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terça-feira, 15 de abril de 2008

O manda-chuva !


Mais um que pensa ter um pacto com S. Pedro!


O assessor de meteorologia da Presidência da República deverá explicar a sua Excia o Presidente da República que os madeirenses esperam dele que fale mais do clima político e social e menos da meteorologia!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

AJJ: rei no seu nicho político !



É impressionante a forma como o dr. Jardim consegue manter refém da sua todo-poderosa vontade o presidente da República e a Assembleia Legislativa da Madeira. Impressionante e, devo dizê-lo, lamentável. Então o presidente da República vem à Madeira em visita oficial, o parlamento não o recebe em sessão solene porque alberga "um bando de loucos", de acordo com as mimosas palavras do chefe do governo madeirense, e o chefe de Estado aceita e nada diz? Estranho. Cavaco Silva engole a afronta de só poder encontrar-se com o tal "bando de loucos" à mesa da informalidade de um jantar. O presidente da Assembleia Legislativa aceita passar pela vergonha de ser apresentado ao chefe de Estado como o homem que dirige o manicómio. Os deputados vergam-se sem um um pio perante a sua pública desconsideração. E quem os elegeu rebola-se de gozo por mais uma demonstração do desconchavo verbal do seu divertido líder.
Estranho? Se calhar, nem por isso. Jardim tem, de facto, um poder imenso. Para além de praticamente inamovível (sem que possa cair-se em rupturas capazes de, no limite dos limites, fazer perigar a unidade do Estado) o presidente do Governo Regional goza de um privilégio que nenhum outro poder eleito detém neste país: governa sem ónus. Para ele a governação só tem benefícios: não há medidas impopulares para aplicar; não há impostos para lançar e cobrar (ainda que a lei o admita); não obstante, há dinheiro suficiente, e ainda bem, para fazer obras e resolver problemas a pessoas eternamente agradecidas.
No caso específico da Madeira, a configuração constitucional da Autonomia permitiu, na verdade, este pequeno monstro democrático: o presidente do Governo regional consegue ter a vida mais facilitada do que um autarca ou do que um mebro do estado central. Porque está suficientemente distante da enxurrada e do buraco da estrada para não ter de aturar a indignação popular; porque se encontra suficientemente próximo da grande obra pública para açambarcar louros e méritos que nem sempre são seus; e porque anda alegre e suficientemente à margem das grandes decisões de política económica para poder responsabilizar o estado central por tudo o que de mau nos possa acontecer.
Isto é, o actual figurino constitucional da Autonomia permitiu à Quinta Vigia ter-se transformado numa espécie de bunker dotado de dois preciosos amortecedores de impopularidade: as Câmaras municipais, por um lado, e o Governo central, por outro. Quer isto dizer que Jardim não tem mérito? Nada disso. O que isto quer dizer é que o poder de Jardim se exerce, no plano formal, numa espécie de terra de ninguém (onde não há culpas, responsabilidades, ou pecados originais) que ele soube perceber, ocupar e fazer sua. É por isso que não acredito que fale com grande convicção quando reivindica para a Madeira uma autonomia tendencialmente ilimitada. Não obstante, toda a gente parece recear a chantagem. Até, pelos vistos, o presidente da República. Pelo que ninguém neste país parece sentir-se com suficiente força política e legal para explicar ao dr. Jardim que a democracia tem regras e o seu poder tem limites. E assim vamos andando de desconchavo em desconchavo.


Bernardino da Purificação

domingo, 13 de abril de 2008

Convite ao sr. Silva !




Mário Barros in DN (Madeira)


Sr. Presidente da República
Data: 23-08-2007




Sua excelência, Dr. Aníbal Cavaco Silva, será missão impossível pôr na ordem a democracia da Madeira e travar a desordem constante na pessoa, ou pessoas, como o Dr. Alberto João Jardim e Jaime Ramos? Isto aqui na Madeira vale tudo. Há prepotência e ódio na democracia da Madeira. Até na Assembleia vale tudo, com a maioria frequentemente a chamar nomes aos seus colegas da oposição. A juventude madeirense não pode de maneira nenhuma ouvir a linguagem que está a ser usada na política madeirense. Acho muito grave a forma como se faz política na região. A população da região tem 250 mil habitantes, será que toda ela pertence ao Alberto João Jardim? Sr. Presidente da República Portuguesa, é uma prioridade e até urgente a sua vinda à Madeira olhar por esta democracia e estar atento ao Dr. Alberto João, que rejeita, discrimina, faz pouco e ofende toda a oposição regional. E mais, faz-de-conta que o seu poder é absoluto, onde se acrescenta a xenofobia. Sr. Presidente, faça uma visita aberta à região, pois sentirá e verá rostos calados, sofredores e proibidos. Somos parte constituinte de Portugal e por isso não aceito, da parte do presidente da região, que coloque portugueses contra portugueses. A sua presença seria útil, para desinibir quase toda uma população que vive cada vez com mais medo. Sua excelência, Dr. Cavaco Silva, a Madeira espera por si, não para ver obra, mas sim para sentir e ouvir gentes de toda a ilha, para que torne a reinar a paz e o sossego. Aguardaremos muito ansiosos a vossa vinda. Os sinceros votos para que tudo isto aconteça, deixo-lhe os meus cumprimentos.