quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A nossa Assembleia

[...]

Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados

Poderíamos pensar que, perante tanta alteração ao regimento, os propósitos e objectivos do PSD-M fossem propósitos e objectivos nobres, de transformar esta casa num parlamento a sério. Nada mais errado! Os objectivos não são esses, os objectivos são claros: continuar com a lógica de desprestígio do parlamento e da oposição. É claro que quem se desprestigia é o grupo parlamentar do PSD, não tenham dúvida senhores deputados da maioria aritmética sem razão.

· Mas o mais grave é que o PSD-Madeira não se assuma perante a Madeira e perante o País, para não dizer perante a Europa.

· Querem continuar a vestir as vestes da democracia e se apresentarem como democratas aos olhos do Pais e da Madeira, como se cumprissem a Constituição e o Estatuto da RAM; mas a verdade é que o PSD rasga, na prática do dia-a-dia, a mesma Constituição e o Estatuto.

· E só há uma forma de cumprir a Constituição e o Estatuto: desafio os senhores deputados do PSD a ter a coragem de colocar em letra de lei as práticas e os rituais que todos os dias aqui praticam. Vão colocar a vossa prática anti-parlamentar na proposta de revisão constitucional?

· Exercem posturas contrárias à democracia mas escondem a realidade com a Lei. Dão no regimento garantias à oposição e depois subtraem essas Garantias na prática!

1. A oposição tem direito a chamar aqui os governantes para debates políticos – mas depois os debates não se realizam, porque o PSD-M não o permite;

2. A oposição tem direito a chamar os Secretários às Comissões – mas o PSD não autoriza a sua vinda;

3. A oposição tem o direito a agendar sessões de perguntas ao governo – as perguntas ficam sem resposta – porque os governantes não estão disponíveis para vir ao parlamento;

4. A oposição tem direito de confrontar o governo com as suas propostas de decreto legislativo e com as suas políticas – as propostas chegam a esta Assembleia – os Governantes não aparecem;

5. A oposição tem direito a ser ouvida nas negociações europeias – mas o Governo não ouve as oposições;

6. A oposição tem direito a debater com o governo as políticas e a utilização dos fundos europeus – chegam os relatórios a este parlamento – mas fogem os responsáveis governativos desta casa;

7. A oposição tem direito a fazer requerimentos ao governo e a obter informações e estudos mandados fazer por estes – a oposição tem direitos, mas não tem direito a resposta;

8. Os Partidos têm direito a pedir Inquéritos Parlamentares – a maioria não deixa os partidos exercerem esse direito;

9. Os Partidos têm direitos a pedir Comissões Eventuais – o PSD nega a criação dessas comissões;

10. O Maior Partido da oposição tem direito a um Vice-presidente da Assembleia – o PSD nega esse direito ao PS;

11. Enfim, a maioria tem direito a apresentar moções de censura ao Governo – mas o governo é censurado e o seu principal responsável está ausente no debate.
A cobardia política no seu pior: não têm coragem de colocar no regimento a realidade deste parlamento!

· Coloquem no Regimento que o Presidente do Governo não vem ao Parlamento, nem responde perante a Assembleia;

· Coloquem no Regimento que os Partidos da oposição não têm direito a pedir a presença do Governo neste Parlamento;

· Coloquem no Regimento que o maior Partido da oposição não tem direito a um Vice-presidente;

· Coloquem no Regimento que os Secretários não são obrigados a vir a este Parlamento;

· Coloquem no Regimento que a Assembleia não fiscaliza a acção Governativa;

· Coloquem no Regimento que o Governo não presta contas perante a Assembleia;

· Coloquem no Regimento que os direitos da oposição são para ser exercidos onde o PSD é oposição não onde são governo;

· Coloquem no Regimento que os Direitos da Oposição só são exercidos quando o PSD é oposição, mas se a oposição não for do PSD, os direitos que querem para si já não se aplicam aos outros;

· Coloquem no Regimento, de forma clara, que todos os cargos de representação da Assembleia são indicados PSD;

· Coloquem no Regimento, de forma clara, que em todas as Comissões os Vice-Presidentes e relatores são todos indicados pelo PSD;

Não sejam cobardes, coloquem no papel a realidade deste Parlamento.

Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados

Não vamos discutir a ficção – vamos discutir a realidade!

Pedimos 3 debates na anterior sessão legislativa, o PSD tinha 7 dias para agendá-los!

· Pedimos um debate sobre o processo de Construção Europeia e sobre a aplicação dos Fundos Comunitários - a 6 de Março de 2008, não passaram 7 dias mas já passaram 8 meses;

· Pedimos um debate sobre o Jornal da Madeira no dia 3 de Abril de 2008 – já passaram 7 dias? Não passaram 7 dias mas 7 meses e o PSD não agendou o debate;

· Pedimos um debate sobre a Liberalização dos transportes aéreos a 3 de Junho; já passaram 5 meses;
· Nesta sessão já pedimos 3 debates - não está nenhum agendado!

Vamos falar da realidade não da ficção do Regimento, do Estatuto e da Constituição.
É bom que se diga também que a cobardia política não está plasmada na Constituição, não está plasmada no Estatuto, nem está plasmada no Regimento – a cobardia política está plasmada no Grupo Parlamentar do PSD – porque estes não têm coragem de Colocar na Constituição, no Estatuto e no Regimento as práticas parlamentares que impõem neste parlamento.

Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados

Onde está esse Parlamento que é o 1º Órgão da Autonomia:
· Onde está o Parlamento da Autonomia? Onde está a Autonomia deste Parlamento?

· Esse Parlamento onde há debates mensais com o Presidente do Governo;

· Onde pára o Parlamento que em que há debates entre a oposição e o Governo?

· Onde está essa Assembleia onde se fiscaliza a acção do Governo?

· Onde anda esse Parlamento que é o exemplo de correcção, de boas práticas parlamentares, de afirmação da democracia e do multipartidarismo que os eleitores decidiram que devia haver mas que o PSD decide que não há?

· Onde está o Parlamento da Autonomia que é o exemplo da afirmação da política sobre os interesses económicos e que tem uma verdadeira lei de incompatibilidades?

· Para onde fugiu o Parlamento onde os deputados e a actividade política é prestigiada?

· Alguém sabe onde encontrar esse parlamento que é autónomo, em que o Governo depende dele e não o Parlamento a depender do Governo?

· Alguém sabe onde e como se escondeu o Parlamento da Madeira e dos Madeirenses e para onde fugiu o Parlamento da Autonomia?

Todos sabemos que esse parlamento não existe!
Todos sabemos que o PSD-Madeira não quer o Parlamento da Autonomia, nem quer Autonomia neste Parlamento!
Todos sabemos que esta “autonomia”, a autonomia do PSD, não é sinónimo de democracia;
Aqui, neste parlamento, a “autonomia” é sinónimo de ofensa, ameaça e má educação;
O PS entende que este parlamento precisa de uma verdadeira reforma, não de mais um penso rápido, e já vai no 3º em pouco mais de um ano. Por isso, propomos a criação de uma Comissão Eventual para a Reforma do Parlamento que será discutida nos próximos dias.
Entendemos que qualquer revisão ao Regimento não pode ser imposta de forma unilateral, como fez o PSD nas recentes alterações.
Entendemos os partidos da oposição que apresentam propostas, mas sabemos à priori o seu desfecho. Assim como não ignoramos qual vai ser a reacção da maioria aritmética sem razão à nossa proposta.

Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados

Quanto tempo será preciso para que a Autonomia se faça neste Parlamento, onde exista integração plena da pluralidade democrática, respeito pela diferença de opinião e diálogo entre os partidos?
De quanto mais tempo precisa o PSD-M para passar a ser um partido que respeita e tolera as diferenças?
De quanto mais tempo precisa o PSD-M para se elevar e crescer não apenas aritmética mas democraticamente e passar a respeitar os Direitos da Oposição?
Será que em mais de 30 anos de Autonomia, não soubemos elevar democraticamente o debate, ganhar outra maturidade, que entre nós, respeitando o que nos divide, possamos em conjunto resolver estas questões, sem auxílios ou intervenções externas? Será que o PSD não é capaz de entender que a Autonomia sai diminuída quando se ouve dizer no País que o Governo do PSD-M não respeita o parlamento, a oposição, os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados


Todos sabemos que quem garante o regular funcionamento da democracia é, à luz da Constituição, o Presidente da República.
O Órgão Presidente da República sempre virou as costas ao que se foi passando na Madeira e nunca nenhum titular, até hoje, quis entrar na lama do mau funcionamento da democracia nesta terra. E pode-se, humanamente, compreender que, perante essa lama bem patente em que todos, mesmo o mais comum dos mortais, que, quando vê um arruaceiro, tudo faz para não se cruzar com ele. Mas se, humanamente, se entende - politicamente há que agir.
Todos os Presidentes da República se desviaram da trajectória do arruaceiro e do mal-educado. E que eu não diga quem é, mas que todos sabemos de quem se trata.
Todos têm a noção que o Estado de Direito nasceu torto na Madeira e nunca se endireitou, todos têm a noção da democracia suigeneris que aqui foi proliferando.
É por isso que os símbolos da Autonomia se vão degradando e é por isso que a forma como tratam as oposições revela a forma de ser dos seus agentes, mas, acima de tudo, o seu carácter!
Em síntese: a minoria tem direitos na Constituição e no Estatuto mas a maioria não os respeita. Ou seja, a maioria não cumpre nem a Constituição nem o Estatuto.
A Constituição, o Estatuto, e o Regimento são ficção, não são realidades deste parlamento. Este parlamento está à margem da Constituição e do Estatuto.
A realidade é contrária à Constituição, ao Estatuto e ao Regimento!
O Partido Socialista, por seu lado, como partido defensor intransigente da Democracia e da Liberdade, e, portanto, da Autonomia, tudo fará para dignificar o seu primeiro órgão, nem que tenha de recorrer a instâncias superiores nacionais, quando entender e como entender.
Mas não deixamos, de, desde já, proclamar:
- Senhor Presidente da República, está em causa, na Madeira, o regular funcionamento das instituições da Autonomia e da Democracia!

Parte do discurso do líder parlamentar do PS/M feito na ALM, Victor Freitas in Réplicaecontraréplica

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O sistema político americano não é uma democracia!

Proponha-me fazer um levantamento das excentricidades do sistema político americano para apoiar esta tese no entanto são tantas que deixo esse trabalho para quem pensa o contrário!

domingo, 2 de novembro de 2008

O que é que têm em comum o BPN e o BANIF?

As melhores taxas de juros para depósitos a prazo, respectivamente 6.50% e 6,35%

terça-feira, 28 de outubro de 2008



Os grandes ilusionistas:


Tony Blair - 1997 - 2007
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Barack Obama - 2008 - ????
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A desilusão
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A
Política externa




A esperança depositada em Barack Obama é proporcional ao ódio à política externa de Bush! O que as pessoas não sabem é que a política externa americana não muda! Kennedy, outro ídolo americano, foi o responsável pelo início da Guerra do Vietname!

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Só se desilude quem se ilude!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Açores: a obsessão madeirense !

Imagem tirada de olhodefogo.blogspot.com


Os Açores desde há algum transformaram-se na obsessão da Madeira:

Ele é Alberto João Jardim;

Ele é Jaime Ramos;

Ele é a RTP/M;

Ele é alguma blogosfera afecta ao PS/M;

Ele é alguma blogosfera afecta ao PSD/M!


A situação é caricata! As críticas do PSD/M ao PS/A
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e a Carlos César acabam por ser uma crítica ao seu
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próprio saudoso passado. Afinal na política também
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há ciúmes e saudade!


O PS nacional tem um Sócrates, o PS Açores um César,
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tudo figuras históricas clássicas! O que faltará
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ao PS Madeira para obter um sucesso semelhante?
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Um nome?!

domingo, 19 de outubro de 2008

Como é que é ?!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Pergunta do jornalista do DN:

"A ordem de chamar a PSP à Assembleia Municipal e de recusar dar a palavra ao vereador da oposição partiu do presidente da Câmara. Não foi um atropelo às competências da presidente da Assembleia? "


Resposta da presidente da Assembleia Municipal, Graça Fernandes:

"Numa sessão normal, os vereadores da oposição só intervêm com autorização do sr. presidente da Câmara. Não é a primeira vez que ele faz aquilo, que é querer estar sempre a falar. Mas só pode ser com autorização."

In Diário de Notícias, de 19/10/2008




Repito:
Segundo a Presidente da Assembleia Municipal de S. Vicente "
os vereadores da oposição só intervêm com autorização do sr. presidente da Câmara".

Isto a ser verdade constitui uma vergonha, tanto para a maioria como para a oposição, pois a alínea d) do art. 54 do Regime Jurídico das Autarquias é clara: " Competência do Presidente da Assembleia: Dirigir os trabalhos e manter a disciplina das reuniões"!
Quanto a isto não há qualquer dúvida, os membros do poder executivo não têm qualquer poder numa Assembleia Municipal.

Ao PS só resta processar o Presidente da Câmara Municipal de S. Vicente por usurpação de funções de forma continuada!



Um testemunho do acontecido:
www.miradouro.pt/docs/PRel_Miradouro_pt_18102008.pdf



sábado, 18 de outubro de 2008

Devia ser mas não é !


As bóias de salvamento, concedidas à banca pelos governos, serão transformadas em cangas que cada um de nós terá que carregar! Não há alternativa, é a escolha forçada do mal menor!

Entretanto, o sistema tem que ser mudado de forma a que Estados e povos não se vejam reféns da alta finança!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Uma parábola actual: os Governos, a Banca e os devedores particulares


"23 Por isso, o Reino dos céus é comparado
a um rei (Governos) que quis ajustar contas
com seus servos (Banca).
-
24 Quando começou a ajustá-las,
trouxeram-lhe um (Banca) que lhe devia
dez mil talentos.
-
25 Como ele não tinha com que pagar, seu
senhor ordenou que fosse vendido, ele,
sua mulher, seus filhos e todos os seus bens
para pagar a dívida.
-
26 Este servo, então, prostrou-se por terra
diante dele e suplicava-lhe: Dá-me um prazo,
e eu te pagarei tudo!
-
27 Cheio de compaixão, o senhor o deixou ir
embora e perdoou-lhe a dívida.
-
28 Apenas saiu dali, encontrou um de seus
companheiros de serviço (Devedores
particulares) que lhe devia cem denários.
Agarrou-o na garganta e quase o estrangulou,
-
32 dizendo: Paga o que me deves!
-
29 O outro caiu-lhe aos pés e pediu-lhe:
Dá-me um prazo e eu te pagarei!
-
30 Mas, sem nada querer ouvir, este homem
o fez lançar na prisão, até que tivesse pago
sua dívida.
-
31 Vendo isto, os outros servos,
profundamente tristes, vieram contar a seu
senhor o que se tinha passado.
-
32 Então o senhor o chamou e lhe disse:
Servo mau, eu te perdoei toda a dívida
porque me suplicaste.
-
33 Não devias também tu compadecer-te de
teu companheiro de serviço, como eu tive
piedade de ti?
-
34 E o senhor, encolerizado, entregou-o aos
algozes, até que pagasse toda a sua dívida. "
-

In
-

São Mateus, 18, 23-34

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

É só para relembrar as "profecias"!



Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008
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Apesar de arriscado deixo o aviso...


Janeiro de 2008 = Outubro 1929

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Profecia: Nos anos que se avizinham reinarão os demagogos e os revolucionários ...

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Segunda-feira, 17 de Março de 2008
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2008 = 1929 !!
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Só para memória futura!

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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Bush sempre acabou por encontrar
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as suas armas de destruição em massa,
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não no Iraque como afirmava mas
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em Wall Street!



O cidadão comum, americano ou não,
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ainda não percebeu que a solução proposta
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constituirá o maior roubo legal da história!
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Um roubo que será feito através da inflacção
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de que todos seremos vitímas...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Mais um cidadão na blogosfera

Sem o auto-elogio camuflado a que alguns bloggers nos habituaram recomendo este blogg:


http://www.ogarajau.blogspot.com/

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A política dos afectos!

A oposição é composta pelos que são remunerados e pelos que não o são.
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Os remunerados mantém-se na vida política activa enquanto conseguem controlar os respectivos aparelhos partidários e conseguem os votos necessários para serem eleitos. São a minoria...
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Os não remunerados, além de não o serem são aqueles que no dia-a-dia são vítimas da prepotência do poder por serem oposição! São a maioria...

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Ser oposição na Madeira equivale frequentemente a ser discriminado socialmente. O ser humano consegue abdicar dos bens materiais mas difícilmente consegue abdicar do convívio/reconhecimento social.
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Qualquer grupo que se queira coeso cria as condições necessárias para dar resposta a esta necessidade comum a qualquer ser humano.
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Não me parece que a oposição o faça e suspeito que esta será a razão principal do seu fracasso!
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Em política os afectos são mais importantes do que a componente racional. Os líderes e os partidos são avaliados de forma emocional e raramente racional!
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Se o poder possue uma rede social cimentada pelos negócios, pela "cunha" e pela política porque não há-de a oposição fomentar uma rede social acente nos valores que ela pretensamente representa?



É aceitável que os membros de um partido sejam incapazes de se reconhecer visualmente num mesmo concelho?

Não me parece!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Dividir para reinar




A quem interessa a oposição dividida?
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Porque se deixa a oposição dividir?
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Haverá tentativas deliberadas para dividir a oposição?
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Como distinguir uma crítica construtiva da sabotagem política?
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Que fazer aos idiotas úteis que contribuem para essa divisão?

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A autonomia está a servir de
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cobertura para o enriquecimento
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de meia dúzia e para submeter os
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restantes à escravatura por
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dívidas (públicas e privadas) !






1929 é passado mas também pode ser futuro!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Defender a Classe Média e os
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contribuintes, combater os
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privilégios e o parasitismo,
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esta deve ser a linha política do
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PS/M !




Nem pela esquerda, nem pela direita, mas pelo centro!

sábado, 30 de agosto de 2008

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Autonomia raptada

"Vivíamos numa terra onde a pobreza era imensa e as desigualdades sociais enormes, onde os factores do desenvolvimento eram asfixiados pela burocracia, o desprezo e o abandono do Estado. E, claro, onde não havia liberdade política, como não havia no resto país.
Quando o poder estava longe, muito longe, queixávamo-nos, lamentávamo-nos e manifestávamo-nos na medida do possível contra essa distância que alimentava a nossa impotência. O poder estava tão longe que parecia uma abstracção, uma miragem inacessível.
Hoje, o poder está perto, demasiado perto, intromete-se em tudo, decide de tudo e mais alguma coisa, passou-se do 8 para o 88 no espaço de trinta anos.
O centralismo do Terreiro do Paço foi substituído pelo centralismo da Quinta Vigia (aliás, Quinta das Angústias - pois o senhorio até muda os nomes às quintas e prefere vigiar a sentir-se angustiado).
Já não há senhorios nem colonos nas terras - há um único senhorio sobre a terra. Nada se faz na Madeira sem o beneplácito desse senhorio absoluto, cujo partido controla todos os orgãos de poder. Não há poder local nem poderes particulares que possam contrariá-lo ou escapar aos seus desígnios, ou que disponham de autonomia de qualquer espécie. A autonomia significa, hoje, a centralização de todos os poderes num homem só."
Vicente Jorge Silva

in

A Madeira na história: escritos sobre a pré-autonomia/ António Loja... [et. al.] ; coord. João Abel de Freitas. - Lisboa: Âncora, 2008. - 312 p. ; 23 cm. - (Ágora)

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Silly season!

Relato de um homem que depilou os tintins:
Estava eu a ver TV numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada para fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando a minha esposa se deitou ao meu lado e começou a brincar com minhas 'partes'. Após alguns minutos ela teve a seguinte ideia:- Por que é que não me deixas depilar os teus 'ovinhos', pois assim eu poderia fazer 'outras coisas' com eles. Aquela frase foi igual a um sino na minha cabeça. Por alguns segundos imaginei o que seriam 'outras coisas'. Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu a imaginar as 'outras coisas', não tive argumentos para negar e concordei. Ela pediu-me que me pusesse nu enquanto ia buscar os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei a ver TV, porém a minha imaginação vagueava pelas novas sensações que sentiria e só despertei quando ouvi o beep do microondas. Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Achei estranhos aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de 'dona da situação' que deixaria qualquer médico urologista sentir-se um principiante. Fiquei tranquilo e autorizei o restante processo. Pediu-me para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e libertasse o aceso à zona do tomatal. Pegou nos meus ovinhos como quem pega em duas bolinhas de porcelana e começou a espalhar a cera morna. Achei aquela sensação maravilhosa! O Sr. 'tolas' já estava todo 'pimpão' como quem diz: 'Sou o próximo da fila!' Pelo início, imaginei quais seriam as 'outras coisas' que aí viriam. Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou-os no plástico com tanto cuidado que eu achei que ia levá-los de viagem. Tentei imaginar onde é que ela teria aprendido essa técnica de prazer: Na Tailândia, na China ou pela Internet? Porém, alguns segundos depois ela esticou o 'saquinho' para um lado e deu um puxão repentino. Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro ' A PUUUUTA QUEEEE TE PARIUUUUUUU', quase gritado letra por letra. Olhei para o plástico para ver se a pele do meu tin-tin não tinha vindo agarrada. Ela disse-me que ainda restavam alguns pelinhos, e que precisava repetir o processo. Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade! Segurei o Sr. Esquerdo e o Sr. Direito nas minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazónica em extinção, e fui para a banheira. Sentia o coração bater nas 'pendurezas'. Abri o chuveiro e foi a primeira vez na minha vida que molhei a salada antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos deixando a água gelada escorrer pelo meu corpo. Saí do banho, mas nestes momentos de dor qualquer homem se torna num bebezinho: faz merda atrás de merda. Peguei no meu gel pós barba com camomila 'que acalma a pele', besuntei as mãos e passei nos 'tomates'. Foi como se tivesse passado molho de piri-piri. Sentei-me no bidé na posição de 'lavagem checa' e deixei a água acalmar os ditos. Peguei na toalha de rosto e abanei os 'ditos' como quem abana um pugilista após o 10° round. Olhei para meu 'júnior', coitado, tão alegrezinho uns minutos atrás, e agora estava tão pequeno que mais parecia o irmão gémeo de meu umbigo. Nesse momento a minha esposa bate à porta da casa de banho e perguntou-me se eu estava bem. Aquela voz antes tão aveludada e sedutora ficou igual a uma gralha. Saí da casa de banho e voltei para o quarto. Ela argumentava que os pentelhos tinham saído pelas raízes,que demorariam a voltar a crescer. Pela espessura da pele do meu tin-tin, aqui não vai nascer nem sequer uma penugem, disse-lhe. Ela pediu-me para ver como estavam. Eu disse-lhe para olhar mas com meio metro de intervalo e sem tocar em nada, acrescentando que se lhe der para rir ainda vai levar PORRADA!! Vesti a t-shirt e fui dormir, sem cuecas. Naquele momento sexo para mim nem para perpetuar a espécie humana. No outro dia de manhã, arranjei-me para ir trabalhar. Os 'ovos' estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros. Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca d'antes soprados. Tentei vestir as boxers, mas nada feito. Procurei algumas mais macias e nada. Vesti as calças mais largas que tenho e fui trabalhar sem nada por baixo. Entrei na minha secção com uma andar igual ao de um cowboy cagado. Disse bom dia a todos, mas sem os olhar nos olhos, e passei o dia inteiro trabalhando de pé, com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície. Resultado, certas coisas só devem ser feitas pelas mulheres. Não adianta nada tentar misturar os universos masculino e feminino.

_________________Ricardo Seromenho

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Os "verdadeiros" dez mandamentos!

do Filósofo Kent Keith

1. As pessoas são ilógicas, nada razoáveis e egocêntricas. Amemo-las, mesmo assim.

2. Se fizermos o bem, podem acusar-nos de motivações egoístas. Façamos o bem, mesmo assim.

3. Se formos bem sucedidos, ganharemos falsos amigos e verdadeiros inimigos. Sejamos bem sucedidos, mesmo assim.

4. O bem que fizermos hoje será esquecido amanhã. Façamos o bem, mesmo assim.

5. A honestidade e a franqueza tornam-nos vulneráveis. Sejamos francos e honestos, mesmo assim.

6. Os grandes homens e as grandes mulheres, com as melhores ideias, podem ser derrubados pelos mais pequenos, com as perspectivas de vida mesquinhas. Sejamos ambiciosos, mesmo assim.

7. As pessoas protegem os oprimidos, mas apenas seguem os poderosos. Lutemos pelos oprimidos, mesmo assim.

8. Aquilo que levámos anos a construir pode ser destruído num ápice. Continuemos a construir, mesmo assim.

9. As pessoas precisem realmente de ajuda, mas poderão voltar-se contra nós se as ajudarmos. Ajudemo-las, mesmo assim.

10. Se dermos ao mundo o nosso melhor haverá pessoas que nos desejarão mal. Dêmos ao mundo o nosso melhor, mesmo assim.

domingo, 3 de agosto de 2008

Ficção!?

In http://rouxinoldebernardim.blogspot.com/


Sunday, August 03, 2008

Diálogo verosímíl!

«Impossível! impossível! tudo mentira! tudo mentira!»

- Está lá?!

__Sim, faça favor!...

__É o dr Papadas?

__O próprio. Faça o favor de dizer.

_Temos aqui na esquadra uma senhora que o acusa de violação!

__ Deve ser uma louca! Não lhe liguem...

__Mas ela ameaça processá-lo!

__Já lhes disse, é uma louca, só uma louca pode dizer isso de mim!

__Diz que tem sido alvo de violações, ultrajes ao pudor, intimidações, ataques à sua honra e bom nome...

__Não pode ser. Eu nunca fiz mal a ninguém. Estou inocente. Isso é um golpe baixo!

__Mas ela tem provas!

_Estou-me borrifando para as provas. Eu sou incapaz de fazer mal a uma mosca, quanto mais a uma rapariga! Ela ainda é menor?

__Ela tem 34 anos. Diz que se chama Democracia. Diz que é madeirense!


posted by rouxinol de Bernardim | 8:34 AM

terça-feira, 29 de julho de 2008

Três lobos e duas ovelhas a votarem no que vai ser o jantar... será isto a democracia?!


Prostituição intelectual!

Anónimo disse....
in https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19591810&postID=9154455175046597593&isPopup=true


Nunca tantos se venderam por tão pouco.
«Venda a retalho das minudências da alma» ou «arrastar a sua dignidade pela árdua subida da escala social», como lhe chama Rosa Montero. E finaliza: «todos nos damos conta de quando nos vendemos».

Rosa Montero, no romance "A Louca da Casa", escreve que «ir contra a corrente geral é uma coisa bastante incómoda. É possível que a maior parte das misérias morais e intelectuais se cometam por isso, para não contradizer as ideias dos nossos patronos, vizinhos, amigos. Um pensamento independente é um lugar solitário e ventoso.»

Diz ainda que «estar de bem ou de mal com o poder nos pode facilitar ou dificultar a vida.» E acrescenta: «pode-se vender a alma ao poder por tantas coisas! E, o que é pior, por um preço tão baixo.»

Citamos outra passagem: «Não pensar. Entorpecer por dentro. É isso que procuravam os maoistas: asfixiar até essa pequena liberdade, o pulsar mínimo de um pensamento próprio sepultado no interior da cabeça.»

Quanto ao madeirense, enfim, nem pestaneja. Vende-se em troca de migalhas e insignificâncias. Pior, gosta de vender-se e até se gaba disso, como se estivesse a cumprir a ordem natural das coisas, como se de uma cadeia alimentar se tratasse.

Quem não se vende é tonto. Há que aproveitar as oportunidades para se vender, porque não abundam. São essas as oportunidades que se dá à malta que não tem acesso ao gamelão.

A hipocrisia faz parte do jogo. Daí o silêncio oportunista e o estar de bem com Deus e com o diabo serem a postura natural e a condição do madeirense. Conhecemos a expressão "barriguinha cheia, coração contente", como se só de pão vivesse o homem. Não ultrapassamos esse estádio do desenvolvimento humano.

A realidade é que, «para sobreviver numa ilha, além do mais bem pequena, é preciso dar muita volta à imaginação, ter alguns cuidados como regra e evitar as pedras da calçada que estão mais salientes. Talvez seja por isso que muitos andam tristes e cautelosos a olhar para o chão como nas procissões.» [Ferreira Neto, Tribuna da Madeira, 10.03.2006]

Tristes e a olhar para o chão, quebrados e entorpecidos por dentro, sem pensamento próprio, de coluna vertebral partida, condenados a carregar a canga, a andar curvados e a dançar o Baile Pesado vida fora. Uma triste forma de vida.

Julho 28, 2008 8:52 PM

sábado, 19 de julho de 2008

Alberto João Jardim paga milhões de euro da dívida dos portosantenses Irmãos Castro , etc e não paga uma dívida de umas dezenas de milhares de euro do madeirense amsf ?



Sócrates "empresta" dinheiro a uma Angola* com petróleo e diamantes e não paga a dívida da Madeira ?

* A banca, em princípio, também só empresta a quem dá garantias de poder pagar. Pior seria se Portugal emprestasse a quem não desse quaisquer garantias como fez no passado!

O banqueiro Jardim Gonçalves (BCP) com a sua política de perdoar as dívidas aos protegidos conseguiu fazer com que a cotação do banco cai-se num ano (Julho de 2007 a Julho de 2008) dos 4,25 para um 1,20 euro!

Este banqueiro, tal como o AJJ, também terá os seus acérrimos defensores. Aqueles que beneficiaram com o seu tipo de "gestão"!



Caro leitor, a qual dos banqueiros confiaria o seu dinheiro, ao Alberto João ou ao Sócrates?



É importante não esquecer que as dívidas que os dois contraem terão que ser pagas por nós e suspeito que também pelos nossos filhos e netos!!!

sábado, 12 de julho de 2008

O que é BOM é para ser divulgado!

Carlos França disse in https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1050638211414746347&postID=3748246582879338757

[...]
Portanto como é que chegamos a este ponto? Como é que passamos de Defensores da Liberdade, da Democracia e da Madeira para um bando de “más-línguas” que se entretêm a apontar tudo o que vai mal no “Paraíso”?
A resposta vem em três partes:
A primeira é extremamente simples. A verdade é que, de facto, a noção de alternativa política adoptada pela oposição é cada vez mais pautada pela Negativa do que pela Positiva, pela Falta de Ideias do que pela presença delas. Aposta-se cada vez mais em salientar a corrupção, as “negociatas”, a troca de “tachos”, os investimentos fracassados e os defeitos dos governantes. Raramente se ouve da boca da oposição que alguma coisa correu bem. Tudo corre mal, o que não é de todo verdade. Eu não estou a dizer que escândalos como os que acabei de referir devam ser esquecidos, ou branqueados por algumas excepções positivas. Isso seria cumplicidade criminosa. O que eu quero dizer é que para responder aos anseios do Povo por uma Alternativa, por um Novo tipo de Política, Competente, Unificante, pautada pela Positiva e pela Verdade não nos podemos dar ao luxo de ter esta dualidade de critérios. As coisas são como são e é preciso ter a grandeza de espírito para ascender acima das barreiras partidárias e reconhecer ao adversário o mérito onde ele é devido ou para apresentar soluções viáveis e não críticas gratuitas nas áreas onde este falha. É esta Autenticidade, Competência e Compromisso com o Progresso que, ao Sacrificar Barricadas Políticas para o Bem de todo um Povo é reconhecido pelo eleitorado como Digno do seu voto.
A segunda prende-se com a manifesta ineficácia, até à data, por parte do Partido Socialista em divulgar as suas inúmeras soluções para resolver os problemas da Madeira. Afinal estas existem e são muitas, pelo menos o dobro das apresentadas pelo Governo, mas o povo simplesmente desconhece a sua existência. Como tal em termos políticos são inertes, predominando aos olhos do eleitorado a imagem “do contra” do partido.
A terceira e última tem a ver com o facto de, nesta como em qualquer outra matéria, a máquina de propaganda Laranja já se ter apercebido da vulnerabilidade da oposição neste ponto. Eles não só reforçam activamente a noção dos políticos da oposição como do “bota abaixo”, boicotando e censurando todas as suas iniciativas políticas positivas, espicaçam-nos até ao ponto de, quase como se tratasse de uma resposta reflexa, estes serem obrigados a adoptar uma atitude sarcástica e rancorosa que, ao transbordar para a sua forma de fazer política a torna tendencialmente negativa.
Mas porque é que tudo isto é importante? Simples, um politico rotulado como negativista é um político que não tem credibilidade, que ninguém está disposto a ouvir. É um indivíduo que toda a gente pressupõe que da sua boca só saem mentiras que é movido a ódio e a inveja. Isto não só enfraquece a sua Mensagem Político como acrescenta credibilidade à do ao opositor que se vê numa posição em que pode mentir à vontade. Pior as suas mentiras começam a passar por verdades absolutas. Este é o perigo da Política Negativa.
O que nós precisamos é de um tipo de Política que não se foque em Arrasar o Adversário mas em Desenvolver a nossa Região.

12 de Julho de 2008 20:28

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terça-feira, 8 de julho de 2008

A mediocridade e o ódio na política regional

Anônimo Carlos França disse... in https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1050638211414746347&postID=5986538889049355892

[...]

2. Medíocre é depender da política para sobreviver. Medíocre é juntar-se ao partido vencedor porque lhe "dá jeito". Medíocre é escolher o caminho mais fácil. Medíocre é clamar vitória por uma vitória que não é sua. Medíocre é ser incapaz de percorrer o deserto político pelo Bem de um Povo. Medíocre é trocar a defesa de um ideal por um "tacho". Medíocre é ser incapaz de pensar por si próprio. Medíocre é estar agarrado ao Presente e não ver o Futuro. Medíocre é fomentar o ódio e a divisão. Medíocre é ser intolerante com as opiniões dos outros. Medíocre é ser apologista da Lei da Mordaça. Medíocre é enganar o Povo para seu próprio benefício.

3. Ser movido a ódio é recorrer constantemente ao insulto gratuito apelidando os opositores de "bastardos", "filhos da pu..", "panascas", "rascas", "drogados", etc... Ser movido a ódio é apelar à xenofobia contra os emigrantes ("é mesmo bom que eles (chineses e indianos) me oiçam porque eu não os quero aqui"). Ser movido a ódio é sistematicamente virar Portugueses contra Portugueses para seu proveito.

4. Ser movido a inveja é aproveitar-se das divergências internas de um partido para fraccioná-lo ainda mais só porque dentro do seu próprio partido não há liberdade de opinião. Ser movido a inveja é tratar os seus próprios militantes (ex: Prof. Virgílio) como se tratasse do "inimigo" apenas com o objectivo de ocupar a "cadeira vaga".
[...]

8 de Julho de 2008 20:29

sábado, 5 de julho de 2008

Acção psicológica 2009

Carlos França disse... in http://www.farpasdamadeira.blogspot.com/

Espero sinceramente que já se tenham apercebido que esta "jogada do plebiscito" de Jardim não é nada mais nem menos do que a preparação do tema que ocupará a posição central do palco das próximas Eleições Autárqicas.
Será o mote de campanha típico de Jardim: o "Nós contra Eles" no qual o "nós" englobará seguramente os Autonomistas, os que amam a Madeira e os Madeirenses (i.e. PSD-M) e os "eles", os Colonialistas, os Lacaios de Lisboa que só querem Mal à Madeira e ao Povo Madeirense (i.e. toda a oposição mas em particular o PS-M). Uma dicotomia mesmo à moda de Jardim e que assenta que nem uma luva num (segmento do) eleitorado madeirense que não nem cabeça nem paciência para temas de campanha mais complexos.

Na minha opinião é urgente combater esta estratégia (um autêntico caixão político feito à medida do PS-M) o mais cedo possível! É claro que afirmações como "o referendo é ilegal" ou "inconstitucional" complicam a tarefa e ajudam imenso o PSD-M. Continuo a achar que ir contra 85,9% dos eleitores num tema como aprofundamento da Autonomia só para colocar-se numa posição de confronto com PSD-M não equivale apenas a suicídio político, abre as portas a críticas de hipocrisia contra um PS-M que se queixa frequentemente da política de "terra-queimada" do Governo.

Importa pois ao PS-M abrir o partido ao público e mostrar que nas suas fileiras e nos seus apoiantes não há escassez de Autonomistas, de Pessoas Comuns que Amam e Defendem altruísticamente a sua Terra. Que no PS há muito que se defendem causas que são queridas aos Madeirenses, mesmo quando "não estava na moda" fazê-lo.
É preciso fazer com que as pessoas entendam que o PS-M não se opõe a qualquer tipo de aprofundamento Autonomia, opõe-se sim a um aprofundamento Estúpido. Um aprofundamento Autonómico que não contemple uma Autonomia Económica, Energética, Alimentar e Social é um aprofundamento Estúpido. Mutila a Autonomia, converte-a numa palavra oca, num slogan de campanha. Este é o verdadeiro legado dos que se intitulam de "Autonomistas": uma mão cheia de nada.
Por fim nunca é de mais enfatizar que o combate eleitoral na Região não se resume a uma luta de Autonomistas vs. Colonialistas, Lisboa vs. Madeira, nem sequer é uma luta entre socialistas e social-democratas... É, isso sim e para desespero de Jardim e do PSD-M, uma luta do Passado contra o Futuro.

Deixo uma última reflexão aos leitores deste blogue: Uma vez que muitas das técnicas de campanha utilizadas pelo Dr. Jardim e pelo PSD-M são retiradas de um livro de guerra psicológica, concebido para ser usado sobre populações hostis e sobre o inimigo, o que é isso torna o Povo Madeirense aos olhos de Jardim?

Julho 04, 2008 9:06 PM

quarta-feira, 2 de julho de 2008

AJJ visto pelos seus pares!

James Dean in http://www.thinkfn.com/forum/viewtopic.php?t=14800


E obvio que a Madeira mudou radicalmente nestes ultimos 30 anos.
E obvio, que quando chegamos a esta ilha, vemos vias rapidas por
todo o lado, vemos tuneis e mais tuneis, vemos um aeroporto novo
e moderno, vemos marinas por toda a ilha, piscinas publicas.

Quando um dia almocava com ele,perguntei-lhe se nao havia verbas
para o social. Ele respondeu-me, estou a fazer as infrastruturas, para
que os vindouros,venham a ter qualidade de vida. Eu vou ficar na
historia desta ilha, pelas obras que fiz, nao pela sopa dos pobres,
como fez o Sidonio Pais.

Mas e tambem obvio, os 54% que vivem no limiar da pobreza, con-
forme estudo do Bruto da Costa. Tambem e obvio, que a pobreza
nao se ve,s ente-se. Tambem e obvio, que quando chegamos a
Punta da Cana, Bali, Jamaica, vemos lindos hoteis, turistas nas
esplanadas, e nao vemos aquilo que nao convem ser visto.

Ontem foi o dia da regiao. Houve festa,mas a oposicao foi proibida
de falar. O parlamento e regido por um homem, todo o resto sao
marionetes.

Sou amigo de infancia dele, mas custa-me calar, o despotismo, a
culpa do que corre mal, ser de Lisboa, o enrequecimento de alguns,
mormente ligados as obras e ao cimento, em detrimento de uma
populacao.

Agora a televisao diz, que vai haver referendo regional. Quer a
independencia? E o futuro constitucional da Madeira. E mais uma
patacoada, e mais uma forma de criar confusao, e a forma de se evidenciar de forma erratica.

Sera que se esta a preparar para sair? ou arranjar pressao, confusao, para sair em beleza. Talvez com a ajuda do Chavez, onde proferiu esta declaracao, de independencia capotada.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Qualidade de vida

Colocada: 2008-06-25 10:45 in http://www.thinkfn.com/forum/viewtopic.php?t=14631&start=20

Ha crise? A sata voa todos os dias para Canarias, outros avioes de canarias, tambem teem voos diarios. So consigo voo para o dia 14 de julho, esta tudo tomado. Oico as noticias da manha, um grande grupo hoteleiro da regiao, paga 165 euros por mes aos ucranianos e aos brasileiros, fala-se que e um escandalo. Leio o jornal da terra, grande bronca,o vice presidente da assembleia, dr. Miguel de Sousa, e acusado de desordeiro por um comandante da Tap. Ligou o telemovel dentro do aviao, nao respeitou a hospedeira, esta fez queixa ao comandante, este chama a policia... Alberto joao,diz que o Socrates e igual ao Roberto Mugabe, o lider do ps, diz que Alberto se esta a ver ao espelho! E ha amigos meus que questionam eu ter trocado Cascais, pelo Funchal. Aqui ha festas, aqui a agua do mar esta quente, e aqui tenho o Alberto todos os dias, na televisao, nos jornais, nas ruas, no campo com o seu chapeu de palha. Palha? nao sao so os burros que gostam de palha. E la vou eu, para o mar, me abanando com uma asa, tanto calor faz.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Justiça com docentes?


Maria da Fé in DN (Madeira)
Justiça com docentes
Data: 10-05-2008

O senhor deputado André Escórcio propôs à Assembleia Legislativa da Madeira a recuperação integral do tempo de serviço docente, perdido por via do injusto congelamento das progressões na Administração Pública. Pelo que tive oportunidade de ler no DIÁRIO, esta é uma proposta equilibrada e justa, pois prevê um faseamento para essa recuperação, o que evita a criação de dificuldades orçamentais ao Governo, e permite que, finalmente, seja feita alguma justiça a uma classe profissional que tem vindo, sucessivamente, a perder direitos e a ser mal tratada pelos nossos governantes, incluindo a Secretaria Regional de Educação e Cultura. Aliás, esta poderá ser uma excelente oportunidade para os dois principais partidos com responsabilidades na desvalorização do estatuto dos docentes - o PS, no plano nacional, e o PSD, a nível regional - limparem a má imagem que deixaram junto dos professores e educadores madeirenses. A iniciativa parlamentar socialista é um bom sinal no sentido da correcção de posições assumidas a favor das medidas do actual Ministério da Educação. Falta, agora, a maioria social-democrata no parlamento regional compensar a classe docente madeirense pelos prejuízos causados com a imposição do ECD regional, que ficou muito longe do prometido e expectável. Se esta proposta for aprovada na Assembleia Legislativa da Madeira, como os docentes madeirenses confiam, será a terceira vez que se assiste em Portugal a idêntico acto de justiça para com esta classe, pois Guterres fê-lo e os Açores estão em vias de o conseguir. É nestas ocasiões que os governos demonstram que «a mudança será sempre feita com os professores e nunca contra eles» como afirmou recentemente o titular da pasta da Educação, na Madeira. A ver vamos...

terça-feira, 17 de junho de 2008

Dupla personalidade?!


Este comportamento revela que o sr. Roberto Rodrigues tem um problema qualquer! Não é que o Sr. Roberto Rodrigues não publicou o comentário que coloquei por volta das 17:00 a esclarecer as suas dúvidas e a provar que não haveria razões para tanta indignação e criou um outro ocultando elementos importantes e publicando-o sob outro pseudónimo que não o meu!?

Se o ano passado acreditei que haveria uma terceira pessoa a lançar a confusão entre nós os dois agora deixei de acreditar!

Actualização - 08/06/18 - 16:40 h.

Para evitar o contraditório o sr. Roberto Rodrigues apagou o post que deu origem a esta denúncia de mau carácter. Quando se procura falsificar a realidade não há como eliminar os elementos que permitam a terceiros tirar as suas conclusões!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O pânico do NÃO Irlandês!



Àqueles que se regozijam com o NÃO Irlandês e desejam que este resultado ponha em causa a União Europeia e consequentemente a moeda europeia recomendo o seguinte:

Troquem as vossas poupanças por notas cujo número de série comece por X. Estas notas foram feitas na Alemanha e na hipótese remota de cada banco central nacional recolher as suas notas e as trocar por notas nacionais aquelas serão as mais valorizadas!

Acredito que o NÃO Irlandês não foi uma resposta ao Tratado de Lisboa porque no geral ninguém o conhece mas uma resposta à situação económica do país. Se é verdade que a Irlanda foi um dos países que mais se desenvolveu nos últimos anos também é verdade que está a ser atingida por uma grave crise no mercado da habitação (Rebentamento da bolha imobiliária).

A Madeira apesar do desenvolvimento que atingiu, só possível com os fundos da UE, responderia da mesma forma a um referendo. O AJJ não perderia a oportunidade de o usar como arma de arremesso contra o Governo da República! O eleitorado facilmente seria levado a pensar que o seu baixo poder de compra se deveria ao Euro, a questão dos combustíveis idem, etc! Se os fundos da UE não foram devidamente aproveitados isso deve-se aos nosso líderes políticos e empresariais!
Se há "povos" que devem muito à UE são os Irlandeses e os madeirenses!

sábado, 14 de junho de 2008

Uma história do dia (continuação) 3

Colocada: 2008-06-14 17:37 Assunto: dialogo ao sol Responder com Citação

Alberto de chapeu de palha, fato e gravata azul, senta-se numa cadeira
que alguem, prontamente lhe traz. Pode-me arranjar outra cadeira, e
para o meu velho amigo james! Sentados, lado a lado, com o povo a
comer o atum e o gaiado de descabeche, a beber cerveja, Alberto
puxa do charuto cubano, que o empreiteiro lhe tinha presenteado.


James, olho para o passado, lembro-me do tempo da faculdade, em
que eras um rebelde, e hoje vejo-te demasiado calmo.
Sabes, Alberto, vivemos os 2 numa ilha, tu vives numa ilha que e tua,
em todos queres mandar, eu vivo numa ilha de todos, mas ao contrario
de ti, atingi finalmente a liberdade,e nao queiras saber o gozo que
me da,ver-te todo engravatado, a procura da maneira de agradares
ao povo, melhor, a procura da maneira de o enganares.

Sabes, Alberto, ainda hoje li no expresso a entrevista do Andre
Goncalves Pereira, que diz, que governas a Madeira, como se estivesses num pais sul-americano. E verdade, quando olho para
ti, de charuto na boca, podia estar a olhar para o Fidel, ou para
o Chavez, voces sao mesmo parecidos, nao na ideologia, mas na
maneira, como lidam com o povo.

Sabes james, quando deixar esta vida de politico, vou criar um
club de reformados, e seras um dos primeiros que irei convidar.
Tas louco, nunca entraria para um club em que fosses o presidente,
ja e um suplicio ver-te a toda a hora na televisao, e aturar-te
num club,s eria uma verdadeira tragedia. Mas pensando melhor,
a minha mulher diz que es encantador quando estas num grupo
restrito, so te tornas impossivel de aturar, quando vez uma camara
de filmar a frente. Se nao houver televisao, no club, talvez me inscreva, nem que seja para te dar na cabeca.

Nao vais baixar o irs, como pediram os socialistas ontem, em conferencia de imprensa? tas louco, se eles tivessem pedido para o
subir, eu descia logo dois ou tres pontos, mas como pediram para
descer, jamais.


James aparece na quinta vigia, para falarmos! continuas louco, ja me
viste por uma gravata para ir ter contigo ao beija mao. Sabes onde
moro, se quizeres aparece tu, para tomarmos um caneco, mas podes
vir de calcoes. E nao tragas charuto, a minha mulher e alergica ao fumo.


Colocada: 2008-06-14 17:58 Assunto: a despedida Responder com Citação

Levanto-me e despeco-me, da tia Maria, que com os 90 anos,i nsiste
em chamar-me menino. Alberto pergunta,onde deixaste o carro? la em
cima, so deixaram passar o teu carro. Chaufer, leve o meu amigo james
la acima, ele e o grande benemerito desta obra.

Agradeco, e vou a pe, resmungando. A subida era ingreme, transpiro
por todos os poros, e vou pensando, afinal tens os defeitos dele, ai
a soberba!

Hoje ao ver o diario de noticias, la esta ele de chapeu de palha. O
povo olha-o embevecido. Os politicos transpiram dentro de fatos
escuros e quentes. E eu, em primeiro plano, olho-o com um sorriso,
um sorriso amarelo, de quem esta num filme errado.




Uma história do dia (continuação) 2



Colocada: 2008-06-13 23:19 Assunto: a inauguracao
Responder com Citação



As 5 la estava eu e o povo,os politicos com o Alberto a frente so
chegaram as 5.30. Alberto cumprimenta o povo, um a um, com o seu
chapeu de palha a tapar a careca. Olha para mim, da-me um grande
abraco, palmadas nas costas, e pergunta, o que fazes aqui?

O presidente da camara antecipa, estas terras onde esta a estrada
pertencem ao dr.dean. A televisao filmava, a musica soava, e Alberto
levanta a voz e diz para o povo, o meu amigo James, e um grande
latifundiario e um grande fascista. O povo sorri, eu nao!

Comecamos a descer a estrada nova e ingreme, eu la atras, ele
a frente. Manda o presidente da camara me chamar, quer que eu
esteja ao seu lado, naquela dificil descida, filmada para o noticiario
das 9 da tv local.

Era povo e mais povo, deputados, presidentes de isto e mais aquilo.
Pega no microfone, ia comecar o discurso, e ia-me lixar.....
-continua



colocada: 2008-06-13 23:37 Assunto: o discurso Responder com Citação

Meu povo amigo, se estamos aqui hoje, o devemos ao meu grande
amigo dos bancos de escola, o ilustre dr. james dean. Foi ele, que
numa atitude, dificil nos nossos dias, doou ao governo a terra para
construirmos a estrada. (la se foi o dinheirinho da expropriacao).

Peco a todos os presentes, uma grande salva de palmas, para o dr.
james dean, meu grande amigo, e grande amigo do povo aqui presente. A televisao, filma o ilustre benemerito!

Meus amigos, quero vos fazer uma pergunta? o que ja fez o Socrates
na Madeira? ja fez estradas? ja fez pontes? ja fez tuneis? Eu antes
de vir para aqui, estive a fazer contas. Em 30 anos de governo, ja
fiz 2,5 inauguracoes por dia, mesmo contando os domingos. E o
Socrates o que fez? tira-nos o nosso dinheiro, e aqui so manda na
policia e nos tribunais.

MEUS AMIGOS, E POR ISSO QUE SOMOS UM POVO SUPERIOR! E
POR ISSO QUE O NOSSO AMIGO DR. JAMES E UM HOMEM SUPERIOR,
E POR ISSO QUE TEMOS UMA ESTRADA NOVA, CONSTRUIDA COM
O NOSSO DINHEIRO E COM O NOSSO SUOR.

Ao ver as 9 o noticiario, assustei-me a ver a minha cara de espanto
no ecran. Espanto pelo que estava ouvindo, espanto por saber que
nao me ia ser pago um tostao pela expropriacao acordada.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Uma história do dia !



Colocada: 2008-06-13 12:34 Assunto: a inauguracao

[...] Estou de ferias, ferias permanentes. toca o telemovel, era o presidente da camara, da terra onde nasci, la nos confins do Norte da ilha ,onde ha decadas vim ao mundo. James,, hoje as 5 horas, e a inauguracao da estrada nas tuas terras, e tens que estar presente, esta la o Alberto Joao, a banda de musica, a televisao e o povo. Mas ainda nao pagaste a expropriacao!nao temos dinheiro,, o tribunal de contas! mas tiveste o dinheiro para fazeres a estrada. Ficamos a dever ao empreiteiro, para o ano, talvez haja verba. James, queria pedir-te um favor. Nao pecas o dinheiro ao Alberto, esta la a tv, ia ser uma barraca. Esta descansado, a esse nao dou nada, nem o voto, e tambem nao lhe peco nada. E um teso!

Colocada: 2008-06-13 14:28 Assunto: tenho agora que me despir...despedir

Chegou a hora, para me ir despir! vou arranjar roupa para chocar o Alberto, que vai chegar a inauguracao da estrada, como se fosse dele, nas minhas terras, sem ter pago um tostao. Vesti uns calcoes, camisa amarela, para ligar com o fato do Alberto, e as suas gravatas cinzentas. Telefonaram-me de novo, a inauguracao vai ser seguida de beberete! vai haver discurso, vai haver banda, vai haver tv. Tenho que chocar o homem! Espero a noite voltar a este topico, estou com mau feitio, e cheira-me que vai haver bagunca no Norte da Ilha!
O mestre da propaganda regional (AJJ),
"exorta estudantes a comunicarem com lealdade"
in JM

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Segundo o sr. Jaime Ramos a criminalidade sofisticada (?!) que assola a Madeira é de origem externa!



Ele lá sabe de onde são originários os seus "amigos" e que naturalidade consta no seu BI!

sábado, 7 de junho de 2008

O Governo Regional interessa-se mais pelos "seus animais" do que pelos madeirenses!


Uma vez que o sr. AJJ pretende fugir ao buzinão, recomendo à CDU que arranje os meios técnicos para que um carro de som leve o buzinão onde ele estiver! Não seria má ideia gravar o slogan acima e usar como palavra de ordem!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Emigrantes de sucesso!


pita-cega disse... in http://pensamadeira.blogspot.com/ ( a propósito do Comendador Berardo)
20 de Junho de 2007 14:51

Eu fico sempre desconfiado quando ouço gente empreendedora que diz ter emigrado e feito fortuna à custa de muito trabalho. Este (o trabalho) é mesmo o factor que mais contribui para a minha desconfiança porque o facto de alguns iluminados conseguirem, através de muito trabalho, construir fortunas fabulosas e a maioria das pessoas, supostamente tão inteligentes como eles, o não conseguirem, deixa-me a liberdade de pensar que se foi à custa de muito trabalho foi, provavelmente, à custa do trabalho alheio. Outra coisa que também não deixa de me intrigar, é a enorme "queda" para o mecenato revelada por estes grandes génios do cifrão que, mal aterram no aeroporto, já trazem toda a documentação necessária à criação de uma fundação e um grande cheque assinado destinado a patrocinar as merdas que se fazem para a meia dúzia de "gatos-pingados" frequentadores assíduos do CCB (mais um elefante branco, este do tempo do Cavaco). Ora eu também tenho reparado que essa gente empreendedora e de horizontes alargados, que fez fortuna lá fora enquanto o país definhava, sempre manifestou uma certa predilecção por países como a África do Sul e Venezuela (e nas colónias, quando as havia), onde a mão de obra escrava e a falta de legislação laboral que defendesse os direitos dos trabalhadores, favorecia todo o tipo de atropelos e o enriquecimento fácil de pessoas sem escrúpulos. Se num país civilizado se ganhasse, com mercearias de bairro ou padarias de esquina, fortunas capazes de lançar OPAS milionárias, não era necessário ir para o estrangeiro. Portanto das duas, uma: ou estes mecenas de meia tigela regressam a Portugal por saberem que a coberto de fundações, obras mecenáticas e de subornos aos políticos conseguem negócios da China sem pagar "puto" de impostos, ou então encontram nos vapores etílicos do ministro Manuelzinho e nas actuais leis laborais, um incentivo à exploração dos novos escravos portugueses. Até porque se fosse para ajudar a desenvolver o país, deviam ter vindo com vinte e cinco anos, porque este país é uma merda mas não é nenhum albergue para velhos.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Sondagem: Debates televisivos

Lembra-se de ter visto, nestes trinta anos, algum debate televisivo entre o "nosso" presidente do Governo Regional e algum membro da oposição? Acha "normal" que os eleitores não tenham oportunidade de avaliar os candidatos políticos num frente-a-frente?


Realmente não me lembro e não acho normal
23 (79%)

Lembro-me e acho normal que não tenham essa oportunidade
3 (10%)

Não me lembro e acho normal.
2 (6%)

Lembro-me e não acho normal
1 (3%)

Votos até o momento: 29

Enquete encerrada

sábado, 31 de maio de 2008

Manuela Ferreira Leite,

a líder de 7,6% dos social democratas madeirenses !



Alberto João Jardim "ganha" um terceiro lugar com o seu Santana Lopes!
Guilherme Silva para líder do grupo parlamentar do PSD como forma de derrotar a estratégia de AJJ de enfraquecer a nova liderança para a substituir!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

"Procurara-se" o comentador Il_messaggero

Il_messaggero, um dos mais interessantes comentadores que tenho encontrado na blogosfera madeirense, "desapareceu" há cerca de dois meses!


Se passar por aqui peço-lhe que mostre que está vivo!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

A conflitualidade permanente como táctica

Filipe Aveiro in DN (Madeira)

Pensadores da política regional
Data: 16-09-2007

A promessa de paz, de colaboração e de diálogo com o continente, anunciada por A. J. Jardim, nem sequer vigorou um mês! Nessa promessa vislumbrava-se uma táctica de política guerrilheira, visando criar condições favoráveis a uma possível futura revisão da Lei das Finanças Regionais. Parecia um caminho, ruidoso certamente, mas os "pensadores" da política regional acharam que podia resultar… Curioso como nem os próprios autores da ideia consideraram o facto de o principal intérprete ser o rei do improviso! Claro, na primeira tentação, aliciado por mais um braço-de-ferro que a nova lei do aborto lhe permitia, não resistiu. Embora poucos, certamente só alguns bafejados pela iluminação laranja regional compreendam bem tanta contestação ao resultado de um referendo nacional, a uma lei aprovada na Assembleia da República. Ficam por explicar, agora e no futuro, mesmo se alguém um dia achar que isso deve ser valorizado como parte da história regional, as cenas tão tristes quanto hilariantes que ocorreram na Assembleia Legislativa da Madeira. Um líder do grupo parlamentar do PSD a dizer que a RAM "nunca, nunca, nunca" aplicará esta lei; uma deputada do PSD, que não foi apenas infeliz, a dizer que "a função das mulheres é a procriação", e para fim de festa com o presidente a contrariar, no mesmo dia, as declarações do secretário regional. Mais uma dos pensadores do PS. Se uma das funções das mulheres não é procriação, então, nem eu nem o senhor director estaríamos neste mundo. Penso que cada mulher é livre de fazer o que quiser com o seu corpo. Mas o Estado fazer os contribuintes pagar para uma mulher abortar, é mesmo um aborto. Se uma pílula, ou a prevenção de gravidez por outros meios, pode custar ao casal de pombos, uns míseros cêntimos, porque razão todos os contribuintes têm que pagar centenas de euros por um acto de ignorância ou estupidez?.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Há lodo no cais !

António R. Marques da Silva in DN (Madeira)

PORTO DO FUNCHAL Números inquietantes
Data: 20-09-2007

As questões do Porto do Funchal interessam a todos os madeirenses. Uma melhor gestão e, daí decorrente, um melhor funcionamento do Porto poderá ter um peso fundamental na Economia da RAM e levar ao embaratecimento dos bens de consumo a toda a população numa Região em que mais de 80% do consumo resulta de bens importados.

É falso afirmar-se que a exploração de um Porto ocasiona sempre défices. Basta citar exemplos de Portos do nosso país. A exploração dos Portos tem originado lucros em:

Lisboa - 5,9 milhões de euros (em 2005)
Sines - 1,3 milhões de euros (em 2005)
Aveiro - 1,4 milhões de euros (em 2005)
Leixões - 6,7 milhões de euros (em 2004)

A única excepção, para além do gravíssimo deficit do Porto do Funchal, é Ponta Delgada, Açores, com um défice de 871,7 milhares de euros, embora só ocorrido, excepcionalmente, no ano de 2004.

O Porto do Funchal é o campeão dos défices. Em milhões de euros:
Em 2001 - -17.401.492
Em 2003 - -14.147.202
Em 2004 - -15.352.140
Em 2005 - - 16.672.888

Não se conhecem os prejuízos relativos a 2002, mas estes números aterradores são reconhecidos pelo Fiscal Único e o relatório da Análise Económica e Financeira do Porto do Funchal assinada pelo seu presidente e os dois vogais. Com efeito, a APRAM - Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira S.A., segundo o conselho fiscal, "continua a gerar prejuízos significativos cuja tendência de alteração a curto prazo não é previsível, a não ser que surjam negócios lucrativos enquadrados na actividade definida no contrato de sociedade". E acrescenta-se na pag. 2 do relatório do fiscal único: "A manter-se esta situação, a prazo, pode-se colocar em causa o princípio da continuidade das operações porque os capitais próprios vão sendo progressivamente absorvidos pelos prejuízos (…)" Há necessidade de revisão da situação da empresa portuária de estiva no Porto do Funchal. A operação portuária, isto é, a actividade de movimentação de cargas a embarcar ou desembarcar na zona portuária é eventualmente entregue a uma empresa de operadores portuários através de:
1) - Concessão de serviço público;
2) - licenciamento por decisão de autoridade portuária. Poderá ainda a autoridade portuária exercer directamente a actividade de operação portuária no caso de insuficiências da empresa de estiva ou para assegurar a livre concorrência.

A actual empresa a operar no Porto do Funchal foi autorizada pela APRAM a realizar operações de carga através de formas de licenciamento. Esta empresa tem sido vítima de críticas públicas, mas a verdade é que, parecendo beneficiar de condições muito favoráveis, se limita a aproveitá-las e não se vê que outras empresas eventualmente concorrentes se perfilem para disputar essas condições favoráveis. Todavia a emergente necessidade de contenção de despesas aconselha a que se reveja a situação e que se efective uma concessão de serviço público que venha a corrigir condições leoninas de favor e que fomente um concurso plenamente publicitado e com razoável margem temporal para que um número razoável de empresas possa concorrer.

Uma melhor gestão, tendo em vista boas decisões, devia considerar comparações relativamente à correlação do número de trabalhadores face ao trabalho dispensado. As seguintes comparações podem ser elucidativas:
em 2004 o Porto do Funchal tinha 191 trabalhadores para 2.528.373 de tonelagem movimentada.
O de Sines tinha 260 para 19.633.805;
o de Lisboa, 322 para 11.805.000;
o de Leixões, 210 para 13.713.000.

Com esta carta tenta-se alertar as pessoas para uma situação preocupante e, de certo modo, assegurar, às instâncias governativas e às instituições, estes reparos deliberadamente isentos da crítica gratuita feita de slogans agressivos ou demagógicos.

Esta carta foi escrita com o apoio do Comandante João Tolentino Andrade, a quem agradecemos a assistência, bem como a consulta a toda a sua documentação, a qual avaliza, rigorosamente, os números apresentados.