Yak disse... in http://apontamentossemnome.blogspot.com/
AJJ já nos habituou àqueles tiques anedóticos que nos faz assombrar tanto em riso como em choro. Apesar daquela aparente vitalidade do discurso interno, o certo é que o homem nem mais acredita no que vocifera, mais ou menos como aquela "res" que esperneia sob o cutelo da morte certa. De entre os Conselheiros de Estado que nos merecem respeito e consideração, Jardim é o exemplo vivo de "um acidente de percurso" da jovem democracia portuguesa. O desrespeito pelas oposições, a fraca cultura democrática e falta de sentido de Estado são-lhe reconhecidas por todos os quadrantes políticos, inclusivamente entre os seus pares. Não obstante o mérito de reivindicar mais "Madeira" no plano nacional e à custa disso transformar uma ilha de basalto em cimento, com numa economia detida por uns quantos barões, Jardim "tentacularizou" na sua esfera de influência como um polvo gigante. O clima de intimidação na denúncia das enormidades que se cometem, quer por parte das oposições, quer por parte de quem "usa" a sua cidadania, é e sempre foi a arma predilecta. Nos sítios pequenos falar mais alto, e estar sentado no pedestal, torna a razão dispensável. Jardim aproveitou-se da docilidade do seu povo e promoveu uma cultura de saloios e um "novo riquismo" ainda pior que a burguesia emergente de Changai.Do alto do seu "castelo de cartas" o Sr. Jardim dispara para todo o lado. Escuda-se cobardemente nas imunidades de Conselheiro de Estado e na do seu mandato regional. No entanto ordena aos seus arrebanhados "pupilos" parlamentares que levantem a imunidade das oposições.Jardim sabe que o seu fim político está próximo. As fissuras no seu aparelho estão à vista e mais cedo ou mais tarde, aquela implosão ocorrerá de forma descontrolada. Infelizmente para as populações da Madeira e Porto Santo, saberemos todos, os custos desta "experiência desastrosa de portugalidade no atlântico", em que se tornou esta autonomia desvirtuada com as futuras gerações a assumirem os passivos que agora se moldam no betão e despesismos faraónicos para gaúdio de alguns.
23 de Outubro de 2007 19:20