quarta-feira, 20 de abril de 2011

Libertando o refém chamado Portugal

Podia escrever páginas e páginas sobre a intervenção do FMI/FEEF em Portugal mas ninguém as leria pelo que deixarei aqui apenas algumas afirmações categóricas sem grandes explicações.

1º - A intervenção faz-se de forma tão urgente para salvar o sector bancário e não tanto o país;


2º - Entre um mês e dois meses a banca estará a ser "salva" com os fundos emprestados ao país pelas entidades acima referidas.


As três soluções:

1ª -  A esquerda em geral defende que se deixe a banca falir no entanto esquece as consequências nas poupanças depositadas nos bancos bem como o efeito dominó que isso teria na vida económica e social do país;

2ª - A solução que o Governo prepara-se para executar sem o assumir, o simples empréstimo de liquidez à banca sem qualquer garantia de reaver o empréstimo e sem ter em conta a situação específica de cada banco;  falido ou  sem liquidez;
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3ª - A solução que eu defendo passa por o Governo fazer um proposta irrecusável aos bancos que necessitarem de injecção de capital de acordo com a situação de cada um. Os bancos com mais passivos do que activos deixar simplesmente falir garantido a aplicação da lei, nomeadamente a garantia pelo Estado dos depósitos até ao valor de 100.000 euros. Os outros, os que tendo mais activos que passivos, e que necessitem da intervenção do Estado, devem aceitar um acordo no qual o Estado não pode perder mesmo que entretanto o banco vá à falência. O banco intervencionado obrigar-se-ia a devolver o capital no prazo de 10 anos e com juros de 3% acima da inflação. Nesse período os seus activos funcionariam como garantia do empréstimo e em caso de falência o Estado teria prioridade sobre a massa falida.

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