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domingo, 9 de dezembro de 2007

O "amigo" cubano do Jaime Ramos

Acácio Matias in DN (Madeira)

O Amigo Jaime Ramos?
Data: 06-07-2007

É mesmo verdade ou é apenas mais um dos seus lamentáveis "lapsus linguae"? - "Vocifera que não precisa de nenhum continental em solo madeirense" ? (sic emajulia, in Diário de Notícias 29/06/2007) ... Será que a Madeira é sua? … Por mim, "arribado" há 51 anos, num tempo em que o senhor nem idade tinha para saber o que fossem ditaduras fascistas ou comunistas, (se calhar continua a não saber…) - confesso-me cansado de tanto barulho e de tantas ameaças, de tantos donos da Madeira… Por isso, (em nome da camaradagem que nos uniu durante o ano das primeiras eleições…), aproveito para lhe dizer duas coisas :
1ª - lamento (sem qualquer inveja) tê-lo ajudado (se nada ajudei mais contente fico) a "cimentar" a sua alta posição política, social e económica…
E, 2ª - essa do Povo Madeirense - povo superior ou não superior - não passa de uma blague ou uma chantagem… E era bom que todos nos entendêssemos quanto a isso para evitar estas guerrilhas inúteis, estéreis e prejudiciais entre cá e lá… É que não há mesmo "Povo Madeirense"… A Madeira é uma criação "ex novu" dos chamados "colonizadores do rectângulo" …Todos sabemos que não havia aborígenes, indígenas ou autóctones… E foi aquela "gentalha" que veio do outro lado do mar: bons e maus; melhores e piores - mas na sua maioria portugueses - com a miscigenação posterior com tantas outras raças - umas melhores outras piores - que deu origem à nossa querida e bela Madeira… Daí que não haja Povo Madeirense; como não há Povo Minhoto ou Transmontano, Alentejano ou Algarvio … Não seria mais sério e amigável concordarmos todos em que, o que há, é o Povo Português da Madeira, do Minho ou do Algarve?... Post scriptum - Só para mais 2 esclarecimentos:
1- Pelo que leio, oiço ou sei de si tinha de acreditar na "vociferação" que lhe atribuem… Daí esta minha reclamação.
2 - O qualificativo - amigo - não é blague nem chantagem: se ainda se lembra do meu B.I. … sabe que eu sou o oposto daqueles abusados "valores" de filosofia popular… Já que: "quanto mais conheço os homens continuo a ser mais amigo deles, do que dos cães"; - e acho que ser amigo do seu amigo… é puro negócio… O ideal é ser amigo de toda a gente… É por isso que - não obstante - lhe deixa aqui um abraço amigo.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

O Jaime vem hoje?

José Freitas disse... in http://apontamentossemnome.blogspot.com/

Num ambiente de maioria absoluta com a "qualidade" a que nos habituámos a ver, a democracia representativa dos madeirenses e portossantenses deixa muito a desejar. Habituámo-nos a ver as mesmas caras, os mesmos discursos, a mesma rotina. Tudo gira em torno de uma liderança personalizada, num pessoalismo exacerbado e explorado até ao irracional. Coisas pequenas de ambientes pequenos e horizontes pequenos. Contudo fomos assistindo ao longo dos anos, a uma introdução de vilezas que passaram a ser comuns e protagonizadas por Jaime Ramos. Certamente o senhor não terá culpa das suas limitações de imagem, de oralidade e destreza mental. Não duvido que umas sessões de Terapia-da-Fala ser-lhe-iam muito úteis, quanto a matéria de educação e ética...Bem. Chá toma quem pode.Este deputado exímio na má-educação, representa mal os seus votantes, não dignifica o parlamento regional e envergonha a representatividade democrática da Madeira ou de qualquer parlamento digno desse nome. Neste âmbito creio que ele é mesmo a principal vítima de si próprio. Talvez por falta de espelho não veja a sua figurinha ridícula quando está revolto na sua primitividade.O quadro não é só esse. Tal como outros meretíssimos representantes do povo, este senhor criou uma super-estrutura que açambarca o tecido económico regional. Tudo muito bem validado no quadro democrático e regimental, que não filtra quaisquer incompatibilidades.O destacado quadro da máquina do PSD-Madeira tentaculariza o seu partido, o seu líder e grande parte do tecido económico regional que se relaciona nos negócios com as entidades públicas. Aliás o ciclo de forte investimento público e de infrestruturação que a Região tem conhecido nos últimos anos, é proporcional ao enriquecimento meteórico do Sr. Ramos. Veja-se as teias de clientelismo que este senhor detinha na Câmara do Funchal através do seu cunhado, o ex-vereador Marote com o beneplácito do chamuscado delfim Albuquerque. Este "Jaiminho" caricaturado pelo ex-líder do PS, Jacinto Serrão criou um "Petit-Salazar" (caricaturado por Jardim) e levou-o para dentro do hemiciclo madeirense. Esse petiz de político logo se mostrou atrevidote perante os ditames jardinistas e granjeou para si todo o protagonismo em sede da sua "Jota" laranja. Perpetuou-se agarrado como a lapa das Desertas com vento de sudoeste, na estrutura juvenil até à proveta idade de 30 anos!As cobras "bem-criadas" mantêm-se mesmo fiéis à sua hereditariedade.O Sr. Sílvio menos ressabiado e com menos "sanitas" na sua suma curricular permitiu-se ao simples e inóquo desrespeito de não ofender tanto ninguém...Mas tão somente (como o Mestre Ramos), aprovar os seus próprios projectos. Hoje já não precisa do parlamento. Excedeu os seus compromissos com o seu eleitorado. Nada de mal. A gula pode muito bem vir a ser uma daquelas doenças a serem comparticipadas no tratamento. Uma espécie de "desobriga religiosa". Ou em linguagem parlamentar com prefixos in uma inimputabilidade ou uma imunidade. São por demais conhecidas as "brejeiradas" do Sr. Ramos aos demais parlamentares da oposição. São aquelas bocas caústicas, tão ásperas como as suas entranhas, que o homem tão bem sabe vocalizar com mestria. A capa da imunidade permite estas brejeiradas. Depois fica quieto e mudo. Começa a piscar os olhos e a maioria dos seus músculos faciais. É o tique próprio de quem só sabe dispar à distância.O grupo parlamentar do PSD-Madeira perante o seu líder parlamentar, não passa de um conjunto de peões acéfalos. São meros serventes sem estímulo. Este chefe dos empreiteiros dos Mercedes e do lobby do betão não passa de mais um produto da argamassa da obra jardinista...Um paredão em bruto sem jeito e sem reboco.

27 de Novembro de 2007 19:55