terça-feira, 8 de julho de 2008

A mediocridade e o ódio na política regional

Anônimo Carlos França disse... in https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1050638211414746347&postID=5986538889049355892

[...]

2. Medíocre é depender da política para sobreviver. Medíocre é juntar-se ao partido vencedor porque lhe "dá jeito". Medíocre é escolher o caminho mais fácil. Medíocre é clamar vitória por uma vitória que não é sua. Medíocre é ser incapaz de percorrer o deserto político pelo Bem de um Povo. Medíocre é trocar a defesa de um ideal por um "tacho". Medíocre é ser incapaz de pensar por si próprio. Medíocre é estar agarrado ao Presente e não ver o Futuro. Medíocre é fomentar o ódio e a divisão. Medíocre é ser intolerante com as opiniões dos outros. Medíocre é ser apologista da Lei da Mordaça. Medíocre é enganar o Povo para seu próprio benefício.

3. Ser movido a ódio é recorrer constantemente ao insulto gratuito apelidando os opositores de "bastardos", "filhos da pu..", "panascas", "rascas", "drogados", etc... Ser movido a ódio é apelar à xenofobia contra os emigrantes ("é mesmo bom que eles (chineses e indianos) me oiçam porque eu não os quero aqui"). Ser movido a ódio é sistematicamente virar Portugueses contra Portugueses para seu proveito.

4. Ser movido a inveja é aproveitar-se das divergências internas de um partido para fraccioná-lo ainda mais só porque dentro do seu próprio partido não há liberdade de opinião. Ser movido a inveja é tratar os seus próprios militantes (ex: Prof. Virgílio) como se tratasse do "inimigo" apenas com o objectivo de ocupar a "cadeira vaga".
[...]

8 de Julho de 2008 20:29

5 comentários:

Anônimo disse...

AR deve safar partidos das devoluções
Proposta para resolver Jackpot deverá ser do PS e resultar de um acordo com o PSD
Data: 09-07-2008

Os partidos que correm o risco de terem de devolver quase dois milhões de euros do chamado jackpot parlamentar, relativo a 2006, esperam livrar-se desse 'castigo' através de legislação da Assembleia da República - AR. Apesar dessa expectativa, o discurso é outro e só o PS admite estar a aguardar uma decisão do Parlamento nacional.

Victor Freitas, actual líder da bancada socialista na Assembleia Legislativa da Madeira e membro da direcção em 2006, é parco em explicações, mas não deixa espaço para grandes dúvidas: "Os dirigentes nacionais sabem das conclusões da auditoria. Aguardamos decisão da AR".

O conhecimento das conclusões do relatório do Tribunal de Contas - TC pode ser determinante no convencimento da necessidade de intervenção, por parte dos socialistas do Parlamento nacional.

Já antes de ser conhecido o relatório final do TC foi levantada a hipótese da intervenção da AR, por iniciativa do PS, com o acordo do PSD. Só que, nessa altura, Alberto Martins terá temido as repercussões negativas na opinião pública.

Agora que as probabilidades de devolução atingem todos os partidos, incluindo naturalmente o PS, é esperada uma abertura do líder da bancada socialista na AR.

Anônimo disse...

É incrível: o PS-M congratula-se com o negócio da Marina. E o DOMINIO PUBLICO MARITIMO, que é do Estado?

amsf disse...

O PSD/M governa[-se] e estes anónimos apontam o dedo à oposição!

Há c/ de mais de 1 ano a Soc. Desenvolvimento Ponta Oeste colocou uns cartazes gigantes junto à Marina do Lugar de Baixo em que se podia ver um empreendimento imobiliário entre a estrada e a marina. O AJJ, em campanha eleitoral, referindo-e aos cartazes acusou o PS de ter impedido a finalização do empreendimento. Pelo pouco que eu sei o Tribunal Administrativo (?) terá qualquer coisa contra a construção imobiliária no domínio público marítimo. Aparentemente o Governo regional incapaz de terminar o projecto original tenta vendê-lo a um privado!

Esse suposto negócio entre o Grupo Pestana e o Governo Regional terá que esperar por uma decisão da justiça!

E quem eventualmente se preocupa agora com o domínio público marítimo deveria ter-se preocupado quando este foi ocupado pelas sociedades de desenvolvimento!

Carlos França disse...

O Partido Socialista e a Política Negativa.
O Caminho ou um Obituário Político?

Se neste exacto momento fosse feita uma sondagem de opinião ao Povo Madeirense na qual figurasse a questão de como caracterizaria a Oposição Política Regional facilmente nos depararíamos com adjectivos como “invejosos”, “medíocres”, “movidos a ódio”, “sedentos de tachos”, “incompetentes”, “apologistas do bota-abaixo”, “sem alternativas”, “sem soluções”, “caluniadores”, etc…
Apesar de alguns destes rótulos serem notoriamente injustos, se nesta altura do campeonato os destinatários desta missiva ainda se revelam incapazes de despertar do seu torpor partidário, para reconhecer a veracidade e validade de muitas destas percepções então sugiro que os visados repensem seriamente a sua Carreira na Política.
Portanto como é que chegamos a este ponto? Como é que passamos de Defensores da Liberdade, da Democracia e da Madeira para um bando de “más-línguas” que se entretêm a apontar tudo o que vai mal no “Paraíso”?
A resposta vem em três partes:
A primeira é extremamente simples. A verdade é que, de facto, a noção de alternativa política adoptada pela oposição é cada vez mais pautada pela Negativa do que pela Positiva, pela Falta de Ideias do que pela presença delas. Aposta-se cada vez mais em salientar a corrupção, as “negociatas”, a troca de “tachos”, os investimentos fracassados e os defeitos dos governantes. Raramente se ouve da boca da oposição que alguma coisa correu bem. Tudo corre mal, o que não é de todo verdade. Eu não estou a dizer que escândalos como os que acabei de referir devam ser esquecidos, ou branqueados por algumas excepções positivas. Isso seria cumplicidade criminosa. O que eu quero dizer é que para responder aos anseios do Povo por uma Alternativa, por um Novo tipo de Política, Competente, Unificante, pautada pela Positiva e pela Verdade não nos podemos dar ao luxo de ter esta dualidade de critérios. As coisas são como são e é preciso ter a grandeza de espírito para ascender acima das barreiras partidárias e reconhecer ao adversário o mérito onde ele é devido ou para apresentar soluções viáveis e não críticas gratuitas nas áreas onde este falha. É esta Autenticidade, Competência e Compromisso com o Progresso que, ao Sacrificar Barricadas Políticas para o Bem de todo um Povo é reconhecido pelo eleitorado como Digno do seu voto.
A segunda prende-se com a manifesta ineficácia, até à data, por parte do Partido Socialista em divulgar as suas inúmeras soluções para resolver os problemas da Madeira. Afinal estas existem e são muitas, pelo menos o dobro das apresentadas pelo Governo, mas o povo simplesmente desconhece a sua existência. Como tal em termos políticos são inertes, predominando aos olhos do eleitorado a imagem “do contra” do partido.
A terceira e última tem a ver com o facto de, nesta como em qualquer outra matéria, a máquina de propaganda Laranja já se ter apercebido da vulnerabilidade da oposição neste ponto. Eles não só reforçam activamente a noção dos políticos da oposição como do “bota abaixo”, boicotando e censurando todas as suas iniciativas políticas positivas, espicaçam-nos até ao ponto de, quase como se tratasse de uma resposta reflexa, estes serem obrigados a adoptar uma atitude sarcástica e rancorosa que, ao transbordar para a sua forma de fazer política a torna tendencialmente negativa.
Mas porque é que tudo isto é importante? Simples, um politico rotulado como negativista é um político que não tem credibilidade, que ninguém está disposto a ouvir. É um indivíduo que toda a gente pressupõe que da sua boca só saem mentiras que é movido a ódio e a inveja. Isto não só enfraquece a sua Mensagem Político como acrescenta credibilidade à do ao opositor que se vê numa posição em que pode mentir à vontade. Pior as suas mentiras começam a passar por verdades absolutas. Este é o perigo da Política Negativa.
O que nós precisamos é de um tipo de Política que não se foque em Arrasar o Adversário mas em Desenvolver a nossa Região.

Carlos França disse...

Só para exemplificar com um exemplo prático o que havia dito. Isto que abaixo transcrevo é exemplo de um "non issue", no qual se incorre o risco de levar o rótulo de campanha política negativa por uma "ninharia".

PS denuncia má obra na zona Areeiro
Data: 12-07-2008

O obra de alargamento do Caminho do Areeiro, em São Martinho, é criticada pelo PS. Tudo porque não existem lugares para o estacionamento automóvel, nem docas para autocarros.

A denúncia chega pela vereadora socialista na CMF, Isabel Sena Lino, que admite ainda não ter levado o assunto a reunião de Câmara. Mas vai fazê-lo numa próxima oportunidade.

A vereadora esteve ontem no local e constatou que a inexistência de estacionamento o que faz com que o moradores continuem a parar os automóveis na via. Isso dificulta a circulação e aumenta o perigo, garante.

Sena Lino diz haver passeios com mais de dois metros, o que não se justificará naquele local. Não se trata, explica, de uma zona tipo Estrada Monumental, que serve de promenade. Os dois metros de passeio, que "ficam bonitos", seriam melhor utilizados se o respectivo espaço fosse destinado a estacionamento e a docas para transportes públicos.