Mostrando postagens com marcador Política regional - Poder. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Política regional - Poder. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O melhor...entre os piores!

O AJJ trata os elementos do seu próprio partido como trata os elementos dos partidos da oposição só que em proporções e de formas bastante diferentes. À sua alcateia distribui mel e a um elemento ou outro mais "perturbador" algum vinagre para que não semei a divisão entre as suas hostes.
À alcateia da oposição distribui vinagre e algum mel a um ou outro elemento para semear a divisão no seio da oposição. O problema é que o sr. AJJ distribui vinagre entre os melhores do seu partido e mel entre os piores da oposição pelo que, quando desaparecer, as élites da Madeira serão compostas pelos piores do PSD e pelos piores de toda a oposição! A promoção dos piores faz dele o melhor ... entre os piores!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

O(s) iluminado(s) !

Mário Tavares in Diário de Notícias (Madeira)



Carnaval na política
Data: 01-03-2007


Dr. Alberto João, filho único, líder do PSD-M e Governante da RAM por obra e graça de D. Francisco Santana, considera-se possuidor do item de iluminado político da nossa era e da nossa terra. Não suporta nem fronteiras, nem atropelos no seu caminho. Todos conhecemos o seu esbracejar discursivo e actuante, exigindo o espaço livre até ao horizonte. Por razões..., o debate político continua de pé, foi instalada, como pilar fixo, a Lei das Finanças das Regiões Autónomas. De imediato, embora em tempo de comédia, o Carnaval, numa cena única, Dr. Alberto João produziu três dramas: demite-se de Presidente do Governo Regional, provoca eleições antecipadas e apresenta-se como o primeiro concorrente. E quer tudo muito depressa. É líder, está em acção, esta Região Autónoma é o seu palco e precisa de continuar em cena. Demite-se porque, em política, não sabe ser companheiro. Tem de ganhar sempre. Arrasta consigo o PSD-M, porque é o dono, o pai e tem a mão na boca do saco. Um dia, o saco irá rasgar-se. Eleições. Uma Região Autónoma empatada, só para viver o espectáculo. A conta, depois, é para a vítima. E tudo isto, apenas porque o saco dos ovos virá mais pequeno. Para a execução do seu projecto, Dr. Alberto João conta com um grupo numeroso de companheiros súbditos e monocórdicos, instalados nos interesses da Região, gente que navega bem, fazendo dinheiro com o dinheiro do Governo, ou recebendo ordenados chorudos, pagos pelo Erário Público. Pergunta-se: governar é isto? Governar é ir sempre em frente, exigindo que o cofre suporte tudo? Nesta corrida inaugurativa, sabe quantos eleitores estão a ficar para trás? Quantos se sentem injustiçados, prejudicados e enganados? Quantos vivem e morrem à espera dos direitos a que têm direito? Estamos fartos do espectáculo da Madeira Nova e do Povo Superior, carregando ignorância, pobreza e submissão, embora envolto em confeitos luminosos: as estradas e vias rápidas, as construções, os elefantes brancos e os mordomos. A Humanidade sabe quanto tem sofrido, como vítima dos iluminados.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

As queixinhas do filho único sem espelho !

Martins Júnior in Diário de Notícias (Madeira)


Riso e náusea
Data: 11-03-2007


Reconheço que, a este propósito, já reagi com um humorístico "deixem-me rir". Mas com as sucessivas piruetas que se vêem dia-a-dia o que antes era risível, agora é desprezível. O riso deu lugar à náusea. Para o protagonista-à-força deste minipalco experimental que é a RAM, tudo lhe serve no seu delírio de travesti regionalizado: numa destas noites sonhou ser moageiro ou farinheiro de 31 (ele apresentou-se como cabecilha de uma nova revolução da farinha de há 75 anos atrás), outra noite viu-se na diáfana pele indiana de Mahatma Gandhi e agora cavalga para a própria internacionalização: só que, enquanto o madeirense Ronaldo internacionalizou-se pelo brilho do seu talento desportivo, o outro internacionaliza-se pelas queixinhas ao Tribunal Europeu. Ficou espasmado, por levar os madeirenses a pensar que ele tinha descoberto o caminho marítimo para a Europa, mas ao fim do dia teve que despir a camisola de 'internacional': é que ele não tem competência para aceder ao Tribunal Europeu. Ele já o sabia desde 1990!... Frustrado e derreado por não conseguir enganar os seus apaniguados madeirenses, volta na semi-nudez do seu orgulho, armado em guerrilheiro de esquina e barafusta que não está certo, "que as Regiões deviam ter direito às queixinhas internacionais", que... e mais que... e o homem esguicha, espuma, faísca. Como alguém que tivesse perdido a memória... Desde 1990 ! É é isto que faz voltar a cara para o lado, é isto que já nem sequer faz rir, mas expelir. Logo no meu primeiro ano de mandato à frente da Câmara de Machico, em 1990, dei-me de conta que o homem tinha assinado juntamente com o Primeiro-Ministro o corte de mais de 60% do orçamento municipal. Recordo aos leitores de hoje que dos 33.000 contos/mês a que Machico tinha direito do Orçamento do Estado, só chegavam à Câmara 11.000 contos que nem davam para pagar salários. Tudo obra do 'nosso' homem e de Cavaco Silva. Era a altura em que ele proclamava: "Cavaco Silva é um bom madeirense e o Pe. Martins um reles cubano". Dirigi-me à Presidência da República, fui até junto do Comissário Europeu para as Regiões em Bruxelas... e o 'nosso internacional' ria, espojava na Vigia, charutava e repetia: "Olha o tipo das queixinhas... Aqui ninguém me manda, nem Lisboa nem Bruxelas...". Apesar de tudo, com 67 % de redução das verbas, lutei, poupei e aguentei oito anos no posto que o povo me tinha confiado pelo seu voto. E ainda paguei (Machico pagou) 1.800.000 contos (9 milhões de euros) de dívidas feitas pela gestão PSD. O protagonista-à-força, só por causa de uns míseros 2% chora, atira-se para o chão, bate com os pés, as mãos e a cabeça e... desiste. Já dizia Camões que "um fraco rei faz fraca a gente forte". A Madeira está a perder força com um desestabilizador de nascença. E lá vai ele, pelas praças públicas e pelos adros de igreja, braços abertos como um mártir auto-crucificado ou como um bobo ego-maníaco. É disso que gosta. É só disso que ele gosta. Enquanto o povo não descobrir o genético instinto de quem pensa que é o "filho único da Madeira" e o herdeiro usurpador do nome dos madeirenses...

domingo, 15 de julho de 2007

AJJ: visto de fora por um conterrâneo

Anónimo disse... in http://o-espectro.blogspot.com
Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

O pai da região


Infelizmente o Vasco percebe pouco das insularidades, apesar de adorar oa Açores, um paraíso ainda não muito conspurcado. O Dr. Alberto João Jardim, qual D. Corleone, é um homem sábio porque fez da sua (no sentido literal do termo) ilha uma terra de progresso. Como nasci lá, com um vago parentesco ao deputado Vieira de Castro (meu bisavô era sobrinho do malogrado deputado que mereceu a sua especial atenção), conheci as dificuldades dos indígenas locais como a emigração, a economia de subsistência, numa altura em que o turismo dava os seus primeiros passos. A Madeira e os madeirenses vivem, desde há 30 anos, num clima de efectivas melhorias económicas e sociais que a propaganda procura a atribuir ao Dr. Jardim e à sua governação. Há 30 anos que a oposição não tem hipóteses de ser qualquer coisa para além de oposição, apenas com as mordomias que gozam os seus deputados. O povo vive melhor, muito melhor desde que o PSD e o dr. Jardim se instalaram no poder. Como a legitimidade está no voto, o povo agradece e dá o seu voto a quem lhe tem proporcionado essa melhoria ou seja, ao dito cujo. Empresários, classe média (já existe uma importante classe média na região) que apoiam o regime e agradecem os favores do querido líder. Posto isto, que fazer?


De um seu admirador


José Maria Amador
12:45 AM

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Perpetuação do poder!



Há um ano atrás eu escrevi um texto intitulado "A Perpetuação do Poder", publicado em um fórum na internet, cujo resumo eu trancrevo abaixo.

Ao que parece eu não estava totalmente enganada, e hoje aproveito para acrescentar que o exemplo vem de cima, e o que se passa na AMME nada mais é do que um reflexo do comportamento político na Madeira. "Na minha opinião esta ilha está vivendo uma "ditadura disfarçada de democracia". O poder não pode ser perpetuado nas mãos de um único governante ou mesmo de um único partido. Qual a justifictiva para isso? O carisma? Perdoem-me a franqueza, mas esses líderes não me parecem carismáticos. Parecem, sim, apegados ao poder e que têm como plataforma eleitoral o infinito número de obras inauguradas, quase que diariamente. A estratégia estar diariamente na TV e nos jornais, fixando ainda mais as suas imagens. A perpetuação do poder não ocorre apenas ao nível do Governo Regional, mas também na Câmara Municipal do Funchal ( o autarca segue os mesmos passos do Presidente ... ). A pegunta que paira no ar é: há quem os substitua? Talvez, mas o que percebo é que não são pessoas novas, mas por eles escolhidas a dedo por "terem estudado na mesma cartilha" que os dois aqui por mim citados. É muito fácil observar isso ao ler as notícias e notar que são sempre as mesmas pessoas a se dar destaque. Há uma pequena "elite" que domina a ilha em todos os aspectos, não apenas no plano político. E qual o objetivo dessas pessoas? É fácil, a auto-promoção para atingirem o seu verdadeiro intento: atingirem o poder (cada um no seu âmbito) e lá se perpetuarem !!!"
1:59 PM