A estes deve-se responder que são muitos os que têm garganta mas bem poucos os que têm tomates!
O factor "trabalho" não é amado e muito menos temido pelos agentes políticos. Não tenham dúvidas, o factor "capital" é-o; amado e especialmente temido.
Este caso Paulo Gonzo ficará para o registo histórico do PS-Madeira dos casos que sempre aconteceram nas festas e comícios na Madeira. Uns são públicos, como o caso do Toni Carreira, muitos outros não chegaram a ser públicos.
O problema é sempre o mesmo: Conhecido o artista, o PSD pressiona, ameaça, paga mais ou pede mais espectáculos e compra todos os que se deixam comprar.
Não é um problema de organização – é um problema de regime político que se vive na Madeira.
Dizer que isto é um problema de organização é o mesmo que dizer que o Diário de Notícias – Madeira não é bem gerido e organizado, quando todos sabemos como se comporta o poder político na Madeira com a publicidade e com o financiamento absurdo da concorrência.
Eis uma breve cronologia dos factos do caso Paulo Gonzo:
1. Perante o problema colocado pela impossibilidade de o Roberto Leal actuar na Festa da Liberdade, motivado por um problema entre os agentes do artista em Portugal e Brasil que marcaram 2 espectáculos para o mesmo dia em Portugal e no Brasil. O PS-Madeira teve de encontrar rapidamente uma alternativa porque o Roberto Leal decidiu actuar no Brasil, pelo que, independentemente das consequências que daí adviessem ele não actuaria na Festa da Liberdade.
2. Na passada sexta-feira estava tudo acordado para a actuação do Paulo Gonzo ao mais ínfimo detalhe. Quando digo “o mais ínfimo detalhe” é mesmo a sério e não se limita a preço, datas e número de pessoas. Estou a falar de estar definida à posição das luzes no palco, o peso de excesso de bagagem e todas as posições dos instrumentos em palco.
3. Por estarmos em cima do evento e existir publicidade nos cartazes, tínhamos todo o interesse em anunciar o novo artista, pelo que fiz o anúncio público na segunda-feira às 11h.
4. Poucas horas depois de a notícia estar nos órgãos de comunicação regional surge uma nova exigência – o Paulo Gonzo exige um palco exclusivo para a sua banda onde mais ninguém pode actuar.
Ora a actuação do Paulo Gonzo é de apenas 1 hora e a Festa é um dia inteiro. A Festa conta com a participação de muitos artistas… Depois de muito ponderar aceitamos a instalação de um segundo palco, mesmo conscientes dos custos que isso teria.
Resolvido esse empecilho surge outro.
5. A mesa de som tinha de ser de uma marca específica porque caso contrário não haveria tempo para fazer a configuração e os testes de som. Ou seja, seria necessário ter duas mesas de som quando na realidade as mesas de som permitem a gravação da configuração para os diversos artistas…
O aluguer de uma mesa de som desta natureza custa mais alguns milhares de euros. Voltamos a ponderar e voltamos a aceitar esse requisito adicional, tendo encontrado uma solução para esse problema.
Resolvido esse empecilho surge outro.
6. Surgiu então a exigência que a empresa de som fosse uma empresa em concreto e não a empresa que já tínhamos contratado. A empresa que queriam que prestasse o serviço era, segundo me dizem, uma empresa do grupo do Jaime Ramos.
Perante a sequência quis que me dissessem de uma vez todas as novas exigências e não às pinginhas.
7. Ai surgiram as clausulas leoninas que permitem que, depois de o PS pagar tudo à cabeça, os artistas apresentem uma justificação muito fácil e não tenham de fazer o espectáculo e não fiquem sequer com a obrigação de devolver o valor pago.
Obviamente recusamos.
8. Tivemos entretanto a informação que o Paulo Gonzo foi entretanto contratado para uma festa na Ribeira Brava em Maio/2011… Não é seguramente coincidência…"

Fico sempre na dúvida com alguns políticos e economistas...será que são assim tão ignorantes e foram apanhados desprevenidos, será que pela palavra imaginam ser possível inverter a situação ou será que estão apenas em estado de negação?!

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| Polícia Marítima 'acaba' com extracção ilegal in http://www.dnoticias.pt/Default.aspx?file_id=dn04010219030310&id_user= |
| Data: 03-03-2010 |
| A Polícia Marítima interrompeu no passado fim-de-semana, na Madalena do Mar, um grupo de populares que retirava ilegalmente inertes da foz da ribeira. A situação chegou aos ouvidos do Comandante da Capitania Amaral Frazão, que após contactar a Secretaria Regional do Equipamento Social, constatou que a extracção não estava licenciada. "Enviamos para o local elementos da Polícia Marítima, e as pessoas pararam", explicou. Os inertes que estavam a ser retirados são provenientes do temporal do passado dia 20 de Fevereiro. |
| Márcio Berenguer Factos 1º - A 23 de Dezembro de 2009 a Ribeira da Madalena do Mar "cuspiu" para a sua foz toneladas de inertes; 2º - Nos dias seguintes a empresa AFA extraiu mais de 800 camiões desses inertes; 3º - Segundo o DN a referida empresa não pagou nada por eles e até colocou-se a hipótese de vir a receber um pagamento por esse serviço pois estaria a faze-lo a pedido da Sec. Reg. do Equipamento Social como forma de desobstruir a ribeira; 4º - A 20 e 21 de Fevereiro de 2010 a referida ribeira voltou a "cuspir" inertes para a sua foz em volume muito superior à primeira vez (1400 camiões ?); 5º - Mais uma vez aparece a AFA a remove-los não se sabe em que condições mas certamente sob o mesmo pretexto de limpar a ribeira; 6º - Muitos madeirenses ajudaram a remover lama e entulho, ao contrário da AFA, sabe-se em que condições; 7º - No caso noticiado pelo DN os populares são impedidos de remover inertes da foz da Ribeira da Madalena que objectivamente contribuiria para atingir o objectivo que supostamente teria levado a AFA a executar a mesma tarefa; Conclusão Os madeirenses só são um "povo superior" se chafurdarem ingenuamente na lama enquanto os cleptocrátas os roubam impunemente! |
O Regime acaba de ganhar novo folgo e provavelmente sem custos políticos!
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- Nos próximos 4/5 anos a Madeira receberá fundos que de outra forma não receberia;
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- A reconstrução e as obras financiadas sob a capa da reconstrução permitirão baixar a taxa de desemprego uns 5%;
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- Os subempreiteiros, que não sabem fazer outra coisa e que estavam prestes a declarar falência, voltarão a sentir-se “homens de negócio”;
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- Os agricultores, de forma geral, receberão subsídios à custa da tragédia do Funchal, Serra de Água e Tábua que de outra forma não receberiam;
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- Haverá mais complacência em relação ao endividamento da Madeira;
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- Os particulares que tenham perdido casa, automóvel e estabelecimentos comerciais de alguma reforma serão indemnizados;
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- Estes momentos de pânico, irracional nalgumas localidades, fortaleceram os laços afectivos e psicológicos entre o PSD/M e as populações;
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- Responsabilidades políticas nunca serão pedidas pelas populações pois estas têm sido cúmplices com o "sistema" nos comportamentos de risco;
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- Àqueles que atempadamente preveniram não só não se reconhecerá o mérito mas tratar-se-á de os diabolizar;
- Aqueles que perderam os seus entes queridos nesta tragédia serão incapazes de assacar qualquer responsabilidade às autoridades pois estão imbuídos duma mentalidade muito fatalista, acreditam no destino.
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-Apesar de tudo seria de esperar que fossem tiradas algumas lições mas o facto da terra na Madeira ser preciosa e o lobby do betão forte é pouco provável que tal venha a acontecer.
Não sejamos ingénuos! Preocupam-se com uma hipotética tentativa de controlar a TVI para "calar" uma Manuela Moura Guedes que hipoteticamente estaria ao "serviço" de adversários políticos do Sócrates.




Gripe suína!
Sérgio Marques não quer ficar atrás das mulheres ...
mas Nuno Teixeira não se importa...