sexta-feira, 22 de agosto de 2008

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Silly season!

Relato de um homem que depilou os tintins:
Estava eu a ver TV numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada para fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando a minha esposa se deitou ao meu lado e começou a brincar com minhas 'partes'. Após alguns minutos ela teve a seguinte ideia:- Por que é que não me deixas depilar os teus 'ovinhos', pois assim eu poderia fazer 'outras coisas' com eles. Aquela frase foi igual a um sino na minha cabeça. Por alguns segundos imaginei o que seriam 'outras coisas'. Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu a imaginar as 'outras coisas', não tive argumentos para negar e concordei. Ela pediu-me que me pusesse nu enquanto ia buscar os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei a ver TV, porém a minha imaginação vagueava pelas novas sensações que sentiria e só despertei quando ouvi o beep do microondas. Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Achei estranhos aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de 'dona da situação' que deixaria qualquer médico urologista sentir-se um principiante. Fiquei tranquilo e autorizei o restante processo. Pediu-me para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e libertasse o aceso à zona do tomatal. Pegou nos meus ovinhos como quem pega em duas bolinhas de porcelana e começou a espalhar a cera morna. Achei aquela sensação maravilhosa! O Sr. 'tolas' já estava todo 'pimpão' como quem diz: 'Sou o próximo da fila!' Pelo início, imaginei quais seriam as 'outras coisas' que aí viriam. Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou-os no plástico com tanto cuidado que eu achei que ia levá-los de viagem. Tentei imaginar onde é que ela teria aprendido essa técnica de prazer: Na Tailândia, na China ou pela Internet? Porém, alguns segundos depois ela esticou o 'saquinho' para um lado e deu um puxão repentino. Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro ' A PUUUUTA QUEEEE TE PARIUUUUUUU', quase gritado letra por letra. Olhei para o plástico para ver se a pele do meu tin-tin não tinha vindo agarrada. Ela disse-me que ainda restavam alguns pelinhos, e que precisava repetir o processo. Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade! Segurei o Sr. Esquerdo e o Sr. Direito nas minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazónica em extinção, e fui para a banheira. Sentia o coração bater nas 'pendurezas'. Abri o chuveiro e foi a primeira vez na minha vida que molhei a salada antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos deixando a água gelada escorrer pelo meu corpo. Saí do banho, mas nestes momentos de dor qualquer homem se torna num bebezinho: faz merda atrás de merda. Peguei no meu gel pós barba com camomila 'que acalma a pele', besuntei as mãos e passei nos 'tomates'. Foi como se tivesse passado molho de piri-piri. Sentei-me no bidé na posição de 'lavagem checa' e deixei a água acalmar os ditos. Peguei na toalha de rosto e abanei os 'ditos' como quem abana um pugilista após o 10° round. Olhei para meu 'júnior', coitado, tão alegrezinho uns minutos atrás, e agora estava tão pequeno que mais parecia o irmão gémeo de meu umbigo. Nesse momento a minha esposa bate à porta da casa de banho e perguntou-me se eu estava bem. Aquela voz antes tão aveludada e sedutora ficou igual a uma gralha. Saí da casa de banho e voltei para o quarto. Ela argumentava que os pentelhos tinham saído pelas raízes,que demorariam a voltar a crescer. Pela espessura da pele do meu tin-tin, aqui não vai nascer nem sequer uma penugem, disse-lhe. Ela pediu-me para ver como estavam. Eu disse-lhe para olhar mas com meio metro de intervalo e sem tocar em nada, acrescentando que se lhe der para rir ainda vai levar PORRADA!! Vesti a t-shirt e fui dormir, sem cuecas. Naquele momento sexo para mim nem para perpetuar a espécie humana. No outro dia de manhã, arranjei-me para ir trabalhar. Os 'ovos' estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros. Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca d'antes soprados. Tentei vestir as boxers, mas nada feito. Procurei algumas mais macias e nada. Vesti as calças mais largas que tenho e fui trabalhar sem nada por baixo. Entrei na minha secção com uma andar igual ao de um cowboy cagado. Disse bom dia a todos, mas sem os olhar nos olhos, e passei o dia inteiro trabalhando de pé, com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície. Resultado, certas coisas só devem ser feitas pelas mulheres. Não adianta nada tentar misturar os universos masculino e feminino.

_________________Ricardo Seromenho

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Os "verdadeiros" dez mandamentos!

do Filósofo Kent Keith

1. As pessoas são ilógicas, nada razoáveis e egocêntricas. Amemo-las, mesmo assim.

2. Se fizermos o bem, podem acusar-nos de motivações egoístas. Façamos o bem, mesmo assim.

3. Se formos bem sucedidos, ganharemos falsos amigos e verdadeiros inimigos. Sejamos bem sucedidos, mesmo assim.

4. O bem que fizermos hoje será esquecido amanhã. Façamos o bem, mesmo assim.

5. A honestidade e a franqueza tornam-nos vulneráveis. Sejamos francos e honestos, mesmo assim.

6. Os grandes homens e as grandes mulheres, com as melhores ideias, podem ser derrubados pelos mais pequenos, com as perspectivas de vida mesquinhas. Sejamos ambiciosos, mesmo assim.

7. As pessoas protegem os oprimidos, mas apenas seguem os poderosos. Lutemos pelos oprimidos, mesmo assim.

8. Aquilo que levámos anos a construir pode ser destruído num ápice. Continuemos a construir, mesmo assim.

9. As pessoas precisem realmente de ajuda, mas poderão voltar-se contra nós se as ajudarmos. Ajudemo-las, mesmo assim.

10. Se dermos ao mundo o nosso melhor haverá pessoas que nos desejarão mal. Dêmos ao mundo o nosso melhor, mesmo assim.

domingo, 3 de agosto de 2008

Ficção!?

In http://rouxinoldebernardim.blogspot.com/


Sunday, August 03, 2008

Diálogo verosímíl!

«Impossível! impossível! tudo mentira! tudo mentira!»

- Está lá?!

__Sim, faça favor!...

__É o dr Papadas?

__O próprio. Faça o favor de dizer.

_Temos aqui na esquadra uma senhora que o acusa de violação!

__ Deve ser uma louca! Não lhe liguem...

__Mas ela ameaça processá-lo!

__Já lhes disse, é uma louca, só uma louca pode dizer isso de mim!

__Diz que tem sido alvo de violações, ultrajes ao pudor, intimidações, ataques à sua honra e bom nome...

__Não pode ser. Eu nunca fiz mal a ninguém. Estou inocente. Isso é um golpe baixo!

__Mas ela tem provas!

_Estou-me borrifando para as provas. Eu sou incapaz de fazer mal a uma mosca, quanto mais a uma rapariga! Ela ainda é menor?

__Ela tem 34 anos. Diz que se chama Democracia. Diz que é madeirense!


posted by rouxinol de Bernardim | 8:34 AM

terça-feira, 29 de julho de 2008

Três lobos e duas ovelhas a votarem no que vai ser o jantar... será isto a democracia?!


Prostituição intelectual!

Anónimo disse....
in https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19591810&postID=9154455175046597593&isPopup=true


Nunca tantos se venderam por tão pouco.
«Venda a retalho das minudências da alma» ou «arrastar a sua dignidade pela árdua subida da escala social», como lhe chama Rosa Montero. E finaliza: «todos nos damos conta de quando nos vendemos».

Rosa Montero, no romance "A Louca da Casa", escreve que «ir contra a corrente geral é uma coisa bastante incómoda. É possível que a maior parte das misérias morais e intelectuais se cometam por isso, para não contradizer as ideias dos nossos patronos, vizinhos, amigos. Um pensamento independente é um lugar solitário e ventoso.»

Diz ainda que «estar de bem ou de mal com o poder nos pode facilitar ou dificultar a vida.» E acrescenta: «pode-se vender a alma ao poder por tantas coisas! E, o que é pior, por um preço tão baixo.»

Citamos outra passagem: «Não pensar. Entorpecer por dentro. É isso que procuravam os maoistas: asfixiar até essa pequena liberdade, o pulsar mínimo de um pensamento próprio sepultado no interior da cabeça.»

Quanto ao madeirense, enfim, nem pestaneja. Vende-se em troca de migalhas e insignificâncias. Pior, gosta de vender-se e até se gaba disso, como se estivesse a cumprir a ordem natural das coisas, como se de uma cadeia alimentar se tratasse.

Quem não se vende é tonto. Há que aproveitar as oportunidades para se vender, porque não abundam. São essas as oportunidades que se dá à malta que não tem acesso ao gamelão.

A hipocrisia faz parte do jogo. Daí o silêncio oportunista e o estar de bem com Deus e com o diabo serem a postura natural e a condição do madeirense. Conhecemos a expressão "barriguinha cheia, coração contente", como se só de pão vivesse o homem. Não ultrapassamos esse estádio do desenvolvimento humano.

A realidade é que, «para sobreviver numa ilha, além do mais bem pequena, é preciso dar muita volta à imaginação, ter alguns cuidados como regra e evitar as pedras da calçada que estão mais salientes. Talvez seja por isso que muitos andam tristes e cautelosos a olhar para o chão como nas procissões.» [Ferreira Neto, Tribuna da Madeira, 10.03.2006]

Tristes e a olhar para o chão, quebrados e entorpecidos por dentro, sem pensamento próprio, de coluna vertebral partida, condenados a carregar a canga, a andar curvados e a dançar o Baile Pesado vida fora. Uma triste forma de vida.

Julho 28, 2008 8:52 PM

sábado, 19 de julho de 2008

Alberto João Jardim paga milhões de euro da dívida dos portosantenses Irmãos Castro , etc e não paga uma dívida de umas dezenas de milhares de euro do madeirense amsf ?



Sócrates "empresta" dinheiro a uma Angola* com petróleo e diamantes e não paga a dívida da Madeira ?

* A banca, em princípio, também só empresta a quem dá garantias de poder pagar. Pior seria se Portugal emprestasse a quem não desse quaisquer garantias como fez no passado!

O banqueiro Jardim Gonçalves (BCP) com a sua política de perdoar as dívidas aos protegidos conseguiu fazer com que a cotação do banco cai-se num ano (Julho de 2007 a Julho de 2008) dos 4,25 para um 1,20 euro!

Este banqueiro, tal como o AJJ, também terá os seus acérrimos defensores. Aqueles que beneficiaram com o seu tipo de "gestão"!



Caro leitor, a qual dos banqueiros confiaria o seu dinheiro, ao Alberto João ou ao Sócrates?



É importante não esquecer que as dívidas que os dois contraem terão que ser pagas por nós e suspeito que também pelos nossos filhos e netos!!!

sábado, 12 de julho de 2008

O que é BOM é para ser divulgado!

Carlos França disse in https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1050638211414746347&postID=3748246582879338757

[...]
Portanto como é que chegamos a este ponto? Como é que passamos de Defensores da Liberdade, da Democracia e da Madeira para um bando de “más-línguas” que se entretêm a apontar tudo o que vai mal no “Paraíso”?
A resposta vem em três partes:
A primeira é extremamente simples. A verdade é que, de facto, a noção de alternativa política adoptada pela oposição é cada vez mais pautada pela Negativa do que pela Positiva, pela Falta de Ideias do que pela presença delas. Aposta-se cada vez mais em salientar a corrupção, as “negociatas”, a troca de “tachos”, os investimentos fracassados e os defeitos dos governantes. Raramente se ouve da boca da oposição que alguma coisa correu bem. Tudo corre mal, o que não é de todo verdade. Eu não estou a dizer que escândalos como os que acabei de referir devam ser esquecidos, ou branqueados por algumas excepções positivas. Isso seria cumplicidade criminosa. O que eu quero dizer é que para responder aos anseios do Povo por uma Alternativa, por um Novo tipo de Política, Competente, Unificante, pautada pela Positiva e pela Verdade não nos podemos dar ao luxo de ter esta dualidade de critérios. As coisas são como são e é preciso ter a grandeza de espírito para ascender acima das barreiras partidárias e reconhecer ao adversário o mérito onde ele é devido ou para apresentar soluções viáveis e não críticas gratuitas nas áreas onde este falha. É esta Autenticidade, Competência e Compromisso com o Progresso que, ao Sacrificar Barricadas Políticas para o Bem de todo um Povo é reconhecido pelo eleitorado como Digno do seu voto.
A segunda prende-se com a manifesta ineficácia, até à data, por parte do Partido Socialista em divulgar as suas inúmeras soluções para resolver os problemas da Madeira. Afinal estas existem e são muitas, pelo menos o dobro das apresentadas pelo Governo, mas o povo simplesmente desconhece a sua existência. Como tal em termos políticos são inertes, predominando aos olhos do eleitorado a imagem “do contra” do partido.
A terceira e última tem a ver com o facto de, nesta como em qualquer outra matéria, a máquina de propaganda Laranja já se ter apercebido da vulnerabilidade da oposição neste ponto. Eles não só reforçam activamente a noção dos políticos da oposição como do “bota abaixo”, boicotando e censurando todas as suas iniciativas políticas positivas, espicaçam-nos até ao ponto de, quase como se tratasse de uma resposta reflexa, estes serem obrigados a adoptar uma atitude sarcástica e rancorosa que, ao transbordar para a sua forma de fazer política a torna tendencialmente negativa.
Mas porque é que tudo isto é importante? Simples, um politico rotulado como negativista é um político que não tem credibilidade, que ninguém está disposto a ouvir. É um indivíduo que toda a gente pressupõe que da sua boca só saem mentiras que é movido a ódio e a inveja. Isto não só enfraquece a sua Mensagem Político como acrescenta credibilidade à do ao opositor que se vê numa posição em que pode mentir à vontade. Pior as suas mentiras começam a passar por verdades absolutas. Este é o perigo da Política Negativa.
O que nós precisamos é de um tipo de Política que não se foque em Arrasar o Adversário mas em Desenvolver a nossa Região.

12 de Julho de 2008 20:28

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terça-feira, 8 de julho de 2008

A mediocridade e o ódio na política regional

Anônimo Carlos França disse... in https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1050638211414746347&postID=5986538889049355892

[...]

2. Medíocre é depender da política para sobreviver. Medíocre é juntar-se ao partido vencedor porque lhe "dá jeito". Medíocre é escolher o caminho mais fácil. Medíocre é clamar vitória por uma vitória que não é sua. Medíocre é ser incapaz de percorrer o deserto político pelo Bem de um Povo. Medíocre é trocar a defesa de um ideal por um "tacho". Medíocre é ser incapaz de pensar por si próprio. Medíocre é estar agarrado ao Presente e não ver o Futuro. Medíocre é fomentar o ódio e a divisão. Medíocre é ser intolerante com as opiniões dos outros. Medíocre é ser apologista da Lei da Mordaça. Medíocre é enganar o Povo para seu próprio benefício.

3. Ser movido a ódio é recorrer constantemente ao insulto gratuito apelidando os opositores de "bastardos", "filhos da pu..", "panascas", "rascas", "drogados", etc... Ser movido a ódio é apelar à xenofobia contra os emigrantes ("é mesmo bom que eles (chineses e indianos) me oiçam porque eu não os quero aqui"). Ser movido a ódio é sistematicamente virar Portugueses contra Portugueses para seu proveito.

4. Ser movido a inveja é aproveitar-se das divergências internas de um partido para fraccioná-lo ainda mais só porque dentro do seu próprio partido não há liberdade de opinião. Ser movido a inveja é tratar os seus próprios militantes (ex: Prof. Virgílio) como se tratasse do "inimigo" apenas com o objectivo de ocupar a "cadeira vaga".
[...]

8 de Julho de 2008 20:29

sábado, 5 de julho de 2008

Acção psicológica 2009

Carlos França disse... in http://www.farpasdamadeira.blogspot.com/

Espero sinceramente que já se tenham apercebido que esta "jogada do plebiscito" de Jardim não é nada mais nem menos do que a preparação do tema que ocupará a posição central do palco das próximas Eleições Autárqicas.
Será o mote de campanha típico de Jardim: o "Nós contra Eles" no qual o "nós" englobará seguramente os Autonomistas, os que amam a Madeira e os Madeirenses (i.e. PSD-M) e os "eles", os Colonialistas, os Lacaios de Lisboa que só querem Mal à Madeira e ao Povo Madeirense (i.e. toda a oposição mas em particular o PS-M). Uma dicotomia mesmo à moda de Jardim e que assenta que nem uma luva num (segmento do) eleitorado madeirense que não nem cabeça nem paciência para temas de campanha mais complexos.

Na minha opinião é urgente combater esta estratégia (um autêntico caixão político feito à medida do PS-M) o mais cedo possível! É claro que afirmações como "o referendo é ilegal" ou "inconstitucional" complicam a tarefa e ajudam imenso o PSD-M. Continuo a achar que ir contra 85,9% dos eleitores num tema como aprofundamento da Autonomia só para colocar-se numa posição de confronto com PSD-M não equivale apenas a suicídio político, abre as portas a críticas de hipocrisia contra um PS-M que se queixa frequentemente da política de "terra-queimada" do Governo.

Importa pois ao PS-M abrir o partido ao público e mostrar que nas suas fileiras e nos seus apoiantes não há escassez de Autonomistas, de Pessoas Comuns que Amam e Defendem altruísticamente a sua Terra. Que no PS há muito que se defendem causas que são queridas aos Madeirenses, mesmo quando "não estava na moda" fazê-lo.
É preciso fazer com que as pessoas entendam que o PS-M não se opõe a qualquer tipo de aprofundamento Autonomia, opõe-se sim a um aprofundamento Estúpido. Um aprofundamento Autonómico que não contemple uma Autonomia Económica, Energética, Alimentar e Social é um aprofundamento Estúpido. Mutila a Autonomia, converte-a numa palavra oca, num slogan de campanha. Este é o verdadeiro legado dos que se intitulam de "Autonomistas": uma mão cheia de nada.
Por fim nunca é de mais enfatizar que o combate eleitoral na Região não se resume a uma luta de Autonomistas vs. Colonialistas, Lisboa vs. Madeira, nem sequer é uma luta entre socialistas e social-democratas... É, isso sim e para desespero de Jardim e do PSD-M, uma luta do Passado contra o Futuro.

Deixo uma última reflexão aos leitores deste blogue: Uma vez que muitas das técnicas de campanha utilizadas pelo Dr. Jardim e pelo PSD-M são retiradas de um livro de guerra psicológica, concebido para ser usado sobre populações hostis e sobre o inimigo, o que é isso torna o Povo Madeirense aos olhos de Jardim?

Julho 04, 2008 9:06 PM

quarta-feira, 2 de julho de 2008

AJJ visto pelos seus pares!

James Dean in http://www.thinkfn.com/forum/viewtopic.php?t=14800


E obvio que a Madeira mudou radicalmente nestes ultimos 30 anos.
E obvio, que quando chegamos a esta ilha, vemos vias rapidas por
todo o lado, vemos tuneis e mais tuneis, vemos um aeroporto novo
e moderno, vemos marinas por toda a ilha, piscinas publicas.

Quando um dia almocava com ele,perguntei-lhe se nao havia verbas
para o social. Ele respondeu-me, estou a fazer as infrastruturas, para
que os vindouros,venham a ter qualidade de vida. Eu vou ficar na
historia desta ilha, pelas obras que fiz, nao pela sopa dos pobres,
como fez o Sidonio Pais.

Mas e tambem obvio, os 54% que vivem no limiar da pobreza, con-
forme estudo do Bruto da Costa. Tambem e obvio, que a pobreza
nao se ve,s ente-se. Tambem e obvio, que quando chegamos a
Punta da Cana, Bali, Jamaica, vemos lindos hoteis, turistas nas
esplanadas, e nao vemos aquilo que nao convem ser visto.

Ontem foi o dia da regiao. Houve festa,mas a oposicao foi proibida
de falar. O parlamento e regido por um homem, todo o resto sao
marionetes.

Sou amigo de infancia dele, mas custa-me calar, o despotismo, a
culpa do que corre mal, ser de Lisboa, o enrequecimento de alguns,
mormente ligados as obras e ao cimento, em detrimento de uma
populacao.

Agora a televisao diz, que vai haver referendo regional. Quer a
independencia? E o futuro constitucional da Madeira. E mais uma
patacoada, e mais uma forma de criar confusao, e a forma de se evidenciar de forma erratica.

Sera que se esta a preparar para sair? ou arranjar pressao, confusao, para sair em beleza. Talvez com a ajuda do Chavez, onde proferiu esta declaracao, de independencia capotada.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Qualidade de vida

Colocada: 2008-06-25 10:45 in http://www.thinkfn.com/forum/viewtopic.php?t=14631&start=20

Ha crise? A sata voa todos os dias para Canarias, outros avioes de canarias, tambem teem voos diarios. So consigo voo para o dia 14 de julho, esta tudo tomado. Oico as noticias da manha, um grande grupo hoteleiro da regiao, paga 165 euros por mes aos ucranianos e aos brasileiros, fala-se que e um escandalo. Leio o jornal da terra, grande bronca,o vice presidente da assembleia, dr. Miguel de Sousa, e acusado de desordeiro por um comandante da Tap. Ligou o telemovel dentro do aviao, nao respeitou a hospedeira, esta fez queixa ao comandante, este chama a policia... Alberto joao,diz que o Socrates e igual ao Roberto Mugabe, o lider do ps, diz que Alberto se esta a ver ao espelho! E ha amigos meus que questionam eu ter trocado Cascais, pelo Funchal. Aqui ha festas, aqui a agua do mar esta quente, e aqui tenho o Alberto todos os dias, na televisao, nos jornais, nas ruas, no campo com o seu chapeu de palha. Palha? nao sao so os burros que gostam de palha. E la vou eu, para o mar, me abanando com uma asa, tanto calor faz.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Justiça com docentes?


Maria da Fé in DN (Madeira)
Justiça com docentes
Data: 10-05-2008

O senhor deputado André Escórcio propôs à Assembleia Legislativa da Madeira a recuperação integral do tempo de serviço docente, perdido por via do injusto congelamento das progressões na Administração Pública. Pelo que tive oportunidade de ler no DIÁRIO, esta é uma proposta equilibrada e justa, pois prevê um faseamento para essa recuperação, o que evita a criação de dificuldades orçamentais ao Governo, e permite que, finalmente, seja feita alguma justiça a uma classe profissional que tem vindo, sucessivamente, a perder direitos e a ser mal tratada pelos nossos governantes, incluindo a Secretaria Regional de Educação e Cultura. Aliás, esta poderá ser uma excelente oportunidade para os dois principais partidos com responsabilidades na desvalorização do estatuto dos docentes - o PS, no plano nacional, e o PSD, a nível regional - limparem a má imagem que deixaram junto dos professores e educadores madeirenses. A iniciativa parlamentar socialista é um bom sinal no sentido da correcção de posições assumidas a favor das medidas do actual Ministério da Educação. Falta, agora, a maioria social-democrata no parlamento regional compensar a classe docente madeirense pelos prejuízos causados com a imposição do ECD regional, que ficou muito longe do prometido e expectável. Se esta proposta for aprovada na Assembleia Legislativa da Madeira, como os docentes madeirenses confiam, será a terceira vez que se assiste em Portugal a idêntico acto de justiça para com esta classe, pois Guterres fê-lo e os Açores estão em vias de o conseguir. É nestas ocasiões que os governos demonstram que «a mudança será sempre feita com os professores e nunca contra eles» como afirmou recentemente o titular da pasta da Educação, na Madeira. A ver vamos...

terça-feira, 17 de junho de 2008

Dupla personalidade?!


Este comportamento revela que o sr. Roberto Rodrigues tem um problema qualquer! Não é que o Sr. Roberto Rodrigues não publicou o comentário que coloquei por volta das 17:00 a esclarecer as suas dúvidas e a provar que não haveria razões para tanta indignação e criou um outro ocultando elementos importantes e publicando-o sob outro pseudónimo que não o meu!?

Se o ano passado acreditei que haveria uma terceira pessoa a lançar a confusão entre nós os dois agora deixei de acreditar!

Actualização - 08/06/18 - 16:40 h.

Para evitar o contraditório o sr. Roberto Rodrigues apagou o post que deu origem a esta denúncia de mau carácter. Quando se procura falsificar a realidade não há como eliminar os elementos que permitam a terceiros tirar as suas conclusões!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O pânico do NÃO Irlandês!



Àqueles que se regozijam com o NÃO Irlandês e desejam que este resultado ponha em causa a União Europeia e consequentemente a moeda europeia recomendo o seguinte:

Troquem as vossas poupanças por notas cujo número de série comece por X. Estas notas foram feitas na Alemanha e na hipótese remota de cada banco central nacional recolher as suas notas e as trocar por notas nacionais aquelas serão as mais valorizadas!

Acredito que o NÃO Irlandês não foi uma resposta ao Tratado de Lisboa porque no geral ninguém o conhece mas uma resposta à situação económica do país. Se é verdade que a Irlanda foi um dos países que mais se desenvolveu nos últimos anos também é verdade que está a ser atingida por uma grave crise no mercado da habitação (Rebentamento da bolha imobiliária).

A Madeira apesar do desenvolvimento que atingiu, só possível com os fundos da UE, responderia da mesma forma a um referendo. O AJJ não perderia a oportunidade de o usar como arma de arremesso contra o Governo da República! O eleitorado facilmente seria levado a pensar que o seu baixo poder de compra se deveria ao Euro, a questão dos combustíveis idem, etc! Se os fundos da UE não foram devidamente aproveitados isso deve-se aos nosso líderes políticos e empresariais!
Se há "povos" que devem muito à UE são os Irlandeses e os madeirenses!

sábado, 14 de junho de 2008

Uma história do dia (continuação) 3

Colocada: 2008-06-14 17:37 Assunto: dialogo ao sol Responder com Citação

Alberto de chapeu de palha, fato e gravata azul, senta-se numa cadeira
que alguem, prontamente lhe traz. Pode-me arranjar outra cadeira, e
para o meu velho amigo james! Sentados, lado a lado, com o povo a
comer o atum e o gaiado de descabeche, a beber cerveja, Alberto
puxa do charuto cubano, que o empreiteiro lhe tinha presenteado.


James, olho para o passado, lembro-me do tempo da faculdade, em
que eras um rebelde, e hoje vejo-te demasiado calmo.
Sabes, Alberto, vivemos os 2 numa ilha, tu vives numa ilha que e tua,
em todos queres mandar, eu vivo numa ilha de todos, mas ao contrario
de ti, atingi finalmente a liberdade,e nao queiras saber o gozo que
me da,ver-te todo engravatado, a procura da maneira de agradares
ao povo, melhor, a procura da maneira de o enganares.

Sabes, Alberto, ainda hoje li no expresso a entrevista do Andre
Goncalves Pereira, que diz, que governas a Madeira, como se estivesses num pais sul-americano. E verdade, quando olho para
ti, de charuto na boca, podia estar a olhar para o Fidel, ou para
o Chavez, voces sao mesmo parecidos, nao na ideologia, mas na
maneira, como lidam com o povo.

Sabes james, quando deixar esta vida de politico, vou criar um
club de reformados, e seras um dos primeiros que irei convidar.
Tas louco, nunca entraria para um club em que fosses o presidente,
ja e um suplicio ver-te a toda a hora na televisao, e aturar-te
num club,s eria uma verdadeira tragedia. Mas pensando melhor,
a minha mulher diz que es encantador quando estas num grupo
restrito, so te tornas impossivel de aturar, quando vez uma camara
de filmar a frente. Se nao houver televisao, no club, talvez me inscreva, nem que seja para te dar na cabeca.

Nao vais baixar o irs, como pediram os socialistas ontem, em conferencia de imprensa? tas louco, se eles tivessem pedido para o
subir, eu descia logo dois ou tres pontos, mas como pediram para
descer, jamais.


James aparece na quinta vigia, para falarmos! continuas louco, ja me
viste por uma gravata para ir ter contigo ao beija mao. Sabes onde
moro, se quizeres aparece tu, para tomarmos um caneco, mas podes
vir de calcoes. E nao tragas charuto, a minha mulher e alergica ao fumo.


Colocada: 2008-06-14 17:58 Assunto: a despedida Responder com Citação

Levanto-me e despeco-me, da tia Maria, que com os 90 anos,i nsiste
em chamar-me menino. Alberto pergunta,onde deixaste o carro? la em
cima, so deixaram passar o teu carro. Chaufer, leve o meu amigo james
la acima, ele e o grande benemerito desta obra.

Agradeco, e vou a pe, resmungando. A subida era ingreme, transpiro
por todos os poros, e vou pensando, afinal tens os defeitos dele, ai
a soberba!

Hoje ao ver o diario de noticias, la esta ele de chapeu de palha. O
povo olha-o embevecido. Os politicos transpiram dentro de fatos
escuros e quentes. E eu, em primeiro plano, olho-o com um sorriso,
um sorriso amarelo, de quem esta num filme errado.




Uma história do dia (continuação) 2



Colocada: 2008-06-13 23:19 Assunto: a inauguracao
Responder com Citação



As 5 la estava eu e o povo,os politicos com o Alberto a frente so
chegaram as 5.30. Alberto cumprimenta o povo, um a um, com o seu
chapeu de palha a tapar a careca. Olha para mim, da-me um grande
abraco, palmadas nas costas, e pergunta, o que fazes aqui?

O presidente da camara antecipa, estas terras onde esta a estrada
pertencem ao dr.dean. A televisao filmava, a musica soava, e Alberto
levanta a voz e diz para o povo, o meu amigo James, e um grande
latifundiario e um grande fascista. O povo sorri, eu nao!

Comecamos a descer a estrada nova e ingreme, eu la atras, ele
a frente. Manda o presidente da camara me chamar, quer que eu
esteja ao seu lado, naquela dificil descida, filmada para o noticiario
das 9 da tv local.

Era povo e mais povo, deputados, presidentes de isto e mais aquilo.
Pega no microfone, ia comecar o discurso, e ia-me lixar.....
-continua



colocada: 2008-06-13 23:37 Assunto: o discurso Responder com Citação

Meu povo amigo, se estamos aqui hoje, o devemos ao meu grande
amigo dos bancos de escola, o ilustre dr. james dean. Foi ele, que
numa atitude, dificil nos nossos dias, doou ao governo a terra para
construirmos a estrada. (la se foi o dinheirinho da expropriacao).

Peco a todos os presentes, uma grande salva de palmas, para o dr.
james dean, meu grande amigo, e grande amigo do povo aqui presente. A televisao, filma o ilustre benemerito!

Meus amigos, quero vos fazer uma pergunta? o que ja fez o Socrates
na Madeira? ja fez estradas? ja fez pontes? ja fez tuneis? Eu antes
de vir para aqui, estive a fazer contas. Em 30 anos de governo, ja
fiz 2,5 inauguracoes por dia, mesmo contando os domingos. E o
Socrates o que fez? tira-nos o nosso dinheiro, e aqui so manda na
policia e nos tribunais.

MEUS AMIGOS, E POR ISSO QUE SOMOS UM POVO SUPERIOR! E
POR ISSO QUE O NOSSO AMIGO DR. JAMES E UM HOMEM SUPERIOR,
E POR ISSO QUE TEMOS UMA ESTRADA NOVA, CONSTRUIDA COM
O NOSSO DINHEIRO E COM O NOSSO SUOR.

Ao ver as 9 o noticiario, assustei-me a ver a minha cara de espanto
no ecran. Espanto pelo que estava ouvindo, espanto por saber que
nao me ia ser pago um tostao pela expropriacao acordada.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Uma história do dia !



Colocada: 2008-06-13 12:34 Assunto: a inauguracao

[...] Estou de ferias, ferias permanentes. toca o telemovel, era o presidente da camara, da terra onde nasci, la nos confins do Norte da ilha ,onde ha decadas vim ao mundo. James,, hoje as 5 horas, e a inauguracao da estrada nas tuas terras, e tens que estar presente, esta la o Alberto Joao, a banda de musica, a televisao e o povo. Mas ainda nao pagaste a expropriacao!nao temos dinheiro,, o tribunal de contas! mas tiveste o dinheiro para fazeres a estrada. Ficamos a dever ao empreiteiro, para o ano, talvez haja verba. James, queria pedir-te um favor. Nao pecas o dinheiro ao Alberto, esta la a tv, ia ser uma barraca. Esta descansado, a esse nao dou nada, nem o voto, e tambem nao lhe peco nada. E um teso!

Colocada: 2008-06-13 14:28 Assunto: tenho agora que me despir...despedir

Chegou a hora, para me ir despir! vou arranjar roupa para chocar o Alberto, que vai chegar a inauguracao da estrada, como se fosse dele, nas minhas terras, sem ter pago um tostao. Vesti uns calcoes, camisa amarela, para ligar com o fato do Alberto, e as suas gravatas cinzentas. Telefonaram-me de novo, a inauguracao vai ser seguida de beberete! vai haver discurso, vai haver banda, vai haver tv. Tenho que chocar o homem! Espero a noite voltar a este topico, estou com mau feitio, e cheira-me que vai haver bagunca no Norte da Ilha!
O mestre da propaganda regional (AJJ),
"exorta estudantes a comunicarem com lealdade"
in JM

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Segundo o sr. Jaime Ramos a criminalidade sofisticada (?!) que assola a Madeira é de origem externa!



Ele lá sabe de onde são originários os seus "amigos" e que naturalidade consta no seu BI!

sábado, 7 de junho de 2008

O Governo Regional interessa-se mais pelos "seus animais" do que pelos madeirenses!


Uma vez que o sr. AJJ pretende fugir ao buzinão, recomendo à CDU que arranje os meios técnicos para que um carro de som leve o buzinão onde ele estiver! Não seria má ideia gravar o slogan acima e usar como palavra de ordem!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Emigrantes de sucesso!


pita-cega disse... in http://pensamadeira.blogspot.com/ ( a propósito do Comendador Berardo)
20 de Junho de 2007 14:51

Eu fico sempre desconfiado quando ouço gente empreendedora que diz ter emigrado e feito fortuna à custa de muito trabalho. Este (o trabalho) é mesmo o factor que mais contribui para a minha desconfiança porque o facto de alguns iluminados conseguirem, através de muito trabalho, construir fortunas fabulosas e a maioria das pessoas, supostamente tão inteligentes como eles, o não conseguirem, deixa-me a liberdade de pensar que se foi à custa de muito trabalho foi, provavelmente, à custa do trabalho alheio. Outra coisa que também não deixa de me intrigar, é a enorme "queda" para o mecenato revelada por estes grandes génios do cifrão que, mal aterram no aeroporto, já trazem toda a documentação necessária à criação de uma fundação e um grande cheque assinado destinado a patrocinar as merdas que se fazem para a meia dúzia de "gatos-pingados" frequentadores assíduos do CCB (mais um elefante branco, este do tempo do Cavaco). Ora eu também tenho reparado que essa gente empreendedora e de horizontes alargados, que fez fortuna lá fora enquanto o país definhava, sempre manifestou uma certa predilecção por países como a África do Sul e Venezuela (e nas colónias, quando as havia), onde a mão de obra escrava e a falta de legislação laboral que defendesse os direitos dos trabalhadores, favorecia todo o tipo de atropelos e o enriquecimento fácil de pessoas sem escrúpulos. Se num país civilizado se ganhasse, com mercearias de bairro ou padarias de esquina, fortunas capazes de lançar OPAS milionárias, não era necessário ir para o estrangeiro. Portanto das duas, uma: ou estes mecenas de meia tigela regressam a Portugal por saberem que a coberto de fundações, obras mecenáticas e de subornos aos políticos conseguem negócios da China sem pagar "puto" de impostos, ou então encontram nos vapores etílicos do ministro Manuelzinho e nas actuais leis laborais, um incentivo à exploração dos novos escravos portugueses. Até porque se fosse para ajudar a desenvolver o país, deviam ter vindo com vinte e cinco anos, porque este país é uma merda mas não é nenhum albergue para velhos.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Sondagem: Debates televisivos

Lembra-se de ter visto, nestes trinta anos, algum debate televisivo entre o "nosso" presidente do Governo Regional e algum membro da oposição? Acha "normal" que os eleitores não tenham oportunidade de avaliar os candidatos políticos num frente-a-frente?


Realmente não me lembro e não acho normal
23 (79%)

Lembro-me e acho normal que não tenham essa oportunidade
3 (10%)

Não me lembro e acho normal.
2 (6%)

Lembro-me e não acho normal
1 (3%)

Votos até o momento: 29

Enquete encerrada

sábado, 31 de maio de 2008

Manuela Ferreira Leite,

a líder de 7,6% dos social democratas madeirenses !



Alberto João Jardim "ganha" um terceiro lugar com o seu Santana Lopes!
Guilherme Silva para líder do grupo parlamentar do PSD como forma de derrotar a estratégia de AJJ de enfraquecer a nova liderança para a substituir!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

"Procurara-se" o comentador Il_messaggero

Il_messaggero, um dos mais interessantes comentadores que tenho encontrado na blogosfera madeirense, "desapareceu" há cerca de dois meses!


Se passar por aqui peço-lhe que mostre que está vivo!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

A conflitualidade permanente como táctica

Filipe Aveiro in DN (Madeira)

Pensadores da política regional
Data: 16-09-2007

A promessa de paz, de colaboração e de diálogo com o continente, anunciada por A. J. Jardim, nem sequer vigorou um mês! Nessa promessa vislumbrava-se uma táctica de política guerrilheira, visando criar condições favoráveis a uma possível futura revisão da Lei das Finanças Regionais. Parecia um caminho, ruidoso certamente, mas os "pensadores" da política regional acharam que podia resultar… Curioso como nem os próprios autores da ideia consideraram o facto de o principal intérprete ser o rei do improviso! Claro, na primeira tentação, aliciado por mais um braço-de-ferro que a nova lei do aborto lhe permitia, não resistiu. Embora poucos, certamente só alguns bafejados pela iluminação laranja regional compreendam bem tanta contestação ao resultado de um referendo nacional, a uma lei aprovada na Assembleia da República. Ficam por explicar, agora e no futuro, mesmo se alguém um dia achar que isso deve ser valorizado como parte da história regional, as cenas tão tristes quanto hilariantes que ocorreram na Assembleia Legislativa da Madeira. Um líder do grupo parlamentar do PSD a dizer que a RAM "nunca, nunca, nunca" aplicará esta lei; uma deputada do PSD, que não foi apenas infeliz, a dizer que "a função das mulheres é a procriação", e para fim de festa com o presidente a contrariar, no mesmo dia, as declarações do secretário regional. Mais uma dos pensadores do PS. Se uma das funções das mulheres não é procriação, então, nem eu nem o senhor director estaríamos neste mundo. Penso que cada mulher é livre de fazer o que quiser com o seu corpo. Mas o Estado fazer os contribuintes pagar para uma mulher abortar, é mesmo um aborto. Se uma pílula, ou a prevenção de gravidez por outros meios, pode custar ao casal de pombos, uns míseros cêntimos, porque razão todos os contribuintes têm que pagar centenas de euros por um acto de ignorância ou estupidez?.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Há lodo no cais !

António R. Marques da Silva in DN (Madeira)

PORTO DO FUNCHAL Números inquietantes
Data: 20-09-2007

As questões do Porto do Funchal interessam a todos os madeirenses. Uma melhor gestão e, daí decorrente, um melhor funcionamento do Porto poderá ter um peso fundamental na Economia da RAM e levar ao embaratecimento dos bens de consumo a toda a população numa Região em que mais de 80% do consumo resulta de bens importados.

É falso afirmar-se que a exploração de um Porto ocasiona sempre défices. Basta citar exemplos de Portos do nosso país. A exploração dos Portos tem originado lucros em:

Lisboa - 5,9 milhões de euros (em 2005)
Sines - 1,3 milhões de euros (em 2005)
Aveiro - 1,4 milhões de euros (em 2005)
Leixões - 6,7 milhões de euros (em 2004)

A única excepção, para além do gravíssimo deficit do Porto do Funchal, é Ponta Delgada, Açores, com um défice de 871,7 milhares de euros, embora só ocorrido, excepcionalmente, no ano de 2004.

O Porto do Funchal é o campeão dos défices. Em milhões de euros:
Em 2001 - -17.401.492
Em 2003 - -14.147.202
Em 2004 - -15.352.140
Em 2005 - - 16.672.888

Não se conhecem os prejuízos relativos a 2002, mas estes números aterradores são reconhecidos pelo Fiscal Único e o relatório da Análise Económica e Financeira do Porto do Funchal assinada pelo seu presidente e os dois vogais. Com efeito, a APRAM - Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira S.A., segundo o conselho fiscal, "continua a gerar prejuízos significativos cuja tendência de alteração a curto prazo não é previsível, a não ser que surjam negócios lucrativos enquadrados na actividade definida no contrato de sociedade". E acrescenta-se na pag. 2 do relatório do fiscal único: "A manter-se esta situação, a prazo, pode-se colocar em causa o princípio da continuidade das operações porque os capitais próprios vão sendo progressivamente absorvidos pelos prejuízos (…)" Há necessidade de revisão da situação da empresa portuária de estiva no Porto do Funchal. A operação portuária, isto é, a actividade de movimentação de cargas a embarcar ou desembarcar na zona portuária é eventualmente entregue a uma empresa de operadores portuários através de:
1) - Concessão de serviço público;
2) - licenciamento por decisão de autoridade portuária. Poderá ainda a autoridade portuária exercer directamente a actividade de operação portuária no caso de insuficiências da empresa de estiva ou para assegurar a livre concorrência.

A actual empresa a operar no Porto do Funchal foi autorizada pela APRAM a realizar operações de carga através de formas de licenciamento. Esta empresa tem sido vítima de críticas públicas, mas a verdade é que, parecendo beneficiar de condições muito favoráveis, se limita a aproveitá-las e não se vê que outras empresas eventualmente concorrentes se perfilem para disputar essas condições favoráveis. Todavia a emergente necessidade de contenção de despesas aconselha a que se reveja a situação e que se efective uma concessão de serviço público que venha a corrigir condições leoninas de favor e que fomente um concurso plenamente publicitado e com razoável margem temporal para que um número razoável de empresas possa concorrer.

Uma melhor gestão, tendo em vista boas decisões, devia considerar comparações relativamente à correlação do número de trabalhadores face ao trabalho dispensado. As seguintes comparações podem ser elucidativas:
em 2004 o Porto do Funchal tinha 191 trabalhadores para 2.528.373 de tonelagem movimentada.
O de Sines tinha 260 para 19.633.805;
o de Lisboa, 322 para 11.805.000;
o de Leixões, 210 para 13.713.000.

Com esta carta tenta-se alertar as pessoas para uma situação preocupante e, de certo modo, assegurar, às instâncias governativas e às instituições, estes reparos deliberadamente isentos da crítica gratuita feita de slogans agressivos ou demagógicos.

Esta carta foi escrita com o apoio do Comandante João Tolentino Andrade, a quem agradecemos a assistência, bem como a consulta a toda a sua documentação, a qual avaliza, rigorosamente, os números apresentados.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Sete pecados mortais!


Miguel Fonseca in DN (Madeira)

Notas de Verão
Data: 22-08-2007

1. A "sedição dos delfins" tem já um mérito. Viu-se claramente, visto que, seja qual for a perspectiva política em que nos coloquemos perante Alberto João Jardim, nenhum deles tem competência para continuar o legado autonómico e político do líder histórico do PSD.

2. Segundo a douta opinião de Ricardo Vieira, o PS não tem moral para criticar a Câmara. Se o direito de fazer oposição fosse tão-só uma questão de moral, o mundo estaria cheio de ditaduras. Moralismos à parte, o que é que efectivamente Ricardo Vieira pensa da gestão autárquica do edil que dirige o município do Funchal há vários mandatos? Há também outros edis da oposição de quem se esperava que falassem mais alto.

3. Não sou um político profissional nem está no meu horizonte nenhuma liderança partidária, mas não posse estar mais de acordo com Raimundo Quintal. Com esta campanha contra os políticos, e nomeadamente os autarcas, esquece-se a máquina administrativa, onde está situado o verdadeiro poder. Já Eisenhower denunciou o poder efectivo que era detido pelo complexo industrial e militar americano, independentemente das administrações serem democratas ou republicanas, o que dá origem ao que se poderia chamar a "ditadura nuclear " impondo-se à democracia formal, responsável por muitas guerras em que os americanos se metem.

4. Para além da acutilância da jornalista, a quem saúdo, na entrevista ao Presidente da Câmara, era bom que os entrevistadores portugueses vissem mais as televisões estrangeiras para que percebessem que a interrupção sistemática dos entrevistados não contribui para o esclarecimento.

5. No dia em que o homem chegou à Lua, o telejornal da RTP abriu com mais uma das triunfais visitas do Venerando Chefe de Estado, Almirante Américo de Deus Rodrigues Thomaz. No dia em que a oposição camarária anuncia que vai pedir o "impeachment" do executivo municipal, a Televisão da Madeira abre o telejornal com uma outra notícia, certamente importante, e deixa a questão para as calendas do alinhamento. Mudam-se os tempos, mas [na Madeira] não se mudam as vontades. É muito provável que, se a oposição apresentar na Assembleia uma moção de censura, a nossa querida televisão abra com uma exposição canina ou felina. Parece-me bem. Eu gosto dos bichos, como o Miguel Torga.

6. 30 anos e Chãos da Lagoa depois, ainda nenhum líder da Oposição fez esta pergunta ingénua ao líder do PSD: "Olhe, que "caminho" é aquele a que se refere quando diz que seguiremos "outro caminho" se Lisboa não nos ouvir?" (É por essas e por outras que são 30 anos).

7. O pedido de audiência de João Carlos Gouveia ao Presidente do Governo é um erro colossal do ponto de vista da estratégia e do discurso do novel líder do PS. E, o que é pior, é que ele não estava à espera da recusa. É o que eu digo: João Carlos Gouveia não tem competência para executar a sua própria estratégia política. E o "Bando dos Quatro", o que diz a isto?.

terça-feira, 20 de maio de 2008

O Indiana Jones da Madeira!?

Aurélio Canha in DN (Madeira)

O intocável arqueólogo
Data: 10-08-2007
Nos últimos meses tem vindo a público uma série de troca de palavras entre as duas Associações de Arqueologia da Madeira (CEAM e ARCHAIS) e a DRAC. Tais manifestações, às quais o público em geral não as compreende, já remontam da antiguidade, mais precisamente aos finais dos anos 90, altura em que regressaram à Madeira recém-licenciados em Arqueologia. A "guerra" inicia-se nessa altura, aos olhos de alguns, a DRAC seria o berço para esses recém-licenciados, mas como não o fez, viu-se confrontada com uma série de calúnias, falsidades, deturpações vindas a público desde então até ao presente. O "tacho" não foi ocupado por nenhum "animal" de estimação, como por vezes são denominados os Funcionários Públicos. Alguém ficou com uma espinha encravada na garganta e, até à data de hoje, não há maneira de a retirar! A manipulação e os conhecimentos amistosos nos meios de Comunicação Social de um responsável pela única Associação existente fazem com que se dê grande destaque e sensacionalismo à Arqueologia praticada na RAM desde os finais dos anos 90. Por diversas vezes vieram a público notícias em grande destaque de pequenas intervenções levadas a cabo em diversos Concelhos da Região por essa Associação, única até então na RAM, todo e qualquer acto insignificante tinha notícia, dezenas de artigos foram publicado nos diários locais, e até algumas entrevistas na TV local. A importância da Arqueologia crescia energicamente, pena era que o principal responsável por essa associação não crescesse não em tamanho, mas na postura, autenticidade e imparcialidade dos factos. O público em geral aplaude pequenas escavações feitas até então em cima do joelho, tudo foi notícia, tudo corre bem, a pureza e a falta de conhecimentos da opinião pública fazem com que a veracidade científica seja constantemente espezinhada e ignorada pelo sensacionalismo e inviolabilidade da Associação existente. Diversas escavações foram realizadas, principalmente no Concelho de Machico, a Arqueologia estava a crescer cada vez mais, mas um assunto era tabu, os custos, os quais pareciam boa vontade e de espírito voluntário, até inocentes criancinhas escavavam e sujavam as mãos, fazendo lembrar tempos idos da velha revolução industrial, os pais até gostavam, desconhecendo os perigos iminentes dessa ocupação manufactureira bem paga e rentável. Que ridículo digo eu, passados dez anos o mesmo Senhor continua pequeno, de espírito! Mentalmente não cresceu, não evoluiu, a sua atitude mantém-se exactamente a mesma, persistindo em denegrir a instituição DRAC e seus funcionários, atacando sistematicamente de forma sorrateira, falsa e mentirosa em diversas frentes. Presentemente e passados longos anos, a Lei de Bases do Património Cultural Português, parece-me que começa a ser aplicada, finalmente! Passa a ser exigido a quem escava "ordem", rigor, veracidade, ao contrário da "balbúrdia" atabalhoada que era praticada num passado recente. O problema reside exactamente aqui, presentemente existem duas Associações de Arqueologia, por outro lado, sempre existiu legislação que coexiste com uma tutela, onde a qual verifica a aplicação dessas mesmas normas legais, para bem do Legado do Património Cultural, e, para que o trabalho tenha um mínimo de qualidade científica exigida pela comunidade científica. Assim, para que não se cometam mais "abortos", como é o caso do Solar do Massapez, há que ser exigente e intransigente com aqueles que desenvolvem trabalhos na área do Património. Meus Senhores, pelo exposto acabaram-se os INTOCÁVEIS DA ARQUEOLOGIA.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Cunha e Silva e as suas histórias!

Reproduzo abaixo uma história publicada pelo "nosso" Vice-Presidente na Revista do DN (Madeira) deste fim de semana.

Tal como na altura ele continua sem saber em que século nasceu Camões (c/ 1524, século 16)!



"A HISTÓRIA
dos meus tempos de escola

Já lá vai muito tempo.
Sentado nos bancos do velhinho "Jaime Moniz", fazia o ponto de português.
Uma das questões pretendia saber em que século nascera Camões.
E, face à dúvida que, na altura, aquela me suscitava, fiz a pergunta ao colega marrão que se sentava atrás de mim. Mal mexendo a cabeça e entre dentes. E a resposta, também entre dentes, veio depressa. Inesperada, no entanto.
Isto é, o "solidário" colega a quem bastava sussurar uma palavra, ou seja, "quinze", preferiu dizer-me assim:
-Não posso responder agora porque a professora está vendo.
Ora, toma lá!"


quarta-feira, 14 de maio de 2008

terça-feira, 13 de maio de 2008

Os líderes do BCP também não sabiam de nada!


Aurélio Mendonça in DN (Madeira)
Negociatas
Data: 07-09-2007

Não foi ninguém da oposição, comuna ou cão raivoso que afirmou que havia negociatas na Câmara Municipal do Funchal. Quem fez tal afirmação foi o vice-presidente do governo regional. Esta denúncia de um membro do governo sobre a CMF, já lá vão quase três anos e todo o processo que se lhe seguiu era capaz de ganhar um concurso internacional de anedotas. Será o Sr. vice-presidente um caluniador, mentiroso que não sabe o que diz? Denúncias de corrupção num serviço público feitas por um membro do governo carecem imediata e aturada investigação do Ministério Público e Polícia Judiciária. Ser o governo regional a fazer uma inspecção administrativa à Câmara e os resultados que se vão conhecendo mais as anedotas do segredo de justiça e do contraditório demonstram inequivocamente que este governo e esta Câmara Municipal tomam os madeirenses por tolos. O que se ouve, lê e vê dá bem para perceber as razões do Sr. vice-presidente do governo quando afirma que metade do tempo na Câmara Municipal do Funchal é para negociatas. E se não são negociatas, o autarca-mor do Funchal que explique aos munícipes o porquê da construção de edifícios à margem da lei, por exemplo, pisos a mais, volumetria excessiva, inexistência de garagens, violações permanentes dos PDM, dualidades de critérios nos licenciamentos e mais a história que nunca contaram aos funchalenses, que foi a concessão de parques de estacionamento a uma empresa, tendo outra que foi excluída recorrido para os tribunais, tendo a CMF sido condenada a pagar uma avultada importância à empresa recorrente. Que bela negociata. Mas atenção. Apesar dos presidentes das Câmaras Municipais da região serem eleitos, quem lá manda não são eles mas sim o governador, que nesta situação da Câmara do Funchal, tem-se comportado como o perfeito Pilatos, que é o que lhe dá mais jeito e convém. Mas nem tudo é mau nesta cidade. Ficou-se a saber através do DN que temos mais um elefante, desta vez na Estrada Monumental. O autarca responsável pela CMF, acerca de mais este atentado à beleza e ordenamento da nossa cidade, veio dizer que estava tudo legal. Para ele está tudo sempre legal. Também afirmou publicamente que não é anjinho e não tem asas, mas ele qualquer dia vai dar uma volta e os mamarrachos, elefantes e outras aberrações ficarão por aí para serem contemplados por nós e pelas gerações vindouras.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Os bodes espiatórios

Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)

Os males da Madeira
Data: 01-09-2007

Já por mais de uma vez alertei nesta página que iria acontecer, e aí está. Todos os males da Madeira provêm do Governo da República. Qualquer festa ou inauguração serve para intoxicar a mente dos madeirenses. Agora foram as inaugurações no Porto Santo, onde o Sr. Presidente do Governo Regional mais uma vez aproveitou para dizer mal de Lisboa, e foi a festa do dia do concelho de S. Vicente, onde o Sr. Vice-Presidente do G.R., em sintonia com o Sr. Presidente da Câmara, fez coro contra Lisboa e nem tocaram o Hino Nacional, se calhar porque Lisboa não mandou dinheiro para comprar o CD. E depois é a República que fomenta o separatismo, não é? Enquanto houve dinheiro à "fartazana" para gastar em algumas obras de fachada, e nos sumptuosos banquetes para as inaugurações, a Madeira parecia "nadar em dinheiro", agora que estão "tesos" continuam a tentar enganar os madeirenses dizendo que a culpa é sempre do Governo da República. Pergunto-me: como conseguiu a Madeira desencantar esta geração de políticos tão perfeitos e tão santinhos (não admira que a mãe do "menino azul" venha ao Porto Santo em busca de um milagre) que nunca erram ou erraram em nada, sendo sempre dos outros a culpa de todos os males? Já agora expliquem aos madeirenses como é que aplicaram, tão bem, rios de dinheiro e nem sequer construíram um parque de campismo para caravanas, já que os turistas que vêm das Ilhas Canárias e trazem as suas caravanas no "Volcán de Tamadaba"têm que ir acampar para o cais de Santa Cruz, por baixo do aeroporto (apenas com espaço para 4 ou 5), porque não conseguem parqueá-las noutro lugar. Por favor, senhor Presidente do Governo e senhores Presidentes das Câmaras Municipais (todos com culpas na situação a que a Madeira chegou), até lhes ficava bem, de vez em quando, assumirem os vossos erros e pedirem desculpa porque os madeirenses hão-de um dia mostrar-lhes que não existem políticos tão perfeitos e que não são assim tão estúpidos que continuem a acreditar em tudo o que vós dizeis. Antes de tocarem sempre a mesma "cassete" porque não falam que os madeirenses têm o custo de vida mais caro do País? Que gastam milhões em subsídios para "futebóis" e "noivas caras" e não foram capazes de dar aos idosos, mais necessitados, um subsídio de 60€ tal como faz o Governo dos Açores. Porque não se preocupam, por exemplo, com o preço de uma embalagem de "pariet"de 56 comprimidos para tratamento de doentes com úlcera gástrica que custa a módica quantia de 62€ (1.11€ por cada comprimido), uma embalagem de "visacor"com 60 comprimidos que custa 55€ (0.92€) cada comprimido, para o tratamento dos doentes com colesterol ou ainda uma embalagem de "enalapril ciclum" com 56 comprimidos pelo preço de 40€ para doentes com tensão arterial? Lembro-vos que estas são maleitas que afectam 70/80% da população e que os mais pobres deixam as receitas por aviar por falta de dinheiro. Quando os madeirenses acordarem desta letargia, hão-de pedir-vos contas e compreenderão que os bons governantes preocupam-se com a qualidade de vida da população e não apenas em dizer mal dos outros e fomentar "guerras" inúteis com um único fim: a caça ao voto.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Incompatibilidades políticas

Leitor devidamente identificado in DN (Madeira)

Bem dizia Frei Tomás… sobre as negociatas na Câmara
Data: 09-09-2007

O Dr. Ricardo Vieira é um político conhecido e distinto advogado. É também um habitual cronista e comentador de jornais, rádio e televisão que amiúde se pronuncia, e bem, sobre os mais vastos assuntos, sobre o ser e o dever ser. Dele esperávamos apenas coerência. Coerência com as suas palavras e escritos. Ser advogado e vereador na CMF ainda que "possa", por não ser ilegal, é conflitual. Se a lei não impede, a consciência devia impedir. Assim Ricardo Vieira não mais representa os que o elegeram mas os que lhe pagam… o seu cliente. Entre o interesse do cliente e os respectivos deveres deontológicos, e o interesse da causa pública dos eleitores e cidadãos, o vereador advogado não tem outro caminho que não seja a favor do cliente e contra o cidadão eleitor. A isso alguns chamam traição. Contra o cliente seria deslealdade. Mas suponhamos que cada vereador tenha um cliente, e que cada cliente de vereador na CMF tenha uma obra na cidade? Bom, haverá em primeiro lugar conflito de interesses. Depois tudo se poderá compor: vereador que tenha cliente com obras não se pronuncia - por alegado zelo, consciência e conflito de interesses - sobre a obra do seu próprio cliente. E logo também não se pronuncia sobre a obra do cliente do Colega Vereador de outro partido. Assim vai a CM da cidade do Funchal… Quanto ao munícipe anónimo se quiser fazer uma obra, seja com licença, seja sem licença, seja com meia licença ou com licença e meia, vai procurar um advogado vereador… talvez. Ou um vereador advogado. Pode ainda dirigir-se a um tal gabinete do munícipe. O partido apoia, passa a procuração e o município é processado. Na melhor das hipóteses é pressionado. Não é ilegal. Mas é imoral. E anticristão. E desleal para com os colegas de profissão que não são vereadores eleitos.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Inquérito: gestão dos dinheiros públicos

Como classificaria uma Junta de Freguesia que sistemáticamente adquirisse todos os bens e serviços (obras) por ajuste directo tendo como único critério o facto do fornecedor ser da freguesia, ignorando a lei e o critério do preço e da qualidade?



Eleitoralista
2 (4%)

Sensata
30 (62%)

Mafiosa
16 (33%)


Votos: 48

domingo, 27 de abril de 2008

As piruetas do sr. Jardim

"PSD: Jardim recusa enfrentar Manuela?

Embora na mesma linha de orientação que tenho mantido - a de que recuso revelar as minhas fontes, pelo que as pessoas acreditarão ou não no que escrevo, conforme o entenderem - constou-me que Alberto João Jardim para além de continuar a manter o silêncio - ainda hoje foi abordado pelos jornalistas no Funchal, no final de um acto público, e recusou falar do assunto - não está interessado em enfrentar Manuela Ferreira Leite, não por ter receio de qualquer tipo de confronto político interno, mas por entender que, por uma questão de princípio, não o deve fazer. A se confirmar esta ideia, Alberto João Jardim, cada vez mais apontado como o candidato das bases do partido, recusaria envolver-se, no caso se se manter Ferreira Leite na corrida. A minha interpretação - e atenção porque isto, em linguagem jornalística, já é o "nariz de cera" próprio deste tipo de notícias - é que dada a conotação de Manuela Ferreira Leite com Cavaco Silva, de quem é conselheira (Conselho de Estado) e foi ministra (Educação e Finanças), João Jardim, sobretudo depois da visita oficial de Cavaco Silva à Madeira, recusa correr o risco de ser acusado de, enfrentando Manuela Ferreira Leite numas "directas" no partido, estar indirectamente a enfrentar o próprio Cavaco Silva."
Luís Filipe Malheiro
in http://ultraperiferias.blogspot.com

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Humilhado publicamente graças à vaidade "jornalística" do Ultraperiferias



-O blog Ultraperiferias tentou criar a ilusão de que haveria uma genuína onda de apoio ao AJJ.
-Manipulou as declarações de líderes do PSD, que não passariam de palavras de circunstância ditas de forma a não hostilizar AJJ e os votos que este representaria, por forma a parecerem declarações genuínas de apoio. Essa onda artificial atraiu aquilo que o próprio AJJ chamaria de “idiotas úteis” mas não foi suficiente para transformar a pseudo onda numa verdadeira onda nas condições exigidas pelo próprio. Habituado a navegar num universo em que tudo controla não teve coragem para enfrentar este desafio apesar de, supostamente, ter o apoio das maiores distritais do PSD (Lisboa, Porto, Algarve, Madeira, Açores, etc).

-“Traído” por Santana Lopes, ao qual prometeu apoiou no discurso partidário da Ribeira Brava – num acto oficial de Presidente do Governo Regional – não vejo como é que Jardim poderá “entregar o ouro ao bandido”! Ouro que na verdade não é só seu como se pôde ver nas últimas directas. Jardim apoiou Marques Mendes no entanto Miguel Albuquerque roeu-lhe a corda e com isso conseguiu um lugar na equipa de Menezes! Se AJJ não se candidatar só lhe restará apoiar a Manuela Ferreira Leite. Esta candidata será o alibí que usará para esconder a sua cobardia política. Aparentemente tem pudor (sic) em disputar as directas contra uma candidata que supostamente é apadrinhada por Cavaco Silva. Sr. Silva que é o mais recente amigo do AJJ!

-Perante o trio Cavaco Silva, Sócrates – se não virar ligeiramente à esquerda – e Manuela Ferreira Leite (líder da oposição) só restará ao eleitorado de esquerda votar no BE ou na CDU.

-A imagem pública na Madeira do AJJ não sairá minimamente beliscada por razões que a psicologia de massas e o medo explicam. O cidadão comum é incapaz de descortinar os fracassos tácticos e estratégicos do seu líder de sempre por falta de informação e por razões do foro psicológico e também porque os fazedores de opinião receiam perder as benesses ou o ganha-pão que legitimamente possuem!

-Apesar de tudo não percebo porque não se candidata. Sei que é filho único, que não está habituado a fracassar publicamente no entanto não vejo razões para temer colher o fruto que supostamente tantos lhe põem ao alcance da boca. Cobardia política, amor à Madeira, momento astrologicamente desfavorável?!

-Por amor à Madeira não será porque como Primeiro Ministro poderia pagar a dívida da Madeira (c/ três mil milhões de euros) que acumulou nos últimos anos.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

CMF: para memória futura

José António Cardoso, André Escórcio, Gualberto Soares
Ex-vereadores respondem a Albuquerque in DN (Madeira)
Data: 21-08-2007



Face à polémica gerada pelo diferendo entre o presidente da CMF e o vice-presidente do GR, a propósito de uma auditoria ao funcionamento da autarquia e porque os anteriores vereadores do PS, José António Cardoso, André Escórcio e Gualberto Soares, têm sido referidos nas declarações políticas, pelo Sr. Presidente da Câmara, vimos clarificar o seguinte:


1. Achamos estranho que uma auditoria pressupostamente séria e responsável, só tenha dado conta de três violações grosseiras ao PDM, quando sabemos que, só nos dois primeiros anos do mandato cuja vereação integrámos, foram observadas 12 violações grosseiras, oportunamente denunciadas pela vereação PS.


2. Consideramos pouco ético, o Sr. Presidente da Câmara indiciar a cumplicidade dos então vereadores do PS, quando sabe que a ausência de transparência política levou-nos, inclusive, a que deixássemos em acta - primeira do nosso mandato, "(...) que o voto dos Vereadores do PS seria sempre considerado contra, desde que qualquer decisão violasse os vários instrumentos de planeamento, onde se inclui, particularmente, o PDM ou qualquer disposição legal". Desde princípio, pode ler-se na respectiva acta, "(...) resultou que, independentemente de uma primeira votação, derivada das circunstâncias que envolveram a nossa participação na Câmara, situações detectadas posteriormente, seriam rectificadas de acordo com os elementos que tal viessem a justificar (...)". Esta preocupação obviamente que surgiu na sequência de uma administração fechada e bloqueadora da informação. Logo, qualquer violação ao PDM só pode ter um responsável - o executivo do Dr. Miguel Albuquerque.


3. Por último, conforme publicamente divulgado então, e na salvaguarda do interesse público, procedemos, em mão, à entrega de processo ao Ministério Público junto do Tribunal Administrativo, sobre eventuais irregularidades cometidas pelo executivo camarário, sem que até à data, tenham sido observadas quaisquer consequências, o que naturalmente estranhamos.


terça-feira, 15 de abril de 2008

O manda-chuva !


Mais um que pensa ter um pacto com S. Pedro!


O assessor de meteorologia da Presidência da República deverá explicar a sua Excia o Presidente da República que os madeirenses esperam dele que fale mais do clima político e social e menos da meteorologia!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

AJJ: rei no seu nicho político !



É impressionante a forma como o dr. Jardim consegue manter refém da sua todo-poderosa vontade o presidente da República e a Assembleia Legislativa da Madeira. Impressionante e, devo dizê-lo, lamentável. Então o presidente da República vem à Madeira em visita oficial, o parlamento não o recebe em sessão solene porque alberga "um bando de loucos", de acordo com as mimosas palavras do chefe do governo madeirense, e o chefe de Estado aceita e nada diz? Estranho. Cavaco Silva engole a afronta de só poder encontrar-se com o tal "bando de loucos" à mesa da informalidade de um jantar. O presidente da Assembleia Legislativa aceita passar pela vergonha de ser apresentado ao chefe de Estado como o homem que dirige o manicómio. Os deputados vergam-se sem um um pio perante a sua pública desconsideração. E quem os elegeu rebola-se de gozo por mais uma demonstração do desconchavo verbal do seu divertido líder.
Estranho? Se calhar, nem por isso. Jardim tem, de facto, um poder imenso. Para além de praticamente inamovível (sem que possa cair-se em rupturas capazes de, no limite dos limites, fazer perigar a unidade do Estado) o presidente do Governo Regional goza de um privilégio que nenhum outro poder eleito detém neste país: governa sem ónus. Para ele a governação só tem benefícios: não há medidas impopulares para aplicar; não há impostos para lançar e cobrar (ainda que a lei o admita); não obstante, há dinheiro suficiente, e ainda bem, para fazer obras e resolver problemas a pessoas eternamente agradecidas.
No caso específico da Madeira, a configuração constitucional da Autonomia permitiu, na verdade, este pequeno monstro democrático: o presidente do Governo regional consegue ter a vida mais facilitada do que um autarca ou do que um mebro do estado central. Porque está suficientemente distante da enxurrada e do buraco da estrada para não ter de aturar a indignação popular; porque se encontra suficientemente próximo da grande obra pública para açambarcar louros e méritos que nem sempre são seus; e porque anda alegre e suficientemente à margem das grandes decisões de política económica para poder responsabilizar o estado central por tudo o que de mau nos possa acontecer.
Isto é, o actual figurino constitucional da Autonomia permitiu à Quinta Vigia ter-se transformado numa espécie de bunker dotado de dois preciosos amortecedores de impopularidade: as Câmaras municipais, por um lado, e o Governo central, por outro. Quer isto dizer que Jardim não tem mérito? Nada disso. O que isto quer dizer é que o poder de Jardim se exerce, no plano formal, numa espécie de terra de ninguém (onde não há culpas, responsabilidades, ou pecados originais) que ele soube perceber, ocupar e fazer sua. É por isso que não acredito que fale com grande convicção quando reivindica para a Madeira uma autonomia tendencialmente ilimitada. Não obstante, toda a gente parece recear a chantagem. Até, pelos vistos, o presidente da República. Pelo que ninguém neste país parece sentir-se com suficiente força política e legal para explicar ao dr. Jardim que a democracia tem regras e o seu poder tem limites. E assim vamos andando de desconchavo em desconchavo.


Bernardino da Purificação

domingo, 13 de abril de 2008

Convite ao sr. Silva !




Mário Barros in DN (Madeira)


Sr. Presidente da República
Data: 23-08-2007




Sua excelência, Dr. Aníbal Cavaco Silva, será missão impossível pôr na ordem a democracia da Madeira e travar a desordem constante na pessoa, ou pessoas, como o Dr. Alberto João Jardim e Jaime Ramos? Isto aqui na Madeira vale tudo. Há prepotência e ódio na democracia da Madeira. Até na Assembleia vale tudo, com a maioria frequentemente a chamar nomes aos seus colegas da oposição. A juventude madeirense não pode de maneira nenhuma ouvir a linguagem que está a ser usada na política madeirense. Acho muito grave a forma como se faz política na região. A população da região tem 250 mil habitantes, será que toda ela pertence ao Alberto João Jardim? Sr. Presidente da República Portuguesa, é uma prioridade e até urgente a sua vinda à Madeira olhar por esta democracia e estar atento ao Dr. Alberto João, que rejeita, discrimina, faz pouco e ofende toda a oposição regional. E mais, faz-de-conta que o seu poder é absoluto, onde se acrescenta a xenofobia. Sr. Presidente, faça uma visita aberta à região, pois sentirá e verá rostos calados, sofredores e proibidos. Somos parte constituinte de Portugal e por isso não aceito, da parte do presidente da região, que coloque portugueses contra portugueses. A sua presença seria útil, para desinibir quase toda uma população que vive cada vez com mais medo. Sua excelência, Dr. Cavaco Silva, a Madeira espera por si, não para ver obra, mas sim para sentir e ouvir gentes de toda a ilha, para que torne a reinar a paz e o sossego. Aguardaremos muito ansiosos a vossa vinda. Os sinceros votos para que tudo isto aconteça, deixo-lhe os meus cumprimentos.



sábado, 12 de abril de 2008

Será que a União Europeia é tonta?

Edgar Silva (CDU) pretende subsídios da União Europeia para os pescadores madeirenses e simultâneamente que os mares da Madeira sejam para uso exclusivo daqueles!

Suspeito que não deixará de haver quem não detecte a mínima anormalidade neste raciocínio!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O caso Leonel Freitas

Guido Gomes in DN (Madeira)

RTP/M: critérios
Data: 26-08-2007

Li no segmento "cartas do leitor" do DN de 26/07/2007 as lamúrias do Sr. Director da RDP e RTP-Madeira, Leonel Freitas, que se queixava de ter sido acusado pelos madeirenses de falta de isenção e profissionalismo nas instituições públicas a que preside. Depois de, nos períodos eleitorais, ter concedido sempre o DOBRO do tempo de antena ao partido do poder (e não se venha justificar com a história de uma peça ser referente ao Presidente demissionário e outra ao Candidato, uma vez que estes dois homens são o mesmo personagem, que aliás é conhecido por aproveitar o exercício das suas funções oficiais para fazer campanha política!), de ter CENSURADO partes do discurso da oposição, transmitindo apenas a parte das críticas ao Executivo Regional e nunca as propostas alternativas apresentadas (passando deliberadamente uma imagem de uma oposição acéfala e incompetente que só conhece a política do insulto e do "bota-abaixo"), de ter EDITADO as peças em que os representantes dos partidos da oposição, enquanto falavam tinham que repartir a cena com filmagens entrecortadas de paredes, equipamentos electrónicos, cadeiras vazias, etc. (tudo com o intuito de resumir um partido inteiro a meia dúzia de "gatos pingados" descontentes que nem uma sala enchem) e de ter BAJULADO publicamente e em directo na noite de 6 de Maio o candidato vencedor, só tendo faltado a vénia. Diga-me, o Chefe reconheceu-o de cara ou foi preciso mostrar-lhe o seu cartãozinho de militante? V. Exª portanto só pode estar em negação, ou então não tem um pingo de vergonha! Ainda nestas últimas semanas assistiu-se a sucessivos telejornais em que se teciam largos elogios às mais recentes obras do governo (à boa maneira do JM), enquanto os problemas sérios que afectam a Madeira (leia-se a auditoria às "negociatas" da CMF), que por direito deveriam aparecer na abertura do noticiário, eram DISSIMULADOS atrás de notícias sem a mesma importância. Será que quando começarem os julgamentos dos autarcas funchalenses o telejornal começará com uma notícia de uma exposição canina, seguida da inauguração das instalações de uma empresa privada? ...


A lei do Oeste!



Renato Azevedo in DN (Madeira)

Bem-vindo a C. Lobos, forasteiro
Data: 29-08-2007

Câmara de Lobos, a minha cidade, era, até há bem pouco tempo, considerada a capital da noite madeirense. E não, não se pense que a utilização do pretérito imperfeito neste prelúdio surge por acaso ou por um qualquer 'lapsus lingue' de que um modesto escrevinhador como eu pode muito bem ser acometido. Mais, antevejo que a tendência será, num futuro próximo, referirmo-nos a Câmara de Lobos neste particular no pretérito mais que perfeito (Câmara de Lobos 'fora' …). Digo isto não por profetizar a desgraça - dirão alguns (os mesmos de sempre) que estarei a dramatizar - mas por constatar 'in loco', a cada dia que passa, o agravar desta triste realidade, com as consequências daí decorrentes para a economia local. Os mais pudicos e conservadores (e não, não me refiro ao Sr. Vigário ou às irmãzinhas do convento de São Bernardino) por esta hora erguem mãos ao Céu invocando o santo nome de Deus em vão em retribuição à graça alcançada. Ingenuamente questiono-me acerca das razões que estarão na origem desta súbita inversão de cenário. Será que os comerciantes de Câmara de Lobos andam a poupar no mel e na aguardente de cana da famosa poncha? Sinceramente, não vislumbro outra explicação - desculpem, engasguei-me - para a debandada geral a que se vem assistindo nos últimos tempos na minha cidade! Ainda mais curioso é o facto de esta situação coincidir com o início do Verão. Certamente que nada terá a ver com a circunstância de o parque de estacionamento do centro da cidade, antes gratuito, agora ser pago e bem pago! Também não acredito em qualquer relação causa/efeito entre a autêntica 'perseguição' montada pela P.S.P. aos visitantes do concelho, com a realização de operações stop umas atrás das outras (como se Câmara de Lobos fosse o único sítio da Região onde se consome álcool) e esta situação! A mesma P.S.P. que, antes, raramente fiscalizava os estacionamentos e que agora, vá-se lá saber porquê - desculpem, engasguei-me outra vez - 'varre' zelosamente as ruas da cidade pelo menos duas vezes por dia. Porque o tempo é de ouro, termino, não sem antes deixar uma sugestão: retirar dos cardápios promocionais internacionais as falaciosas insinuações de que "Câmara de Lobos é a 'casa' da Poncha, uma mistura de sumo de limão, mel e aguardente de cana-de-açúcar, sempre pronta a servir nas muitas tascas locais" e substituir por uma daquelas frases bem ao jeito dos cartazes do faroeste "Bem-vindo forasteiro. Temos os mais caros (e espaçosos) parques de estacionamento da Região. Porque vigora a Lei Seca nesta terra de paz e amor, Câmara de Lobos é agora o lugar mais feliz do Mundo".

Sondagem: Militância partidária e quotas

Enquanto militante partidário, concordaria que o direito a eleger e a ser eleito dependesse não do pagamento de quotas mas de um mínimo de participações em actividades/eventos partidários?


Sim
17 (70%)

Não
7 (29%)

Talvez
0 (0%)
Votos até o momento: 24 Enquete encerrada

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Opinar

J. Edgar Silva in DN (Madeira)

Opinar!
Data: 17-08-2007

Numa sociedade democrática, opinar sobre qualquer questão pressupõe a existência do direito à liberdade de expressão, sem quaisquer perigos de o sujeito que opina ser vítima de retaliações, vingançazinhas ou mesquinhices. É bem verdade que quem opina fica sujeito ao respeito pelo que os outros também opinam sobre o opinado; mas o opinar sobre determinado assunto ou manifestar a nossa opinião sobre o que se pensa de determinado assunto que se lê nos meios de comunicação social, não nos confere o direito de fazer juízos de valor sobre o autor do tema a opinar: devemos cingir a nossa opinião ao tema e não à pessoa que o escreve. É frequente adjectivar sobre a personalidade de quem manifesta uma opinião com caracteres que às vezes se sobrepõem ao tema em questão: perde-se mais tempo a opinar sobre quem nem se conhece, e cuja opinião sobre determinado assunto não mostra nem dá a conhecer, na globalidade, a pessoa que é; pode ser um leigo na matéria ou até ter formação superior sobre o assunto. Mas o pior, é quando se opina, e se omite o nome da pessoa sobre quem se discorda: a quem se quer dar "resposta", manifestando a nossa opinião; o pior é quando se opina "a mando de outrem", porque não lhe convém opinar. Opinar sobre qualquer assunto, e fazê-lo publicamente, através dos mass-média, pressupõe o risco aceitável em democracia da existência de opiniões contrárias ou favoráveis, pressupõe também coragem em falar, em discordar, em concordar sobre temas importantes, para quem realmente se sente inserido numa comunidade. Pressupõe também o risco de ser marginalizado: aqui reside o cerne da questão, quanto mais madura é a democracia, menor é esse risco. Mas deixar de opinar, sim, esse é o maior erro, e geralmente é o que nalgumas democracias se tenta fazer, quando as maiorias absolutas se sobrepõem ao ideal democrático, pior quando se habituam a permanecer no poder.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

O farol da democracia

Luísa Pires in DN (Madeira)
Jardim discrimina
Data: 21-08-2007


Dr. Alberto João, como é do seu conhecimento existem muitos casais gays e lésbicos que construíram toda uma vida conjugal em conjunto, com trabalho, esforço e suor, e que desse modo merecem algum respeito, sem que para isso vossa excelência, venha chamar às relações conjugais entre homossexuais, um 'deboche' e uma 'decadência'. Independentemente se concorde ou não com o casamento civil (não religioso) entre homossexuais, não lhe fica bem insultar pessoas que nada fizeram para ter a orientação sexual que têm, para insultar pessoas que vivem em harmonia e orgulho naquilo que são, pessoas que em nada prejudicam o próximo. A melhor moral dos dias de hoje é respeitarmos e convivermos com a nossa própria diversidade, só assim seremos seres civilizados como o demais mundo moderno. E ser civilizado é acima de tudo progresso. Dessa forma, Dr. Alberto João Jardim, aqui fica a lembrança, que no Artº 13º - Princípios da Igualdade da Constituição Portuguesa, vem lá explicito, a não discriminação de cidadãos, por motivos de orientação sexual. A vida também pode ser vivida em paz.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

AJJ não foi o primeiro nem será o último


in http://ultraperiferias.blogspot.com/