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domingo, 10 de fevereiro de 2008

Jogos de guerra !

Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008
Andesman in http://opalanegra.blogs.sapo.pt/

GUERRA E FICÇÃO

Há quem promova guerras de pólvora seca inventadas à sua medida, para depois dizer que as ganhou.

Há quem fale constantemente que a sua terra está a ser atacada.

Há quem invente que ele e seu povo estão debaixo de fogo.

Há quem peça à Marinha para invadir o seu território.

Há quem fale tanto de guerra, e nunca tenha estado numa zona operacional, ou debaixo de fogo real.

Há quem sempre a puxar para a fanfarronice, inicie sucessivas guerras e depois tenha que levantar a bandeira branca. E apesar disso continue a cantar vitória.
Todas as guerras de Gonçalves jardim são palacianas, todo o seu conhecimento guerrilheiro, limita-se à Acção Psicológica do tempo da guerra colonial, que já afirmou ter-lhe sido muito útil na política.
É neste contexto que o senhor Gonçalves Jardim, se deslocou há dias a Lisboa, pela segunda vez desde que está no poder, numa situação idêntica à de Egas Moniz, embora por razões muito menos nobres.
A primeira vez que se deslocou ao "rectângulo", com a corda ao pescoço, foi no tempo do governo do Bloco Central.
A sua política tinha levado a Região à beira da bancarrota (o senhor Gonçalves Jardim dizia, ruptura financeira), Gonçalves Jardim implorava a Ernâni Lopes 1 milhão de contos com a máxima urgencia .
Gonçalves Jardim confessou mais tarde, ter sido o momento mais difícil da sua governação, que nem conseguia dormir, pois já nem dinheiro tinha para pagar à Função Publica. Ernâni Lopes não estava de acordo, valeu a intervenção de Mário Soares.

Ernâni Lopes o austero Ministro das Finanças, elogiado pelos ingleses pelo seu rigor, exigiu que Gonçalves Jardim lhe levasse as contas da Região para análise.
Ernâni Lopes adiantou-lhe um milhão de contos por conta das transferências do OE do ano seguinte; mas as contas foram expostas até na TV e Gonçalves Jardim nunca perdoou a Ernâni Lopes a humilhação.
As eleições antecipadas, foram justificadas perante o povo, serem para combater esse perigoso "general" inimigo, que se disfarça sob o nome de filósofo grego, e que sitiara a sua terra com uma força militar especial; a LFR.
Pouco depois das eleições, já os chefes "militares", do seu monolítico exército diziam, que nunca esperaram que a antecipação das eleições resolvesse o "garrote" imposto pelo cerco da LFR.
Em mais uma acção de Acção Psicológica, o senhor Gonçalves Jardim, engana mais uma vez o seu povo. Estraga o calendário daqueles que afirmaram extemporâneamente, terem como objectivo ganhar as eleições regionais já em 2008. Como se sabe, o senhor Gonçalves Jardim é um viciado no poder; aproveita o momento emocional que causara ao povo, reforça e prolonga o seu poder até 2011.
Nesta "guerra" o mestre da Acção Psicológica, enfrenta o experiente "general" Teixeira dos Santos, que ao contrário dos seus antecessores Campos e Cunha, Miguel Cadilhe, Catroga, João salgueiro, Constâncio e outros, além de equivalente competência técnica, entende ainda as manhas da política.
Como em tudo neste mundo e nesta vidinha que nos deram; há crédulos e incréus. Eu pertenço aos segundos, sou do tipo S.Tomé.
Há quem ainda acredite que o senhor Gonçalves Jardim pode ainda mudar e tornar-se um pacifista das suas próprias guerras psicológicas.
Ora esta paz é mais fácil de sabotar do que a paz Israelo-Árabe, em que cada uma das partes, não só desconfia da outra, como não acredita vir a cumprir a sua parte.


Se hipotéticamente o senhor Gonçalves Jardim conseguisse tudo o que quer, nem precisaria de chegar às eleições e voltaria "à pedra", mandando a paz às urtigas, promovendo mais uma guerra para mostrar que é indomável e que o "rectângulo" é inimigo do "Povo Superior" e que só ele é a salvação.
Se nestas negociações não conseguir "solidariedade" que para si é uma estrada de sentido unico, receber: a guerra segue de imediato.
Guterres quando foi PM, além de de transferir para a Região o que era de lei, ainda pagou 75% da dívida regional, qualquer coisa assim como 160 milhões de contos, segundo a imprensa da época. O senhor Gonçalves Jardim já nem conseguia sequer, pagar o que chamava serviço da dívida ou seja; os juros.
Os agradecimentos do senhor Gonçalves Jardim, são conhecidos: por antecipação, quando Guterres era apenas secretário-geral do PS, chamou-lhe tonto. Depois, e apesar da "solidariedade" de 160 milhões; aldrabão, vigarista e mafioso.


Nas eleições regionais seguintes, não podendo acusar o governo central, o PS e o PS-M de inimigos; o senhor Gonçalves Jardim, pede aos madeirenses todos mesmo áqueles que nunca tinham votado nele, que dessa vez votem, que é o seu ultimo mandato.
O crédulo povo acreditou e votou, e o senhor Gonçalves Jardim continuou no lugar até hoje.

Diz o povo que dizem ser sábio, que "burro velho não aprende línguas". Depois não é a caminho dos 70 que um homem muda.
publicado por Andesman às 21:37



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Uma terra sem espelhos !

Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)
Que descaramento, este
Data: 18-07-2007

Não costumo fazer comentários hás opiniões livremente expressas ainda mais quando são certas pessoas que nem merecem que se lhes dê importância pelas suas práticas tendenciosas e ideias de regime totalitário, porém existem disparates que pela sua enormidade não podem passar sem um comentário até para que as pessoas menos atentas às demagogias de certos políticos possam usar um padrão de comparação. Esta introdução tem por fim comentar o artigo de opinião do Senhor Deputado Guilherme Silva no seu artigo de opinião de 15/7/07 "Que Democracia esta !?" onde a um dado passo se interroga " que país é este onde tudo se passa impunemente? Será Cuba de Fidel (ou Raul) de Castro ou o Zimbabwe de Mugab!?" O senhor deputado já vive à tantos anos no Continente graças ao, ia a dizer "tacho" mas é emprego, que o PSD-M lhe concedeu na A:R que até se esqueceu do regime político que se vive na Madeira, se não, não teria o descaramento de questionar a democracia no rectângulo português. Ou será que tem estado a passar férias na Lua?Então não sabe que tem o mesmo governo na Madeira há 30 anos que controla todas as instituições, desde o desporto hás casas do povo passando pelas Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia que têm que ser do seu partido se não aparece logo um estrangulamento financeiro? Não sabe que se trata a oposição na Madeira como se fossem filhos de um deus menor sem sequer terem direito a falar para denunciar, o que eles consideram certos abusos de poder com a passividade do Senhor Presidente da A.L.M., esquecendo-se que estes são a voz do povo que não votou PSD? Sabe que nesta terra até queremos estar acima da lei, não respeitando uma lei Nacional referendada pelo Povo Português, (Interrupção Voluntária da Gravidez) prejudicando sempre as mulheres mais desfavorecidas que não têm possibilidades de se deslocar ao Continente, dando assim cobertura a certos médicos que agora são objectores de consciência??? Será que também eram antes da lei ser referendada e aprovada? Será que sabe que nesta terra existe um Presidente do Governo que manda instaurar processos a todos os que se lhe atravessam no caminho mas quando é para ele próprio responder pelas possíveis ofensas que faz, escuda-se na imunidade parlamentar? Quer mais? Aqui vai! Tem um jornal por conta do Governo (tipo URSS no tempo da ditadura) para escrever tudo o que lhe apetece, mas pago com o dinheiro dos contribuintes. Não aceita uma lei das incompatibilidades que venha clarificar o "estatuto" do empresário/deputado que de manhã aprova leis na A.L.R. e de tarde é empresário. Nas campanhas eleitorais não se distingue onde começa o discurso do PSD-M e acaba o do Presidente do G.R. É ainda nesta terra que as más-línguas dizem que para os jovens arranjarem um emprego era preciso terem um cartão laranja, porém agora nem assim porque uma boa parte dos milhões esbanjados da U.E foram mal empregues e não criaram uma política de emprego com sustentabilidade. Será Cuba de Fidel ou o Zimbabwe de Mugab ou algo parecido com ditadura?Não, é a Madeira de Jardim e dos seus submissos e incondicionais seguidores.
Juvenal Rodrigues

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O poder é viciante !

Juvenal Rodrigues in DN (Madeira)
Mais do mesmo
Data: 21-02-2007


O Dr. Alberto João Jardim é daquelas personagens carismáticas que ou se ama ou se odeia, tal como Che Guevara, Fidel de Castro, Marcelo Caetano, Pinochet, Franco, Hugo Chaves, que começa a entrar pelo mesmo caminho e ainda outros que pelo seu carisma e apego ao poder marcaram a história com bons e maus momentos. E para demonstrá-lo, ficará por muito tempo nos ouvidos dos madeirenses, aquando da sua inútil demissão para de seguida voltar a recandidatar-se, esta caricata frase: "Ao me demitir provo não estar agarrado ao poder". Imaginemos se estivesse! Nada na Madeira mudará com eleições antecipadas porque os madeirenses sabem que Alberto J. Jardim tem um eleitorado fixo sobretudo nas camadas mais idosas da população que já se habituou ao seu estilo e o seguem sem impor condições. Estes não votam PSD-M mas sim Alberto João. Daí que o PS-M manterá mais ou menos o seu eleitorado, assim como os outros partidos da oposição. A diferença residirá no voto dos abstencionistas e nos jovens. Se estas duas franjas do eleitorado quiserem participar com o seu voto na vida actual e no futuro da Madeira, creio que aí haverá surpresas. Por outro lado, os que gravitam à sua volta, governantes, deputados e figuras graúdas do PSD-M, acomodar-se-ão e nada farão para mudar o curso dos acontecimentos porque sabem que a figura de Alberto J. Jardim funciona como um satélite que com a sua força gravitacional os mantém à sua volta, não os deixando cair. Mesmo que para muitos ele seja um inimigo de estimação, enterrarão a cabeça na areia usando aquela máxima "se não podes com o inimigo junta-te a ele". Todos sabemos que as eleições antecipadas não mudarão nada na vida da RAM em termos políticos ou financeiros e apenas servirão para gastar dinheiro do contribuinte e paralisar a economia madeirense pelo menos até o Verão, por isso pergunta-se: não serão essas eleições apenas por interesses partidários, por um capricho, por uma vingança ou até mesmo uma desesperada demonstração de força perante um Governo da República que ele sabe que nunca se submeterá à sua vontade e à sua chantagem política? (...).