cargas a embarcar ou desembarcar na zona portuária é eventualmente entregue a uma empresa de operadores portuários através de:
PORTO DO FUNCHAL Números inquietantes
Data: 20-09-2007
As questões do Porto do Funchal interessam a todos os madeirenses. Uma melhor gestão e, daí decorrente, um melhor funcionamento do Porto poderá ter um peso fundamental na Economia da RAM e levar ao embaratecimento dos bens de consumo a toda a população numa Região em que mais de 80% do consumo resulta de bens importados.
É falso afirmar-se que a exploração de um Porto ocasiona sempre défices. Basta citar exemplos de Portos do nosso país. A exploração dos Portos tem originado lucros em:
Lisboa - 5,9 milhões de euros (em 2005)
Sines - 1,3 milhões de euros (em 2005)
Aveiro - 1,4 milhões de euros (em 2005)
Leixões - 6,7 milhões de euros (em 2004)
A única excepção, para além do gravíssimo deficit do Porto do Funchal, é Ponta Delgada, Açores, com um défice de 871,7 milhares de euros, embora só ocorrido, excepcionalmente, no ano de 2004.
O Porto do Funchal é o campeão dos défices. Em milhões de euros:
Em 2001 - -17.401.492
Em 2003 - -14.147.202
Em 2004 - -15.352.140
Em 2005 - - 16.672.888
Não se conhecem os prejuízos relativos a 2002, mas estes números aterradores são reconhecidos pelo Fiscal Único e o relatório da Análise Económica e Financeira do Porto do Funchal assinada pelo seu presidente e os dois vogais. Com efeito, a APRAM - Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira S.A., segundo o conselho fiscal, "continua a gerar prejuízos significativos cuja tendência de alteração a curto prazo não é previsível, a não ser que surjam negócios lucrativos enquadrados na actividade definida no contrato de sociedade". E acrescenta-se na pag. 2 do relatório do fiscal único: "A manter-se esta situação, a prazo, pode-se colocar em causa o princípio da continuidade das operações porque os capitais próprios vão sendo progressivamente absorvidos pelos prejuízos (…)" Há necessidade de revisão da situação da empresa portuária de estiva no Porto do Funchal. A operação portuária, isto é, a actividade de movimentação de cargas a embarcar ou desembarcar na zona portuária é eventualmente entregue a uma empresa de operadores portuários através de:
1) - Concessão de serviço público;
2) - licenciamento por decisão de autoridade portuária. Poderá ainda a autoridade portuária exercer directamente a actividade de operação portuária no caso de insuficiências da empresa de estiva ou para assegurar a livre concorrência.
A actual empresa a operar no Porto do Funchal foi autorizada pela APRAM a realizar operações de carga através de formas de licenciamento. Esta empresa tem sido vítima de críticas públicas, mas a verdade é que, parecendo beneficiar de condições muito favoráveis, se limita a aproveitá-las e não se vê que outras empresas eventualmente concorrentes se perfilem para disputar essas condições favoráveis. Todavia a emergente necessidade de contenção de despesas aconselha a que se reveja a situação e que se efective uma concessão de serviço público que venha a corrigir condições leoninas de favor e que fomente um concurso plenamente publicitado e com razoável margem temporal para que um número razoável de empresas possa concorrer.
Uma melhor gestão, tendo em vista boas decisões, devia considerar comparações relativamente à correlação do número de trabalhadores face ao trabalho dispensado. As seguintes comparações podem ser elucidativas:
A actual empresa a operar no Porto do Funchal foi autorizada pela APRAM a realizar operações de carga através de formas de licenciamento. Esta empresa tem sido vítima de críticas públicas, mas a verdade é que, parecendo beneficiar de condições muito favoráveis, se limita a aproveitá-las e não se vê que outras empresas eventualmente concorrentes se perfilem para disputar essas condições favoráveis. Todavia a emergente necessidade de contenção de despesas aconselha a que se reveja a situação e que se efective uma concessão de serviço público que venha a corrigir condições leoninas de favor e que fomente um concurso plenamente publicitado e com razoável margem temporal para que um número razoável de empresas possa concorrer.
Uma melhor gestão, tendo em vista boas decisões, devia considerar comparações relativamente à correlação do número de trabalhadores face ao trabalho dispensado. As seguintes comparações podem ser elucidativas:
em 2004 o Porto do Funchal tinha 191 trabalhadores para 2.528.373 de tonelagem movimentada.
O de Sines tinha 260 para 19.633.805;
o de Lisboa, 322 para 11.805.000;
o de Leixões, 210 para 13.713.000.
Com esta carta tenta-se alertar as pessoas para uma situação preocupante e, de certo modo, assegurar, às instâncias governativas e às instituições, estes reparos deliberadamente isentos da crítica gratuita feita de slogans agressivos ou demagógicos.
Esta carta foi escrita com o apoio do Comandante João Tolentino Andrade, a quem agradecemos a assistência, bem como a consulta a toda a sua documentação, a qual avaliza, rigorosamente, os números apresentados.
Com esta carta tenta-se alertar as pessoas para uma situação preocupante e, de certo modo, assegurar, às instâncias governativas e às instituições, estes reparos deliberadamente isentos da crítica gratuita feita de slogans agressivos ou demagógicos.
Esta carta foi escrita com o apoio do Comandante João Tolentino Andrade, a quem agradecemos a assistência, bem como a consulta a toda a sua documentação, a qual avaliza, rigorosamente, os números apresentados.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Sete pecados mortais!
Miguel Fonseca in DN (Madeira)
Notas de Verão
Data: 22-08-2007
1. A "sedição dos delfins" tem já um mérito. Viu-se claramente, visto que, seja qual for a perspectiva política em que nos coloquemos perante Alberto João Jardim, nenhum deles tem competência para continuar o legado autonómico e político do líder histórico do PSD.
2. Segundo a douta opinião de Ricardo Vieira, o PS não tem moral para criticar a Câmara. Se o direito de fazer oposição fosse tão-só uma questão de moral, o mundo estaria cheio de ditaduras. Moralismos à parte, o que é que efectivamente Ricardo Vieira pensa da gestão autárquica do edil que dirige o município do Funchal há vários mandatos? Há também outros edis da oposição de quem se esperava que falassem mais alto.
3. Não sou um político profissional nem está no meu horizonte nenhuma liderança partidária, mas não posse estar mais de acordo com Raimundo Quintal. Com esta campanha contra os políticos, e nomeadamente os autarcas, esquece-se a máquina administrativa, onde está situado o verdadeiro poder. Já Eisenhower denunciou o poder efectivo que era detido pelo complexo industrial e militar americano, independentemente das administrações serem democratas ou republicanas, o que dá origem ao que se poderia chamar a "ditadura nuclear " impondo-se à democracia formal, responsável por muitas guerras em que os americanos se metem.
4. Para além da acutilância da jornalista, a quem saúdo, na entrevista ao Presidente da Câmara, era bom que os entrevistadores portugueses vissem mais as televisões estrangeiras para que percebessem que a interrupção sistemática dos entrevistados não contribui para o esclarecimento.
5. No dia em que o homem chegou à Lua, o telejornal da RTP abriu com mais uma das triunfais visitas do Venerando Chefe de Estado, Almirante Américo de Deus Rodrigues Thomaz. No dia em que a oposição camarária anuncia que vai pedir o "impeachment" do executivo municipal, a Televisão da Madeira abre o telejornal com uma outra notícia, certamente importante, e deixa a questão para as calendas do alinhamento. Mudam-se os tempos, mas [na Madeira] não se mudam as vontades. É muito provável que, se a oposição apresentar na Assembleia uma moção de censura, a nossa querida televisão abra com uma exposição canina ou felina. Parece-me bem. Eu gosto dos bichos, como o Miguel Torga.
6. 30 anos e Chãos da Lagoa depois, ainda nenhum líder da Oposição fez esta pergunta ingénua ao líder do PSD: "Olhe, que "caminho" é aquele a que se refere quando diz que seguiremos "outro caminho" se Lisboa não nos ouvir?" (É por essas e por outras que são 30 anos).
7. O pedido de audiência de João Carlos Gouveia ao Presidente do Governo é um erro colossal do ponto de vista da estratégia e do discurso do novel líder do PS. E, o que é pior, é que ele não estava à espera da recusa. É o que eu digo: João Carlos Gouveia não tem competência para executar a sua própria estratégia política. E o "Bando dos Quatro", o que diz a isto?.
2. Segundo a douta opinião de Ricardo Vieira, o PS não tem moral para criticar a Câmara. Se o direito de fazer oposição fosse tão-só uma questão de moral, o mundo estaria cheio de ditaduras. Moralismos à parte, o que é que efectivamente Ricardo Vieira pensa da gestão autárquica do edil que dirige o município do Funchal há vários mandatos? Há também outros edis da oposição de quem se esperava que falassem mais alto.
3. Não sou um político profissional nem está no meu horizonte nenhuma liderança partidária, mas não posse estar mais de acordo com Raimundo Quintal. Com esta campanha contra os políticos, e nomeadamente os autarcas, esquece-se a máquina administrativa, onde está situado o verdadeiro poder. Já Eisenhower denunciou o poder efectivo que era detido pelo complexo industrial e militar americano, independentemente das administrações serem democratas ou republicanas, o que dá origem ao que se poderia chamar a "ditadura nuclear " impondo-se à democracia formal, responsável por muitas guerras em que os americanos se metem.
4. Para além da acutilância da jornalista, a quem saúdo, na entrevista ao Presidente da Câmara, era bom que os entrevistadores portugueses vissem mais as televisões estrangeiras para que percebessem que a interrupção sistemática dos entrevistados não contribui para o esclarecimento.
5. No dia em que o homem chegou à Lua, o telejornal da RTP abriu com mais uma das triunfais visitas do Venerando Chefe de Estado, Almirante Américo de Deus Rodrigues Thomaz. No dia em que a oposição camarária anuncia que vai pedir o "impeachment" do executivo municipal, a Televisão da Madeira abre o telejornal com uma outra notícia, certamente importante, e deixa a questão para as calendas do alinhamento. Mudam-se os tempos, mas [na Madeira] não se mudam as vontades. É muito provável que, se a oposição apresentar na Assembleia uma moção de censura, a nossa querida televisão abra com uma exposição canina ou felina. Parece-me bem. Eu gosto dos bichos, como o Miguel Torga.
6. 30 anos e Chãos da Lagoa depois, ainda nenhum líder da Oposição fez esta pergunta ingénua ao líder do PSD: "Olhe, que "caminho" é aquele a que se refere quando diz que seguiremos "outro caminho" se Lisboa não nos ouvir?" (É por essas e por outras que são 30 anos).
7. O pedido de audiência de João Carlos Gouveia ao Presidente do Governo é um erro colossal do ponto de vista da estratégia e do discurso do novel líder do PS. E, o que é pior, é que ele não estava à espera da recusa. É o que eu digo: João Carlos Gouveia não tem competência para executar a sua própria estratégia política. E o "Bando dos Quatro", o que diz a isto?.
terça-feira, 20 de maio de 2008
O Indiana Jones da Madeira!?
Aurélio Canha in DN (Madeira)
O intocável arqueólogo
Data: 10-08-2007
Data: 10-08-2007
Nos últimos meses tem vindo a público uma série de troca de palavras entre as duas Associações de Arqueologia da Madeira (CEAM e ARCHAIS) e a DRAC. Tais manifestações, às quais o público em geral não as compreende, já remontam da antiguidade, mais precisamente aos finais dos anos 90, altura em que regressaram à Madeira recém-licenciados em Arqueologia. A "guerra" inicia-se nessa altura, aos olhos de alguns, a DRAC seria o berço para esses recém-licenciados, mas como não o fez, viu-se confrontada com uma série de calúnias, falsidades, deturpações vindas a público desde então até ao presente. O "tacho" não foi ocupado por nenhum "animal" de estimação, como por vezes são denominados os Funcionários Públicos. Alguém ficou com uma espinha encravada na garganta e, até à data de hoje, não há maneira de a retirar! A manipulação e os conhecimentos amistosos nos meios de Comunicação Social de um responsável pela única Associação existente fazem com que se dê grande destaque e sensacionalismo à Arqueologia praticada na RAM desde os finais dos anos 90. Por diversas vezes vieram a público notícias em grande destaque de pequenas intervenções levadas a cabo em diversos Concelhos da Região por essa Associação, única até então na RAM, todo e qualquer acto insignificante tinha notícia, dezenas de artigos foram publicado nos diários locais, e até algumas entrevistas na TV local. A importância da Arqueologia crescia energicamente, pena era que o principal responsável por essa associação não crescesse não em tamanho, mas na postura, autenticidade e imparcialidade dos factos. O público em geral aplaude pequenas escavações feitas até então em cima do joelho, tudo foi notícia, tudo corre bem, a pureza e a falta de conhecimentos da opinião pública fazem com que a veracidade científica seja constantemente espezinhada e ignorada pelo sensacionalismo e inviolabilidade da Associação existente. Diversas escavações foram realizadas, principalmente no Concelho de Machico, a Arqueologia estava a crescer cada vez mais, mas um assunto era tabu, os custos, os quais pareciam boa vontade e de espírito voluntário, até inocentes criancinhas escavavam e sujavam as mãos, fazendo lembrar tempos idos da velha revolução industrial, os pais até gostavam, desconhecendo os perigos iminentes dessa ocupação manufactureira bem paga e rentável. Que ridículo digo eu, passados dez anos o mesmo Senhor continua pequeno, de espírito! Mentalmente não cresceu, não evoluiu, a sua atitude mantém-se exactamente a mesma, persistindo em denegrir a instituição DRAC e seus funcionários, atacando sistematicamente de forma sorrateira, falsa e mentirosa em diversas frentes. Presentemente e passados longos anos, a Lei de Bases do Património Cultural Português, parece-me que começa a ser aplicada, finalmente! Passa a ser exigido a quem escava "ordem", rigor, veracidade, ao contrário da "balbúrdia" atabalhoada que era praticada num passado recente. O problema reside exactamente aqui, presentemente existem duas Associações de Arqueologia, por outro lado, sempre existiu legislação que coexiste com uma tutela, onde a qual verifica a aplicação dessas mesmas normas legais, para bem do Legado do Património Cultural, e, para que o trabalho tenha um mínimo de qualidade científica exigida pela comunidade científica. Assim, para que não se cometam mais "abortos", como é o caso do Solar do Massapez, há que ser exigente e intransigente com aqueles que desenvolvem trabalhos na área do Património. Meus Senhores, pelo exposto acabaram-se os INTOCÁVEIS DA ARQUEOLOGIA.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Cunha e Silva e as suas histórias!
Reproduzo abaixo uma história publicada pelo "nosso" Vice-Presidente na Revista do DN (Madeira) deste fim de semana.
Tal como na altura ele continua sem saber em que século nasceu Camões (c/ 1524, século 16)!
"A HISTÓRIA
dos meus tempos de escola
Já lá vai muito tempo.
Sentado nos bancos do velhinho "Jaime Moniz", fazia o ponto de português.
Uma das questões pretendia saber em que século nascera Camões.
E, face à dúvida que, na altura, aquela me suscitava, fiz a pergunta ao colega marrão que se sentava atrás de mim. Mal mexendo a cabeça e entre dentes. E a resposta, também entre dentes, veio depressa. Inesperada, no entanto.
Isto é, o "solidário" colega a quem bastava sussurar uma palavra, ou seja, "quinze", preferiu dizer-me assim:
-Não posso responder agora porque a professora está vendo.
Ora, toma lá!"
Tal como na altura ele continua sem saber em que século nasceu Camões (c/ 1524, século 16)!
"A HISTÓRIA
dos meus tempos de escola
Já lá vai muito tempo.
Sentado nos bancos do velhinho "Jaime Moniz", fazia o ponto de português.
Uma das questões pretendia saber em que século nascera Camões.
E, face à dúvida que, na altura, aquela me suscitava, fiz a pergunta ao colega marrão que se sentava atrás de mim. Mal mexendo a cabeça e entre dentes. E a resposta, também entre dentes, veio depressa. Inesperada, no entanto.
Isto é, o "solidário" colega a quem bastava sussurar uma palavra, ou seja, "quinze", preferiu dizer-me assim:
-Não posso responder agora porque a professora está vendo.
Ora, toma lá!"
quarta-feira, 14 de maio de 2008
A lista dos suspeitos !
O que pensará AJJ sobre as razões daqueles militantes que subscreveram a petição para a sua candidatura fracassada à liderança do PSD?
http://www.albertojoaoapresidentedopsd.pt.vu/
http://www.albertojoaoapresidentedopsd.pt.vu/
terça-feira, 13 de maio de 2008
Os líderes do BCP também não sabiam de nada!
Aurélio Mendonça in DN (Madeira)
Negociatas
Data: 07-09-2007
Não foi ninguém da oposição, comuna ou cão raivoso que afirmou que havia negociatas na Câmara Municipal do Funchal. Quem fez tal afirmação foi o vice-presidente do governo regional. Esta denúncia de um membro do governo sobre a CMF, já lá vão quase três anos e todo o processo que se lhe seguiu era capaz de ganhar um concurso internacional de anedotas. Será o Sr. vice-presidente um caluniador, mentiroso que não sabe o que diz? Denúncias de corrupção num serviço público feitas por um membro do governo carecem imediata e aturada investigação do Ministério Público e Polícia Judiciária. Ser o governo regional a fazer uma inspecção administrativa à Câmara e os resultados que se vão conhecendo mais as anedotas do segredo de justiça e do contraditório demonstram inequivocamente que este governo e esta Câmara Municipal tomam os madeirenses por tolos. O que se ouve, lê e vê dá bem para perceber as razões do Sr. vice-presidente do governo quando afirma que metade do tempo na Câmara Municipal do Funchal é para negociatas. E se não são negociatas, o autarca-mor do Funchal que explique aos munícipes o porquê da construção de edifícios à margem da lei, por exemplo, pisos a mais, volumetria excessiva, inexistência de garagens, violações permanentes dos PDM, dualidades de critérios nos licenciamentos e mais a história que nunca contaram aos funchalenses, que foi a concessão de parques de estacionamento a uma empresa, tendo outra que foi excluída recorrido para os tribunais, tendo a CMF sido condenada a pagar uma avultada importância à empresa recorrente. Que bela negociata. Mas atenção. Apesar dos presidentes das Câmaras Municipais da região serem eleitos, quem lá manda não são eles mas sim o governador, que nesta situação da Câmara do Funchal, tem-se comportado como o perfeito Pilatos, que é o que lhe dá mais jeito e convém. Mas nem tudo é mau nesta cidade. Ficou-se a saber através do DN que temos mais um elefante, desta vez na Estrada Monumental. O autarca responsável pela CMF, acerca de mais este atentado à beleza e ordenamento da nossa cidade, veio dizer que estava tudo legal. Para ele está tudo sempre legal. Também afirmou publicamente que não é anjinho e não tem asas, mas ele qualquer dia vai dar uma volta e os mamarrachos, elefantes e outras aberrações ficarão por aí para serem contemplados por nós e pelas gerações vindouras.
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Miguel Albuquerque
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Os bodes espiatórios
Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)
Os males da Madeira
Data: 01-09-2007
Já por mais de uma vez alertei nesta página que iria acontecer, e aí está. Todos os males da Madeira provêm do Governo da República. Qualquer festa ou inauguração serve para intoxicar a mente dos madeirenses. Agora foram as inaugurações no Porto Santo, onde o Sr. Presidente do Governo Regional mais uma vez aproveitou para dizer mal de Lisboa, e foi a festa do dia do concelho de S. Vicente, onde o Sr. Vice-Presidente do G.R., em sintonia com o Sr. Presidente da Câmara, fez coro contra Lisboa e nem tocaram o Hino Nacional, se calhar porque Lisboa não mandou dinheiro para comprar o CD. E depois é a República que fomenta o separatismo, não é? Enquanto houve dinheiro à "fartazana" para gastar em algumas obras de fachada, e nos sumptuosos banquetes para as inaugurações, a Madeira parecia "nadar em dinheiro", agora que estão "tesos" continuam a tentar enganar os madeirenses dizendo que a culpa é sempre do Governo da República. Pergunto-me: como conseguiu a Madeira desencantar esta geração de políticos tão perfeitos e tão santinhos (não admira que a mãe do "menino azul" venha ao Porto Santo em busca de um milagre) que nunca erram ou erraram em nada, sendo sempre dos outros a culpa de todos os males? Já agora expliquem aos madeirenses como é que aplicaram, tão bem, rios de dinheiro e nem sequer construíram um parque de campismo para caravanas, já que os turistas que vêm das Ilhas Canárias e trazem as suas caravanas no "Volcán de Tamadaba"têm que ir acampar para o cais de Santa Cruz, por baixo do aeroporto (apenas com espaço para 4 ou 5), porque não conseguem parqueá-las noutro lugar. Por favor, senhor Presidente do Governo e senhores Presidentes das Câmaras Municipais (todos com culpas na situação a que a Madeira chegou), até lhes ficava bem, de vez em quando, assumirem os vossos erros e pedirem desculpa porque os madeirenses hão-de um dia mostrar-lhes que não existem políticos tão perfeitos e que não são assim tão estúpidos que continuem a acreditar em tudo o que vós dizeis. Antes de tocarem sempre a mesma "cassete" porque não falam que os madeirenses têm o custo de vida mais caro do País? Que gastam milhões em subsídios para "futebóis" e "noivas caras" e não foram capazes de dar aos idosos, mais necessitados, um subsídio de 60€ tal como faz o Governo dos Açores. Porque não se preocupam, por exemplo, com o preço de uma embalagem de "pariet"de 56 comprimidos para tratamento de doentes com úlcera gástrica que custa a módica quantia de 62€ (1.11€ por cada comprimido), uma embalagem de "visacor"com 60 comprimidos que custa 55€ (0.92€) cada comprimido, para o tratamento dos doentes com colesterol ou ainda uma embalagem de "enalapril ciclum" com 56 comprimidos pelo preço de 40€ para doentes com tensão arterial? Lembro-vos que estas são maleitas que afectam 70/80% da população e que os mais pobres deixam as receitas por aviar por falta de dinheiro. Quando os madeirenses acordarem desta letargia, hão-de pedir-vos contas e compreenderão que os bons governantes preocupam-se com a qualidade de vida da população e não apenas em dizer mal dos outros e fomentar "guerras" inúteis com um único fim: a caça ao voto.
Os males da Madeira
Data: 01-09-2007
Já por mais de uma vez alertei nesta página que iria acontecer, e aí está. Todos os males da Madeira provêm do Governo da República. Qualquer festa ou inauguração serve para intoxicar a mente dos madeirenses. Agora foram as inaugurações no Porto Santo, onde o Sr. Presidente do Governo Regional mais uma vez aproveitou para dizer mal de Lisboa, e foi a festa do dia do concelho de S. Vicente, onde o Sr. Vice-Presidente do G.R., em sintonia com o Sr. Presidente da Câmara, fez coro contra Lisboa e nem tocaram o Hino Nacional, se calhar porque Lisboa não mandou dinheiro para comprar o CD. E depois é a República que fomenta o separatismo, não é? Enquanto houve dinheiro à "fartazana" para gastar em algumas obras de fachada, e nos sumptuosos banquetes para as inaugurações, a Madeira parecia "nadar em dinheiro", agora que estão "tesos" continuam a tentar enganar os madeirenses dizendo que a culpa é sempre do Governo da República. Pergunto-me: como conseguiu a Madeira desencantar esta geração de políticos tão perfeitos e tão santinhos (não admira que a mãe do "menino azul" venha ao Porto Santo em busca de um milagre) que nunca erram ou erraram em nada, sendo sempre dos outros a culpa de todos os males? Já agora expliquem aos madeirenses como é que aplicaram, tão bem, rios de dinheiro e nem sequer construíram um parque de campismo para caravanas, já que os turistas que vêm das Ilhas Canárias e trazem as suas caravanas no "Volcán de Tamadaba"têm que ir acampar para o cais de Santa Cruz, por baixo do aeroporto (apenas com espaço para 4 ou 5), porque não conseguem parqueá-las noutro lugar. Por favor, senhor Presidente do Governo e senhores Presidentes das Câmaras Municipais (todos com culpas na situação a que a Madeira chegou), até lhes ficava bem, de vez em quando, assumirem os vossos erros e pedirem desculpa porque os madeirenses hão-de um dia mostrar-lhes que não existem políticos tão perfeitos e que não são assim tão estúpidos que continuem a acreditar em tudo o que vós dizeis. Antes de tocarem sempre a mesma "cassete" porque não falam que os madeirenses têm o custo de vida mais caro do País? Que gastam milhões em subsídios para "futebóis" e "noivas caras" e não foram capazes de dar aos idosos, mais necessitados, um subsídio de 60€ tal como faz o Governo dos Açores. Porque não se preocupam, por exemplo, com o preço de uma embalagem de "pariet"de 56 comprimidos para tratamento de doentes com úlcera gástrica que custa a módica quantia de 62€ (1.11€ por cada comprimido), uma embalagem de "visacor"com 60 comprimidos que custa 55€ (0.92€) cada comprimido, para o tratamento dos doentes com colesterol ou ainda uma embalagem de "enalapril ciclum" com 56 comprimidos pelo preço de 40€ para doentes com tensão arterial? Lembro-vos que estas são maleitas que afectam 70/80% da população e que os mais pobres deixam as receitas por aviar por falta de dinheiro. Quando os madeirenses acordarem desta letargia, hão-de pedir-vos contas e compreenderão que os bons governantes preocupam-se com a qualidade de vida da população e não apenas em dizer mal dos outros e fomentar "guerras" inúteis com um único fim: a caça ao voto.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Incompatibilidades políticas
Leitor devidamente identificado in DN (Madeira)
Bem dizia Frei Tomás… sobre as negociatas na Câmara
Data: 09-09-2007
O Dr. Ricardo Vieira é um político conhecido e distinto advogado. É também um habitual cronista e comentador de jornais, rádio e televisão que amiúde se pronuncia, e bem, sobre os mais vastos assuntos, sobre o ser e o dever ser. Dele esperávamos apenas coerência. Coerência com as suas palavras e escritos. Ser advogado e vereador na CMF ainda que "possa", por não ser ilegal, é conflitual. Se a lei não impede, a consciência devia impedir. Assim Ricardo Vieira não mais representa os que o elegeram mas os que lhe pagam… o seu cliente. Entre o interesse do cliente e os respectivos deveres deontológicos, e o interesse da causa pública dos eleitores e cidadãos, o vereador advogado não tem outro caminho que não seja a favor do cliente e contra o cidadão eleitor. A isso alguns chamam traição. Contra o cliente seria deslealdade. Mas suponhamos que cada vereador tenha um cliente, e que cada cliente de vereador na CMF tenha uma obra na cidade? Bom, haverá em primeiro lugar conflito de interesses. Depois tudo se poderá compor: vereador que tenha cliente com obras não se pronuncia - por alegado zelo, consciência e conflito de interesses - sobre a obra do seu próprio cliente. E logo também não se pronuncia sobre a obra do cliente do Colega Vereador de outro partido. Assim vai a CM da cidade do Funchal… Quanto ao munícipe anónimo se quiser fazer uma obra, seja com licença, seja sem licença, seja com meia licença ou com licença e meia, vai procurar um advogado vereador… talvez. Ou um vereador advogado. Pode ainda dirigir-se a um tal gabinete do munícipe. O partido apoia, passa a procuração e o município é processado. Na melhor das hipóteses é pressionado. Não é ilegal. Mas é imoral. E anticristão. E desleal para com os colegas de profissão que não são vereadores eleitos.
Bem dizia Frei Tomás… sobre as negociatas na Câmara
Data: 09-09-2007
O Dr. Ricardo Vieira é um político conhecido e distinto advogado. É também um habitual cronista e comentador de jornais, rádio e televisão que amiúde se pronuncia, e bem, sobre os mais vastos assuntos, sobre o ser e o dever ser. Dele esperávamos apenas coerência. Coerência com as suas palavras e escritos. Ser advogado e vereador na CMF ainda que "possa", por não ser ilegal, é conflitual. Se a lei não impede, a consciência devia impedir. Assim Ricardo Vieira não mais representa os que o elegeram mas os que lhe pagam… o seu cliente. Entre o interesse do cliente e os respectivos deveres deontológicos, e o interesse da causa pública dos eleitores e cidadãos, o vereador advogado não tem outro caminho que não seja a favor do cliente e contra o cidadão eleitor. A isso alguns chamam traição. Contra o cliente seria deslealdade. Mas suponhamos que cada vereador tenha um cliente, e que cada cliente de vereador na CMF tenha uma obra na cidade? Bom, haverá em primeiro lugar conflito de interesses. Depois tudo se poderá compor: vereador que tenha cliente com obras não se pronuncia - por alegado zelo, consciência e conflito de interesses - sobre a obra do seu próprio cliente. E logo também não se pronuncia sobre a obra do cliente do Colega Vereador de outro partido. Assim vai a CM da cidade do Funchal… Quanto ao munícipe anónimo se quiser fazer uma obra, seja com licença, seja sem licença, seja com meia licença ou com licença e meia, vai procurar um advogado vereador… talvez. Ou um vereador advogado. Pode ainda dirigir-se a um tal gabinete do munícipe. O partido apoia, passa a procuração e o município é processado. Na melhor das hipóteses é pressionado. Não é ilegal. Mas é imoral. E anticristão. E desleal para com os colegas de profissão que não são vereadores eleitos.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Inquérito: gestão dos dinheiros públicos
Como classificaria uma Junta de Freguesia que sistemáticamente adquirisse todos os bens e serviços (obras) por ajuste directo tendo como único critério o facto do fornecedor ser da freguesia, ignorando a lei e o critério do preço e da qualidade?
Eleitoralista
2 (4%)
Sensata
30 (62%)
Mafiosa
16 (33%)
Votos: 48
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domingo, 27 de abril de 2008
As piruetas do sr. Jardim
"PSD: Jardim recusa enfrentar Manuela?
Embora na mesma linha de orientação que tenho mantido - a de que recuso revelar as minhas fontes, pelo que as pessoas acreditarão ou não no que escrevo, conforme o entenderem - constou-me que Alberto João Jardim para além de continuar a manter o silêncio - ainda hoje foi abordado pelos jornalistas no Funchal, no final de um acto público, e recusou falar do assunto - não está interessado em enfrentar Manuela Ferreira Leite, não por ter receio de qualquer tipo de confronto político interno, mas por entender que, por uma questão de princípio, não o deve fazer. A se confirmar esta ideia, Alberto João Jardim, cada vez mais apontado como o candidato das bases do partido, recusaria envolver-se, no caso se se manter Ferreira Leite na corrida. A minha interpretação - e atenção porque isto, em linguagem jornalística, já é o "nariz de cera" próprio deste tipo de notícias - é que dada a conotação de Manuela Ferreira Leite com Cavaco Silva, de quem é conselheira (Conselho de Estado) e foi ministra (Educação e Finanças), João Jardim, sobretudo depois da visita oficial de Cavaco Silva à Madeira, recusa correr o risco de ser acusado de, enfrentando Manuela Ferreira Leite numas "directas" no partido, estar indirectamente a enfrentar o próprio Cavaco Silva."
in http://ultraperiferias.blogspot.com
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quinta-feira, 24 de abril de 2008
Humilhado publicamente graças à vaidade "jornalística" do Ultraperiferias

-O blog Ultraperiferias tentou criar a ilusão de que haveria uma genuína onda de apoio ao AJJ.
-Manipulou as declarações de líderes do PSD, que não passariam de palavras de circunstância ditas de forma a não hostilizar AJJ e os votos que este representaria, por forma a parecerem declarações genuínas de apoio. Essa onda artificial atraiu aquilo que o próprio AJJ chamaria de “idiotas úteis” mas não foi suficiente para transformar a pseudo onda numa verdadeira onda nas condições exigidas pelo próprio. Habituado a navegar num universo em que tudo controla não teve coragem para enfrentar este desafio apesar de, supostamente, ter o apoio das maiores distritais do PSD (Lisboa, Porto, Algarve, Madeira, Açores, etc).
-“Traído” por Santana Lopes, ao qual prometeu apoiou no discurso partidário da Ribeira Brava – num acto oficial de Presidente do Governo Regional – não vejo como é que Jardim poderá “entregar o ouro ao bandido”! Ouro que na verdade não é só seu como se pôde ver nas últimas directas. Jardim apoiou Marques Mendes no entanto Miguel Albuquerque roeu-lhe a corda e com isso conseguiu um lugar na equipa de Menezes! Se AJJ não se candidatar só lhe restará apoiar a Manuela Ferreira Leite. Esta candidata será o alibí que usará para esconder a sua cobardia política. Aparentemente tem pudor (sic) em disputar as directas contra uma candidata que supostamente é apadrinhada por Cavaco Silva. Sr. Silva que é o mais recente amigo do AJJ!
-Perante o trio Cavaco Silva, Sócrates – se não virar ligeiramente à esquerda – e Manuela Ferreira Leite (líder da oposição) só restará ao eleitorado de esquerda votar no BE ou na CDU.
-A imagem pública na Madeira do AJJ não sairá minimamente beliscada por razões que a psicologia de massas e o medo explicam. O cidadão comum é incapaz de descortinar os fracassos tácticos e estratégicos do seu líder de sempre por falta de informação e por razões do foro psicológico e também porque os fazedores de opinião receiam perder as benesses ou o ganha-pão que legitimamente possuem!
-Apesar de tudo não percebo porque não se candidata. Sei que é filho único, que não está habituado a fracassar publicamente no entanto não vejo razões para temer colher o fruto que supostamente tantos lhe põem ao alcance da boca. Cobardia política, amor à Madeira, momento astrologicamente desfavorável?!
-Por amor à Madeira não será porque como Primeiro Ministro poderia pagar a dívida da Madeira (c/ três mil milhões de euros) que acumulou nos últimos anos.
-Manipulou as declarações de líderes do PSD, que não passariam de palavras de circunstância ditas de forma a não hostilizar AJJ e os votos que este representaria, por forma a parecerem declarações genuínas de apoio. Essa onda artificial atraiu aquilo que o próprio AJJ chamaria de “idiotas úteis” mas não foi suficiente para transformar a pseudo onda numa verdadeira onda nas condições exigidas pelo próprio. Habituado a navegar num universo em que tudo controla não teve coragem para enfrentar este desafio apesar de, supostamente, ter o apoio das maiores distritais do PSD (Lisboa, Porto, Algarve, Madeira, Açores, etc).
-“Traído” por Santana Lopes, ao qual prometeu apoiou no discurso partidário da Ribeira Brava – num acto oficial de Presidente do Governo Regional – não vejo como é que Jardim poderá “entregar o ouro ao bandido”! Ouro que na verdade não é só seu como se pôde ver nas últimas directas. Jardim apoiou Marques Mendes no entanto Miguel Albuquerque roeu-lhe a corda e com isso conseguiu um lugar na equipa de Menezes! Se AJJ não se candidatar só lhe restará apoiar a Manuela Ferreira Leite. Esta candidata será o alibí que usará para esconder a sua cobardia política. Aparentemente tem pudor (sic) em disputar as directas contra uma candidata que supostamente é apadrinhada por Cavaco Silva. Sr. Silva que é o mais recente amigo do AJJ!
-Perante o trio Cavaco Silva, Sócrates – se não virar ligeiramente à esquerda – e Manuela Ferreira Leite (líder da oposição) só restará ao eleitorado de esquerda votar no BE ou na CDU.
-A imagem pública na Madeira do AJJ não sairá minimamente beliscada por razões que a psicologia de massas e o medo explicam. O cidadão comum é incapaz de descortinar os fracassos tácticos e estratégicos do seu líder de sempre por falta de informação e por razões do foro psicológico e também porque os fazedores de opinião receiam perder as benesses ou o ganha-pão que legitimamente possuem!
-Apesar de tudo não percebo porque não se candidata. Sei que é filho único, que não está habituado a fracassar publicamente no entanto não vejo razões para temer colher o fruto que supostamente tantos lhe põem ao alcance da boca. Cobardia política, amor à Madeira, momento astrologicamente desfavorável?!
-Por amor à Madeira não será porque como Primeiro Ministro poderia pagar a dívida da Madeira (c/ três mil milhões de euros) que acumulou nos últimos anos.
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segunda-feira, 21 de abril de 2008
CMF: para memória futura
José António Cardoso, André Escórcio, Gualberto Soares
Ex-vereadores respondem a Albuquerque in DN (Madeira)
Data: 21-08-2007
Face à polémica gerada pelo diferendo entre o presidente da CMF e o vice-presidente do GR, a propósito de uma auditoria ao funcionamento da autarquia e porque os anteriores vereadores do PS, José António Cardoso, André Escórcio e Gualberto Soares, têm sido referidos nas declarações políticas, pelo Sr. Presidente da Câmara, vimos clarificar o seguinte:
Ex-vereadores respondem a Albuquerque in DN (Madeira)
Data: 21-08-2007
Face à polémica gerada pelo diferendo entre o presidente da CMF e o vice-presidente do GR, a propósito de uma auditoria ao funcionamento da autarquia e porque os anteriores vereadores do PS, José António Cardoso, André Escórcio e Gualberto Soares, têm sido referidos nas declarações políticas, pelo Sr. Presidente da Câmara, vimos clarificar o seguinte:
1. Achamos estranho que uma auditoria pressupostamente séria e responsável, só tenha dado conta de três violações grosseiras ao PDM, quando sabemos que, só nos dois primeiros anos do mandato cuja vereação integrámos, foram observadas 12 violações grosseiras, oportunamente denunciadas pela vereação PS.
2. Consideramos pouco ético, o Sr. Presidente da Câmara indiciar a cumplicidade dos então vereadores do PS, quando sabe que a ausência de transparência política levou-nos, inclusive, a que deixássemos em acta - primeira do nosso mandato, "(...) que o voto dos Vereadores do PS seria sempre considerado contra, desde que qualquer decisão violasse os vários instrumentos de planeamento, onde se inclui, particularmente, o PDM ou qualquer disposição legal". Desde princípio, pode ler-se na respectiva acta, "(...) resultou que, independentemente de uma primeira votação, derivada das circunstâncias que envolveram a nossa participação na Câmara, situações detectadas posteriormente, seriam rectificadas de acordo com os elementos que tal viessem a justificar (...)". Esta preocupação obviamente que surgiu na sequência de uma administração fechada e bloqueadora da informação. Logo, qualquer violação ao PDM só pode ter um responsável - o executivo do Dr. Miguel Albuquerque.
3. Por último, conforme publicamente divulgado então, e na salvaguarda do interesse público, procedemos, em mão, à entrega de processo ao Ministério Público junto do Tribunal Administrativo, sobre eventuais irregularidades cometidas pelo executivo camarário, sem que até à data, tenham sido observadas quaisquer consequências, o que naturalmente estranhamos.
terça-feira, 15 de abril de 2008
O manda-chuva !
segunda-feira, 14 de abril de 2008
AJJ: rei no seu nicho político !
É impressionante a forma como o dr. Jardim consegue manter refém da sua todo-poderosa vontade o presidente da República e a Assembleia Legislativa da Madeira. Impressionante e, devo dizê-lo, lamentável. Então o presidente da República vem à Madeira em visita oficial, o parlamento não o recebe em sessão solene porque alberga "um bando de loucos", de acordo com as mimosas palavras do chefe do governo madeirense, e o chefe de Estado aceita e nada diz? Estranho. Cavaco Silva engole a afronta de só poder encontrar-se com o tal "bando de loucos" à mesa da informalidade de um jantar. O presidente da Assembleia Legislativa aceita passar pela vergonha de ser apresentado ao chefe de Estado como o homem que dirige o manicómio. Os deputados vergam-se sem um um pio perante a sua pública desconsideração. E quem os elegeu rebola-se de gozo por mais uma demonstração do desconchavo verbal do seu divertido líder.
Estranho? Se calhar, nem por isso. Jardim tem, de facto, um poder imenso. Para além de praticamente inamovível (sem que possa cair-se em rupturas capazes de, no limite dos limites, fazer perigar a unidade do Estado) o presidente do Governo Regional goza de um privilégio que nenhum outro poder eleito detém neste país: governa sem ónus. Para ele a governação só tem benefícios: não há medidas impopulares para aplicar; não há impostos para lançar e cobrar (ainda que a lei o admita); não obstante, há dinheiro suficiente, e ainda bem, para fazer obras e resolver problemas a pessoas eternamente agradecidas.
No caso específico da Madeira, a configuração constitucional da Autonomia permitiu, na verdade, este pequeno monstro democrático: o presidente do Governo regional consegue ter a vida mais facilitada do que um autarca ou do que um mebro do estado central. Porque está suficientemente distante da enxurrada e do buraco da estrada para não ter de aturar a indignação popular; porque se encontra suficientemente próximo da grande obra pública para açambarcar louros e méritos que nem sempre são seus; e porque anda alegre e suficientemente à margem das grandes decisões de política económica para poder responsabilizar o estado central por tudo o que de mau nos possa acontecer.
Isto é, o actual figurino constitucional da Autonomia permitiu à Quinta Vigia ter-se transformado numa espécie de bunker dotado de dois preciosos amortecedores de impopularidade: as Câmaras municipais, por um lado, e o Governo central, por outro. Quer isto dizer que Jardim não tem mérito? Nada disso. O que isto quer dizer é que o poder de Jardim se exerce, no plano formal, numa espécie de terra de ninguém (onde não há culpas, responsabilidades, ou pecados originais) que ele soube perceber, ocupar e fazer sua. É por isso que não acredito que fale com grande convicção quando reivindica para a Madeira uma autonomia tendencialmente ilimitada. Não obstante, toda a gente parece recear a chantagem. Até, pelos vistos, o presidente da República. Pelo que ninguém neste país parece sentir-se com suficiente força política e legal para explicar ao dr. Jardim que a democracia tem regras e o seu poder tem limites. E assim vamos andando de desconchavo em desconchavo.
Bernardino da Purificação
domingo, 13 de abril de 2008
Convite ao sr. Silva !

Mário Barros in DN (Madeira)
Sr. Presidente da República
Data: 23-08-2007
Data: 23-08-2007
Sua excelência, Dr. Aníbal Cavaco Silva, será missão impossível pôr na ordem a democracia da Madeira e travar a desordem constante na pessoa, ou pessoas, como o Dr. Alberto João Jardim e Jaime Ramos? Isto aqui na Madeira vale tudo. Há prepotência e ódio na democracia da Madeira. Até na Assembleia vale tudo, com a maioria frequentemente a chamar nomes aos seus colegas da oposição. A juventude madeirense não pode de maneira nenhuma ouvir a linguagem que está a ser usada na política madeirense. Acho muito grave a forma como se faz política na região. A população da região tem 250 mil habitantes, será que toda ela pertence ao Alberto João Jardim? Sr. Presidente da República Portuguesa, é uma prioridade e até urgente a sua vinda à Madeira olhar por esta democracia e estar atento ao Dr. Alberto João, que rejeita, discrimina, faz pouco e ofende toda a oposição regional. E mais, faz-de-conta que o seu poder é absoluto, onde se acrescenta a xenofobia. Sr. Presidente, faça uma visita aberta à região, pois sentirá e verá rostos calados, sofredores e proibidos. Somos parte constituinte de Portugal e por isso não aceito, da parte do presidente da região, que coloque portugueses contra portugueses. A sua presença seria útil, para desinibir quase toda uma população que vive cada vez com mais medo. Sua excelência, Dr. Cavaco Silva, a Madeira espera por si, não para ver obra, mas sim para sentir e ouvir gentes de toda a ilha, para que torne a reinar a paz e o sossego. Aguardaremos muito ansiosos a vossa vinda. Os sinceros votos para que tudo isto aconteça, deixo-lhe os meus cumprimentos.
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Visita à Madeira
sábado, 12 de abril de 2008
Será que a União Europeia é tonta?
Edgar Silva (CDU) pretende subsídios da União Europeia para os pescadores madeirenses e simultâneamente que os mares da Madeira sejam para uso exclusivo daqueles!
Suspeito que não deixará de haver quem não detecte a mínima anormalidade neste raciocínio!
Suspeito que não deixará de haver quem não detecte a mínima anormalidade neste raciocínio!
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quinta-feira, 10 de abril de 2008
O caso Leonel Freitas
Guido Gomes in DN (Madeira)
RTP/M: critérios
Data: 26-08-2007
Data: 26-08-2007
Li no segmento "cartas do leitor" do DN de 26/07/2007 as lamúrias do Sr. Director da RDP e RTP-Madeira, Leonel Freitas, que se queixava de ter sido acusado pelos madeirenses de falta de isenção e profissionalismo nas instituições públicas a que preside. Depois de, nos períodos eleitorais, ter concedido sempre o DOBRO do tempo de antena ao partido do poder (e não se venha justificar com a história de uma peça ser referente ao Presidente demissionário e outra ao Candidato, uma vez que estes dois homens são o mesmo personagem, que aliás é conhecido por aproveitar o exercício das suas funções oficiais para fazer campanha política!), de ter CENSURADO partes do discurso da oposição, transmitindo apenas a parte das críticas ao Executivo Regional e nunca as propostas alternativas apresentadas (passando deliberadamente uma imagem de uma oposição acéfala e incompetente que só conhece a política do insulto e do "bota-abaixo"), de ter EDITADO as peças em que os representantes dos partidos da oposição, enquanto falavam tinham que repartir a cena com filmagens entrecortadas de paredes, equipamentos electrónicos, cadeiras vazias, etc. (tudo com o intuito de resumir um partido inteiro a meia dúzia de "gatos pingados" descontentes que nem uma sala enchem) e de ter BAJULADO publicamente e em directo na noite de 6 de Maio o candidato vencedor, só tendo faltado a vénia. Diga-me, o Chefe reconheceu-o de cara ou foi preciso mostrar-lhe o seu cartãozinho de militante? V. Exª portanto só pode estar em negação, ou então não tem um pingo de vergonha! Ainda nestas últimas semanas assistiu-se a sucessivos telejornais em que se teciam largos elogios às mais recentes obras do governo (à boa maneira do JM), enquanto os problemas sérios que afectam a Madeira (leia-se a auditoria às "negociatas" da CMF), que por direito deveriam aparecer na abertura do noticiário, eram DISSIMULADOS atrás de notícias sem a mesma importância. Será que quando começarem os julgamentos dos autarcas funchalenses o telejornal começará com uma notícia de uma exposição canina, seguida da inauguração das instalações de uma empresa privada? ...
A lei do Oeste!

Renato Azevedo in DN (Madeira)
Bem-vindo a C. Lobos, forasteiro
Data: 29-08-2007
Data: 29-08-2007
Câmara de Lobos, a minha cidade, era, até há bem pouco tempo, considerada a capital da noite madeirense. E não, não se pense que a utilização do pretérito imperfeito neste prelúdio surge por acaso ou por um qualquer 'lapsus lingue' de que um modesto escrevinhador como eu pode muito bem ser acometido. Mais, antevejo que a tendência será, num futuro próximo, referirmo-nos a Câmara de Lobos neste particular no pretérito mais que perfeito (Câmara de Lobos 'fora' …). Digo isto não por profetizar a desgraça - dirão alguns (os mesmos de sempre) que estarei a dramatizar - mas por constatar 'in loco', a cada dia que passa, o agravar desta triste realidade, com as consequências daí decorrentes para a economia local. Os mais pudicos e conservadores (e não, não me refiro ao Sr. Vigário ou às irmãzinhas do convento de São Bernardino) por esta hora erguem mãos ao Céu invocando o santo nome de Deus em vão em retribuição à graça alcançada. Ingenuamente questiono-me acerca das razões que estarão na origem desta súbita inversão de cenário. Será que os comerciantes de Câmara de Lobos andam a poupar no mel e na aguardente de cana da famosa poncha? Sinceramente, não vislumbro outra explicação - desculpem, engasguei-me - para a debandada geral a que se vem assistindo nos últimos tempos na minha cidade! Ainda mais curioso é o facto de esta situação coincidir com o início do Verão. Certamente que nada terá a ver com a circunstância de o parque de estacionamento do centro da cidade, antes gratuito, agora ser pago e bem pago! Também não acredito em qualquer relação causa/efeito entre a autêntica 'perseguição' montada pela P.S.P. aos visitantes do concelho, com a realização de operações stop umas atrás das outras (como se Câmara de Lobos fosse o único sítio da Região onde se consome álcool) e esta situação! A mesma P.S.P. que, antes, raramente fiscalizava os estacionamentos e que agora, vá-se lá saber porquê - desculpem, engasguei-me outra vez - 'varre' zelosamente as ruas da cidade pelo menos duas vezes por dia. Porque o tempo é de ouro, termino, não sem antes deixar uma sugestão: retirar dos cardápios promocionais internacionais as falaciosas insinuações de que "Câmara de Lobos é a 'casa' da Poncha, uma mistura de sumo de limão, mel e aguardente de cana-de-açúcar, sempre pronta a servir nas muitas tascas locais" e substituir por uma daquelas frases bem ao jeito dos cartazes do faroeste "Bem-vindo forasteiro. Temos os mais caros (e espaçosos) parques de estacionamento da Região. Porque vigora a Lei Seca nesta terra de paz e amor, Câmara de Lobos é agora o lugar mais feliz do Mundo".
Sondagem: Militância partidária e quotas
Enquanto militante partidário, concordaria que o direito a eleger e a ser eleito dependesse não do pagamento de quotas mas de um mínimo de participações em actividades/eventos partidários?
Sim
17 (70%)
Não
7 (29%)
Talvez
0 (0%)
Votos até o momento: 24 Enquete encerrada
Sim
17 (70%)
Não
7 (29%)
Talvez
0 (0%)
Votos até o momento: 24 Enquete encerrada
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Opinar
J. Edgar Silva in DN (Madeira)
Opinar!
Data: 17-08-2007
Numa sociedade democrática, opinar sobre qualquer questão pressupõe a existência do direito à liberdade de expressão, sem quaisquer perigos de o sujeito que opina ser vítima de retaliações, vingançazinhas ou mesquinhices. É bem verdade que quem opina fica sujeito ao respeito pelo que os outros também opinam sobre o opinado; mas o opinar sobre determinado assunto ou manifestar a nossa opinião sobre o que se pensa de determinado assunto que se lê nos meios de comunicação social, não nos confere o direito de fazer juízos de valor sobre o autor do tema a opinar: devemos cingir a nossa opinião ao tema e não à pessoa que o escreve. É frequente adjectivar sobre a personalidade de quem manifesta uma opinião com caracteres que às vezes se sobrepõem ao tema em questão: perde-se mais tempo a opinar sobre quem nem se conhece, e cuja opinião sobre determinado assunto não mostra nem dá a conhecer, na globalidade, a pessoa que é; pode ser um leigo na matéria ou até ter formação superior sobre o assunto. Mas o pior, é quando se opina, e se omite o nome da pessoa sobre quem se discorda: a quem se quer dar "resposta", manifestando a nossa opinião; o pior é quando se opina "a mando de outrem", porque não lhe convém opinar. Opinar sobre qualquer assunto, e fazê-lo publicamente, através dos mass-média, pressupõe o risco aceitável em democracia da existência de opiniões contrárias ou favoráveis, pressupõe também coragem em falar, em discordar, em concordar sobre temas importantes, para quem realmente se sente inserido numa comunidade. Pressupõe também o risco de ser marginalizado: aqui reside o cerne da questão, quanto mais madura é a democracia, menor é esse risco. Mas deixar de opinar, sim, esse é o maior erro, e geralmente é o que nalgumas democracias se tenta fazer, quando as maiorias absolutas se sobrepõem ao ideal democrático, pior quando se habituam a permanecer no poder.
Opinar!
Data: 17-08-2007
Numa sociedade democrática, opinar sobre qualquer questão pressupõe a existência do direito à liberdade de expressão, sem quaisquer perigos de o sujeito que opina ser vítima de retaliações, vingançazinhas ou mesquinhices. É bem verdade que quem opina fica sujeito ao respeito pelo que os outros também opinam sobre o opinado; mas o opinar sobre determinado assunto ou manifestar a nossa opinião sobre o que se pensa de determinado assunto que se lê nos meios de comunicação social, não nos confere o direito de fazer juízos de valor sobre o autor do tema a opinar: devemos cingir a nossa opinião ao tema e não à pessoa que o escreve. É frequente adjectivar sobre a personalidade de quem manifesta uma opinião com caracteres que às vezes se sobrepõem ao tema em questão: perde-se mais tempo a opinar sobre quem nem se conhece, e cuja opinião sobre determinado assunto não mostra nem dá a conhecer, na globalidade, a pessoa que é; pode ser um leigo na matéria ou até ter formação superior sobre o assunto. Mas o pior, é quando se opina, e se omite o nome da pessoa sobre quem se discorda: a quem se quer dar "resposta", manifestando a nossa opinião; o pior é quando se opina "a mando de outrem", porque não lhe convém opinar. Opinar sobre qualquer assunto, e fazê-lo publicamente, através dos mass-média, pressupõe o risco aceitável em democracia da existência de opiniões contrárias ou favoráveis, pressupõe também coragem em falar, em discordar, em concordar sobre temas importantes, para quem realmente se sente inserido numa comunidade. Pressupõe também o risco de ser marginalizado: aqui reside o cerne da questão, quanto mais madura é a democracia, menor é esse risco. Mas deixar de opinar, sim, esse é o maior erro, e geralmente é o que nalgumas democracias se tenta fazer, quando as maiorias absolutas se sobrepõem ao ideal democrático, pior quando se habituam a permanecer no poder.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
O farol da democracia
Luísa Pires in DN (Madeira)
Jardim discrimina
Data: 21-08-2007
Dr. Alberto João, como é do seu conhecimento existem muitos casais gays e lésbicos que construíram toda uma vida conjugal em conjunto, com trabalho, esforço e suor, e que desse modo merecem algum respeito, sem que para isso vossa excelência, venha chamar às relações conjugais entre homossexuais, um 'deboche' e uma 'decadência'. Independentemente se concorde ou não com o casamento civil (não religioso) entre homossexuais, não lhe fica bem insultar pessoas que nada fizeram para ter a orientação sexual que têm, para insultar pessoas que vivem em harmonia e orgulho naquilo que são, pessoas que em nada prejudicam o próximo. A melhor moral dos dias de hoje é respeitarmos e convivermos com a nossa própria diversidade, só assim seremos seres civilizados como o demais mundo moderno. E ser civilizado é acima de tudo progresso. Dessa forma, Dr. Alberto João Jardim, aqui fica a lembrança, que no Artº 13º - Princípios da Igualdade da Constituição Portuguesa, vem lá explicito, a não discriminação de cidadãos, por motivos de orientação sexual. A vida também pode ser vivida em paz.
Jardim discrimina
Data: 21-08-2007
Dr. Alberto João, como é do seu conhecimento existem muitos casais gays e lésbicos que construíram toda uma vida conjugal em conjunto, com trabalho, esforço e suor, e que desse modo merecem algum respeito, sem que para isso vossa excelência, venha chamar às relações conjugais entre homossexuais, um 'deboche' e uma 'decadência'. Independentemente se concorde ou não com o casamento civil (não religioso) entre homossexuais, não lhe fica bem insultar pessoas que nada fizeram para ter a orientação sexual que têm, para insultar pessoas que vivem em harmonia e orgulho naquilo que são, pessoas que em nada prejudicam o próximo. A melhor moral dos dias de hoje é respeitarmos e convivermos com a nossa própria diversidade, só assim seremos seres civilizados como o demais mundo moderno. E ser civilizado é acima de tudo progresso. Dessa forma, Dr. Alberto João Jardim, aqui fica a lembrança, que no Artº 13º - Princípios da Igualdade da Constituição Portuguesa, vem lá explicito, a não discriminação de cidadãos, por motivos de orientação sexual. A vida também pode ser vivida em paz.
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quinta-feira, 3 de abril de 2008
Sociedades de Desenvolvimento: Fixem estes nomes
Rui A. Freitas, Francisco Taboada, Pedro Ferreira e Paulo Sousa in DN (Madeira)
Esclarecimento
Data: 17-08-2007
Publicou o DN um artigo intitulado "GR "escondeu" relatório durante mês e meio", no qual na sua parte final se faz referência às sociedades de desenvolvimento, que por serem falsas e insinuantes, consideramos essencial esclarecer:
1 - As sociedades de desenvolvimento, por imperativo legal expresso nos seus estatutos, têm as suas contas auditadas por empresas da especialidade, assim como são objecto de revisão legal por Revisor Oficial de Contas, tal com são sujeitas a inspecções - e têm-no sido - designadamente pelo Tribunal de Contas.
2 - Os Planos de Investimentos e respectivo financiamento destas sociedades são aprovados anualmente pelos respectivos accionistas - Câmara Municipais e Governo Regional da Madeira. Os investimentos, quer do Governo quer das Câmaras Municipais, são financiados pelo Orçamento Regional e pelos contribuintes, enquanto os realizados pelas Sociedades de Desenvolvimento são concretizados com recurso ao financiamento bancário, e por isso, naturalmente, estas têm endividamento.
3 - As expropriações necessárias ao desenvolvimento das obras foram feitas pelas respectivas sociedades de desenvolvimento ou pelo Governo Regional, dentro da legalidade e nunca através dos empreiteiros. A responsabilidade destas declarações falsas será discutida em sede própria.
O Presidente da Sociedade de Desenvolvimento do Norte, Rui Adriano Freitas
O Presidente da Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo, Francisco Taboada
O Presidente da Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento, Pedro Ferreira
O Presidente da Sociedade Ponta Oeste, Paulo Sousa.
Esclarecimento
Data: 17-08-2007
Publicou o DN um artigo intitulado "GR "escondeu" relatório durante mês e meio", no qual na sua parte final se faz referência às sociedades de desenvolvimento, que por serem falsas e insinuantes, consideramos essencial esclarecer:
1 - As sociedades de desenvolvimento, por imperativo legal expresso nos seus estatutos, têm as suas contas auditadas por empresas da especialidade, assim como são objecto de revisão legal por Revisor Oficial de Contas, tal com são sujeitas a inspecções - e têm-no sido - designadamente pelo Tribunal de Contas.
2 - Os Planos de Investimentos e respectivo financiamento destas sociedades são aprovados anualmente pelos respectivos accionistas - Câmara Municipais e Governo Regional da Madeira. Os investimentos, quer do Governo quer das Câmaras Municipais, são financiados pelo Orçamento Regional e pelos contribuintes, enquanto os realizados pelas Sociedades de Desenvolvimento são concretizados com recurso ao financiamento bancário, e por isso, naturalmente, estas têm endividamento.
3 - As expropriações necessárias ao desenvolvimento das obras foram feitas pelas respectivas sociedades de desenvolvimento ou pelo Governo Regional, dentro da legalidade e nunca através dos empreiteiros. A responsabilidade destas declarações falsas será discutida em sede própria.
O Presidente da Sociedade de Desenvolvimento do Norte, Rui Adriano Freitas
O Presidente da Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo, Francisco Taboada
O Presidente da Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento, Pedro Ferreira
O Presidente da Sociedade Ponta Oeste, Paulo Sousa.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Quem não se sente não é filho de boa gente!
Porque quem não se sente não é filho de boa gente o PS/M devia tomar as seguintes medidas:
-Enviar para o Largo do Rato as chaves das várias sedes que tem na RAM, com a respectiva identificação do Concelho;
-Enviar uma cópia da lista dos militantes com uma capa com o título: Militantes socialistas traídos;
-Enviar uma série de dossiers do que foi dito por actuais governantes e dirigentes socialistas, ao longo dos anos, a propósito do AJJ e de tudo o que este disse a propósito daqueles e das instituições da República por forma a que eles tenham vergonha na cara quando vierem à Madeira;
-E por fim e não menos importante, baptizar os WC da nova sede do partido com os nomes respectivamente de Jaime Gama e Almeida Santos. LOL!
-Enviar para o Largo do Rato as chaves das várias sedes que tem na RAM, com a respectiva identificação do Concelho;
-Enviar uma cópia da lista dos militantes com uma capa com o título: Militantes socialistas traídos;
-Enviar uma série de dossiers do que foi dito por actuais governantes e dirigentes socialistas, ao longo dos anos, a propósito do AJJ e de tudo o que este disse a propósito daqueles e das instituições da República por forma a que eles tenham vergonha na cara quando vierem à Madeira;
-E por fim e não menos importante, baptizar os WC da nova sede do partido com os nomes respectivamente de Jaime Gama e Almeida Santos. LOL!
quarta-feira, 26 de março de 2008
L`État, c` est moi!
Já percebemos que pensa ser uma reencarnação de Luís XIV, o Rei Sol, que sabe falar francês, mas saberá tocar piano? Se não percebe de teclas está comprovado que sabe manobrar marionetas!
terça-feira, 25 de março de 2008
Descontinuidade territorial: resultados da sondagem
Concordaria que cada madeirense recebesse todos os anos um cheque no valor de 3.000,00 devido à descontinuidade territorial ficando o Estado português sem quaisquer responsabilidades financeiras para com a Madeira?
Não
22 (57%)
Sim
15 (39%)
Talvez
1 (2%)
Total de votos: 38
3.000,00 x 265.000 = 795 milhões de euros
Resumindo:
A maioria dos que livremente responderam ao inquérito consideraram que 795 milhões de euros anuais seriam insuficientes para compensar os madeirenses pela descontinuidade territorial.
Estes resultados obrigam-me a concluir que os madeirenses ignoram quais as actuais contribuições financeiras da República para com a RAM e que a matemática é um problema para muito boa gente.
Parece que há quem ache que 795 milhões de euros anuais não seriam suficientes para compensar a descontinuidade territorial. Absurdo!
quinta-feira, 20 de março de 2008
Outros piratas à vista no Porto Santo!
Norberto Camacho in DN (Madeira)
Piratas voltam ao Porto Santo
Data: 26-06-2007
Foi com grande horror que li a notícia no dia 23 Junho no Diário de Notícias que o Grupo IPG de Góis Ferreira pretende desenvolver um empreendimento com 165 apartamentos e 12 moradias e um clube privado, tudo em menos de 4 hectares, na zona da Calheta, no Porto Santo. Não só ele como também o Grupo SIRAM vai desenvolver um projecto nesta zona junto da praia. Ora, tendo como exemplo o mamarracho que já foi feito, que é o Colombos Resort, unidade que tirou a vista de mar de quem passeia na estrada e ciclovia, algo que o Grupo Pestana pelo menos salvaguardou, só posso imaginar o que vão fazer para estragar a vista da Calheta (com certeza aliados a um grande nome de arquitectura para justificar a máxima construção em altura). E agora numa zona de beleza vital para o Porto Santo, vital, pois o turismo de luxo vive do equilíbrio frágil entre haver infra-estruturas de qualidade, e estas serem implantadas num local de paisagem natural de grande beleza. Vir agora autorizar um punhado de grupos económicos a construção de apartamentos e tudo que não seja moradias unifamiliares nesta zona, é matar a galinhas dos ovos de ouro para os grandes investimentos que já foram feitos e estão a ser feitos. Apelo para que preservem esta zona das grandes construções, e protejam-na para moradias unifamiliares rodeadas de jardins, pois se não fizerem, vão tornar esta zona do Porto Santo numa Quarteira reles (zona no Algarve que morreu pelo excesso de construção). Vai fazer com certeza muito dinheiro aos promotores, mas vai hipotecar irremediavelmente a economia do Porto Santo. Por este caminho, o futuro que nos espera é o mesmo do pior algarvio. Apelo a todos os que gostam desta Ilha, às autoridades e às pessoas com responsabilidade que se insurjam contra este saque desenfreado dos piratas do século XXI de visão curta, e que travem as tentativas de pressão para aprovar habitações colectivas junto à praia, pois este tipo de intervenção pode trazer danos irreparáveis ao Porto Santo.
Piratas voltam ao Porto Santo
Data: 26-06-2007
Foi com grande horror que li a notícia no dia 23 Junho no Diário de Notícias que o Grupo IPG de Góis Ferreira pretende desenvolver um empreendimento com 165 apartamentos e 12 moradias e um clube privado, tudo em menos de 4 hectares, na zona da Calheta, no Porto Santo. Não só ele como também o Grupo SIRAM vai desenvolver um projecto nesta zona junto da praia. Ora, tendo como exemplo o mamarracho que já foi feito, que é o Colombos Resort, unidade que tirou a vista de mar de quem passeia na estrada e ciclovia, algo que o Grupo Pestana pelo menos salvaguardou, só posso imaginar o que vão fazer para estragar a vista da Calheta (com certeza aliados a um grande nome de arquitectura para justificar a máxima construção em altura). E agora numa zona de beleza vital para o Porto Santo, vital, pois o turismo de luxo vive do equilíbrio frágil entre haver infra-estruturas de qualidade, e estas serem implantadas num local de paisagem natural de grande beleza. Vir agora autorizar um punhado de grupos económicos a construção de apartamentos e tudo que não seja moradias unifamiliares nesta zona, é matar a galinhas dos ovos de ouro para os grandes investimentos que já foram feitos e estão a ser feitos. Apelo para que preservem esta zona das grandes construções, e protejam-na para moradias unifamiliares rodeadas de jardins, pois se não fizerem, vão tornar esta zona do Porto Santo numa Quarteira reles (zona no Algarve que morreu pelo excesso de construção). Vai fazer com certeza muito dinheiro aos promotores, mas vai hipotecar irremediavelmente a economia do Porto Santo. Por este caminho, o futuro que nos espera é o mesmo do pior algarvio. Apelo a todos os que gostam desta Ilha, às autoridades e às pessoas com responsabilidade que se insurjam contra este saque desenfreado dos piratas do século XXI de visão curta, e que travem as tentativas de pressão para aprovar habitações colectivas junto à praia, pois este tipo de intervenção pode trazer danos irreparáveis ao Porto Santo.
terça-feira, 18 de março de 2008
Uma questão de estilo?
Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)
O Dr. Jardim e os raios ultravioleta
Data: 16-08-2007
O calor do sol, os raios UV e a poeira da areia amarela do Porto Santo contribuem decisivamente para os episódios mais "garotescos" que o Dr. Alberto João protagoniza. É bem verdade que ele ao longo da sua carreira política nunca demonstrou uma educação esmerada para bem da imagem da Madeira no exterior, porém, é no areal, talvez por influência do clima, que essa aparente educação desequilibrada e as declarações extremistas atingem o auge dando origem a sequelas políticas para mais tarde recordar. Foi o episódio do ex-presidente da C.M.F. Virgílio Pereira em 1993, a vergonha das "universidades da má-língua", ou será de "Verão" (também não interessa porque é tudo a mesma caldeirada de falta de vergonha e bom senso), até o ultimo episódio, mostrado pelas imagens da RTP-M no telejornal de 13/08/07 onde o Dr. Aberto João Jardim, bem ao estilo do bom "western" americano, mostrou uma vez mais o seu verdadeiro carácter quando se dirigiu aos jornalistas que o inquiriam sobre o episódio vice-presidente do Governo versus C.M.F. ao responder numa linguagem imprópria para consumo: "O relacionamento entre as duas partes sempre esteve óptimo para desgosto dos comunas do Diário de Notícias", e a uma questão colocada por uma senhora jornalista, respondeu-lhe grosseiramente com um gesto de desprezo, "a senhora não me chateie". Não a respeitou como profissional no desempenho da sua missão de informar o Povo nem a respeitou como mulher e ser humano. Dir-me-ão: há, aquilo é mesmo o estilo do Sr. Presidente do Governo Regional! Mas será que todos os madeirenses se têm que rever naquele estilo? Será que queremos passar uma imagem de povo primata, estúpido, rude e sem educação de uma ilha perdida no Oceano? Não será mais fácil o senhor presidente moderar esta linguagem de dono e senhor da ilha e do seu povo? Sinceramente juro que não sei que praga ou maldição se abateu sobre esta terra para que 60% dos eleitores votantes depositem confiança num homem tão politicamente insensato. Estou até tentado a compreender o que leva ao desnorte do Dr. Alberto João Jardim. Ele vê o controle do PSD-M a fugir-lhe entre os dedos como a areia fina do Porto Santo, sabe que o partido que o sustentou todos estes anos no poder, mesmo que se queira demonstrar o contrário, está irremediavelmente a rebentar por dentro porque ele na sua inexorável sede de poder absoluto não permitiu que ninguém se chegasse à frente em tempo oportuno e agora tenta a todo o custo controlar e esconder as inevitáveis quezílias. No entanto nada justifica estes desaforos públicos mesmo que sejam protagonizados por quem são. Se hoje estou mais uma vez a escrever contra os excessos do Dr. Alberto João Jardim é porque a minha educação se recusa determinantemente a pactuar com uma linguagem baixa e ofensiva para qualquer ser humano, seja político, jornalista ou varredor, por isso, se necessário for subirei ao cume da montanha mais alta da minha terra e gritarei bem alto para que seja ouvido nos quatro cantos do Mundo: eu não me revejo nas palavras ofensivas, arrogantes, malcriadas e populistas que o Sr. Presidente do Governo Regional da Madeira profere. Espero que as pessoas de bom senso e educadas façam coro comigo porque é a imagem da nossa Madeira que está a ser posta em causa por esse mundo fora. O comportamento egoísta do Sr. Presidente apenas demonstra o desespero de um homem que já nada tem a perder, porém, ele passará mas a Madeira ficará para as gerações vindouras.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Memórias da Madeira nova !
Colocada: 2008-03-12 20:21
"Ja comeco a ter problemas existenciais. Cada passo que dou, tropeco no passado. Sai agora para tomar um cafezinho. La estava o meu amigo de infancia, o Susano. Comecamos a falar, e ele diz; james, nunca na vida te irei perdoar! E entao, recuei mentalmente para a decada de 80. Era gerente do Sotto Mayor, descontara livrancas, avalizadas pelo governo regional, referentes a obras realizadas pelas Camaras da Madeira. As livrancas estavam em mora ha meses, os juros na altura, atingiam os 30%. Comunicaram-me que iria ser feito um financiamento ao governo regional, dividido por todos os bancos, e que o montante a financiar por nos era de 100 mil contos. Fiz as contas aos juros, eram cerca de 19.500 contos. Meti-me no carro, e fui falar com a dra Maria Antonia, administradora do banco. Pedi-lhe para aumentar o nosso financiamento para 120 mil contos e expliquei-lhe a minha ideia. A operacao foi feita, fiz um credito ao governo de 120 mil contos e debitei as livrancas e juros, e la restaram 500 contos, diferenca entre o credito e o debito. Dias depois, tocou o telefone no banco. Passaram-me a chamada, era o secretario das financas do governo regional. Perguntou-me de rompante: sr gerente, tenho aqui 2 papeis do banco, e nao percebo nada. Perguntei-lhe o nome, ele diz, Susano. Era um colega do liceu, e simpaticamente disse-lhe, daqui fala o James, e expliquei a liquidacao da divida. Ficou furioso, que o emprestimo nao era para pagar as dividas das camaras, e desligando o telefone, ainda ouvi: livra-te de pores as patas na Madeira. Saiu do governo e foi para director regional do BPA, lugar que anos depois ocupei. Paguei o cafe, o meu e o dele, mas vi nos seus olhos, que nunca me perdoou, nem perdoara."
"Ja comeco a ter problemas existenciais. Cada passo que dou, tropeco no passado. Sai agora para tomar um cafezinho. La estava o meu amigo de infancia, o Susano. Comecamos a falar, e ele diz; james, nunca na vida te irei perdoar! E entao, recuei mentalmente para a decada de 80. Era gerente do Sotto Mayor, descontara livrancas, avalizadas pelo governo regional, referentes a obras realizadas pelas Camaras da Madeira. As livrancas estavam em mora ha meses, os juros na altura, atingiam os 30%. Comunicaram-me que iria ser feito um financiamento ao governo regional, dividido por todos os bancos, e que o montante a financiar por nos era de 100 mil contos. Fiz as contas aos juros, eram cerca de 19.500 contos. Meti-me no carro, e fui falar com a dra Maria Antonia, administradora do banco. Pedi-lhe para aumentar o nosso financiamento para 120 mil contos e expliquei-lhe a minha ideia. A operacao foi feita, fiz um credito ao governo de 120 mil contos e debitei as livrancas e juros, e la restaram 500 contos, diferenca entre o credito e o debito. Dias depois, tocou o telefone no banco. Passaram-me a chamada, era o secretario das financas do governo regional. Perguntou-me de rompante: sr gerente, tenho aqui 2 papeis do banco, e nao percebo nada. Perguntei-lhe o nome, ele diz, Susano. Era um colega do liceu, e simpaticamente disse-lhe, daqui fala o James, e expliquei a liquidacao da divida. Ficou furioso, que o emprestimo nao era para pagar as dividas das camaras, e desligando o telefone, ainda ouvi: livra-te de pores as patas na Madeira. Saiu do governo e foi para director regional do BPA, lugar que anos depois ocupei. Paguei o cafe, o meu e o dele, mas vi nos seus olhos, que nunca me perdoou, nem perdoara."
Susano deverá ser o Secretário Regional do Planeamento e Finanças, 1978-1984, Dr. Susano Manuel Barreto de França
Não faltará muito para que alguns bancos concedam empréstimos ao GR na condição de esse dinheiro servir para amortizar as dívidas em incumprimento adiando assim o problema.
É possível enganar muitos durante muito tempo mas não é possível enganar todos durante todo o tempo. Porque na vida a sorte também conta perspectivo que alguém vá sair pela porta pequena só porque não soube sair atempadamente. A conjuntura económica internacional manterá esta porta pequena pelo menos até 2012...
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quarta-feira, 12 de março de 2008
O PSD/M visto pelas suas bases
António Câmara in DN (Madeira)
O Partido da Autonomia
Data: 15-08-2007
É necessário que o público saiba que se vive um clima de intensa repressão no interior do maior partido da região. A origem deste problema reside nos sanguessugas que habitam o topo. Doutores, engenheiros e empresários que enriqueceram de maneiras que todos sabemos. Desdobram-se em simpatias para com o Presidente, enquanto germinam esquemas para denegrir a imagem de grandes militantes como o Prof. Virgílio Pereira e, mais recentemente, o Dr. Miguel Albuquerque. Agora eu pergunto: o que fizeram estes indivíduos pelo partido? Onde estão esses senhores quando é preciso palmilhar as freguesias durante a campanha? Onde estão os "doutores" quando é necessário falar com os militantes que "dão o litro" para que sejam eleitos? Certamente fumando um charuto, escondidos da "ralé", dos escravos, distribuindo cargos entre si e discutindo novas estratégias de enriquecer às custas do posto. E nós? Após vários anos de dedicação, dão-nos um pequeno cargo na junta de freguesia local, como quem diz toma lá e cala-te, quem manda somos nós, tu aqui não és nada! Basta de lordes, é altura de limpar a copa partidária! Albuquerque para a vice-presidência!.
O Partido da Autonomia
Data: 15-08-2007
É necessário que o público saiba que se vive um clima de intensa repressão no interior do maior partido da região. A origem deste problema reside nos sanguessugas que habitam o topo. Doutores, engenheiros e empresários que enriqueceram de maneiras que todos sabemos. Desdobram-se em simpatias para com o Presidente, enquanto germinam esquemas para denegrir a imagem de grandes militantes como o Prof. Virgílio Pereira e, mais recentemente, o Dr. Miguel Albuquerque. Agora eu pergunto: o que fizeram estes indivíduos pelo partido? Onde estão esses senhores quando é preciso palmilhar as freguesias durante a campanha? Onde estão os "doutores" quando é necessário falar com os militantes que "dão o litro" para que sejam eleitos? Certamente fumando um charuto, escondidos da "ralé", dos escravos, distribuindo cargos entre si e discutindo novas estratégias de enriquecer às custas do posto. E nós? Após vários anos de dedicação, dão-nos um pequeno cargo na junta de freguesia local, como quem diz toma lá e cala-te, quem manda somos nós, tu aqui não és nada! Basta de lordes, é altura de limpar a copa partidária! Albuquerque para a vice-presidência!.
sábado, 8 de março de 2008
Inquérito: Descontinuidade territorial
Porque a sondagem neste momento em vigor implicaria uma introdução prévia abro este post para o efeito.
Neste momento o Orçamento de Estado financia parcialmente as autarquias (Câmaras e Juntas), o Governo Regional, Serviços não regionalizados (Polícias, Justiça, Forças Armadas, Segurança Social (pensões inclusive) RTP, RDP, Universidade da Madeira), etc) e uma série de "situações" de que o cidadão madeirense não se dá conta. Estas "situações" que correspondem a um amenizar da descontinuidade territorial (insularidade) são financiadas pelo Governo da República de forma abstracta o que não aconteceria se o cidadão comum recebesse anualmente um cheque no valor de 3.000,00 a que chamaria-mos "Cheque insularidade". Só assim a República veria reconhecido o seu papel na Madeira e impediria que políticos demagogos e supostamente regionalistas usassem a ignorância popular como arma política!
Aceitam-se comentários com exemplos de "acções" financiadas pelo governo da república como forma de amenizar a descontinuidade territorial.
Recomendaria a leitura dos comentários antes de votar.
Neste momento o Orçamento de Estado financia parcialmente as autarquias (Câmaras e Juntas), o Governo Regional, Serviços não regionalizados (Polícias, Justiça, Forças Armadas, Segurança Social (pensões inclusive) RTP, RDP, Universidade da Madeira), etc) e uma série de "situações" de que o cidadão madeirense não se dá conta. Estas "situações" que correspondem a um amenizar da descontinuidade territorial (insularidade) são financiadas pelo Governo da República de forma abstracta o que não aconteceria se o cidadão comum recebesse anualmente um cheque no valor de 3.000,00 a que chamaria-mos "Cheque insularidade". Só assim a República veria reconhecido o seu papel na Madeira e impediria que políticos demagogos e supostamente regionalistas usassem a ignorância popular como arma política!
Aceitam-se comentários com exemplos de "acções" financiadas pelo governo da república como forma de amenizar a descontinuidade territorial.
Recomendaria a leitura dos comentários antes de votar.
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Inquérito: Eleições
Deixo aqui os resultados do inquérito para que possam fazer qualquer apreciação que achem apropriada.
Votos apurados: 31
Sondagem fechada
Concordaria que nos boletins de voto existisse uma pergunta de resposta múltipla, sobre que eleição estaria a decorrer (autárquicas, legislativas, europeias, etc) e que a resposta errada invalidasse o voto?
Não | 7 (22%) |
Sim | 20 (64%) |
Talvez | 2 (6%) |
Vou pensar | 2 (6%) |
Votos apurados: 31
Sondagem fechada
sexta-feira, 7 de março de 2008
Pedro e o lobo
Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)
Orgulhosamente sós
Data: 03-08-2007
O orgulho, a vaidade a arrogância ou a prepotência, são males de que padece o ser humano. Quando se sofre de um destes males, já é mau, porém quando sofre de todos ao mesmo tempo passa a fazer sofrer todos os outros apenas para satisfação do ego pessoal. Esta introdução é apenas para lembrar aquela máxima do ditador António Oliveira Salazar "orgulhosamente sós" que pensou que sozinho poderia vergar o Mundo mas apenas conseguiu o isolamento e o sofrimento do Povo português. É isso, madeirenses! É exactamente o que estão a pensar. É o que o Sr. Presidente do Governo Regional está a fazer há Madeira e aos madeirenses tentando isolar-nos do Continente português com guerras estúpidas e sem sentido que apenas servirão para satisfação pessoal e ganhar o voto dos madeirenses menos atentos às coisas da política. O que se irá assistir durante os próximos 4 anos serão frases destas: "o governo de Lisboa está a roubar os madeirenses" ou: "o governo de Lisboa está a fomentar o separatismo." Assim "vira-se o bico ao prego", mentindo tantas vezes ao Povo até que eles acreditem que é verdade. Mas porquê? Estará o leitor a interrogar-se. É simples. Porque é que julgam que o Dr. Alberto João já promete há tantos anos que será o último mandato e ainda lá continua? A razão é porque ainda não conseguiu as condições necessárias para que o PSD-M se perpetue no poder após a sua saída. Ele pensa que, com a jogada das últimas eleições, ao apelar ao orgulho dos madeirenses, fazendo-lhes crer que Lisboa esta a roubar a Madeira, conseguiu essas tais condições. Mas todos os madeirenses se lembram de frases como "gente sem calças" e "de rabo para o ar" "os maricas de Lisboa" e muitos mais exemplos destes poderia enumerar. Por outro lado pergunto: Alguém consegue lembrar-se de alguma frase do género proferida pelos governos de Lisboa do PS ou mesmo do PSD em relação aos governantes madeirenses? Então quem é que na verdade está a fomentar o separatismo? O que acontece é que o Sr. Presidente da RAM está habituado a vergar todos à sua vontade até os governos de Lisboa mas desta vez encontrou alguém que não se deixa vergar, daí toda esta guerra sem sentido e orgulho ferido. O Dr. Alberto João + os que vivem à sombra dele porque também estão agarrados ao poder, sabem que nunca irão ganhar este braço-de-ferro porque a Madeira significa apenas 2,4% da população portuguesa e é conhecida na Europa por ser uma Região Autónoma portuguesa. Tem estatuto da U.E. através do Estado Português pelo que, se por qualquer motivo, viesse a tornar-se independente perderia esse estatuto. É isto que o Presidente do Governo Regional deve explicar aos madeirenses e não servir-se deles como armas de arremesso contra Lisboa, virando povos contra povos, a troco de uns míseros votos. Então faz algum sentido que se unifique a Europa, que se estabeleça uma moeda única, que se procure unificar a economia e; que uma região minúscula como a Madeira, fale sequer em separatismo ou independência? Só mesmo quem tenha um umbigo maior do que a sua própria barriga é que pode pensar numa coisa destas. Todo este fait divers não é aquilo que parece, é sim para levantar poeira para esconder os problemas como; o desemprego, o descalabro do pequeno comércio, da agricultura, da construção civil que "bateu no fundo" e das políticas sociais mal pensadas durante todos estes anos cujo exemplo flagrante é os 65€ de complemento de reforma com que o Governo Açoriano contempla os reformados para já não falar dos combustíveis e impostos mais baratos. É isto na verdade que o governo Regional da Madeira quer esconder porque esbanjou todo o dinheiro que recebeu e agora até diz que não tem dinheiro para aplicar a lei do aborto na Madeira e, pasme-se, não tem dinheiro para combater a praga de mosquitos de Stª Luzia. Dou uma sugestão: mendigue uma esmolinha aos que enriqueceram à custa da Madeira Nova, antes que eles ponham o dinheiro todo no Brasil, em Cabo Verde ou na Suíça.
Orgulhosamente sós
Data: 03-08-2007
O orgulho, a vaidade a arrogância ou a prepotência, são males de que padece o ser humano. Quando se sofre de um destes males, já é mau, porém quando sofre de todos ao mesmo tempo passa a fazer sofrer todos os outros apenas para satisfação do ego pessoal. Esta introdução é apenas para lembrar aquela máxima do ditador António Oliveira Salazar "orgulhosamente sós" que pensou que sozinho poderia vergar o Mundo mas apenas conseguiu o isolamento e o sofrimento do Povo português. É isso, madeirenses! É exactamente o que estão a pensar. É o que o Sr. Presidente do Governo Regional está a fazer há Madeira e aos madeirenses tentando isolar-nos do Continente português com guerras estúpidas e sem sentido que apenas servirão para satisfação pessoal e ganhar o voto dos madeirenses menos atentos às coisas da política. O que se irá assistir durante os próximos 4 anos serão frases destas: "o governo de Lisboa está a roubar os madeirenses" ou: "o governo de Lisboa está a fomentar o separatismo." Assim "vira-se o bico ao prego", mentindo tantas vezes ao Povo até que eles acreditem que é verdade. Mas porquê? Estará o leitor a interrogar-se. É simples. Porque é que julgam que o Dr. Alberto João já promete há tantos anos que será o último mandato e ainda lá continua? A razão é porque ainda não conseguiu as condições necessárias para que o PSD-M se perpetue no poder após a sua saída. Ele pensa que, com a jogada das últimas eleições, ao apelar ao orgulho dos madeirenses, fazendo-lhes crer que Lisboa esta a roubar a Madeira, conseguiu essas tais condições. Mas todos os madeirenses se lembram de frases como "gente sem calças" e "de rabo para o ar" "os maricas de Lisboa" e muitos mais exemplos destes poderia enumerar. Por outro lado pergunto: Alguém consegue lembrar-se de alguma frase do género proferida pelos governos de Lisboa do PS ou mesmo do PSD em relação aos governantes madeirenses? Então quem é que na verdade está a fomentar o separatismo? O que acontece é que o Sr. Presidente da RAM está habituado a vergar todos à sua vontade até os governos de Lisboa mas desta vez encontrou alguém que não se deixa vergar, daí toda esta guerra sem sentido e orgulho ferido. O Dr. Alberto João + os que vivem à sombra dele porque também estão agarrados ao poder, sabem que nunca irão ganhar este braço-de-ferro porque a Madeira significa apenas 2,4% da população portuguesa e é conhecida na Europa por ser uma Região Autónoma portuguesa. Tem estatuto da U.E. através do Estado Português pelo que, se por qualquer motivo, viesse a tornar-se independente perderia esse estatuto. É isto que o Presidente do Governo Regional deve explicar aos madeirenses e não servir-se deles como armas de arremesso contra Lisboa, virando povos contra povos, a troco de uns míseros votos. Então faz algum sentido que se unifique a Europa, que se estabeleça uma moeda única, que se procure unificar a economia e; que uma região minúscula como a Madeira, fale sequer em separatismo ou independência? Só mesmo quem tenha um umbigo maior do que a sua própria barriga é que pode pensar numa coisa destas. Todo este fait divers não é aquilo que parece, é sim para levantar poeira para esconder os problemas como; o desemprego, o descalabro do pequeno comércio, da agricultura, da construção civil que "bateu no fundo" e das políticas sociais mal pensadas durante todos estes anos cujo exemplo flagrante é os 65€ de complemento de reforma com que o Governo Açoriano contempla os reformados para já não falar dos combustíveis e impostos mais baratos. É isto na verdade que o governo Regional da Madeira quer esconder porque esbanjou todo o dinheiro que recebeu e agora até diz que não tem dinheiro para aplicar a lei do aborto na Madeira e, pasme-se, não tem dinheiro para combater a praga de mosquitos de Stª Luzia. Dou uma sugestão: mendigue uma esmolinha aos que enriqueceram à custa da Madeira Nova, antes que eles ponham o dinheiro todo no Brasil, em Cabo Verde ou na Suíça.
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terça-feira, 4 de março de 2008
Está na moda!
Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)
Ameaças
Data: 04-03-2008
Mais uma vez funcionou a intimidação e a ameaça na nossa pequena e querida terra. Até quando irá isto durar? Foram dois leitores, só na pretérita semana, a pedir publicamente desculpas pelas suas afirmações na página do DN "cartas do leitor" após ameaças de processos no Ministério Público. Mas então porque não foi processada a Sr.ª deputada do PSD-M que fez afirmações idênticas no hemiciclo da ALM com repercussão em diversos meios de comunicação social? Ou porque não é processado o Sr. Presidente do Governo Regional por atoardas, do meu ponto de vista, muito mais graves que, por ser uma figura pública com responsabilidade acrescida na vida regional, colocam a região e os madeirenses em situações embaraçosas perante a opinião pública regional, nacional e até mesmo internacional, quiçá com graves consequências políticas e financeiras. Todo o homem, que por ser deputado, se escuda na imunidade parlamentar para não responder civilmente perante um tribunal e depois move processos a um simples leitor que exprime livremente a sua opinião deveria merecer o repúdio e a justiça política popular que prezam a democracia e não se revêem em actos ou atitudes cobardes. Isto é o mesmo que uma pessoa com uma pistola na mão (imunes) enfrentar outra de peito a descoberto (leitores). Como podem alguns políticos descer tão baixo? Depois queixam-se que o povo já não respeita os governantes, pudera! Todavia não se infira das minhas palavras que não defendo o respeito mútuo, assim como não tolero as atoardas dos políticos, não concordo com a difamação e a ofensa, foleira e barata, provenha ela de um político ou simples anónimo, antes pelo contrário, porém, o que está aqui em equação é a desigualdade de tratamento entre duas situações perfeitamente idênticas. E não me venham com o slogan que é necessário provar tudo aquilo que se afirma porque todos nós, adultos, não andamos agora de chucha na boca e sabemos que pelo facto de não podermos prová-lo, o problema não exista. Veja-se o caso do "apito dourado" ou da "corrupção na Madeira", onde parece estar tanta gente envolvida mas ainda não ouvi nenhum dizer que era culpado. Antes pelo contrário, são todos uns anjinhos inocentes e o mal está na Procuradoria da República, nos juízes, nos advogados ou mesmo no sistema judicial. Lá diz a sabedoria popular que "não há fumo sem fogo" e o que acontece é que alguns mais corajosos dizem publicamente aquilo que os outros pensam mas não se atrevem a dizê-lo. Madeirenses, expressem livre e educadamente aquilo que sentem, porque, embora não pareça, vivemos num estado de direito democrático.
Ameaças
Data: 04-03-2008
Mais uma vez funcionou a intimidação e a ameaça na nossa pequena e querida terra. Até quando irá isto durar? Foram dois leitores, só na pretérita semana, a pedir publicamente desculpas pelas suas afirmações na página do DN "cartas do leitor" após ameaças de processos no Ministério Público. Mas então porque não foi processada a Sr.ª deputada do PSD-M que fez afirmações idênticas no hemiciclo da ALM com repercussão em diversos meios de comunicação social? Ou porque não é processado o Sr. Presidente do Governo Regional por atoardas, do meu ponto de vista, muito mais graves que, por ser uma figura pública com responsabilidade acrescida na vida regional, colocam a região e os madeirenses em situações embaraçosas perante a opinião pública regional, nacional e até mesmo internacional, quiçá com graves consequências políticas e financeiras. Todo o homem, que por ser deputado, se escuda na imunidade parlamentar para não responder civilmente perante um tribunal e depois move processos a um simples leitor que exprime livremente a sua opinião deveria merecer o repúdio e a justiça política popular que prezam a democracia e não se revêem em actos ou atitudes cobardes. Isto é o mesmo que uma pessoa com uma pistola na mão (imunes) enfrentar outra de peito a descoberto (leitores). Como podem alguns políticos descer tão baixo? Depois queixam-se que o povo já não respeita os governantes, pudera! Todavia não se infira das minhas palavras que não defendo o respeito mútuo, assim como não tolero as atoardas dos políticos, não concordo com a difamação e a ofensa, foleira e barata, provenha ela de um político ou simples anónimo, antes pelo contrário, porém, o que está aqui em equação é a desigualdade de tratamento entre duas situações perfeitamente idênticas. E não me venham com o slogan que é necessário provar tudo aquilo que se afirma porque todos nós, adultos, não andamos agora de chucha na boca e sabemos que pelo facto de não podermos prová-lo, o problema não exista. Veja-se o caso do "apito dourado" ou da "corrupção na Madeira", onde parece estar tanta gente envolvida mas ainda não ouvi nenhum dizer que era culpado. Antes pelo contrário, são todos uns anjinhos inocentes e o mal está na Procuradoria da República, nos juízes, nos advogados ou mesmo no sistema judicial. Lá diz a sabedoria popular que "não há fumo sem fogo" e o que acontece é que alguns mais corajosos dizem publicamente aquilo que os outros pensam mas não se atrevem a dizê-lo. Madeirenses, expressem livre e educadamente aquilo que sentem, porque, embora não pareça, vivemos num estado de direito democrático.
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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
saúl dantas pseudónimo de Renato Azevedo
in https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1050638211414746347&postID=72228658615346670
Saúl Dantas disse...
Perseguição política?!!! Quer dizer que o "gajo" escreve um rol de ofensas aos governantes, chamando-os de tudo e mais alguma coisa e AJJ, na qulidade de PGR, não tem razões para se sentir - directa ou indirectamente - visado?!! Se é verdade o que diz o Sr. na Carta dos Leitores do DN (e sinceramente até acredito que sim!) que tal, para variar, apresentar provas? É hora de acabar com esta autêntica verborreia de insinuações sem provas! Se é verdade prove-se, aliás, como fez o supra-sumo do PS Madeira, Sr. Prof. Dr. João Carlos Gouveia!!
28 de Fevereiro de 2008 12:37
BaBy_BoY_sWiM disse...
o sr. JCG ainda não provou nada, nem mostrou nada ao povo... Só entregou um dossie...Concordo com a opinião do Sr. Saúl Dantas!
28 de Fevereiro de 2008 13:30
Renato Azevedo disse...
Caro Baby Boy, Eu sei que o Professor (para utilizar a expressão do Pravda) João Carlos Gouveia ainda não provou nada (estava a ser irónico)!Provou, isso sim, que é um louco teso que pede esmola para pagar as indemnizações com que o Tribunal o vai sancionando...Concordo que a carta deste tal de Côrte não diz nada de concreto. Trata-se apenas de uma verborreia de fel e inveja de mais um que também queria teta para mamar. Se se sabe alguma coisa, denuncie-se!
28 de Fevereiro de 2008 22:03
BaBy_BoY_sWiM disse...
Sem dúvida Sr. Renato!
28 de Fevereiro de 2008 22:10
amsf disse...
Administrar duas personalidades torna-se difícil sr. Renato Azevedo ou melhor sr. saúl dantas!!!
1ª Prova srs jurados:
Saúl Dantas disse..."Se é verdade prove-se, aliás, como fez o supra-sumo do PS Madeira, Sr. Prof. Dr. João Carlos Gouveia!!"
28 de Fevereiro de 2008 12:37
2ª Prova srs jurados:
Anônimo Renato Azevedo disse...Caro Baby Boy,Eu sei que o Professor (para utilizar a expressão do Pravda) João Carlos Gouveia ainda não provou nada (estava a ser irónico)!
28 de Fevereiro de 2008 22:03
Devo-lhe dizer que já há algum tempo suspeitava de que poderiam ser uma e mesma pessoa. Só não percebo o porquê de criar este alter ego saúl dantas. O sr. Renato Azevedo Silva não corre qualquer risco enquanto emitir a sua opinião com lealdade e honestidade. Além de dar os parabéns ao sr. Renato Azevedo todos os anos no dia 16 de Fevereiro tenho que me lembrar de fazer o mesmo ao saúl dantas pois este nasceu no dia 12 de Outubro de 2007 no Besoirar.
28 de Fevereiro de 2008 22:47
Saúl Dantas disse...
Perseguição política?!!! Quer dizer que o "gajo" escreve um rol de ofensas aos governantes, chamando-os de tudo e mais alguma coisa e AJJ, na qulidade de PGR, não tem razões para se sentir - directa ou indirectamente - visado?!! Se é verdade o que diz o Sr. na Carta dos Leitores do DN (e sinceramente até acredito que sim!) que tal, para variar, apresentar provas? É hora de acabar com esta autêntica verborreia de insinuações sem provas! Se é verdade prove-se, aliás, como fez o supra-sumo do PS Madeira, Sr. Prof. Dr. João Carlos Gouveia!!
28 de Fevereiro de 2008 12:37
BaBy_BoY_sWiM disse...
o sr. JCG ainda não provou nada, nem mostrou nada ao povo... Só entregou um dossie...Concordo com a opinião do Sr. Saúl Dantas!
28 de Fevereiro de 2008 13:30
Renato Azevedo disse...
Caro Baby Boy, Eu sei que o Professor (para utilizar a expressão do Pravda) João Carlos Gouveia ainda não provou nada (estava a ser irónico)!Provou, isso sim, que é um louco teso que pede esmola para pagar as indemnizações com que o Tribunal o vai sancionando...Concordo que a carta deste tal de Côrte não diz nada de concreto. Trata-se apenas de uma verborreia de fel e inveja de mais um que também queria teta para mamar. Se se sabe alguma coisa, denuncie-se!
28 de Fevereiro de 2008 22:03
BaBy_BoY_sWiM disse...
Sem dúvida Sr. Renato!
28 de Fevereiro de 2008 22:10
amsf disse...
Administrar duas personalidades torna-se difícil sr. Renato Azevedo ou melhor sr. saúl dantas!!!
1ª Prova srs jurados:
Saúl Dantas disse..."Se é verdade prove-se, aliás, como fez o supra-sumo do PS Madeira, Sr. Prof. Dr. João Carlos Gouveia!!"
28 de Fevereiro de 2008 12:37
2ª Prova srs jurados:
Anônimo Renato Azevedo disse...Caro Baby Boy,Eu sei que o Professor (para utilizar a expressão do Pravda) João Carlos Gouveia ainda não provou nada (estava a ser irónico)!
28 de Fevereiro de 2008 22:03
Devo-lhe dizer que já há algum tempo suspeitava de que poderiam ser uma e mesma pessoa. Só não percebo o porquê de criar este alter ego saúl dantas. O sr. Renato Azevedo Silva não corre qualquer risco enquanto emitir a sua opinião com lealdade e honestidade. Além de dar os parabéns ao sr. Renato Azevedo todos os anos no dia 16 de Fevereiro tenho que me lembrar de fazer o mesmo ao saúl dantas pois este nasceu no dia 12 de Outubro de 2007 no Besoirar.
28 de Fevereiro de 2008 22:47
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Homenagem
Não morreu no gabinete!
[Ao contrário do que afirma a notícia abaixo ele foi apanhado por uma derrocada que o atirou para o abismo!]
Juvenal Carvalho escorregou na levada quando tentava reparar conduta
Presidente da Junta das Achadas da Cruz sofre queda fatal
O presidente da Junta e Freguesia das Achadas da Cruz, Juvenal Carvalho, morreu hoje em consequência de uma queda sofrida quando procedia à reparação de uma conduta de fornecimento de água rega.
Data: 28-02-2008
Ao que o DIÁRIO apurou junto do presidente da Câmara Municipal do Porto Moniz, Juvenal Carvalho, de 73 anos, terá caído de uma altura entre 140 a 160 metros após ter escorregado na levada. O autarca estava acompanhado por pelo menos um dos dois funcionários destacados pela manhã para repor o abastecimento de água que foi cortado na sequência de uma quebrada ocorrida na semana passada. Os Bombeiros Voluntários de São Vicente e Porto Moniz já resgataram o corpo. Assistiram ainda um funcionário da junta que presenciou o acidente.
Especial na TSF às 16 horas com todas as informações disponíveis sobre este caso, que será desenvolvido na edição impressa de amanhã do DIÁRIO.
Raul Caires
in DN (Madeira)
Prognóstico reservado
Roberto Gomes disse... in http://urbanidades-madeira.blogspot.com/
O Presidente do Governo Regional da Madeira mais uma vez mostra-se na sua essência: um verdadeira materialização da intolerância e de uma profunda ignorância democrática. Apesar de eu não ser um perito da interpretação da língua portuguesa, a pretensa queixa apresentada no Ministério Público pelo Presidente do Governo, tem tanto de anedótico quanto de preocupante. O subscritor da missiva publicada no DN-Madeira apesar de não ofender explicitamente nem directamente ninguém, espelha a desconfiança generalizada que muitos madeirenses têm da polítiquice e caciquismos monumentais que traduzem estes 30 anos de jardinismo. Aliás há bem pouco tempo, a deputada da maioria Sara André enfatizou os mesmos problemas, algumas mesmas adjectivações (numa espécie de acto de contricção), mas nem por isso o Presidente do Governo se insurgiu. Aliás até elogiou-a, e certamente não foi pela sua carinha "laroca"...Este acto do Presidente só pode ser encarado como um desepero. Pois no mínimo revela uma incongruência gritante. Quem adjectiva grotescamente os outros, como já fez e faz o membro do Conselho de Estado -Alberto João Jardim- e depois aflige-se como virgem ofendida com a publicação do tal texto, só pode ser "qualquer coisa" qualificada com o prefixo IN...Por favor, faço um apelo aos assessores de imagem do nosso (ainda) Presidente do Governo para que atentem aos seus actos. Pois com comportamentos destes desprovidos de senso, só adensa o prognóstico de que o homem, para além de não ter mão no "polvo" que criou, parece que com estes tolos protagonismos já vive num mundo virtual...Ajudem-no!
27 Fevereiro, 2008 19:53
O Presidente do Governo Regional da Madeira mais uma vez mostra-se na sua essência: um verdadeira materialização da intolerância e de uma profunda ignorância democrática. Apesar de eu não ser um perito da interpretação da língua portuguesa, a pretensa queixa apresentada no Ministério Público pelo Presidente do Governo, tem tanto de anedótico quanto de preocupante. O subscritor da missiva publicada no DN-Madeira apesar de não ofender explicitamente nem directamente ninguém, espelha a desconfiança generalizada que muitos madeirenses têm da polítiquice e caciquismos monumentais que traduzem estes 30 anos de jardinismo. Aliás há bem pouco tempo, a deputada da maioria Sara André enfatizou os mesmos problemas, algumas mesmas adjectivações (numa espécie de acto de contricção), mas nem por isso o Presidente do Governo se insurgiu. Aliás até elogiou-a, e certamente não foi pela sua carinha "laroca"...Este acto do Presidente só pode ser encarado como um desepero. Pois no mínimo revela uma incongruência gritante. Quem adjectiva grotescamente os outros, como já fez e faz o membro do Conselho de Estado -Alberto João Jardim- e depois aflige-se como virgem ofendida com a publicação do tal texto, só pode ser "qualquer coisa" qualificada com o prefixo IN...Por favor, faço um apelo aos assessores de imagem do nosso (ainda) Presidente do Governo para que atentem aos seus actos. Pois com comportamentos destes desprovidos de senso, só adensa o prognóstico de que o homem, para além de não ter mão no "polvo" que criou, parece que com estes tolos protagonismos já vive num mundo virtual...Ajudem-no!
27 Fevereiro, 2008 19:53
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Reincidente solidário !
Na sequência desta notícia desafio aqueles que enchem a boca com o termo liberdade e outros que tais a publicar a "Carta do leitor" em causa. É preciso mostrar que a sociedade cívil não receia este tipo de ameaças e tornar difícil qualquer perseguição político/judicial.
Política
Jardim manda investigar leitor do DIÁRIO
Data: 27-02-2008
Uma 'carta do leitor', assinada por J.B. Côrte e publicada na edição de ontem do DIÁRIO de Notícias da Madeira irritou o presidente do Governo Regional. Alberto João Jardim alega estar perante "um contínuo lançamento de suspeições e insinuações não concretizadas e fundamentadas", pelo que o Governo Regional, "absolutamente incompatível com este tipo de miserável estratégia política", apresentou mais uma diligência junto do Ministério Público. Na missiva enviada ao Procurador-Adjunto da República no Tribunal do Funchal, Jardim solicita ao Ministério Público que "se digne mandar proceder às averiguações justificadas pelo conteúdo do texto, o qual indicia estar o seu autor na posse de conhecimento de situações ilícitas". Contudo, o líder madeirense admite que o autor possa ter recorrido a um mero artifício demagógico para derramar suspeitas e acusações generalizadas, o que na sua óptica "constitui ilegalidade que corresponsabiliza os responsáveis pelo referido diário". O DIÁRIO só publica cartas devidamente identificadas e não publica textos de origem desconhecida.
J. B. Côrte in DN (Madeira)
Mentir, gamar e 'chupar'
Data: 26-02-2008
As águas mansas do arrependimento começam a arejar consciências. Aquele que, implicado com o poder, nunca mentiu, nunca gamou e nunca chupou "que atire a primeira pedra". Perceberam já na corte o saque ao erário público que os plebeus já apregoam há anos. O comum madeirense já olha com indiferença o gamanço que se banalizou: gamar, mentir e chupar é já prática normal e quem não entra neste jogo é um pária. Como imaculado político do gamanço tarda em aparecer, atirem então a segunda pedra com força, peso e medida de forma a atingir os intocáveis gamões antes que o tempo os esqueça e antes que emigrem para o Brasil. O mínimo que se exige dos gamões é a devolução ao povo de tudo o que foi gamado do erário público nestes últimos anos. Devolvido o devido comecemos do zero. A partir dessa altura, a classe política será vista, pela população em geral, como uma classe altruísta, séria e honesta ao serviço das pessoas. Do zero chutaremos do poder o joio que embrulha os outros no embrulhado embrulho enovelado das leis para benefício próprio. Do zero, chutaremos o joio excessivamente racional que racionaliza tudo em números e mais números e mais (…). O joio que racionaliza tudo em previsões de forma a dominar os outros, adivinhar e determinar o futuro. Regras e produtividade, mas com dignidade. A corrupção é uma tentação, algo que vem de fora do sujeito e, não encontrando "barreiras internas", o corrompe. Como uma doença que rói o corpo de sistema imunológico debilitado a corrupção tem de ser tratada como uma doença da atitude. Não leis, códigos de ética, lei de incompatibilidades, punição que curam essa atitude doente. Exige um "tratamento" a outro nível, um "mergulho interior" e vassalagem a uma Entidade Superior. Exige admitir a futilidade do ser humano perante o universo. Futilidade na imensidão do espaço e futilidade na intemporalidade do tempo. Exige a consciência de uma dimensão longe da terra lamacenta e longe da carne putrefacta. Exige "ferramentas impalpáveis" de luta contra as tentações e que funcionem como anjos de espada em punho na defesa da dignidade humana. O "tratamento" para a corrupção não está nos consultórios convencionais nem nas leis em geral. Está na descoberta interior e também na aberta para o reconhecimento do outro como um ser diferente e inigualável. O "tratamento" para a corrupção está, ou deveria estar, nos locais de culto, independentemente do credo. A atitude crítica apoiada na e com o auxílio dessa Entidade é essencial para alcançar as "ferramentas de protecção". Despertar consciências, entorpecidas e anestesiadas pelas "ondas banalizadoras" e pelas manipulações que inevitavelmente invadem o indivíduo e desperta nele a sede pelas coisas da terra e pelas coisas da carne, é um imperativo social. Muitos mestres, e o Mestre em especial, alumiaram.. O apelo do contributo de todos para a construção de uma sociedade melhor, foi um golpe cruel na dignidade de todos os que deram o exemplo de honestidade nesta terra e que estiveram à margem do gamanço nestes últimos anos. Quem, que em plena consciência, não deu e dá esse contributo? É um dever e é um direito. Esse apelo visou atirar areia para os olhos de quem?A procissão ainda vai no adro. Poeiras de mudança pairam no ar, e porque sopram ventos muito fortes, teimam em não assentar no doentio paradigma existencial. Quantos cordeiros serão ainda necessários sacrificar para que cada ser humano desta pequena e linda terra não tenha a necessidade de atirar mais uma pedra seja lá para quem for? ...
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
O perigo do unanimismo !
Miguel Fonseca in DN (Madeira)
"Planta-se vinho!"
Data: 31-07-2007
Numa terra distante, um homem plantou uma cerejeira. Em chegando o tempo, vendeu as cerejas na festa da terra e ganhou muito dinheiro. Os vizinhos, perante o sucesso, plantaram cerejeiras, e, claro, passado um tempo, ficaram todos na miséria porque a oferta fez baixar os preços. O homem da primeira cerejeira dedicou-se então ao cultivo de morangos. E todos plantaram morangos e todos ficaram pobres, e os ciclos foram-se repetindo até que o homem plantou, numa leiras lá nos confins, umas parreirinhas que ninguém soube. E chegando as festas, teve sucesso na venda do vinho. E foi lindo de ver na reunião seguinte dos vizinhos, no centro da aldeia. Quando o homem mais velho pediu ideias para ultrapassar a fome que atingia os mais pobres, alguém sugeriu:- Planta-se vinho! - E todos fizeram coro, embriagados "planta-se vinho"! Isto faz-me lembrar um certo partido. Alguém lançou a questão do défice democrático. E todos seguiram a deixa. E veio a eleição e perderam. Alguém disse: "faz-se como o PPD, fala-se de Autonomia". E todos falaram de Autonomia. E veio as eleição e perderam de novo. Então alguém disse: "e se fizéssemos como eles, e disséssemos mal de Lisboa"? E todos aplaudiram e todos dizem mal do PS de Lisboa. E veio o acto eleitoral… e… e… e. (E se aplicassem o seu programa e vissem o mundo com os seus próprios olhos e não com os óculos dos outros). Portanto, a palavra de ordem hoje no PS-Madeira é: - "Planta-se vinho!". (É um embriagamento colectivo. Cuidado com a ressaca!).
"Planta-se vinho!"
Data: 31-07-2007
Numa terra distante, um homem plantou uma cerejeira. Em chegando o tempo, vendeu as cerejas na festa da terra e ganhou muito dinheiro. Os vizinhos, perante o sucesso, plantaram cerejeiras, e, claro, passado um tempo, ficaram todos na miséria porque a oferta fez baixar os preços. O homem da primeira cerejeira dedicou-se então ao cultivo de morangos. E todos plantaram morangos e todos ficaram pobres, e os ciclos foram-se repetindo até que o homem plantou, numa leiras lá nos confins, umas parreirinhas que ninguém soube. E chegando as festas, teve sucesso na venda do vinho. E foi lindo de ver na reunião seguinte dos vizinhos, no centro da aldeia. Quando o homem mais velho pediu ideias para ultrapassar a fome que atingia os mais pobres, alguém sugeriu:- Planta-se vinho! - E todos fizeram coro, embriagados "planta-se vinho"! Isto faz-me lembrar um certo partido. Alguém lançou a questão do défice democrático. E todos seguiram a deixa. E veio a eleição e perderam. Alguém disse: "faz-se como o PPD, fala-se de Autonomia". E todos falaram de Autonomia. E veio as eleição e perderam de novo. Então alguém disse: "e se fizéssemos como eles, e disséssemos mal de Lisboa"? E todos aplaudiram e todos dizem mal do PS de Lisboa. E veio o acto eleitoral… e… e… e. (E se aplicassem o seu programa e vissem o mundo com os seus próprios olhos e não com os óculos dos outros). Portanto, a palavra de ordem hoje no PS-Madeira é: - "Planta-se vinho!". (É um embriagamento colectivo. Cuidado com a ressaca!).
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Este tipo de gente também vota !
Cuidado! Este tipo de gente vota! E ... são eles que elegem os POLITICOS. Não sei de que se queixam .....
-Um meu conhecido comprou um frigorífico novo e para se livrar do velho, colocou-o em frente do prédio, no passeio, com o aviso: "Grátis e a funcionar". O frigorífico ficou três dias no passeio sem que ninguém se interessasse em o levar. Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom de mais para ser verdade e mudou o aviso: "Frigorífico à venda por 50,00 €". No dia seguinte, tinha sido roubado! Cuidado! Este tipo de gente vota!
-Ao visitar uma casa para alugar, um meu amigo perguntou à agente imobiliária para que lado era o Norte, porque não queria que o sol o acordasse todas as manhãs. A funcionária perguntou: "O sol nasce no Norte?" Quando o meu amigo lhe explicou que o sol nasce a Nascente (aliás, daí o nome e que há muito tempo que isso acontece!) ela disse: "Eu não estou dentro destes assuntos". Ela também vota!
-Um meu conhecido trabalhou durante uns anos num centro de atendimento a clientes em Ponta Delgada - Açores. Um dia, recebeu um telefonema de um indivíduo que perguntou qual o horário do centro. Ele respondeu: "O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana." O cliente perguntou: "Pelo horário de Lisboa ou pelo horário de Ponta Delgada?" Para acabar logo com o assunto, o meu amigo respondeu: "Horário do Brasil." Este também vota!
-Um colega e eu estávamos a almoçar no self-service da empresa, quando ouvimos uma das assistentes administrativas falar a respeito das queimaduras de sol que ela tinha, por ter ido de carro para a praia. Estava num descapotável, por isso, "não pensou que ficasse queimada, pois o carro estava em movimento." Ela também vota!
-Uma minha conhecida tem uma ferramenta salva-vidas no carro, para cortar o cinto de segurança, se ela ficar presa nele. Ela guarda a ferramenta no porta-bagagens! A minha conhecida também vota!
-Uns amigos e eu fomos comprar cerveja para uma festa e notámos que as grades tinham desconto de 10%. Como era uma festa grande, comprámos 2 grades. O funcionário da caixa multiplicou 10% por 2 e fez-nos um desconto de 20%. Ele também vota!
-Saí com um amigo e vimos uma mulher com uma argola no nariz, ligada a um brinco, por meio de uma corrente. O meu amigo disse: "Será que a corrente não dá um puxão cada vez que ela vira a cabeça?" Expliquei-lhe que o nariz e a orelha de uma pessoa permanecem à mesma distância, independentemente da pessoa virar a cabeça ou não. O meu amigo também vota!
-Ao chegar de avião, as minhas malas nunca mais apareciam na área de recolha da bagagem. Fui então ao sector da bagagem desaparecida e disse à funcionária que as minhas malas não tinham aparecido. Ela sorriu e disse-me para não me preocupar, porque ela era uma profissional treinada e eu estava em boas mãos."Agora diga-me, perguntou ela... o seu avião já chegou?" Ela também vota!
-À espera de ser atendido numa pizzaria observei um homem a pedir uma pizza para levar. Ele estava sozinho e o empregado perguntou se ele preferia que a pizza fosse cortada em 4 fatias ou em 6. Ele pensou algum tempo, antes de responder: "Corte em 4 fatias; acho que não estou com fome suficiente para comer 6 pedaços." Isso mesmo, ele também vota!
Pois votam! E provávelmente alguns chegam a presidentes de câmara e a deputados!
-Um meu conhecido comprou um frigorífico novo e para se livrar do velho, colocou-o em frente do prédio, no passeio, com o aviso: "Grátis e a funcionar". O frigorífico ficou três dias no passeio sem que ninguém se interessasse em o levar. Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom de mais para ser verdade e mudou o aviso: "Frigorífico à venda por 50,00 €". No dia seguinte, tinha sido roubado! Cuidado! Este tipo de gente vota!
-Ao visitar uma casa para alugar, um meu amigo perguntou à agente imobiliária para que lado era o Norte, porque não queria que o sol o acordasse todas as manhãs. A funcionária perguntou: "O sol nasce no Norte?" Quando o meu amigo lhe explicou que o sol nasce a Nascente (aliás, daí o nome e que há muito tempo que isso acontece!) ela disse: "Eu não estou dentro destes assuntos". Ela também vota!
-Um meu conhecido trabalhou durante uns anos num centro de atendimento a clientes em Ponta Delgada - Açores. Um dia, recebeu um telefonema de um indivíduo que perguntou qual o horário do centro. Ele respondeu: "O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana." O cliente perguntou: "Pelo horário de Lisboa ou pelo horário de Ponta Delgada?" Para acabar logo com o assunto, o meu amigo respondeu: "Horário do Brasil." Este também vota!
-Um colega e eu estávamos a almoçar no self-service da empresa, quando ouvimos uma das assistentes administrativas falar a respeito das queimaduras de sol que ela tinha, por ter ido de carro para a praia. Estava num descapotável, por isso, "não pensou que ficasse queimada, pois o carro estava em movimento." Ela também vota!
-Uma minha conhecida tem uma ferramenta salva-vidas no carro, para cortar o cinto de segurança, se ela ficar presa nele. Ela guarda a ferramenta no porta-bagagens! A minha conhecida também vota!
-Uns amigos e eu fomos comprar cerveja para uma festa e notámos que as grades tinham desconto de 10%. Como era uma festa grande, comprámos 2 grades. O funcionário da caixa multiplicou 10% por 2 e fez-nos um desconto de 20%. Ele também vota!
-Saí com um amigo e vimos uma mulher com uma argola no nariz, ligada a um brinco, por meio de uma corrente. O meu amigo disse: "Será que a corrente não dá um puxão cada vez que ela vira a cabeça?" Expliquei-lhe que o nariz e a orelha de uma pessoa permanecem à mesma distância, independentemente da pessoa virar a cabeça ou não. O meu amigo também vota!
-Ao chegar de avião, as minhas malas nunca mais apareciam na área de recolha da bagagem. Fui então ao sector da bagagem desaparecida e disse à funcionária que as minhas malas não tinham aparecido. Ela sorriu e disse-me para não me preocupar, porque ela era uma profissional treinada e eu estava em boas mãos."Agora diga-me, perguntou ela... o seu avião já chegou?" Ela também vota!
-À espera de ser atendido numa pizzaria observei um homem a pedir uma pizza para levar. Ele estava sozinho e o empregado perguntou se ele preferia que a pizza fosse cortada em 4 fatias ou em 6. Ele pensou algum tempo, antes de responder: "Corte em 4 fatias; acho que não estou com fome suficiente para comer 6 pedaços." Isso mesmo, ele também vota!
Pois votam! E provávelmente alguns chegam a presidentes de câmara e a deputados!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Deus ao serviço do marketing político !
Mário Mascarenhas Alencastre in DN (Madeira)
Deus
Data: 31-07-2007
Goste-se ou não, os Estados Unidos da América continuam a ser o país mais rico do planeta. A presença de Deus verifica-se na própria moeda, o dólar, onde está escrito "confiamos em Deus". Qualquer presidente, não importa a sua própria religião, ao fazer um discurso à nação, ao povo americano, termina sempre: "Que Deus abençoe a América". Nenhum político, candidato a um lugar público, inclusive a Presidência da República, declara ser ateu, agnóstico. Os americanos não o elegem (ao contrário de Portugal!!). Existem inúmeras religiões, seitas, algumas até bizarras. Contudo, Deus está sempre presente nos americanos, seus políticos e líderes. Vejamos Portugal. Alguma vez ouviram Presidente de Câmara, Primeiro-Ministro, Presidente da República dizer "Que Deus abençoe Portugal"? Nunca ouvi. Na América existe separação Religião - Estado há mais anos que Portugal, mas nenhum político tem vergonha, receio de invocar DEUS. Em Portugal é TABU. Penso e acredito que qualquer sistema político-económico onde Deus é "esquecido" não terá sucesso, êxito, apenas questão de tempo. Vejam o que aconteceu na Europa de Leste. Os portugueses, na sua maioria, pedem ajuda, invocam Deus para os seus problemas, doenças, aflições. Porque é que os nossos políticos e líderes não o fazem publicamente, para Portugal e a sua população? Responda quem souber.
Deus
Data: 31-07-2007
Goste-se ou não, os Estados Unidos da América continuam a ser o país mais rico do planeta. A presença de Deus verifica-se na própria moeda, o dólar, onde está escrito "confiamos em Deus". Qualquer presidente, não importa a sua própria religião, ao fazer um discurso à nação, ao povo americano, termina sempre: "Que Deus abençoe a América". Nenhum político, candidato a um lugar público, inclusive a Presidência da República, declara ser ateu, agnóstico. Os americanos não o elegem (ao contrário de Portugal!!). Existem inúmeras religiões, seitas, algumas até bizarras. Contudo, Deus está sempre presente nos americanos, seus políticos e líderes. Vejamos Portugal. Alguma vez ouviram Presidente de Câmara, Primeiro-Ministro, Presidente da República dizer "Que Deus abençoe Portugal"? Nunca ouvi. Na América existe separação Religião - Estado há mais anos que Portugal, mas nenhum político tem vergonha, receio de invocar DEUS. Em Portugal é TABU. Penso e acredito que qualquer sistema político-económico onde Deus é "esquecido" não terá sucesso, êxito, apenas questão de tempo. Vejam o que aconteceu na Europa de Leste. Os portugueses, na sua maioria, pedem ajuda, invocam Deus para os seus problemas, doenças, aflições. Porque é que os nossos políticos e líderes não o fazem publicamente, para Portugal e a sua população? Responda quem souber.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Obsessões de quem não tem espelho!
Martins Júnior in DN (Madeira)
Sócrates não dorme
Data: 29-07-2007
Lembram-se daquele tempo (há uns 20-30 anos) em que manhã sim, tarde sim, o inveterado vigia da Quinta perdia o tino e deitava língua e olhos de fora contra Machico e contra o signatário, o que motivou larachas como estas: o homem está obcecado por Machico, a família Martins é a sua macabra obsessão?... Dizia-se mais: o vigia da quinta dorme com os dois émes - Machico e Martins - debaixo do travesseiro. E a obsessão tornou-se quando o homem descobriu que lá em casa vivia com família também Martins, comia com ela à mesa e dormia com ela na cama. Obsessão sem limite e sem cura, como um incesto. Passadas duas, três décadas, vem agora o inveterado herdeiro da Quinta armar o simiesco traje e repetir a mesmíssima imprecação: "Sócrates anda obcecado pela ilha, a sua obsessão é a Madeira". "Digam lá, ó sábios da Escritura/Que segredos são estes da natura"? --- Perguntaria Camões. E o povo responde: Não há mestre como o Tempo…Cá se fazem, cá se pagam… Mas coitado de José Sócrates. Não mastiga, não pára, não dorme com esta obsessão. Também não responde. Só treme de suores frios. Dizem que, numa das últimas reuniões de Primeiros-ministros europeus, Sarkozy foi dar com Sócrates debruçado em cima dos 10.368.099 km do "minúsculo" mapa da Europa, desmaiado e lívido perante os "gigantescos" 700Km da ilha do senhorio. Durão Barroso deixou logo de lado os problemas das potências europeias e segredou a Sócrates aquilo mesmo que dissera alguns anos antes quando em Lisboa ouviu as atoardas do vigia: "Eu já passei por isso… Não se agaste, homem. É preciso muita paciência para ser líder deste partido PSD". Sócrates não pensava noutra coisa aquando da grande cimeira Europa-Brasil e não se conteve. Pegou no braço do presidente Lulu da Silva: " Tome cuidado com esse rato chamado Mickey e a antena traseira que ele traz feita de autoclismos cromados que enrolam toda a ilha e vai agora enfiar o focinho sanhudo para vender retretes mil no seu Brasil. Cuidado com ele!" … A sala tremeu! Sócrates não dorme. Desde que foi anunciada para Dezembro a cimeira africana, anda de binóculo debaixo do casaco e até já foi surpreendido no alto da gávea das naus a olhar o infinito: Adamastor? Robert Mugabe? … Não, não - balbuciou transido de medo. O que me assusta é um "Idi Amim" pintado de branco que dizem estar na ilha, em cima da muralha. Sócrates não dorme, com a obsessão da lagoa da quinta e do olheiro da horta mas também não responde. E é isso que lhe enfurece o umbigo (do tamanho do mundo) e o põe a fumegar e a deitar lava de entulho. Enfim, Sócrates só respondeu e só se lembrou do nome do umbigo do olheiro quando falou do aborto...
Sócrates não dorme
Data: 29-07-2007
Lembram-se daquele tempo (há uns 20-30 anos) em que manhã sim, tarde sim, o inveterado vigia da Quinta perdia o tino e deitava língua e olhos de fora contra Machico e contra o signatário, o que motivou larachas como estas: o homem está obcecado por Machico, a família Martins é a sua macabra obsessão?... Dizia-se mais: o vigia da quinta dorme com os dois émes - Machico e Martins - debaixo do travesseiro. E a obsessão tornou-se quando o homem descobriu que lá em casa vivia com família também Martins, comia com ela à mesa e dormia com ela na cama. Obsessão sem limite e sem cura, como um incesto. Passadas duas, três décadas, vem agora o inveterado herdeiro da Quinta armar o simiesco traje e repetir a mesmíssima imprecação: "Sócrates anda obcecado pela ilha, a sua obsessão é a Madeira". "Digam lá, ó sábios da Escritura/Que segredos são estes da natura"? --- Perguntaria Camões. E o povo responde: Não há mestre como o Tempo…Cá se fazem, cá se pagam… Mas coitado de José Sócrates. Não mastiga, não pára, não dorme com esta obsessão. Também não responde. Só treme de suores frios. Dizem que, numa das últimas reuniões de Primeiros-ministros europeus, Sarkozy foi dar com Sócrates debruçado em cima dos 10.368.099 km do "minúsculo" mapa da Europa, desmaiado e lívido perante os "gigantescos" 700Km da ilha do senhorio. Durão Barroso deixou logo de lado os problemas das potências europeias e segredou a Sócrates aquilo mesmo que dissera alguns anos antes quando em Lisboa ouviu as atoardas do vigia: "Eu já passei por isso… Não se agaste, homem. É preciso muita paciência para ser líder deste partido PSD". Sócrates não pensava noutra coisa aquando da grande cimeira Europa-Brasil e não se conteve. Pegou no braço do presidente Lulu da Silva: " Tome cuidado com esse rato chamado Mickey e a antena traseira que ele traz feita de autoclismos cromados que enrolam toda a ilha e vai agora enfiar o focinho sanhudo para vender retretes mil no seu Brasil. Cuidado com ele!" … A sala tremeu! Sócrates não dorme. Desde que foi anunciada para Dezembro a cimeira africana, anda de binóculo debaixo do casaco e até já foi surpreendido no alto da gávea das naus a olhar o infinito: Adamastor? Robert Mugabe? … Não, não - balbuciou transido de medo. O que me assusta é um "Idi Amim" pintado de branco que dizem estar na ilha, em cima da muralha. Sócrates não dorme, com a obsessão da lagoa da quinta e do olheiro da horta mas também não responde. E é isso que lhe enfurece o umbigo (do tamanho do mundo) e o põe a fumegar e a deitar lava de entulho. Enfim, Sócrates só respondeu e só se lembrou do nome do umbigo do olheiro quando falou do aborto...
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