segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Abstenção aparente: 18% ?!

In http://antipublico.blogspot.com/2006/01/uma-contas-simples.html
Sexta-feira, Janeiro 06, 2006

Uma[s] contas simples

Segundo o Público on-line, é de 18.441 o aumento verificado no número de eleitores madeirenses entre as duas eleições presidenciais (2001-2006). Como há 18 a 23 anos a média de nescimentos da Região era de 4.000/ano, verifica-se que [há] a menos de umas centenas de eleitores, aquele crescimento é constituido por todos os novos eleitores. Assim, poderemos concluir que não terão sido abatidos os eleitores entretanto falecidos. Fazendo as contas por outra via: o census 2001 indicou pouco mais de 240 mil residentes na RAM. Considerando que sejam, hoje 245 mil (por excesso) e que existam 18 (anos) x 3.200 (nascimentos/ano - média por defeito) residentes com menos de 18 anos, teríamos 245.000 [residentes] - 57.600 [residentes com menos de 18 anos] =187.400 eleitores [residentes com 18 ou mais anos de idade]. Diz o Público que estão inscritos como eleitores 229.908 eleitores. Considerando que vão votar TODOS os residentes com 18 ou mais anos (187.400), teremos, sempre, uma taxa de abstenção aparente de 18,5% (e não zero, como seria devido). Se forem a votos 70% dos residentes (o mais provável), a abstenção aparente será de 43%, apesar da real ser de 30%...

9:55 AM
[Entretanto porque achei absurdo que 18% dos eleitores dos actuais cadernos eleitorais correspondessem a pessoas falecidas concluo que esse nº corresponde a todos aqueles que recenceados emigraram de 1974 para cá e que continuam a constar dos cadernos eleitorais da Madeira. Se o comentador do Público se enganou na razão provávelmente não se terá engando nos números. Se assim for isto significará que teremos que retirar uma média de 18% à abstenção na Madeira dos últimos anos. Este nº à medida que recuamos no tempo deverá ser inferior pois não inclue aqueles que imigraram posteriormente. Deste raciocínio podemos concluir que pelo menos 18% dos madeirenses recenceados pós 25 de Abril emigraram. Que serão mais alguns pontos percentuais pois alguns terão emigrado com menos de 18 anos juntamente com a família e que as vitórias do AJJ são ainda mais unânimes do que aparentam.]
PS: O conteúdo dos parênteses rectos [ ] é da minha responsabilidade.

3 comentários:

amsf disse...

Se a oposição na Madeira pensa ter c/ de 90.000 potenciais abstencionistas para "aliciar" terá que refazer as contas pois provávelmente não existem mais do que 75.000 ! Destes uma parte não considerará valer a pena votar...nem no poder...nem na oposição...

BaBy_BoY_sWiM disse...

Há que actualizar os cadernos eleitorais.

Quanto ao jantar acho que para primeiro jantar está uma boa "casa".

Estou agora na UMa, gostaria de dar o meu número de telemovel caso esteja perdido!

Um abraço

Vico D´Aubignac disse...

Transcrito, com a devida vénia, do "Pravda Ilhéu":
Artigo de Baptista Bastos publicado no Jornal de Negócios em 30 de Julho deste ano:
Alberto João Jardim não é inimputável, não é um jumento que zurra desabrido, não é um matóide inculpável, um oligofrénico, uma asneira em forma de humanóide, um erro hilariante da natureza.
Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.
Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».
A objurgatória contra chineses e indianos corresponde aos parâmetros ideológicos dos fascistas. E um fascista acondiciona o estofo de um canalha. Não há que sair das definições. Perante os factos, as tímidas rebatidas ao que ele disse pertencem aos domínios das amenidades. Jardim tem insultado Presidentes da República, primeiros-ministros, representantes da República na ilha, ministros e outros altos dignitários da nação. Ninguém lhe aplica o Código Penal e os processos decorrentes de, amiúde, ele tripudiar sobre a Constituição. Os barões do PSD babam-se, os do PS balbuciam frivolidades, os do CDS estremecem, o PCP não utiliza os meios legais, disponentes em assuntos deste jaez e estilo. Desculpam-no com a frioleira de que não está sóbrio. Nunca está sóbrio?
O espantoso de isto tudo é que muitos daqueles pelo Jardim periodicamente insultados, injuriados e caluniados apertam-lhe a mão, por exemplo, nas reuniões do Conselho de Estado. Temem-no, esta é a verdade. De contrário, o que ele tem dito, feito e cometido não ficaria sem a punição que a natureza sórdida dos factos exige. Velada ou declaradamente, costuma ameaçar com a secessão da ilha. Vicente Jorge Silva já o escreveu: que se faça um referendo, ver-se-á quem perde.
A vergonha que nos atinge não o envolve porque o homenzinho é o que é: um despudorado, um sem-vergonha da pior espécie. A cobardia do silêncio cúmplice atingiu níveis inimagináveis. Não pertenço a esse grupo.

Jornal de Negócios de 30 de Julho de 2007